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China anuncia um carro elétrico que consome apenas 10,5 kWh/100 km. Conheça o Jetta M6

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Quando se fala na evolução dos carros elétricos, as baterias recebem quase toda a atenção. Mas há outra transformação a acontecer nos motores, na eletrónica e nos sistemas de climatização. O novo Jetta M6 ajuda a mostrar porquê: aumentar a autonomia também passa por precisar de menos energia para percorrer cada quilómetro.

Imagem carro elétrico Jetta M6

Há duas formas de fazer um carro elétrico chegar mais longe. Uma é aumentar a energia disponível na bateria. A outra é reduzir o consumo do automóvel.

A indústria continua a trabalhar nas duas, mas a segunda nem sempre recebe o destaque que merece. Afinal, uma bateria maior pode trazer mais autonomia, mas também acrescentar peso e custo. Conseguir fazer o mesmo percurso com menos energia pode beneficiar tanto quem compra o carro como quem o utiliza.

É neste contexto que surge o Jetta M6, a nova berlina elétrica da marca da parceria entre a Volkswagen e a chinesa FAW.

Imagem carro elétrico Jetta M6

Jetta M6 anuncia até 555 km com uma bateria de 51,9 kWh

O Jetta M6 entrou em pré-venda na China a 28 de setembro, com preços entre 80.800 e 99.800 yuan (entre 10.500 e 13 mil euros). O lançamento comercial está previsto para meados de outubro, numa aposta no segmento dos elétricos acessíveis.

Com cerca de 4,81 metros de comprimento, esta berlina apresenta duas combinações principais de bateria e motor:

VersãoBateriaPotênciaAutonomia anunciada
465 Pro42,9 kWh113 kW465 km CLTC
555 Max e 555 Ultra51,9 kWh145 kW555 km CLTC

O consumo anunciado é de 10,5 kWh/100 km na versão de entrada e 10,7 kWh/100 km nas restantes. São valores que chamam a atenção, sobretudo porque surgem associados a baterias de capacidade relativamente contida para um automóvel destas dimensões.

Há, contudo, uma ressalva importante: as autonomias foram anunciadas segundo o ciclo chinês CLTC. Não devem ser comparadas diretamente com valores WLTP, nem interpretadas como distâncias garantidas numa viagem em autoestrada.

Será necessário esperar por testes independentes para perceber o consumo em utilização real. Os dados disponíveis também não permitem determinar quanto da eficiência do M6 resulta especificamente do motor, da aerodinâmica ou dos restantes componentes.

Menos 20% de consumo pode significar mais 25% de autonomia

A relação entre consumo e autonomia pode explicar-se com uma conta simples.

Imagine um carro elétrico com 60 kWh de capacidade utilizável. Se consumir 15 kWh/100 km, terá uma autonomia teórica de 400 quilómetros. Se o consumo descer para 12 kWh/100 km, a mesma bateria passa a permitir 500 quilómetros.

Ou seja, uma redução de 20% no consumo traduz-se, neste exemplo, num aumento de 25% na autonomia. Sem aumentar a bateria.

Também é possível fazer a conta ao contrário. Para percorrer os mesmos 400 quilómetros, o automóvel mais eficiente precisaria de apenas 48 kWh utilizáveis.

Isto dá aos fabricantes duas opções interessantes: manter a bateria e oferecer mais autonomia ou reduzir a sua capacidade, procurando um automóvel mais leve e mais barato com a mesma distância entre carregamentos.

Um motor melhor não serve apenas para acelerar mais

No mundo automóvel, falar de um motor melhor continua a ser frequentemente sinónimo de mais potência. Nos elétricos, importa olhar também para o rendimento: quanta da energia recebida é efetivamente transformada em movimento?

Um motor mais eficiente desperdiça menos energia em calor. E o desafio passa por manter esse bom rendimento nas diferentes situações de condução, desde o trânsito urbano à circulação em autoestrada.

A Volkswagen já demonstrou esta abordagem com o APP550, desenvolvido para a família ID. A evolução envolveu alterações no rotor, nos enrolamentos do estator, no inversor e no software de controlo.

A refrigeração também recebeu atenção. O sistema utiliza as engrenagens e componentes de distribuição de óleo para funcionar sem uma bomba de óleo acionada eletricamente.

Segundo a marca, o conjunto permite combinar mais potência com maior eficiência. Este é um exemplo da evolução tecnológica da Volkswagen, não uma indicação de que o Jetta M6 utiliza o mesmo sistema.

A eletrónica também ajuda a ganhar quilómetros

Entre a bateria e o motor existe um componente fundamental: o inversor.

