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Esta cidade retirou os radares, e o excesso de velocidade disparou 480%

                                    
                                

Autor: Ana Sofia Neto


  1. Yuri bezmenov - primeira fase says:

    E esse aumento de 480% traduziu-se em que aumentos de sinistralidade?

    • Nome says:

      Tal & Qual!

      É muito bonito usar chavões como “a velocidade mata” e “agora temos dados” mas não dizem quantos sinistros ocorreram desde então e desses, quantos resultaram em morte POR excesso de velocidade.

      A presidente da câmara de Toronto perdeu ali uma boa mesada, nós sabemos, e isso afetou o seu modo de vida pelo que quer repor novamente e rapidamente o “cash grab” como foi definido no texto (e bem).

      TUDO nesta vida mata, vai sempre depender da perspetiva e nesse sentido é seguro dizer “viver mata”.

      • says:

        Se o código da estrada diz que a velocidade máxima é x e que a partir de isso dá multa, tudo o resto é, como diria o outro, piners… E até pode ser um cash grab. O que até acaba por ser bem pior. Se sabem que existem radares e que andam à caça à multa, porque raio a malta continua a acelerar mais do que devia? Já dizia outro cromo: “E o burro sou eu?”.

      • Sou só eu? says:

        F****, finalmente esta discussão começa a ter um pouco de racionalidade…

        A presidente da câmara de Toronto é uma demagoga; como politiqueira, vai pelo caminho mais fácil e tenta levar a discussão para o moralismo barato e sem fundamento. Nada de que qualquer político já não se tenha apercebido: não interessam os princípios, os valores e os objetivos de uma política, porque, desde que o meu moralismo pareça maior do que o do próximo, sou eu quem ganha a discussão (é o dia a dia de hoje).

        Lembro-me de uma notícia recente em Portugal sobre limites de velocidade, em que tínhamos um iluminado qualquer a dizer que os radares estavam a ser um sucesso. Questão: qual era a métrica? Era o número de multas… Enfim, lá está: moralismo barato. Agora, ao medirmos os acidentes e a gravidade desses acidentes, sim, começamos a poder falar entre adultos racionais.

        Por fim: sou antirradar? Não! Mas uma coisa é impor uma regra que vem do tempo da outra senhora e com base em moralismos; outra é fazê-lo com base em dados, princípios e valores sociais.

        (Não sei quem é o Zé, mas ele encaixa bem no perfil de um homem sem qualquer tipo de espinha dorsal. Mas, enfim, já aprendi que uma discussão com uma pessoa sem espírito crítico não é uma discussão.)

        • says:

          Eu posso discutir muita coisa, mas se a lei impõe limites de velocidade, temos de os cumprir. Se queremos mudar a lei, tomamos a iniciativa de a mudar, de forma legal e democrática. Existem muitas maneiras de mudar a lei. Aliás, se tanta, mas tanta gente discorda dos limites de velocidade, já tinham era formado um partido político e estavam a governar a mudar a seu bel prazer. Já houveram movimentos cívicos e até partidos a bater a essa porta. E não deu nada. Agora quando as pessoas sabem que ir acima do limite dá multa, que existem ou podem existir radares e continuam a circular acima do que devem.. bem, não tenho pena nenhuma. Cada um sabe da sua vida. Paguem e não bufem. Se calhar são os mesmos que acham bem estacionar nos passeios, nas rotundas ou onde bem lhes apetece porque acham que a lei é inadequada.
          Quanto à espinha dorsal, prefiro não dar tempo de antena a quem só sabe zurrar. Vozes de burro não chegam ao céu.

    • says:

      Não sabemos, mas traduziu-se no aumento do incumprimento do código da estrada. Logo, se não cumpre, leva no lombo.

      • Yuri bezmenov - primeira fase says:

        E isso é mau para os cofres do governo?
        Eu não cumpro limites de velocidades há décadas e nunca levei no “lombo”. Há que saber estudar a coisa.

    • jorge santos says:

      Essa é a PERGUNTA CHAVE?

