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Carta aberta à UE afirma que os benefícios dos elétricos estão a ser sobrestimados

A União Europeia lançou, recentemente, um conjunto de normas que visam a redução das emissões de carbono pelos países membros. A par e também incentivados por elas, muitos são os países e fabricantes a anunciar uma garantida transição para a mobilidade elétrica, estabelecendo até horizontes temporais curtos para a concretizar.

No entanto, um grupo de cientistas considera que a União Europeia está a sobrestimar os benefícios ambientais dos carros elétricos.


A União Europeia está a apostar fortemente na mobilidade elétrica. Isto, porque consideram ser um dos caminhos a percorrer para atingir os objetivos de descarbonização estabelecidos. Ao longo dos anos, as regras estreitar-se-ão, pelo que a maioria das fabricantes terá de apostar em carros elétricos, com um horizontal temporal bastante curto.

Aliás, empresas como a Volvo já anunciaram planos que ditam que, em pouco tempo, venderão exclusivamente carros 100% elétricos. Além disso, também a Ford e a Audi definiram prazos temporais para a produção exclusiva de carros elétricos. Por sua vez, embora ainda um pouco cética, a Toyota terá, eventualmente, de se adaptar a um dos mercados mais significantes no mundo: a Europa.

 

Carta aberta à União Europeia

Um grupo de 171 cientistas escreveu uma carta aberta à União Europeia, afirmando que os benefícios ambientais dos carros elétricos estão a ser sobrestimados. De acordo com a carta, os cálculos da União Europeia relativamente à vantagem dos carros elétricos estão errados, porque não consideram a produção de eletricidade.

Na mesma carta, o grupo de cientistas afirma que as emissões poluentes da Europa, em 2030, serão o dobro das estimadas pela União Europeia. Aliás, segundo os autores, um carro elétrico não é, atualmente, muito mais amigo do ambiente do que um modelo a gasóleo.

De ressalvar que o estudo apresentado nesta carta aberta foi conduzido por Thomas Kloch, chefe de investigação de motores de combustão no Instituto de Motores de Pistão e Combustão, em Karlsruhe. Portanto, é possível que exista um conflito de interesses em favor dos carros a combustão.

Mais do que isso, é também importante recordar os vários estudos que contradizem este que é mencionado na carta, bem como não convém perder de vista os esforços da União Europeia para uma aposta nas energias renováveis e a incessante tentativa de descarbonização, que poderão proporcionar uma diminuição das emissões associadas à geração de eletricidade.

 

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