É responsável por converter a corrente contínua da bateria na corrente alternada utilizada pelo motor, controlando a sua alimentação. Melhorar a eletrónica e o software que gere este processo permite reduzir perdas ao longo de toda a viagem.

Não é uma alteração tão visível como um novo ecrã ou um aumento de potência, mas influencia diretamente a energia necessária para circular.

Até o aquecimento pode fazer diferença na autonomia

Nem toda a eletricidade retirada da bateria serve para mover as rodas. Aquecer o habitáculo, arrefecer componentes e manter a bateria à temperatura adequada também exige energia.

Por isso, os sistemas auxiliares têm um papel relevante, sobretudo quando as condições meteorológicas são mais exigentes.

A melhor bateria é também aquela que o carro sabe aproveitar

Baterias com maior densidade energética, mais durabilidade e carregamentos mais rápidos continuam a ser fundamentais. No entanto, aumentar a autonomia através da redução do consumo traz uma vantagem adicional: o carro precisa de menos eletricidade para fazer o mesmo trabalho.

O Jetta M6 coloca essa discussão em destaque. Os seus números ainda precisam de confirmação em estrada, mas ilustram o interesse de combinar uma autonomia anunciada elevada com baterias relativamente pequenas.

Comentários

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  1. Avatar de Realista
    Realista

    Ainda longe dos 3L/100km a 150km/h que o pessoal do PPLware tem….

    1. Avatar de Yuri Bezmenov - segunda fase
      Yuri Bezmenov – segunda fase

      E ainda mais longe dos 15 Kwh a 150 km/h que o pessoal electrificado do PPLware faz.

      1. Avatar de Realista
        Realista

        Nunca ninguém viu tal coisa… mas se dizes acredito que fazes dos 0 aos €100 em 5 minutos.

        1. Avatar de Yuri Bezmenov - segunda fase
          Yuri Bezmenov – segunda fase

          Não viste? Está na mesma página do "Ainda longe dos 3L/100km a 150km/h que o pessoal do PPLware tem…."

    2. Avatar de CIéqueébom1
      CIéqueébom1

      E parados 20 horas a carregar gastam 0L/100km.

      1. Avatar de Vítor M.
        Vítor M.

        Carrego de noite em casa a 13 cêntimos o kW e quando fico com a bateria drenada, dos 10 aos 80% demoro 20 minutos.

        1. Avatar de TiZéGrilo
          TiZéGrilo

          Sabemos bem que não carregas dos 10 aos 80% em 20m a 13 cêntimos o kW.

          Só para esclarecer os mais distraídos

          1. Avatar de Vítor M.

            Onde disse eu isso? Não mistures. Eu em casa pago o kW a 0,13 euros. Num PCR, no G6, carrego dos 10 aos 80% em 20 min… e nem vamos falar nos carregadores a 400 kW 😉

        2. Avatar de Yuri Bezmenov - segunda fase
          Yuri Bezmenov – segunda fase

          Eu encho o depósito com o cartão frota a 0 euross o litro. Quando está na reserva meto até 60 litros em 5 minutos.

          1. Avatar de Vítor M.

            Isso é conversa? Lembra-te, quando usas algo sem pagar, o produto és tu 😉 pensa nisso.

      2. Avatar de JL
        JL

        E o v8 imaginário continua a evaporar a gasolina.

      3. Avatar de Toni da Adega
        Toni da Adega

        Há quem gaste 0€ aos 100km. Mas o tuga gosta de coisa cara por isso não se recomenda

  2. Avatar de Yuri Bezmenov - segunda fase
    Yuri Bezmenov – segunda fase

    "segundo o ciclo chinês CLTC."

    Ou seja certa de 15/16 KWh / 100Km

    1. Avatar de Yamahia
      Yamahia

      E se for no ciclo EPA é praí uns19 kWh/100.

      1. Avatar de Toni da Adega
        Toni da Adega

        No minimo 25 kWh/100

  3. Avatar de Mauro
    Mauro

    Tem aspeto de um carro normal, à exceção do interior que mais parece o carro da Barbie. Pelo preço indicado para o mercado Chinês, na europa não ia chegar para as ecomendas. Mas suponho que na europa, se vier a ser comercializado, o preço será a multiplicar por 3x.

    1. Avatar de Muito mais que isso.
      Muito mais que isso.

      Exatamente. O impacto nos preços poderá triplicar ou quadruplicar caso se confirme a previsão de um novo conflito geopolítico num estreito estratégico. A explicação reside na crise logística: a Europa abdicou da exploração dos seus recursos próprios e deslocalizou a produção sob o pretexto de que a importação seria mais económica. Hoje, a volatilidade dos custos logísticos penaliza severamente o continente, expondo uma vulnerabilidade crítica: a ausência de capacidade produtiva interna e a total dependência de terceiros.