Comprou um terreno para a sua casa, mas encontrou um depósito com milhares de pneus
Um futuro pai viu os seus planos de renovação estragados quando descobriu que a propriedade que adquiriu havia sido transformada num depósito clandestino de pneus, com paredes de borracha a atingir quase dois metros de altura.
Um norte-americano, Khanh Tran, comprou um terreno em Portland, em abril deste ano, enquanto sonhava com um projeto de vida.
O plano passava por recuperar a propriedade e prepará-la para receber a família prestes a crescer. O que não esperava era encontrar, no início de junho, um cenário que descreve como um "desastre": milhares de pneus usados empilhados por toda a propriedade, bloqueando o acesso à quase totalidade do terreno.
Um depósito clandestino com "paredes" de pneus
Quando Tran regressou ao terreno, em junho, pronto para arrancar com as obras, deparou-se com paredes de pneus empilhados a alturas superiores a 1,8 metros, tornando grande parte da propriedade completamente inacessível.
Numa das entradas, os pneus haviam sido organizados de forma a criar uma divisão improvisada, com mesa e cadeiras incluídas. Além do lixo, pelo menos uma pessoa estava a viver no terreno sem autorização.
Em fevereiro, o terreno tinha apenas um monte de pneus, com menos de 40 unidades, situação que Tran acordou resolver com o vendedor. Quando visitou o local no final de março, a situação mantinha-se.
Contudo, em junho, a realidade era completamente diferente, estimando que os pneus se acumularam em "não mais de 90 dias", conforme contado à KATU 2, a principal estação de televisão afiliada à ABC.
Suspeita de esquema de reciclagem fraudulenta
Segundo Tran e a sua vizinha Heather Harmon, alguém estará a recolher pneus usados junto de empresas, alegadamente para reciclagem, e depois a despejá-los clandestinamente no terreno com a cumplicidade de quem aí vivia ilegalmente.
Não sei se o fazem de noite ou enquanto estou a trabalhar. Nunca vejo ninguém ali.
Contou Harmon, acrescentando que teme um incêndio que se possa alastrar à sua própria propriedade.
Autoridades investigam, mas remoção está longe de ser simples
O caso desencadeou investigações por parte do Gabinete do Xerife do Condado de Multnomah, que apura possíveis crimes de invasão de propriedade e "deposição ofensiva de resíduos".
O Departamento de Saúde do Condado, a agência metropolitana Metro e o Departamento de Qualidade Ambiental do Oregon estão também a avaliar o impacto ambiental da situação, dado que a acumulação de pneus representa um sério risco de incêndio e pode violar a legislação estadual sobre resíduos de borracha.
A Metro revelou que, só no último ano, as suas equipas recolheram mais de 14.000 pneus de propriedade pública na região de Portland - 5600 deles apenas em maio.
Contudo, o serviço de remoção de resíduos da Metro não tem competência para intervir em terrenos privados. O Condado admitiu igualmente não ter, de momento, recursos suficientes para limpar a propriedade, embora tenha indicado que poderá explorar opções caso os responsáveis pelo despejo não sejam identificados.
Proprietário lança angariação de fundos online
Sem apoio imediato das autoridades e sem saber como avançar, Tran lançou uma campanha de angariação de fundos online para custear a remoção dos pneus.
O motivo pelo qual quis comprar esta propriedade é que acho que fica numa localização bonita. Não sabia do desastre que ia vir com ela.
Contou Tran, à mesma estação televisiva.
O Condado frisou que, apesar de a responsabilidade pela propriedade recair legalmente sobre o dono, não pretende agravar a situação financeira de Tran, pelo que possíveis coimas estão, por agora, fora de questão.
Para já, o futuro pai aguarda respostas, ao mesmo tempo que procura perceber como transformar um terreno cheio de borracha no lar que imaginou.