    • Morty-nao-censura says:

      Exatamente.. andei a procura deste correlação no texto, curiosamente não existe xD 
      E realmente andar a 50 ou 66km e mesmo muita muita diferença…

    • says:

      Está no texto: “Segundo o relatório, Toronto registou 25 colisões fatais entre dezembro de 2025 e maio de 2026, exatamente o mesmo número verificado no mesmo período de 2021-2022, quando os radares estavam em pleno funcionamento.”
      Ou seja, ficou igual

      • Yuri bezmenov - primeira fase says:

        Ou seja, o objectico principal sempre foi a caça á multa.

      • BC says:

        Parece que a interpretação, não é o teu forte. Se em 5 meses de 2026, sem radares, morrem tantas pessoas como em 2022 (há 4 anos), quer dizer que desde essa data até dezembro 2025, houve menos mortes. Logo… diz comigo: houve menos sinistralidade graças aos radares!

      • JL says:

        Ficou igual ao ano que estava tudo em casa. Lol

        • Yamahia says:

          Ou seja, quando havia radares e estava tudo em casa, o número de acidentes foi igual ao período sem radares e com toda a gente na estrada. Que conclusão pretende retirar desse facto????
          Pela sua própria observação, está bom de ver que, com radares, a percentagem de acidentes sobre veículos em movimento aumenta substancialmente.

          • JL says:

            Como dizem ainda é cedo para chegar a alguma conclusão, porque nem se sabe se o movimento era igual, apenas acho piada ao argumento.

    • Awake says:

      Diz no texto:

      “Por outro lado, os dados sobre acidentes fatais ainda não confirmam, de forma inequívoca, que as estradas se tornaram mais perigosas.

      Segundo o relatório, Toronto registou 25 colisões fatais entre dezembro de 2025 e maio de 2026, exatamente o mesmo número verificado no mesmo período de 2021-2022, quando os radares estavam em pleno funcionamento.”

      Ou seja, tudo se manteve na mesma (á exceção do lucro do estado, e a preocupação deles é essa) .

      • BC says:

        Parece que a interpretação, não é o teu forte. Se em 5 meses de 2026, sem radares, morrem tantas pessoas como em 2022 (há 4 anos), quer dizer que desde essa data até dezembro 2025, houve menos mortes. Logo… diz comigo: houve menos sinistralidade graças aos radares!

        • PoiZé says:

          É só projecções….
          A interpretação pode não ser o forte dele.. mas a tua não é melhor. E ainda demonstras não conseguir ler e entender um artigo tão simples.
          Mas eu ajudo… Já que o Awake não foi suficientemente simples.
          “exatamente o mesmo número verificado no mesmo período de 2021-2022”
          ->”exatamente o mesmo número””no mesmo período”<-

          E ainda acrescento que aposto que havia muito menos carros a circular em 21/22 do que em 25/26.

  2. Marcos says:

    Apenas uns visores que digam a velocidade dos carros já é suficiente para que estes abrandem. Pensam que são radares e moderam-se!

    • says:

      Tens sinais de trânsito, código da estrada e um velocímetro no carro. Deveria bastar. O problema é que não basta. Mas os radares só “multam” quem segue em excesso de velocidade.

    • jorge santos says:

      Olha que não.
      A mim até me dá vontade de acelerar… só para testar a capacidade de aceleração…

  3. TugAzeiteiro says:

    “Speed has never killed anyone. Suddenly becoming stationary, that’s what gets you.” Jeremy Clarkson.
    Agora a sério… se fizessem um estudo realmente sério, para tirar conclusões sérias e não para justificar os radares como forma de financiamento ao estado que é exatamente isso que são, viam o que todos veem… Os acidentes são causados por causa das manobras perigosas, das ultrapassagens mal calculadas, da porcaria dos telemóveis, de andarem todos em cima uns dos outros e da pressa constante com que se vive diariamente! A velocidade é apenas o fator decisivo entre um pequeno toque ou um acidente com vítimas mortais.

    • says:

      Independentemente de isso tudo, os radares apenas “multam” quem segue com excesso de velocidade. E está mais que provado que a velocidade amplifica os acidentes em números e em consequências. Agora, há coisas que se podem multar, outras nem por isso. A velocidade é mensurável e simples de multar. Um radar pode apanhar milhares de pessoas por dia. Mas só apanha quem não cumpre.

      • PM says:

        Maior parte das pessoas não sabe conduzir a altas velocidades, têm a máquina, mas falta a capacidade de leitura da estrada, do estado do piso, do tráfego, a capacidade de reação a um solavanco repentino, da existência de um obstáculo.

