BYD volta ao ataque! Quer construir carros em fábricas desativadas na Europa
A era do transporte marítimo de carros eléctricos através do oceano, da China para a Europa, está a atingir um muro de impostos elevados e de tensão política. Para resolver esta situação e um potencial problema, a BYD está à procura de um atalho. Em vez de construir novas fábricas, a empresa quer mudar-se para os edifícios que concorrentes como a Stellantis abandona.
A BYD quer começar a construir carros na Europa
A BYD já está em negociações com vários fabricantes de automóveis europeus, incluindo a Stellantis, para adquirir fábricas que estão atualmente ociosas. Stella Li, vice-presidente executiva da BYD, confirmou recentemente que a empresa está ativamente à procura de espaço. O objetivo é simples: encontrar fábricas existentes que não estão a ser utilizadas e transformá-las em centros de produção da BYD.
Itália está no topo da lista. A BYD quer utilizar a capacidade que já existe, uma forma muito mais rápida de começar a construir automóveis do que começar do zero num novo país. A Stellantis é um parceiro natural para as negociações porque o grupo automóvel tem muito espaço extra. Neste momento, opera cerca de 20 fábricas de montagem de veículos em toda a Europa, mas estão sob pressão para reduzir custos.
A empresa já afirmou que está aberta à venda ou partilha de algumas das suas linhas de produção para reduzir o peso financeiro de manter tantos edifícios abertos. Para a BYD, uma fábrica “usada” é uma pechincha e para Stellantis, é menos uma conta para pagar. No entanto, existe um problema na forma como a BYD quer trabalhar. Stella Li salientou que a empresa deseja gerir estas instalações de forma independente.
Escolha recai na Stellantis e fábricas abandonadas
Não querem a tradicional estrutura de joint-venture em que duas empresas partilham o comando. A BYD deseja controlar o processo do início ao fim, garantindo que a sua forma específica de construir automóveis elétricos permanece inalterada. Esta é uma grande mudança na forma como as marcas chinesas abordam o mercado europeu. A estratégia era construir os carros na China e exportá-los. Ora, esse plano é muito caro.
Está a ser construida uma fábrica da BYD na Hungria, e a empresa tem planos firmes para abrir uma segunda fábrica europeia na Turquia. A procura de veículos elétricos justifica a pressa. Os dados de mercado mais recentes mostram que os registos europeus de VE aumentaram 27% em abril em comparação com o período homólogo. Isto significa que foram registadas cerca de 400 mil unidades em apenas um mês.
A escala da BYD é difícil de ignorar. Nos primeiros quatro meses deste ano, o Grupo BYD vendeu 1.021.600 veículos. Deste enorme número, 454.300 foram vendidos fora da China. Abril foi um mês forte, com as vendas no exterior a atingirem um recorde de 134.500 unidades. Com números como estes, a BYD é uma força dominante que precisa de mais espaço para crescer. Assumir antigas fábricas é apenas o próximo passo lógico para ganhar posição na Europa.




















querem criar empregos na europa ? ok, que venham 😉
Eles trazem chineses para trabalhar nas fábricas… No Brasil tinham uma série de chineses em condições sub-humanas numa fábrica da BYD. Engane-se quem pensar que geram emprego e riqueza nos países.
Este é um tema que merecia uma investigação mais aprofundada…fica a dica ao staff;)
“…1.021.600 veículos….”
Isso dá 3 milhões ao fim do ano. No ano passado venderam mais de 4 milhões, BYD claramente a perder gás.
E o que terá acontecido aos navios mega ro-ro’s da fábrica? Terão ardido?
Heheheh quando não se sabe mais…. comenta-se sem nexo e mistura-se matemática errada, comparação desonesta e sarcasmo sem ligação aos factos.
Primeiro: 1.021.600 veículos não “dão 3 milhões ao fim do ano” se estivermos a falar de um período trimestral isolado. E mesmo que fosse uma extrapolação linear, continua a ignorar sazonalidade, mercados externos e crescimento internacional.
