Este tipo de carro elétrico está a desaparecer. Marca prometeu muito mas… não cumpriu
O sonho do carro elétrico solar perde mais um protagonista. A marca Sono Motors, startup alemã fundada em 2016, em Munique, declara insolvência. A empresa nasceu com uma visão muito clara: tornar a energia solar uma parte integrante dos automóveis elétricos.
A indústria dos automóveis elétricos movidos parcialmente a energia solar acaba de sofrer mais um duro golpe.
A alemã Sono Motors, uma das empresas mais conhecidas neste segmento, entrou novamente em insolvência e cessou todas as operações, colocando um ponto final numa história que começou em 2016 com a ambição de democratizar os carros solares.
Carro elétrico solar: projeto ambicioso que nunca chegou à produção
A Sono Motors ganhou notoriedade com o desenvolvimento do Sion, um automóvel elétrico equipado com centenas de células fotovoltaicas integradas na carroçaria. A ideia era simples, mas inovadora: aproveitar a energia do Sol para aumentar diariamente a autonomia da bateria, reduzindo a necessidade de carregamentos na rede elétrica.
Em condições ideais, a empresa afirmava que o Sion poderia recuperar dezenas de quilómetros de autonomia por dia apenas através da energia solar. O modelo chegou a gerar milhares de reservas e despertou enorme interesse na Europa, mas nunca entrou em produção em série devido às dificuldades financeiras da empresa.
Da aposta nos automóveis ao negócio B2B
Após abandonar definitivamente o projeto Sion em 2023, a Sono Motors tentou reinventar-se.
A empresa concentrou-se no fornecimento da sua tecnologia de integração de painéis solares para fabricantes de autocarros, camiões, reboques e veículos comerciais. O objetivo era utilizar a energia solar para alimentar sistemas auxiliares, reduzir o consumo de combustível ou eletricidade e aumentar a eficiência energética das frotas.
Apesar de conseguir estabelecer várias parcerias industriais, o negócio nunca atingiu a dimensão necessária para garantir a sustentabilidade financeira da empresa.
Segunda insolvência e fim da atividade
A 31 de julho de 2026, a Sono Motors interrompeu oficialmente toda a atividade operacional. Poucos dias depois confirmou a abertura de um novo processo de insolvência, explicando que, apesar das negociações com potenciais investidores durante o processo de reestruturação, não conseguiu assegurar financiamento suficiente para continuar a operar.
A empresa anunciou igualmente que pretende vender todos os ativos relacionados com o negócio da tecnologia solar, incluindo propriedade intelectual, contratos e soluções desenvolvidas ao longo da última década.
Mais um revés para os carros elétricos solares
O desaparecimento da Sono Motors representa mais um sinal das dificuldades enfrentadas pelos fabricantes que apostaram em automóveis movidos parcialmente a energia solar.
Nos últimos anos, também a neerlandesa Lightyear enfrentou graves problemas financeiros, demonstrando que, apesar do enorme interesse tecnológico, continua a ser extremamente difícil transformar esta tecnologia num produto comercialmente viável.
A principal limitação mantém-se praticamente inalterada: a área disponível para instalar painéis solares num automóvel é reduzida e a energia produzida raramente consegue substituir os carregamentos convencionais.
Na maioria dos casos, a energia solar funciona apenas como complemento para aumentar ligeiramente a autonomia ou alimentar sistemas auxiliares do veículo.

A tecnologia continua viva
Embora a Sono Motors tenha chegado ao fim, isso não significa necessariamente o desaparecimento da tecnologia. Vários fabricantes continuam a estudar a integração de células fotovoltaicas em veículos comerciais, autocarros e até automóveis de passageiros, sobretudo para reduzir consumos dos equipamentos elétricos e melhorar a eficiência global.
A venda dos ativos da Sono Motors poderá permitir que outras empresas aproveitem anos de desenvolvimento tecnológico e mantenham viva uma ideia que, apesar dos sucessivos fracassos comerciais, continua a despertar interesse na indústria automóvel.























Já ví um Fisker Karma com painél solar
Que na maioria deles nem é usado, porque o sistema de controle nunca foi acabado.
Apesar de tudo sempre é uma ideia mais inteligente que meter painéis em casa para carregar o carro. Para onde quer o leves, levas o painel.
Sim, comparar a superfície de um painel em casa com a superfície de um carro… mas o inteligente é o Grunho.
O importante é continuar a financiar as petrolíferas. Tudo o resto não interessa
Que interessa a superfície do painel quando o carro não está lá?
É muito complicado explicar. Mas a vantagem é que com os painéis no carro consegues fazer 5km por dia sem carregar
Os painéis só funcionam para carregar automóveis?
Exatamente painéis em casa é do pior. Temos que apoiar e financiar as empresas de electricidade.
Se eu ficar sem conta de electricidade a minha vida perde todo o sentido
As células solares ainda têm uma eficiência baixa para este tipo de aplicação, talvez mais uns anos se chegue lá.
O limite teórico máximo é de 50% de eficiência. Isso significa que poderá ajudar a extender o alcance à volta de 50kms num carro de dimensões normais, mas não mais que isso.
Com essa eficiência já era muito bom.
Dá-lhe tempo…
“A new solar breakthrough may overcome a long-standing efficiency barrier. Researchers used a “spin-flip” metal complex to capture and multiply energy from sunlight through singlet fission. The result reached about 130% efficiency, meaning more energy carriers were produced than photons absorbed. This could lead to much more powerful solar panels in the future.”
https ://www.sciencedaily.com/releases/2026/03/260328024517.htm