  4. PoPeY says:

    “Segundo o relatório, Toronto registou 25 colisões fatais entre dezembro de 2025 e maio de 2026, exatamente o mesmo número verificado no mesmo período de 2021-2022, quando os radares estavam em pleno funcionamento.”

    Apenas isto…

    • Alfie says:

      Faltou leres o que vinha a seguir:
      “O próprio documento reconhece que as fatalidades variam significativamente de ano para ano e que um período de seis meses não é suficiente para estabelecer tendências sólidas.”
      Se o tivesses feito terias dado uma de inteligente.

      • BC says:

        Deixa lá. Os maluquinhos da velocidade adoram fazer cherry picking, convencidos que a velocidade excessiva não é um problema, e quem está mal, é quem cumpre.

    • JL says:

      Ficou igual aquele ano que estava tudo em casa.

  5. Vim Tod enti says:

    Se tirou os radares, como é que sabem que o excesso de velocidade subiu 480%?

  6. jorge santos says:

    Acho bem que a velocidade aumente… e bastante! Os cidadãos têm muitos coisas a fazer e pouco tempo para as completar. Minimizar o tempo de viagem é crucial para aumento da produtividade no dia-a-dia.
    Mas esse aumento de velocidade causa aumento de sinistralidade? Essa é a pergunta chave que temos de fazer.
    Quando vemos casos de algumas auto-estradas alemãs (Autobahn) onde não há limite de velocidade e comparamos com o índice de sinistralidade rodoviária da Alemanha (uma das mais baixas da Europa)… percebemos que a sinistralidade não está directamente relacionada com a velocidade.
    Só um perfeito idiota que nunca conduziu na vida liga sinistralidade à velocidade. Se esse mesmo idiota percebesse que se as duas estivessem relacionadas… todos os pilotos de F1 estariam mortos!!!

    Querem resolver a sinistralidade?
    1) Multem implacavelmente quem muda de via e direcção sem piscar e sem usar os retrovisores antes de iniciar as manobras;
    2) Multem implacavelmente quem circula nas vias da esquerda;
    3) Multem implacavelmente quem estaciona nas rotundas (incluindo PSP e GNR nas suas operações STOP);
    Esses 3 pontos reduziriam a sinistralidade de forma abismal.

    • B@rão Vermelho says:

      Só faltou ai um pequeno pormenor na tua comparação sem sentido com a F1, é que pistas andam todos no mesmo sentido, e estas a comparar os melhores dos melhores com todos os Zé Nabos que andam na estrada.
      Depois velocidade excessiva é diferente de excesso de velocidade.

    • says:

      Velocidade de 60kmh – distância de travagem 19 metros
      Velocidade de 80kmh – distância de travagem 34 metros

      Aumento de velocidade – 33%
      Aumento de distância de travagem – 74%

      Os números são estes. Não é a velocidade que conta mas sim a distância de reação e de travagem. Aliás, a velocidade nunca matou ninguém. Para repentinamente contra um muro já é capaz….

  7. orelhas says:

    um clio do ano 2000, que segue a 100km/h precisa de 75 metros para se imobilizar.
    um clio do ano 2025, que segue a 100km/h precisa de 55 metros para se imobilizar.
    os limites de velocidade tem décadas e não acompanham a evolução tecnológica.
    tanto que, tal como está escrito na noticia, a sinistralidade não aumentou nesse caso.
    há casos que efetivamente podem ajudar? não digo que não, mas na maioria os radares só servem para aumentar a receita das autarquias.

    • Realista says:

      O problema é que ainda tens alguns clios do ano 2000 na estrada… e portanto a legislação tem de acompanhar isso.

