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Crise energética global força a reabertura de centrais nucleares encerradas

                                    
                                

Imagem: Taipei Times

Autor: Ana Sofia Neto


  1. Max says:

    De facto a situação de Taiwan não é normal. Fontes de produção de energia elétrica:
    – Gás natural (GNL), quase todo importado: 47,8%
    – Carvão, totalmente importado: 35,4%
    – Energias renováveis, sobretudo eólica: 13,1%
    – Cogeração: 2,5%; outros: 1,2%.
    A energia nuclear, que andou entre os 10 e os 15% há de lhes estar a fazer falta.
    E o Japão não é muito diferente:
    – GNL, quase todo importado, a maior parte pelo estreito de Ormuz: 31%%
    – Carvão, totalmente importado: 29%
    – Energias renováveis, sobretudo solar (já não têm espaço para mais painéis): 24%
    – Nuclear: 10%, pretende chegar aos 20%
    – Outros: 3%.

    • Yamahia says:

      “…– Energias renováveis, sobretudo solar (já não têm espaço para mais painéis)…”
      Bom ponto.

      • Max says:

        É o que dizem. Agora no Japão estão a crescer as eólicas offshore.
        Nos EUA Trump proibiu novas licenças e suspendeu a continuação dos trabalhos das que estavam em construção (Há tribunais que têm ordenado a retoma de trabalhos. Se a suspensão for definitiva os pedidos de indemnização vão chegar aos 20 mil milhões de dólares).

        • JL says:

          Sim, sobre o Trump já sabemos o porquê de tudo isto.

          • Max says:

            Do ódio de Trump às eólicas offshore, não há dúvida. Começou com um campo de golfo seu na Escócia. Acusou as eólicas de lhe estragar as vistas, levou o governo escocês a tribunal e perdeu.
            Uma das empresas que tinha projetos de centrais eólicas nos EUA e foi afetada foi a CentralEolics, francesa. Mas, ao contrário das outras, não foi para tribunal e aceitou um acordo com o governo para desistir – recebe mil milhões de dólares desde que invista esse capital em petróleo e gás natural.

          • JL says:

            Portanto nada de lobbies.

          • Max says:

            Trump pertence ao terrível lobby dos elektricos. Atacou o Irão – para o Irão fechar o estreito de Ormuz – para provocar uma escalada dos preços dos combustíveis – para os governos terem mais dinheiro em impostos sobre os combustíveis – para subsidiar a eletricidade.

          • JL says:

            Looooool, é por isso que ele quis dar cabo das normas EPA, e ainda tirar os incentivos aos eléctricos, tudo isso porque pertence ao terrível lobby dos eléctricos.

  2. Pedro António says:

    O nuclear da última geração é cada vez mais seguro. Tem várias camadas de segurança…então qual é o problema? Continuar dependes de lunáticos e fanáticos que só querem viver à nossa custa? Temos de acabr com os combustíveis fosseis…

    • B@rão Vermelho says:

      Não sendo muito entendido na matéria, mas o problema maior não são os resíduos provocados pelas centrais e o que fazer com os mesmos?
      Tirando claro o facto de desastre naturais.

      • Pedro António says:

        Sim, há os resíduos, mas muito menos que os deixados pelos combustíveis fósseis. Esses andam por aí, respiramo-los a todo o minuto… No nuclear, eles são selados em recipientes praticamente invioláveis e colocados em locais seguros. Tudo isso está estudado…

        • says:

          Sinceramente, não sou defensor “acérrimo” do nuclear, mas não me choca, por exemplo, a ideia de declararmos uma zona de exclusão nuclear para que se armazene resíduos. Entre termos (opa uma zona do tamanho do concelho de Beja, por exemplo) para esse fim. Uma ou duas centrais, armazenamento subterrâneo de resíduos, central de enriquecimento de combustível. Pronto, se calhar em Beja não era a melhor ideia porque iria necessitar de mais água.

      • says:

        O problema dos resíduos é que normalmente não entram nas contas de “operação” das centrais. E quando é necessário “despachar” vai-se sempre ao mais barato.
        Já não temos (em grande escala) combustíveis com chumbo, mas ainda temos chumbo de quase 100 anos de combustíveis na atmosfera. Para já não falar dos problemas de saúde que causaram em milhões e milhões de pessoas. E mesmo com os combustíveis atuais, não há tratamento. Há queima e deita para o ar. Só nos carros, estima-se que sejam mais de 1.500 milhões em todo o mundo. E depois faltam os navios, aviões, muitos comboios ainda e por aí fora…

        • Pedro António says:

          Sendo que os navios são os mais poluentes, o combustível destes barcos nem derrete é tratado, é quase crude bruto! O problema dos aviões é que mantém permanente 11 milhões de pessoas no ar. Podemos falar do número sempre crescente de camiões que atravessam a Europa…. Do número de indianos que se multiplica….O planeta não aguenta!

