Ex-presidente da Ferrari critica o novo Luce e pede que tirem o “Cavallino Rampante”
O lançamento do Ferrari Luce, o primeiro carro totalmente eléctrico da marca de Maranello, está a acumular críticas vindas de políticos, do mercado bolsista e até de antigos executivos. Na opinião de Luca di Montezemolo, presidente durante mais de 20 anos, "arriscamos destruir uma lenda".
O Luce foi revelado esta semana e a polémica não tardou a instalar-se. Além de marcar a estreia da Ferrari na propulsão totalmente elétrica, é o primeiro modelo da marca com cinco lugares, e estará disponível por 550.000 euros.
O design foi co-criado por Jony Ive, o ex-director de design da Apple, e essa influência não passou despercebida: nas redes sociais, muitos utilizadores apontaram semelhanças com produtos da gigante da maçã.
POV: You’re charging your new Ferrari Luce pic.twitter.com/L86GfLVzSV
— Apple Design (@TheAppleDesign) May 25, 2026
O Presidente italiano Sergio Mattarella foi um dos primeiros a ver o carro, numa apresentação privada conduzida por John Elkann, presidente da Ferrari e herdeiro da família Agnelli.
"Arriscamos destruir uma lenda"
Presidente da Ferrari entre 1991 e 2014, o período mais longo da era pós-Enzo, Luca di Montezemolo juntou-se aos críticos e não poupou nas palavras.
Se dissesse o que realmente penso, estaria a prejudicar a Ferrari. Arriscamos destruir uma lenda, e isso entristece-me profundamente.
Afirmou Montezemolo, em declarações à agência italiana askanews.
O descontentamento é tal que o antigo presidente pediu que o icónico "Cavallino Rampante" fosse retirado do carro, acrescentando num tom irónico: "Pelo menos é um carro que os chineses não vão copiar".
Políticos e bolsa céticos em relação ao Luce
O polémico Luce rapidamente chegou à política, com Matteo Salvini, ministro dos Transportes de Itália, a partilhar que a estreia da Ferrari na mobilidade elétrica está a acontecer com um modelo "elétrico, caríssimo e, do ponto de vista estético, dispensa comentários".
Elettrica, costosissima (550 mila euro!) e, dal punto di vista estetico, si commenta da sola... Sembra tutto fuorché un'auto del Cavallino. E questa sarebbe “innovazione”? Chissà Enzo Ferrari cosa direbbe... pic.twitter.com/zITSlz1a9j
— Matteo Salvini (@matteosalvinimi) May 26, 2026
Escreveu o ministro dos Transportes italiano, rematando: "Imagine o que Enzo Ferrari diria..."
Este cenário de clara desilusão refletiu-se nos mercados, com as ações da Ferrari a caírem a pique na bolsa italiana.
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Tudo bem que ha gostos para tudo, mas, tendo em conta o que a Ferrari nos habituou, este design é no mínimo controverso, e isto não terá nada a ver com ser elétrico ou não.
Parece um fiat panda em esteroides
Sim, tem tudo a ver:
https://pplware.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/05/papa_ferrari.jpg
A Lamborghini é que foi inteligente! Cancelaram estas carripanas a pilhas!
A Porsche não está a conseguir vender muitos Taycan/Macan EV e este Ferrari Luce, que ainda por cima custa 4x mais, irá pelo mesmo caminho. Daqui a 5 anos nem 100K valem.
O consumidor já demonstrou que não quer elétricos.
Hoje dia já começa a ser um luxo no mercado de alta gama ter um motor a combustão interna. A Bugatti abriu os olhos a tempo já que o Nevera da Rimac vendeu mal.
Afinal a Jaguar não esteve assim tão mal quando apresentou o Type 01! O Luce tem um design 1000x pior!
“O consumidor já demonstrou que não quer elétricos.” A venda de carros elétricos este ano em Portugal até ao momento representa 70%.
Mais outro da escolinha do JL que para eles até um mild hybrid é considerado electrico.
Este ano a venda de electricos não chegou a 24% da quota.
Mostre lá onde eu digo ou apoio esses argumentos ?
Sim, mas isso é relativamente simples de explicar.
A UE tomou muitas medidas que condicionam os carros a combustão, ora vejamos:
1) O apertar das normas Euro e limites de CO2 cada vez mais apertados estrangulam os motores e adicionam mecânica complexa e problemática.
2) A proibição de venda de carros a combustão para breve retira a confiança no mercado.
3) Ajudas e fiscalidade a favor dos eléctricos tornam os carros a combustão uma escolha menos “inteligente” a nível fiscal
4) Cada vez mais zonas de emissões reduzidas e constantes mudanças levam à perda de confiança se a compra de um carro a combustão será aceite na zona por muito tempo.
5) A despreocupação da UE com o preço dos combustíveis, que imediatamente proibiu ou desaconselhou a baixa de impostos, é mais um incentivo para troca.