Depois, a ideia de que a BYD “está a perder gás” cai imediatamente quando se olha para os números reais:
– a BYD vendeu mais de 4,6 milhões de veículos em 2025;
– as vendas globais cresceram face a 2024;
– os elétricos puros cresceram quase 28%;
– as vendas internacionais ultrapassaram 1 milhão de unidades pela primeira vez. (Melhores Vendas de Carros)
Ou seja, a empresa, está a crescer, está a expandir-se na Europa, está a abrir fábricas, está a reforçar logística marítima própria.
Portanto 😀 muito estranho conceito de “perder gás”. É desaforo 😉
Sobre os navios “mega ro-ro’s”… pelo que li, não, não “arderam”. Pelo contrário. A BYD expandiu fortemente a sua frota logística em 2025, incluindo navios de 7.000 e 9.200 veículos de capacidade para acelerar exportações para Europa e Brasil.
Aliás, a própria necessidade de construir fábricas na Europa acontece porque, as vendas europeias dispararam, os custos de importação e tarifas aumentaram e a BYD quer produzir localmente para ganhar escala e proximidade ao mercado europeu.
Portanto, o artigo não mostra uma marca em dificuldades. Mostra exatamente o contrário, mostra uma fabricante chinesa que cresceu tanto que já precisa de capacidade industrial europeia própria.
“Perder gás” seria fechar fábricas. Não é abrir mais. 😉 Aponta.
@Vitor, não se trata de um trimestre mas sim de um quadrimestre.
“…Nos primeiros quatro meses …”
Agora são 4 meses? 😀 as tuas contas são sempre erradas 😀
O ano tem 3 quadrimestres
3*1M=3M
Outra vez? Esse comentário parte de uma premissa errada. O ano não tem 3 quadrimestres de 1 milhão cada porque os números de vendas não são estáticos nem distribuídos de forma linear. Um quadrimestre corresponde a 4 meses. Três quadrimestres fazem os 12 meses do ano, certo. Mas assumir que “3 × 1 milhão = 3 milhões” só faria sentido se a BYD vendesse exatamente 1 milhão de veículos em todos os quadrimestres.
Ora, a realidade mostra precisamente o contrário. A BYD tem vindo a crescer de forma consecutiva. Cada quadrimestre tende a ser superior ao anterior, impulsionado pelo aumento da produção, expansão internacional e crescimento da procura. Além disso, o setor automóvel tem sazonalidade. Há meses historicamente mais fortes, lançamentos de novos modelos, campanhas comerciais e reforço das exportações no final do ano.
Portanto, usares uma multiplicação simplista não te ajuda em nada no “dizer mal da marca”, porque estás errado. Estás aqui, estás a dizer que uma empresa que faturou 1 milhão num trimestre nunca poderá fechar o ano acima de 4 milhões, mesmo estando a crescer todos os meses. Argumentos um bocado birutas!!!
Daqui a pouco estão a produzir veículos a gasóleo.
Na China fabricavam veículos de combustão interna.
E até mais que eléctricos e híbridos plugin.
Relaxa estamos salvo que ninguém investe em Portugal
Tenho um BMW a combustão e, se quiser um elétrico, compro um BMW elétrico,
A qualidade Alemã dá 10 a 0 à dos chineses…
Veículos a combustão ainda dou o benefício da dúvida… agora nos elétricos ‘10 a 0’? Isso é nostalgia a falar mais alto que a realidade
Nem todos são fanáticos pelas marcas.
Isso vale zero. A BMW tem imensa experiência nos de combustão, mas nos elétricos tem zero.
Se meteres um Seal ao lado de um i4 vais a ver, até te apagas.
Fizeste a comparação que te interessou, falei da qualidade, por isso autonomia e velocidade não importa.
Coloca o melhor BMW elétrico e o melhor elétrico de outra marca qualquer sem ser alemão e depois falamos.