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Energia solar e eólica ultrapassam gás pela primeira vez à escala mundial

                                    
                                

Autor: Rui Neto


  1. Hugo Nabais says:

    “Outro dado relevante tem que ver com o carvão. Apesar das preocupações relacionadas com segurança energética e aumento dos preços dos combustíveis, não se verificou um regresso significativo à produção elétrica baseada em carvão.”
    Depende do que se considera significativo!

    Hoje o que está a ser medido:
    – China 60% de toda a produção eléctrica vem do carvão!
    – Mongólia 86% de toda a produção eléctrica vem do carvão!
    – India entre 50 a 90% de toda a produção eléctrica vem do carvão! (depende da região)
    – Polonia 36% de toda a produção eléctrica vem do carvão!
    – Indonésia 71% de toda a produção eléctrica vem do carvão!
    – Wyoming + Utah 57% de toda a produção eléctrica vem do carvão! (sim USA)
    – Missouri 48% de toda a produção eléctrica vem do carvão! (sim USA)
    – Africa do Sul 84% de toda a produção eléctrica vem do carvão!!!

    E mais que não me apetece transcrever para aqui!

    • Max says:

      Todos produtores de carvão. O preço do importado aumenta bastante (e, na Europa, com as taxas de emissão de CO2 não é competitivo, exceto na Polónia e Alemanha, que o produzem)..
      Mas a China tem interesse porque é o maior produtor e consumidor de carvão – e, ao mesmo tempo, produz 4.000 TWh em energias limpas, quase o mesmo que os EUA com todas as fontes de energia. O que mostra bem o peso da indústria chinesa – devoradora de energia.

      • Realista says:

        E mesmo assim é preciso meter em contexto:

        Nos anos 90 a China tinha 75% da energia produzida a partir de carvão enquanto que em 2025 teve 50% apesar do consumo de energia ter aumentado 4x durante o mesmo período de tempo…

    • Mr. Y says:

      Tens razão que há vários países onde o carvão é muito usado mas o seu uso está em queda.
      Na China, por exemplo, em 2006 era 80%, em 2016, 67%, em 2025, 54%.

      • Hugo Nabais says:

        Se em 2025% foi de 54% a média, a média de hoje é bem superior! Está com 63.55% para ser exacto.
        Portanto a queda inverteu!

        • Gonçalo says:

          A queda não inverteu, vai ver o aumento do consumo de energia pela china nestes anos mais de 5* mais e mesmo assim o carvao desceu a pique, para se usar só a percentagem como base de comparação também convém saber qual foi o uso de energia se não é um dado irrelevante.

        • Realista says:

          O que estas a fazer é misturar combustíveis o que dá a entender que o carvão cresceu, mas está errado de acordo com diversas fontes.

          https ://ember-energy.org/countries-and-regions/china/
          https ://lowcarbonpower.org/region/People’s_Republic_of_China

          Diz claramente que a China passou de 62% para 58% em 2025 e como se não bastasse a China (e India) pela primeira vez desde os anos 70 combinados, produziram menos energia com recurso a carvão.

          https ://www.theguardian.com/business/2026/jan/13/coal-power-generation-falls-china-india-since-1970s

          • Mario says:

            Os painéis solares são amigos do ambiente:

            https ://www.diariodigitalcastelobranco.pt/noticia/71705/relatorios-apontam-impactos-estruturais-graves-de-centrais-solares-na-beira-baixa

            Mas segundo certos iluminados no Pplware, em castelo branco é só deserto.

          • Vítor M. says:

            És muito seletivo. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Tem de haver um equilibrio. Tu dizes que eles são iluminados, eles dizem que no teu caso é um apagão 😀 Haja equilíbrio. Lembras-te então daquele caso conhecido em que a APA esteve envolvida na avaliação ambiental de projetos ligados ao petróleo e acabou até por ser criticada por ambientalistas? Tens de te lembrar. Não podes apontar à malta que defende mais energia solar alguns problemas e esconder a mão dos problemas dos oleodutos, das infiltrações de combustível, dos derrames no mar, das limpezas em alto mar dos tanques… não sejas assim tão esquecido.

          • Mário says:

            Pela maneira como fala, parece que andou de elétrico toda a vida…
            Lembro-me dessas situaçoes sim. E que tem? uma coisa não desculpa a outra.
            Posso apontar á malta que defende mais solar, porque desbastam zonas verdes em prol do solar e danificam biodiversidade… São os mesmos iluminados que depois vão dizer que temos que arranjar um método de captura de carbono… Quando as árvores já o fazem há milhões de anos.

    • Toni da Adega says:

      Pode ser percentagem elevada mas isso não significa um regresso. Só se pode significar um regresso se esse número aumentar.
      Agora se mantiver ou houver uma redução então está correto

  2. Max says:

    E em Portugal (Fonte: Ren Hub), em abril de 2026 vs. abril de 2025:
    – Produção renovável: 2.513 GHh (abril/2026), 3.636 GHh (abril/2025), -30.9% (pela diminuição da hídrica e biomassa)
    – da qual, Solar: 585 GWh (abril/2026), 553 GWh (abril/2025), +37,4%
    – Produção não renovável – Gás: 553 GWh (abril/2026), 332 GWH (abril/2025), +66,6%
    Em Portugal, em abril, a produção de energia elétrica de origem solar também foi superior à gerada por gás.
    Mas é de notar que desde o apagão (em final de abril/2025) tem-se assistido ao aumento do peso do gás (produção elétrica nas centrais de ciclo combinado) que tem sido atribuído a dar maior garantia de segurança e estabilidade à rede elétrica. Com o preço do GNL a subir (embora o mercado do gás para as centrais elétricas apresente diferenças), não é nada bom.

    • Mario says:

      É só esperar para vir a IA e ver o preço da energia a subir tanto pelo lado da procura como pelo lado do investimento em redes que tem que ser feito.
      Só com intermitentes não vamos lá. Sim, podemos ter algum armazenamento mas não é suficiente.

  3. Guilherme says:

    Os centros de dados AI americanos já estão em corrida para apanhar esta energia e nos lixar a todos com contas altas de electricidade, já que estão a ser expulsos da América.

  4. Yamahia says:

    É o clássico “tirar a fotografia ao melhor minuto do jogo”.

  5. David Guerreiro says:

    E a aposta no hidrogénio verde para a produção de eletricidade? Falavam muito nisso e ficou no livro.

    • Max says:

      Para gerar hidrogénio verde, consome-se muito mais eletricidade do que a que se pode gerar com ele.
      Para gerar hidrogénio cinzento, a partir do carvão, emite-se muito CO2.
      Ou seja, pontualmente, quando haja produção excedentária de eletricidade verde, proveniente, por exemplo, de energia solar, que estava a ser desperdiçada, pode-se gerar hidrogénio verde, para mais tarde gerar eletricidade.
      Mas como solução geral não dá.

    • JL says:

      O hidrogénio não ser para produzir eletricidade, mas sim para desperdiça-la.

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