Imagem: Katu 2
Fonte: Katu 2
Neste artigo: pneu






















A história de Khanh Tran é, ao mesmo tempo, caricata e reveladora de uma tendência preocupante: a de tomar decisões importantes — muito importantes — sem o mínimo de diligência básica.
Comprar um terreno sem o visitar pessoalmente é, francamente, uma imprudência difícil de justificar. Não importa quão conveniente seja o processo online, quão boas sejam as fotografias ou quão apelativa pareça a descrição — um terreno não é um livro nem um par de sapatos. É um bem imóvel, com história, com vizinhança, com surpresas que nenhuma fotografia consegue capturar. E os pneus que Khanh encontrou não apareceram de um dia para o outro: eram milhares, visíveis, volumosos, impossíveis de ignorar para quem lá fosse uma única vez.
A questão que se impõe é simples: bastava uma visita. Uma. Só uma ida ao local teria evitado o “desastre” que ele agora descreve, poupado dinheiro, tempo e frustração — e provavelmente muitas dores de cabeça legais e ambientais, porque desfazer-se de pneus usados em grande quantidade não é barato nem simples.
Vivemos numa era em que tudo parece poder ser feito a partir de um ecrã, e isso é maravilhoso em muitos contextos. Mas há decisões que exigem presença física, atenção real e um mínimo de ceticismo saudável. Comprar um imóvel é claramente uma delas.
O sonho de preparar a propriedade para a família é bonito. Pena que tenha começado com um erro evitável que qualquer pessoa com os pés no chão — literalmente — teria evitado.
E precisas do chat gpt para comentar ?
Não uso ChatGPT para comentar, escrevo por mim. Mas mesmo que usasse, qual seria o problema? É só mais uma ferramenta, como tantas outras. O importante é o conteúdo e as ideias, não o meio.
Ainda por cima é mentiroso.
Ele não está a mentir porque usou o Gemini 🙂
Oh Max deixa de ser mentiroso.
Ó pateta, nada tenho a ver com o @Ivo 🙂
Não escrevia o comentário inicial, mas subscrevo que uma IA: “É só mais uma ferramenta, como tantas outras. O importante é o conteúdo e as ideias, não o meio”.
E tenho dito e repetido que as uso.
antes de escrever deveria ler e tentar interpretar o básico
Esse texto é AI…
Oh Max não existe pachorra para os teus copys paste da AI, só estás a gastar água e electricidade pois ninguém lê essas longas metragens que postas…
Importas-te de por aqui um link para alguma coisa de útil que tenhas escrito?
Oh tó não leste o artigo todo?, lê bem e vê quantas vezes o comprador foi ao terreno e como a situação mudou muito!
Acabou a água antes do ChatGPT chegar a essa parte
Diversas séries de televisão/streaming foram filmadas em Portland. Se nunca viram nenhuma, experimentem Grimm, pode ser que gostem. Em Portland tudo é possível.
Pelo que li no artigo o Sr visitou pelo menos duas vezes o local…
Ok tudo bem mas onde está a relevância deste artigo para o pplware?
Não sejas tão inflexível, passa à frente, relaxa, faz um intervalo, não te enerves que faz mal….
Toda. Aliás, é relevante para qualquer pessoa que goste de estar informada sobre os mais variados assunto de ambiente, políticas de reciclagem e tecnologia associada a estes casos.
Sim, é relevante e essa relevância está precisamente no facto de mostrar uma situação real que pode afetar qualquer pessoa que compre um terreno. Nem todos os artigos têm de ser sobre software, smartphones ou inteligência artificial. Tecnologia também é contexto, sociedade, legislação, sustentabilidade e os desafios que surgem no dia a dia.
Encontrar milhares de pneus enterrados num terreno não é apenas uma curiosidade. É um problema ambiental, financeiro e legal que pode custar dezenas de milhares de euros ao proprietário. Se a informação não te interessa, isso não significa que não tenha interesse para outros leitores. Valeu? 😉