Elétricos ou híbridos? A Toyota reinventou um motor que funciona a -253 ºC e não emite CO₂
Durante anos, a Toyota dedicou inúmeras horas a testar motores de combustão alimentados por hidrogénio líquido, uma tecnologia limpa, embora com claras desvantagens face aos combustíveis convencionais. Agora, a marca encontrou um novo sistema que irá testar de forma aprofundada.
Toyota continua a apostar no hidrogénio
Há já vários anos que a Toyota apresenta ao mundo diversos protótipos com uma tecnologia na qual, entre os grandes fabricantes, só ela apostou verdadeiramente em grande escala.
Para além das células de combustível a hidrogénio, vimos vários concept cars a utilizar hidrogénio líquido em motores de combustão, queimando hidrogénio de uma forma não muito diferente daquela que conhecemos dos motores a gasolina tradicionais.
É o caso dos Toyota GR Yaris H2 Concept e GR Yaris Rally2 H2 Concept, apresentados em anos anteriores. Em ambos os casos, no contexto dos ralis, onde tanto pela tradição como pelos hábitos do público, o som continua a ser uma parte fundamental do espetáculo e da experiência da competição.
A Toyota também apresentou vários protótipos no universo das corridas de resistência, com uma categoria de automóveis movidos a hidrogénio cada vez mais próxima de competir em Le Mans.
A nova ideia da Toyota para o motor a hidrogénio
Nos últimos meses, o gigante japonês tem vindo a desenvolver um sistema que já tinha revelado há alguns meses, no final da temporada de 2025 do campeonato Super Taikyu.
Até agora, dependia de uma bomba instalada no seu GR Corolla, de onde também provém parte do conjunto aerodinâmico que veremos, ainda que à distância na Europa, no Toyota GRMN Corolla previsto para 2027.
Essa bomba enviava hidrogénio líquido a partir de um depósito pressurizado através de um complexo sistema concebido para evitar perdas por evaporação.
Agora, a Toyota foi mais longe. Em vez de utilizar um motor elétrico convencional para acionar esta bomba, passará a utilizar um supercondutor. Este supercondutor funcionará à mesma temperatura a que se encontra o hidrogénio líquido, cerca de 253 graus negativos.
Trata-se de um sistema que acrescenta várias vantagens e melhorias tecnológicas ao conjunto.
Capacidade aumenta para 300 litros
Desde logo, em vez de o motor elétrico ser colocado sobre o depósito de hidrogénio, o supercondutor passa a ficar instalado no interior do próprio depósito, o que liberta espaço e permitiu desenvolver um reservatório de maior capacidade.
Segundo os dados oficiais, a capacidade passa de 220 litros para 300 litros, o que representa uma melhoria na ordem dos 30%. Além disso, o próprio redesenho permite posicionar o depósito mais abaixo, ajudando a baixar o centro de gravidade do GR Corolla.
Outra vantagem é a redução da evaporação provocada pelo aquecimento gerado pelo motor elétrico utilizado até agora.
Toyota aposta novamente na caixa automática
O GR Corolla a hidrogénio apresentado até agora utilizava uma caixa manual de seis velocidades associada ao motor G16E-GTS, o conhecido motor tricilíndrico que equipa tanto este modelo como o GR Yaris comercializado na Europa.
Agora passará a utilizar a caixa automática DAT, sob o argumento de que oferece melhor desempenho em circuito. Este sistema será estreado nas 24 Horas de Fuji, que decorrem nos dias 6 e 7 de junho.
O grande desafio do hidrogénio mantém-se
Ainda assim, o maior problema do hidrogénio continua a ser uma questão física: a sua eficiência energética. Ou seja, a quantidade de energia obtida por cada gota de combustível continua a ser significativamente inferior à proporcionada pela mesma quantidade de gasolina.
Este é, na realidade, o grande desafio de uma tecnologia que, apesar de não gerar emissões de CO₂, continua a emitir partículas de óxidos de azoto (NOx).























Ena, então em posta em vez de fazer 45 a 60 kms por depósito, já consegue fazer quase 100.
De 220 para 300 litros , a melhoria é de 36,3%
É um carro com motor de combustão a gás (hidrogénio). Num carro a hidrogénio gasoso e a hidrogénio líquido o motor é exatamente o mesmo – uma vez que o hidrogénio entra na câmara de compressão sempre em estado gasoso. A taxa de compressão é a mesma assim como a ignição e a queima dentro do cilindro é a mesma.
