Dacia Striker: “o melhor dos três mundos” por menos de 25.000 euros
A Dacia acaba de dar mais um passo no seu plano estratégico para 2030 e o resultado chama-se Striker. É um crossover que a marca romena descreve como "o melhor dos três mundos", numa clara tentativa de conquistar o segmento C sem seguir a receita habitual dos SUV.
Um novo capítulo no plano da Dacia para 2030
Foi em março que a Dacia revelou o seu plano estratégico até 2030 e, tal como prometido nessa altura, o segmento C está agora a ganhar um novo membro.
O Striker foi pensado para complementar o Bigster e ajudar a marca a atingir o ambicioso objetivo de fazer subir a fatia do segmento C nas vendas totais de 20% para 33% até 2035.
Mais do que um simples crossover, a Dacia quer que o Striker seja visto como uma resposta diferente às expectativas atuais do mercado automóvel, sem abdicar do ADN que tornou a marca conhecida: simplicidade, robustez e uma relação qualidade-preço difícil de igualar.
Três mundos num só automóvel
A grande promessa do Striker está mesmo no nome do conceito: juntar numa única carroçaria a posição de condução elevada e as capacidades todo o terreno de um SUV, a versatilidade de uma carrinha e a eficiência de um sedã.
Na prática, isto traduz-se num automóvel com 4,62 metros de comprimento (medidas próprias de uma carrinha do segmento C), mas com apenas 1,53 metros de altura, bem abaixo dos mais de 1,60 metros habituais nos SUV da categoria.
A distância ao solo mantém-se fiel ao espírito outdoor da marca: 20 cm na versão 4x4 e 19 cm na versão 4x2.
Para David Durand, diretor de design da Dacia, o Striker representa "um equilíbrio diferente do dos SUV convencionais".
Visualmente, as formas são fluidas e aerodinâmicas, seguindo o lema "Essential but Cool", ao mesmo tempo que a carroçaria ganha volumes mais verticais e robustos, em linha com o outro lema da marca, "Robust & Outdoor".
O Striker é o primeiro Dacia a estrear a nova assinatura luminosa em forma de "T", presente nos quatro cantos do automóvel e integrada na grelha dianteira com o icónico "Dacia Link".
Nas jantes, a oferta vai das 17 polegadas de série até às 18 ou 19 polegadas opcionais, com sete cores disponíveis a partir da versão Expression, incluindo dois tons inéditos, Frost Green e Cosmic Blue.
Um interior pensado para o dia a dia
No habitáculo, a Dacia manteve a mesma lógica de organização em três níveis já vista noutros modelos recentes da marca.
- O primeiro nível, mais próximo dos ocupantes, aposta em materiais têxteis e num toque de Starkle, um material feito com polipropileno reciclado que estreia no interior de um Dacia.
- O segundo nível concentra os comandos físicos mais usados, pensados para serem operados sem tirar os olhos da estrada.
- O terceiro nível fica reservado ao ecrã tátil central de 10,1 polegadas, disponível de série em toda a gama.
Destaque ainda para o painel de instrumentos digital LightVisio, de sete polegadas, que recorre a reflexão ótica para criar uma espécie de imagem flutuante em 3D com a informação essencial, uma tecnologia inédita na marca.
Outros detalhes são uma calha que esconde os cabos entre o porta-luvas e a consola central, um raspador de gelo escondido no tablier e até nove pontos de fixação YouClip espalhados pelo habitáculo, compatíveis com acessórios como um suporte para garrafa de água, uma manta multifunções para crianças ou uma rede de arrumação.
Para quem viaja em família, o teto de vidro panorâmico, de série na versão Extreme e opcional na Journey, e o trabalho de isolamento acústico, com vidros mais espessos e materiais fonoabsorventes, prometem tornar as viagens mais longas bem mais confortáveis.
Bagageira com truques
Com capacidade até 600 litros, a bagageira do Striker inclui um sistema de abertura mãos-livres, o Easy Trunk Opening, que abre automaticamente a porta traseira elétrica quando o condutor se aproxima com o cartão e permanece parado durante alguns segundos.
Uma das novidades mais interessantes é o piso da bagageira em três partes, reversível e configurável em dois níveis, que permite escolher entre um espaço de arrumação escondido ou o máximo de volume de carga disponível.
Já o sistema Easy Fold facilita o rebatimento dos bancos traseiros (60/40) diretamente a partir da bagageira.
Dacia desenhou quatro motorizações eletrificadas à escolha
Ao nível da propulsão, o Striker chega com quatro sistemas eletrificados, todos pensados para equilibrar eficiência e custo total de utilização:
- Mild Hybrid-G 140
Combina a tecnologia bicombustível gasolina/GPL, em que a Dacia é líder europeia, com um sistema mild hybrid de 48 V e caixa de velocidades automática ou manual de seis relações.
A funcionar a GPL, promete emitir, em média, menos 10% de CO2 do que um motor a gasolina equivalente não híbrido.
- Hybrid 155
Um sistema híbrido "completo", com motor 1.8 a gasolina de 109 cv, dois motores elétricos e uma bateria de 1,4 kWh, capaz de circular em modo 100% elétrico até 80% do tempo em cidade, com emissões abaixo dos 100 g/km de CO2.
- Hybrid 150 4x4
Com um motor mild hybrid de 140 cv no eixo dianteiro e um motor elétrico de 31 cv no eixo traseiro, totalmente desacoplável. Isto permite andar como um simples 4x2 no dia a dia e ganhar tração às quatro rodas sempre que necessário, com cinco modos de condução: Auto, Eco, Snow, Mud/Sand e Off-Road.
A isto junta-se ainda o compromisso da Dacia com um coeficiente aerodinâmico de 0,29 e um peso na ordem dos 1400 kg (valores ainda provisórios), que ajudam a explicar a aposta da marca num custo total de utilização (em inglês, TCO) competitivo face a SUV e carrinhas rivais do segmento C.
Extreme ou Journey: dois estilos de vida
A gama arranca nas versões Essential e Expression, mas é nos acabamentos Extreme e Journey que o Striker pode destacar-se.
A versão Extreme foi pensada para quem vive ao ar livre, com proteções em Starkle não tratado, estofos laváveis em TEP Microcloud, tapetes de borracha com material reciclado e a possibilidade de motorização 4x4.
Já a versão Journey aposta no conforto para viagens longas, com banco do condutor elétrico, bancos e volante aquecidos e porta da bagageira elétrica.
















































Quanto custa na versão equipada igual a um Tesla? Porque parece-me que deve andar lá perto e não é 100% elétrico…
Bonito e bem conseguido. A Dacia nos últimos tempos é só tiros certeiros.
Tem boa pinta!
O carro é bonito, mas é demasiado grande para o meu gosto.
Uma bateria de 1,4KWh?! Isso dá para fazer o quê, 10kms com o motor electrico?
Gosto
O problema da Dacia é a segurança passiva… mas acredito que não se possa ter tudo.
E as marcas chinesas a desmentirem-me…
25.000 antes de impostos.. deve chegar cá aos 30 de certeza, com a ilegalidade do IA (a sigla original antes dos info-incluídos)