E se a solução para um incêndio num carro elétrico for… fugir da bateria?
Uma patente pedida recentemente descreve um sistema que separa a bateria de alta tensão do veículo em caso de incêndio e permite ao carro afastar-se do conjunto com a energia da bateria de 12 V.

Conforme informação detetada pelo CarBuzz, uma patente (com o número 20260274078) assinada por engenheiros da Stellantis propõe uma solução para reduzir o impacto de um incêndio na bateria de um veículo elétrico. De acordo com o pedido, o objetivo é evitar que esse incêndio termine com a perda total do veículo.
De facto, conforme já vimos anteriormente, os incêndios em veículos elétricos são até mais raros do que os que ocorrem em carros a gasolina. No entanto, são mais difíceis de apagar e, por isso, as pessoas tendem a ter receio. Uma vez que há poucas formas de impedir que uma bateria em fuga térmica queime também o veículo, a ideia da patente é separar os dois com rapidez suficiente para que ambos se afastem antes de a situação se agravar.
Uma solução para um receio comum
O sistema começa com um interruptor ou comando de libertação rápida, com a patente a prever várias formas de ativação, incluindo um controlador automático gerido pelo sistema elétrico do veículo, alavancas mecânicas e eletrónicas, e um botão num ecrã tátil.

Depois da ativação, o carro envia sinais a fixadores pirotécnicos, isto é, parafusos explosivos, que disparam e desligam a bateria de alta tensão, que cai pela parte inferior do veículo. O documento descreve ainda, como alternativa, duas estruturas do tipo castellated, secções “em forma de castelo” que se encaixam entre si e das quais uma se afasta para deixar cair a bateria.
Para o carro se conseguir afastar, o sistema usa a bateria de 12 V habitual do veículo, que fornece energia para uma curta distância, suficiente para sair do raio do incêndio, numa solução que distingue esta proposta de outros sistemas de ejeção de baterias.
Conforme descrito, todo o processo poderia decorrer sem condutor e, com a remoção de cerca de 900 kg, a altura ao solo aumentaria pelo menos cerca de cinco centímetros, permitindo ao carro passar por cima da bateria.
Apesar de a solução ser promissora, trata-se , para já, de um documento de pedido de patente, não sendo conhecidos planos para a sua aplicação em modelos de produção.
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