6) Prémios para abate – troca para elétrico
7) A força da UE nas empresas fez com que se deixasse de investir em carros a combustão, hoje em dia há menos oferta nessa àrea e a oferta que existe não é para todos os mercados. Para algumas segmentos, o eléctrico é quase a única opção.
Tudo isto junto pesa na altura de comprar um novo transporte pessoal.
A mim afecta-me principalmente os pontos 3, 5 e 7
Não existe nenhuma proibição para breve de motores a combustão.
Errado, as medidas que existem para eléctricos são iguais para outros veículos com emissões nulas.
Outra mentira, não é para troca de eléctrico, é para abate na compra de um veículo com emissões nulas.
Existem opções para todas as categorias.
Existe, sim, em 2035, ou seja, há menos de 10 anos.
Quanto às medidas, apenas me deste a razão, pois emissões nulas != de carro a combustão. Apenas são palavras diferentes, o contexto continua correcto.
Não, não existe, nem nunca existiu.
Um veiculo a combustão pode ser de emissões nulas, informe-se, não são palavras diferentes, são um facto.
Não, o contexto está errado.
Existe sim… é só pesquisar “Regulamento UE 2019/631 atualizado 2023” ou “ban 2035 CO2 cars EU”.
Podem não lhe chamar “proibição”, mas quando só podes vender carros novos com 0 emissões, na prática os motores a combustão tradicionais ficam fora, logo há receio em comprar.
Quanto ao resto, continuas a confirmar o que eu disse: incentivos são para emissões nulas, e isso hoje não representa carros a combustão no mundo real.
Chamar “emissões nulas” a um carro a combustão é teoria, no mercado não é isso que existe nem é isso que as pessoas compram.
Praticamente não existem carros a hidrogénio à venda…
E híbridos não são emissões nulas, podem ter emissões mais baixas, mas continuam a ter um motor a combustão que queima combustível, logo há sempre emissões.
Esse regulamento nunca foi aprovado, e por acaso já foi alterado.
Não é teoria, é um facto, tanto que aprovaram combustíveis neutros para esse efeito.
O regulamento foi aprovado em 2023, o que houve foi um ajuste, não foi cancelado para aceitar e-fuel.
Na prática os e‑fuel não mudam nada no mundo real, são praticamente inexistentes no mercado. Mas oxalá venham rápido e a bom preço para tornar o meu velhinho a emissões nulas
Toda esta incerteza acaba por jogar contra o negócio dos carros a combustão tradicionais.
Não, não foi, aliás, ainda está por aprovar a ultima revisão dele, que é a de 2026.
Exato, portanto confirma que levou ajustes e nunca proibiu, porque nunca foi aprovado, tal como ainda acontece.
Não joga, já que existe uma alternativa no combustível.
https ://eur-lex.europa.eu/eli/reg/2023/851/oj/eng
E fez a UE muito bem, só peca por não ter feito mais ainda, tudo excelentes maneiras de poupar o planeta e os petrodolares. Só falta mesmo proibir a venda e a circulação de carros a combustão ASAP
Andam ao “serviço” dis chineses. Hoje em dia, todos temos de comer do mesmo, apesar de não ser saudável nem racional.
E nada ao serviço dos árabes.
https ://eur-lex.europa.eu/eli/reg/2023/851/oj/eng
A venda de carros eléctricos em Portugal «…representa 70%…» por que o regime liberal/maçónico dá subsídios/apoios/créditos para comprar esse tipo de viaturas, subsídios esses que são pagos com o dinheiro da Classe-Média Portuguesa que financia o Orçamento de Estado, ou seja, a Classe-Média Portuguesa no desemprego, pobreza, miséria, anda a pagar os carros dos outros.
Este parasitismo e chulanço liberal/maçónico tem acabar.
70%? lol.
Isso inclui híbridos de todo o tipo…
A Lamborghini nunca teve em desenvolvimento nenhum a pilhas, deve estar a fazer confusão com a Toyota.
Teve, tem e deverá lançar brevemente, era só a Ferrari abrir a porta, os outros agora vão atrás. Foi como os SUVs da Lamborguini, toda a gente criticou, num instante todas as marcas de alto luxo tem um
A pilhas nunca teve nem tem, se é que me entende…
adorei a cena do rato da Apple
xD
Pois, também eu, foi uma piada inteligente.
Pois, vão vulgarizar o Ferrari
Com um desportivo com 1000 cv, não estou a ver como.
Se lhe tirar o cavalinho rampante, não passa de mais um genérico chino barato que chega ao mercado todos os dias destinado a apodrecer em terrenos baldios à espera de comprador.
É como os outros, se tirar o cavalinho até passa por um Xiaomi.
Está péssimo.
Isto não tem nada a ver com a questão de ser a combustão ou eléctrico, o problema é o design.
O que funciona para o iPhone não funciona para carros, muito menos para uma marca como a Ferrari que tem sempre mantido um design muito especifico e próprio…este carro não mostra nada do ADN do design da Ferrari.
Fail.
Entao e porque estas mal informado porque ele ja antes da apresentação do carro referiu varias vezes que eletricos sao carros chineses nao a ferrari