Carta de Condução: médicos alertam para atestados emitidos online
A possibilidade de obter um atestado médico para a carta de condução através da Internet está a gerar preocupação entre profissionais de saúde. Várias entidades alertam que a emissão destes documentos sem avaliação presencial pode comprometer a segurança rodoviária.
Segundo especialistas, a avaliação médica para conduzir exige uma análise clínica completa, algo que dificilmente pode ser garantido quando o processo é feito apenas online, sem contacto direto entre médico e utente.
Carta de Condução: avaliação presencial é considerada essencial
A posição tem sido reforçada por médicos e entidades ligadas à área da saúde, que defendem que os atestados médicos para obtenção ou renovação da carta de condução devem ser emitidos, regra geral, após uma consulta presencial.
O objetivo é garantir que o médico consegue avaliar corretamente vários fatores importantes para a condução, como:
- visão
- audição
- reflexos
- estado físico e psicológico
Atestados online estão a aumentar
Sem esta avaliação completa, pode existir o risco de condutores sem condições adequadas continuarem a conduzir, o que representa um problema para a segurança nas estradas.
A emissão de atestados médicos à distância tem vindo a crescer nos últimos anos, em parte devido à digitalização de serviços e à procura por processos mais rápidos e simples.
No entanto, especialistas alertam que esta prática pode facilitar a emissão de documentos sem uma avaliação clínica adequada. Em muitos casos, o médico pode não ter acesso ao histórico clínico do paciente ou não conseguir verificar presencialmente eventuais limitações físicas ou cognitivas.
Apesar das críticas, os médicos admitem que podem existir algumas situações em que uma consulta não presencial seja aceitável. Por exemplo:
- quando o médico já acompanha o paciente regularmente
- quando existe acesso ao histórico clínico completo
- quando são fornecidas todas as informações clínicas necessárias
Ainda assim, estas situações devem ser tratadas como exceções e não como regra.




















Renovei a carta dessa maneira, durante o Covid, quando tinham mandado todos para casa (e pouco antes de prolongarem a validade da carta nesse período).
Paga-se e à hora marcada liga-se no site a vídeo-chamada. Ponha-se de pé, feche os olhos e toque com o dedo na ponta do nariz, leia aqui estas letras numa folha A4 no ecrã e, pela conversa via se estava bom da “bola”.
Sei que para pessoas de idade, já não é a folha A4 no ecrã, pedem um exame à vista feito na Wells. gratuito.
Não sei se foi por ser da altura, em que não tinha alternativa, mas achei muito prático, não chorei os 30€ (creio que passou para 35€).
É com isto que estão preocupados? Afinal os médicos estão preocupados com… os médicos!
Faltam aqui aqueles que pagam (em locais que não vou dizer), não vão a médico nenhum e a carta já chega a casa passados uns dias. E o atestado também é emitido por médico.
Devem é ter medo que a gamela não chegue para todos.
Problema para a segurança nas estradas é andarem a conduzir sem carta e Seguro isso sim
Quando fiz 60 liguei para uma escola e pediram 80€ e não precisava de lá ir era so dar os dados pelo telefone e recebia a carta em casa não quis porque era bastante caro
Fiz no centro Saude e on-line ficou por 30€
E se calhar são os que passam esses atestados que agora estão preocupados com as consultas online…
Mas não é esse o propósito? Encher os cofres?
A teta secou, agora estão muito preocupados que foram substituidos por um formulário online…