Então o que muda:
– O depósito: No hidrogénio gasoso é um depósito de gás de fibra de carbono grosso para suportar a elevada elevada pressão (700 bar). No hidrogénio líquido é um tanque isolado termicamente, a uma temperatura criogénica de -253ºC e menor pressão.
– A bomba de combustivel: Simples no hidrogénios gasoso que já exerce pressão para sair do depósito. No hidrogénio líquido a tal bomba para empurrar o líquido para fora do depósito (Foi aqui que surgiu agora a novidade da bomba mergulhada no líquido, arrefecida a -253ºC que lhe dá as caraterísticas supercondutoras)
– Os injetores e tubagens, diferentes num caso e no outro.
– O vaporizador, que não existe no hidrogénio gasoso (já é gás), mas é necessário para aquecer e transformar o líquido em gás.
Alguma vez um carro a hidrogénio líquido será vendido? Creio que não, mas nas pistas de corridas é interessante. Serve para promover a Toyota. É como os desfiles de alta costura, com modelos, para mostrar a competência dos costureiros da casa – mas onde a casa vai buscar dinheiro é a roupa que vende para pessoas que não têm físico de modelos..
O os Russos já teem geradores eléctricos, que apartir do Gas, geram electricidade.
É uma opção.
Sim existem células de combustivel para carros a hidrogéneo, mas são caras, e duram pouco.
A Solução dos Russos, é revolucionária, na medida que a Electricidade, é gerada por processo, quimico, conceito completamente diferente.Mas não é perfeita.
Existe um reservatório que se deve despejar, de x em x tempo, em lucais que tratacam productos tóxicos.
Não sei se tem os mesmos problemas de calor excessivo, ou probabilidade de explosão das celulas de hidrogéneo, eu acho que não.
Mas do calor, desse não se escapam, claro, muita corrente a circular gera um calor
tremendo.
Lá, faz sentido, é que estas células recebem agua gelada, e retornam agua quente, ao sistema canalizado, para as pessoas terem conforto.
Não sei, se uma coisa destas num tejadilho de um carro, não podia ser uma excelente opção, para carros electricos a Gas.
As instalações que eles tinham ha uns 2 anos, eram no entanto, identicas, a um gerador industrial, em um atrelado, não sei se dá para diminuir e comprimir a coisa.
Nós também temos, aliás são a maior parte.
Neste caso é igual, é o processo químico que gera eletricidade.
O problema das células de combustível é serem pouco eficientes, ou seja, o mesmo problema dos motores a combustão, onde a maior parte da energia é desperdiçada, no caso das células de combustível são 50% desperdiçados em calor.
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Celulas que recebem água gelada ? acho que não entendeu aqui o conceito, não existe aqui água gelada, existe sim hidrogénio liquido, que como é indicado, só é liquido a uma temperatura inferior a – 253 ºC, isto para se conseguir mais 25% de densidade energética que aquela que se consegue com hidrogénio comprimido a -40ºC e 700 bar, o que quer dizer que existe um tempo limitado para se gastar esse combustível, costuma ser de 1 a 5 dias.
Não é dissa tecnologia que o colega se referia.
Era a tecnologia se usar Gás natural, e por processos quimicos obter Electricidade.
Você não leu o que ele escreveu.
Sobre a eficiencia, do que eu também li, ultrapassa os 50, mas acho que não chega a 60%.
Pelo menos eram os valores da primeira iteração.
No entanto, 55% de eficiencia, é melhor do que 20-30% de eficincia, pois trata-se do dobro.
Sem emissões para o ambiente.
O resultante é pouco, mas tem que ser deitado fora num sitio expecifico para poder sertratado.Sim é capturado, e é liquido.
Mas eu também tenho dúvidas em relação á miniaturização, da tecnologia.
A solução que eles teem produz muita energia eléctrica, não é para automóveis.
Eles teriam que criar uma coisa mais pequena, que podesse ser integrada em um carro.
A tecnologia que você fala, é a tecnologia das células de combustivel, que todos conhecemos, mas essas células são uma tecnologia cheia de problemas, e só funcionam com o Hidrogénio.
Talvez cuncionem com gaz natural, agora, mas são tecnologias diferentes.