      • PoiZé says:

        Ainda tens carroças a circular diariamente no interior do país.
        Ainda ontem apanhei uma carroça numa EN. (e é regular vê-las por estes lados)
        A lei também devia pensar neles, acompanhar estas situações e não ter aumentado tão rápido as velocidades máximas nas estradas nacionais.
        Acho que devia ser 30km/h em todo o lado. Não vá alguém apanhar um susto (ou pior, se não conseguir travar/reduzir a tempo quando depois de fazer uma lomba a 80km/h e apanhar uma carroça. na descida

        • Realista says:

          No entanto o cavalo de 1890 continua a ser idêntico ao cavalo de 2024…

          • PoiZé says:

            Mais um motivo! É o mesmo, continua a ser usado e agora tens carros a circular nas mesmas estradas!
            A legislação tem de acompanhar isso!
            Ou só tem de acompanhar que um clio de 2000 ainda anda na estrada?
            Coerência precisa-se…
            E pior… Isso é descriminação!
            E quem não pode trocar o cavalo pelo clio? nem pelo de 2000? Faz o que? É que o cavalo está pago e só consome um fardo (dos pequenos) por dia.
            Nas EN devia ser no máximo 30 km/h fora das localidades e 10km/h dentro das localidades.
            A legislação tem de acompanhar isso!

          • PoiZé says:

            E ainda escrevo mais:
            O primo que faz aquela estrada está farto de apanhar sustos com esses veículos super rápidos. E agora há alguns que quase não fazem barulho!
            Deviam ser obrigados a andar com latas amarradas. O cavalo nem se apercebe quando eles se aproximam e já quase virou a carroça.
            E os animais selvagens?! Que também têm de lidar com esses veículos super rápidos? Muitas vezes nem tempo têm de sair da estrada!
            Isso a lei não tem de acompanhar?
            Era proibir circular a mais de 20km/h em todos os locais onde há possibilidade de encontrar animais selvagens.

    • PoPeY says:

      ” os radares só servem para aumentar a receita das autarquias.”

      Essa afirmação torna-se obvia, quando percebemos que os radares são colocados onde facilmente existe excesso de velocidade e não onde existe maior índice de sinistralidade ou onde circular “devagar” seria relevante.

      • says:

        São colocados onde facilmente os parvos insistem em não cumprir os limites de velocidade.

        • B@rão Vermelho says:

          Deixa ver se percebo, apesar da lei proibir e penalizar o homicídio, se alguém matar outro é condenado, é perseguição dos juiz?

          A comparação é parva, bem sei mas é igual à, é caça a multa.

          Se em 4 anos ouve 25 acidentes graves com radares, e em 6 meses sem radares há também 25 acidentes graves, e há quem ache igual.

          Vou tentar explicar de forma simples, para ganhares 10 mil €, tiveste de trabalhar 4 anos, e o teu vizinho para ganhar os mesmo 10 mil € só trabalhou 6 meses, qual de vocês tinha o ordenado maior?
          No fundo ambos ganharam 10 mil €.

  8. Joao says:

    Eu conduzo a 140kmh na segunda circular em Lisboa, na lusiada e no eizo norte sul ate a 160kmh passo quando não ha transito. Não pago uma univa multa, basta tapar parte da matricula na temu arranjam isso e funciona perfeito

  9. Yamahia says:

    Pelo descrito, a medida não resultou num aumento da sinistralidade. São dados mais fáceis de obter do que a simples medição da velocidade. Se tivesse aumentado, não faltariam as vozes dos arautos da desgraça, ávidos por voltar a encher os cofres à conta dos distraídos.

    • Mr. Y says:

      «O próprio documento reconhece que as fatalidades variam significativamente de ano para ano e que um período de seis meses não é suficiente para estabelecer tendências sólidas.»

      Isso só mostra como és desonesto nas tuas conclusões.

      • Yamahia says:

        Qualquer cidadão tem acesso aos dados da sinistralidade semanal. Não é preciso ser especialista. O que fará estes que tentam, por todos os meios, justificar o injustificável para continuarem a martelar.

    • JL says:

      Calma, que a malta já estava habituada a andar devagar, portanto acabam por ser mais cumpridores, e estamos a falar de um pais civilizado, velocidade não é com eles.

    • JL says:

      Ah, e não esquecer que esse foi aquele ano onde ficou tudo em casa.

  10. Tony do Cais says:

    “ Toronto drivers are speeding more often, and fatal collisions reached a five-year high in the six months since the Ford government banned automatic speed cameras, according to new data from the city.”

  11. R says:

    Tenho uma dúvida maior. Se retiraram os radares, como chegaram a essa percentagem?

    • Tony do Cais says:

      Há radares de velocidade há venda. Se calhar não com a precisão destes equipamentos de 100k mas suficientes para a execução do estudo.

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