    • says:

      O nuclear “antigo” também era relativamente seguro. Claro que temos inovação e melhores sistemas, mas o verdadeiro perigo mantém-se. Basta ver que os grandes incidentes nucleares da história foram todos causados por falhas técnicas, erros de conceção e erros humanos. E falhas técnicas e erros de conceção conhecidos. Por muito bons que os sistemas sejam, algo sempre falhar. Por isso também existem redundâncias, claro. O grande mal é que há sempre quem ache que pode poupar uns trocos. Começam por poupar na construção, na manutenção, na formação do pessoal, nos sistemas de redundância porque afinal nunca acontece nada… E para culminar ainda querem poupar no tratamento e armazenamento final de resíduos.

    • Mamba says:

      Nuclear em Portugal?.. LOOL

      Seriam 30 anos SÓ para escolher o local, depois mais 30 para construir, para depois se descobrir que foi feita em ‘Área protegida’ e a obra embargada e no fim descobria-se que alguém meteu €€ ao bolso.. No fim não terias nem central nem dinheiro.. um clássico da Tuga

      Lembrem-se que os planos para um novo aeroporto de Lisboa existem desde os tempo do ESTADO NOVO!…

      O meu problema com o nuclear não é com a tecnologia em si.. mas sim com o facto de que teria gestão Portuguesa.

  3. says:

    Mais uma vez, falta de planeamento. Não é muito normal nesta malta de Taiwan, mas é o que acontece quando não se prepara o esperado aumento de consumo elétrico. São vários os fatores. Mais equipamentos elétricos por todo o lado, carros elétricos, “fuga” ao aquecimento particular (e não só) a combustíveis fósseis, incluindo soluções integradas com solar, etc… Mas não é só Taiwan, são todos os países um pouco por todo o lado.

    • Mr. Y says:

      Não é falta de planeamento porque se assim não fosse teriam desmantelado completamente as centrais. Manter a estrutura faz sentido para servir como backup

      • Max says:

        Pois, ativar e desativar centrais atómicas não é carrega num botão de on/off, vão ter que fazer grandes inspeções de segurança.

      • says:

        Se calhar quando tiverem a central pronta para usar já passou a crise. Pode demorar meses.
        E sim, até quando desligam uma central nuclear e não a desmantelam revelam falta de planeamento. É sinal que não preparam suficientemente bem as “alternativas”, que não foram capazes de construir novas centrais nucleares. E deixam estar “para o caso de….”. É como nós quando não deitamos as cuecas velhas fora porque podem vir a dar jeito para polir o carro.
        Temos pelo mundo fora não sei quantas centrais nucleares que já passaram do prazo de validade. Isto tudo porque nem sim, nem sopas. Nem as desligam e desmantelam de vez (com as devidas alternativas) nem as substituem por outras (normalmente por falta de coragem política).
        Não vou discutir os benefícios e perigos. Uma central nuclear bem construída e bem gerida (incluindo os resíduos finais que sabemos bem o que fazer com eles mas invariavelmente não se faz porque “é caro”) tem tudo para ser segura. O grande mal é que há sempre alguém a aldrabar ou a meter a pata na poça. Os grandes incidentes nucleares da história deveram-se todos a má conceção, a má utilização ou a práticas “duvidosas” (normalmente porque querem poupar na manutenção e operação).
        Chernobyl tinha problemas de conceção. Já se sabia até antes da construção. E o incidente foi causado também por erro humano grosseiro, aliado a falhas nos equipamentos que não eram mantidos convenientemente. Three Mile Island também foi falta de manutenção e erro humano. Windscale idem aspas… Até Fukushima foi uma enorme asneirada. E nem vou pelos muros não serem algos o suficiente. Claro que podiam (e deviam) ser mais altos, se a zona é de perigo de tsunami, se calhar deviam ter precavido melhor ou até construído mais longe da costa (mas era mais barato e tinha um custo benefício melhor ser ali coladinha ao mar. Foram demasiado otimistas (ou não foram pessimistas o suficiente, dependendo do ponto de vista). Não é segredo que o nível do mar vai subindo. E claro, além dos perigos previsíveis, há sempre os imprevisíveis que já diz a Lei de Murphy, se pode correr mal vai correr, da pior maneira possível e na pior altura possível. Agora, a grande asneirada em Fukushima foi terem construído os bancos de geradores na cave. Um projeto que passou por dezenas ou centenas de engenheiros e técnicos e não houve uma única alminha que pensasse que ter aquelas máquinas na cave se calhar podia correr mal em caso de inundação. Numa central à beira mar plantada, numa zona de tsunami, num país de furacões com chuvas torrenciais… calhaus!

  4. Mus says:

    A gestão dos resíduos nucleares é um pesadelo, extremamente perigos, muito bem disfarçado e, ainda menos, falado.
    Com resíduos radioactivos que afetam a saúde, de forma gravosa, durante dezenas de milhares de anos a milhões de anos, todos os sistemas, métodos e locais onde se guardam esses resíduos não passa do proverbial, se bem que mais minucioso, “varrer para debaixo do tapete.”

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