Já tinha ouvido falar dessa tecnologia, mas de facto não encontro muita informação sobre o seu uso na mobilidade.
Não tarda vemos uma máquina destas a ganhar as 24 horas de LeMans. Já os elektros meh, passavam metade do tempo a carregar.
Não era em 2026 ? Olha afinal falhou…
Estes na pista do Japão passaram o tempo a abastecer, das 12 horas que correram, 4.5 horas foi a abastecer.
As 2 coisas mais importantes quando escolher um carro. Posição final no LeMans e tempo em Nürburgring. Carros sem estes 2 parâmetros definidos são lixo
É o mesmo que dizeres que os desfiles de alta costura não têm importância.
Têm. LeMans e Nürburgring tèm para muitos que compram um carro de marca o mesmo efeito dos desfiles de moda para quem compra roupa de casas de alta costura.
E não há dúvida que nos carros a autonomia preocupa – senão, não se vendiam muito mais HEV do que BEV (se bem que os HEV também sejam mais baratos).
A Toyota, com um carro de hidrogénio líquido, com um depósito maior e que lhe dá mais autonomia que um carro a hidrogénio gaseificado (agora, porque a bomba de combustível está a -253ºC com supercondutores), pode ter uma janela de oportunidade nas vendas. Tenha ou não, tem que se aplaudir a Toyota por não desistir do motor de combustão de hidrogénio (além dos motores elétricos de célula de combustível, FCEV).
Se preocupasse vendiam muito mais diesel que outros quaisquer, já que são os que têm mais autonomia.
Pode ser, para ficar ainda mais caro.
Temos é de aplaudir o governo japonês por pagar todos estes disparates.
Para que precisa a Toyota de dinheiro do governo?
– 2025: record histórico de vendas com 11,3 milhões de viaturas vendidas. O maior fabricante mundial pelo 6º ano consecutivo.
– ano fiscal de 1/04/2025 a 31/03/2026: vendas de 335,7 mil milhões USD (subida de 5,5%, record histórico) e lucro líquido de 25,5 mil milhões USD (queda de 19,2%).
Tem dinheiro de sobra para experiência e aventuras.
O pessoal dos 100% elétricos é que não gosta muito da Toyota porque não embarcou cegamente nos BEV. Vai fazendo o seu percurso nos híbridos e teima em marcar presença no hidrogénio).
Para passar trinta e tal anos a apostar nestas tecnologias e não ter realizado qualquer retorno, aliás, é bem conhecida a estratégica falhada do Japão no que respeita a este assunto.
E depois ? É a empresa mundial com mais dívida, se vendem tanto porque não conseguem lucro ?
Embarcou tal como as outras, até porque os que vende desta tecnologia são eléctricos, não se esqueça das baterias de estado sólido, que continuam a apostar, entre outras tecnologias.
O pessoal da combustão é que gosta de usar este argumento como uma vitória, no entanto tem sido um autêntico fracasso.
Diga lá quantos vendeu desta tecnologia nos últimos 30 anos ?
Ou seja, a Toyota embarcou cegamente numa tecnologia que além de não conseguir mostrar resultados, não vende nada.
Quando poder também diga que empresas embarcaram cegamente nos BEV, é que as únicas que conheço são aquelas que só têm BEV. LOL
Olhe, pelo menos a Alpine diz que vai fazer uma volta à pista, era suposto ser ontem, alegavam que queriam passar dos 300 kmh, mas não se ouviu mais nada, provavelmente ficaram sem combustível para acabar a volta na tentativa de bater esse record.
Já da Toyota, blábláblá, combustíveis alternativos e hidrogénio é que é bom, e nem sequer apareceu com o deles.
Acho que a ultima empresa que vi a cometer tantos erros de palmatória foi a M$ mas no ninho de ratos capitalista não me admira, admira-me nos japoneses, já não são o que eram, também arranjaram meia duzia de idiotas para meter no governo e os resultados vão sendo descobertos a pouco e pouco… quem diria que seriam os chineses a ensinar como se fazem as coisas, basta meter meia duzia de inuteis a governar, a china para o bem e para o mal, nunca ia deixar o povo escolher um idiota para os guiar, só os melhores conseguem lá chegar, qual democracia, é mais uma utopia, o dinheiro deturpa quase todos e torna-se muito fácil de manipular, em vez de um lider, temos meia duzia de empresários na sombra, sempre a assambarcar