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Deserto com 60 milhões de painéis solares: maior central solar do mundo não será na China

                                    
                                

Imagem: Futura Sciences

Fonte: Yale Environment 360

Autor: Ana Sofia Neto


  1. Tiago says:

    Das coisas mais estupidas que se pode fazer:

    Instalar painéis solares em desertos parece uma solução ideal devido à grande área e forte exposição solar, mas é evitado em grande escala por ser logisticamente ineficiente e potencialmente catastrófico para o clima global. Desafios técnicos, impactos ambientais e longas distâncias limitam essa prática.
    Os motivos que impedem a instalação massiva incluem:
    Queda de rendimento: Os painéis solares operam melhor em climas amenos. Quando as temperaturas ultrapassam os 45ºC, o rendimento cai consideravelmente.
    Perdas de transporte: A energia gerada precisa viajar milhares de quilômetros para chegar aos grandes centros populacionais, resultando em grandes perdas de eletricidade nas linhas de transmissão.
    Impactos climáticos severos: A areia clara reflete o calor do Sol. Substituí-la por painéis escuros altera o balanço térmico local, o que pode aumentar a umidade, gerar chuvas e transformar os desertos em áreas verdes.
    Efeito cascata no planeta: Alterar os padrões de vento nos desertos pode ter consequências globais. Por exemplo, a poeira do deserto do Saara atravessa o oceano e fertiliza a Floresta Amazônica. Modificar o ecossistema do deserto pode ameaçar outras regiões vitais do planeta.
    Manutenção difícil: O calor extremo, a areia e as tempestades de poeira podem danificar os equipamentos e cobrir as células fotovoltaicas, exigindo limpezas constantes que utilizam muita água.

    Enfim…

    • ue says:

      O Grande Rann de Kutch tem 26.000 km2.
      Quando o parque estiver construído ocupará 725 km2.
      Mas os 2 milhões de painéis solares, se estivessem todos encostados ocupavam 11 km2.
      Os painéis são dispersos, e sobra deserto que nunca mais acaba.
      Mas o impacto ambiental que é falado não é o que referes, é, por exemplo, na passarada. Têm que ser tomadas medidas de mitigação, como seja, enterrar os cabos de transporte de eletrcidade e desviar as aves das zonas dos painéis.
      Mas a questão acaba por ser – vai-se buscar a eletricidade ao carvão ou aos painéis solares? Quais são os impactos negativos de um do outro? Há quase unanimidade de que o carvão é pior. E por os painéis em terras de cultivo não é grande ideia.

    • anacleto says:

      Se tivesses LIDO o artigo , tinhas visto : No local, robôs limpam os painéis durante a noite com ar seco, sem recorrer a água doce, um recurso precioso nesta região árida.

    • ue says:

      OI! Não sei onde fui buscar os 2 milhões de painéiis – são 60 milhões de paineís (bifaciais), 330 km2 de área bruta. A diferença para os 725 km2 deve-se ao projeto incluir centenas de turbinas eólicas, áreas para infraestrururas, estradas e áreas desocupadas.

  2. FoCP90 says:

    Isto certamente não interfere com a fauna e flora. >.>

  3. Yamahia says:

    “…e as suas cidades registam alguns dos piores índices de qualidade do ar do planeta. …”
    Infelizmente os painéis solares nada podem contra as queimadas nos campos agrícolas em redor.

    • ue says:

      As queimadas do restolho são em outubro e novembro (outono). Mas em Nova Deli e Bombaim o smog dura também o inverno. No verão a poeira é sufocante e noutros meses a qualidade do ar também é má – com exceção dos meses de monção, de julho a setembro, que lava a atmosfera, o alívio. Os fatores são múltiplos.

    • JL says:

      Essa é nova, agora também queimam os terrenos em redor ?

      Afinal como vamos ter hidrogénios e sintéticos ?

  4. Artilheiro says:

    O ser humano em vez de poupar, continua a esbanjar. Mas tudo em nome do progresso, que pode vir a levar o nosso planeta à ruina.
    Acho engraçado que, pessoas com filhos, não estejam preocupados, com a sobrevivência dos mesmos.
    Se isto já não está bom para nós, para os nossos filhos, vai estar muito pior.

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