Como a Nissan está a dar uma “segunda vida” às baterias do icónico LEAF
Quinze anos após o lançamento da primeira versão, o impacto do Nissan LEAF continua a ir muito além da estrada. Depois de atingirem o fim da sua vida útil em veículos, as baterias continuam a ter um papel fundamental, ganhando uma "segunda vida".
Orientada pelo conceito Nissan 4R (Reutilizar, Refabricar, Revender e Reciclar), a marca tem vindo a reutilizar baterias do Nissan LEAF em projetos de energia sustentável em todo o mundo, desde escolas e comunidades isoladas até instalações industriais e edifícios corporativos.
Estas soluções contribuem para reduzir desperdícios, maximizar o valor dos recursos e acelerar a transição para um futuro mais sustentável.
Fim de vida dos Nissan LEAF transforma baterias em fontes de energia
Na África do Sul, esta abordagem ganhou expressão na Filadelfia School, uma escola residencial que acolhe cerca de 470 alunos com deficiência.
Perante falhas frequentes de energia que afetavam aulas, serviços essenciais e a vida nos dormitórios, a instalação de painéis solares combinados com baterias reutilizadas do Nissan LEAF passou a garantir eletricidade fiável, assegurando condições adequadas de aprendizagem, comunicação e bem-estar para alunos e professores.
Já em Melilla, cidade espanhola situada no Norte de África e isolada de qualquer rede elétrica nacional, as baterias de segunda vida do Nissan LEAF desempenham um papel crítico na estabilidade energética local.
Integradas num projeto desenvolvido em parceria com a Enel e a Loccioni, estas baterias permitem fornecer energia de reserva à rede durante interrupções, garantindo tempo suficiente para restabelecer operações e protegendo o fornecimento elétrico a mais de 90 mil habitantes.
No Japão, a reutilização das baterias estende-se ao ambiente industrial. Na fábrica de Oppama, baterias de segunda vida alimentam mais de 700 veículos guiados automaticamente (AGV), responsáveis pelo transporte de componentes na linha de produção.
Esta solução permite o seguinte:
- Reduzir desperdícios;
- Aumentar a eficiência operacional;
- Substituir baterias tradicionais menos duráveis.
Desta forma, a Nissan contribui para fábricas mais sustentáveis e energeticamente eficientes.
Nos Estados Unidos, na sede da Nissan em Franklin, Tennessee, as baterias reutilizadas integram um sistema de armazenamento de energia que capta eletricidade fora dos períodos de maior consumo e a disponibiliza durante picos de procura.
Este sistema, composto por baterias provenientes de cerca de 50 a 60 veículos Nissan LEAF, permite reduzir emissões de dióxido de carbono, diminuir custos energéticos e aliviar a pressão sobre a rede elétrica local.
Nissan Green Program 2030 e Nissan Social Program 2030
Paralelamente, a Nissan tem vindo a apoiar comunidades remotas e regiões afetadas por catástrofes naturais através da instalação de iluminação pública autónoma, alimentada por energia solar e baterias reutilizadas.
Em parceria com a 4R Energy Corporation, estas soluções têm sido implementadas em cidades como Namie, afetada pelo tsunami de 2011, e mais recentemente em Suzu, após o sismo de 2024, promovendo segurança, conforto e apoio à recuperação das comunidades.
Estas iniciativas refletem a estratégia global de sustentabilidade da Nissan, assente no Nissan Green Program 2030 e no Nissan Social Program 2030, e alinhada com a ambição da marca de alcançar a neutralidade carbónica até 2050 em todas as suas operações e ao longo do ciclo de vida dos seus produtos.
Ao prolongar a vida útil das baterias e repensar a forma como os recursos são utilizados, a Nissan reforça não só o seu compromisso ambiental e social, como o valor dos seus veículos elétricos, "tornando modelos como o Nissan LEAF uma escolha cada vez mais inteligente, sustentável e preparada para os desafios do futuro".
Produzido na fábrica da Nissan em Sunderland, no Reino Unido, a nova geração do Nissan LEAF chegará ao mercado português no decorrer do ano de 2026.
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Infelizmente este foi o modelo que mais afectou os seus donos, só cemitérios cheios destes carros porque as bateriam nao valiam nada e ao fim de meia de anos nem tanto começaram a dar barraca e uma nova custava mais do que o valor comercial do carro.
Felizmente o mercado não é Leaf, mas que foi um rombo na ideia que os clientes tinham da qualidade da marca, ainda hoje a marca por esse erro.
Onde é que eles as arranjam já estou a procura de uma ca para casa faz tempo para ligar aos paineis. Visto que as baterias domesticas ainda são caras
É bom q dêem pq para automóveis claramente eram um barrete
Na tua perceção, e muito distraído. De facto, e para quem está atento e percebe alguma coisa (e não anda por ouvir bater os socos), o LEAF foi muito importante na chamada transição do mercado automóvel.
Mas temos de recuar a 2010, ano do seu lançamento. Este representou um dos momentos mais importantes da história recente da indústria automóvel e foi determinante para a democratização da mobilidade elétrica à escala global.
Também é verdade que já existiam veículos elétricos antes dele, a maioria eram projetos experimentais, pequenos citadinos com fortes limitações ou adaptações de modelos com motor de combustão. Mas, a Nissan fez algo diferente, criou um elétrico de raiz, pensado desde o primeiro esboço para produção em massa e para utilização diária por famílias comuns.
O grande mérito do LEAF foi precisamente esse, normalizar o conceito de carro elétrico.
Não era um exercício tecnológico distante da realidade do consumidor, mas sim um automóvel compacto familiar, com cinco lugares, bagageira utilizável, conforto semelhante ao de qualquer hatchback tradicional e sem compromissos significativos na utilização quotidiana. Pela primeira vez, um utilizador podia considerar trocar o carro a gasolina ou diesel por um elétrico sem sentir que estava a fazer um sacrifício radical.
Outro fator decisivo foi o posicionamento comercial. A Nissan assumiu um risco enorme ao investir numa produção industrial numa altura em que as baterias ainda tinham custos elevados, a infraestrutura pública de carregamento era praticamente inexistente e o mercado demonstrava grande desconfiança em relação à autonomia e à durabilidade destas novas tecnologias.
Não digas disparates.
O carro foi e a bateria ficou o que significa que a bateria teve uma duração de vida maior que a do carro…
Já nos a combustão o fim de vida é na sucata.
Outra vez a mesma retórica do fundamentalismo?
Onde ? Qual é a mentira que eu disse ?