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BMW i3 modificado consegue 700 quilómetros de autonomia

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Este artigo tem mais de um ano


Autor: Vítor M.


  1. David says:

    sera que vem ai uma lufada de ar fresco para os donos desta especie de veiculo?

  2. Pérolas says:

    Fizeram testes reais ou é tipo dieselgate?

  3. Paulo says:

    Por enquanto a diferença de preço eléctrico/combustão dá para pagar o gasóleo/gasolina durante vários anos .

    • Miguel says:

      O problema é o aluguer das baterias..

    • Nelio says:

      As contas tem de ser feitas ao contrario. O dinheiro que vou poupar em combustível paga o carro. O meu Leaf fica pago em 8 anos só com o que deixei de gastar em gasóleo. Ainda podemos adicionar o que deixei de pagar em revisões e iuc.

      • André says:

        Prefiro comprar um carro econômico a gasolina e converter a GPL, com as instalações a rondar cerca dos 1000€ para maior parte do pessoal em menos de um ano já paga instalação, desta forma não tens o problema da autonomia dos elétricos e o preço do GPL é normalmente metade da do gasóleo

      • mtz says:

        Quanto gastas em luz, mais ou menos, por cada 100km?

        • Sergio J says:

          Pelos consumos descritos deve rondar os 14 kWh por 100 km, o que deve gastar cerca de 2€/100km.
          A questão é que o pessoal anda aí ao borliu

        • Nelio says:

          Carrego o carro em bi-horário 0.10€, tenho uma média de 12kw.h/100km.

          0.10€ x 12KW = 1.20€ por cada 100km

          Gasto para fazer 100km menos do que o preço de 1L de gasóleo. Portanto já alguém dizia é fazer as contas.

          • mtz says:

            É um valor realmente muito bom.

          • Wishmaster says:

            Não estás a contar o maior desgaste dos pneus dianteiros, devido ao maior atrito causado pelo maior binário do veículo eléctrico (não é muito mais, mas ainda é).

            8 anos para pagar o veículo é bastante…Nesses 8 anos, vais viver com a limitação de autonomia, pensar onde se vai carregar, etc.

            Isto, se a bateria não morrer antes dos 8 anos. Deve ter garantia, mas vamos ver como se sai a longevidade das baterias (isto ainda está tudo por ver na prática…). Se não te pagarem a bateria, vais ter que investir 40% do valor do veículo para adquirir novas baterias, ou então comprar um veículo novo.

          • Wishmaster says:

            E já agora, qual é a velocidade a que circulas? A média?

          • Nelio says:

            Wishmaster,

            Os pneus dianteiros tem 42000km neste momento e ainda fazem mais alguns (muitos).

            Costuma pagar um carro a diesel em quantos só no que poupa em combustível?

            Em nenhuns, porque vai sempre precisar de por combustível para andar. Eu pago o carro com o que deixo de gastar em combustível tá a ver a diferença?

            Limitação de autonomia? O seu carro faz quantos Km por ano? O meu num ano tem 42000km. Se calhar num ano fez o que o seu não faz em dois.

            Como é que chegou ao valor de 40% para a bateria? O modelo do meu carro tinha um valor em novo de ~30000€, uma bateria nova para este carro custa 7000€ (seria cerca de ~25%) em Portugal, mas por exemplo no Japão já se vendem por 3000€, é uma questão de tempo até cá chegarem a esse preço. Depois em 8 anos muita coisa muda, o custo de fabrico das bateria tem tendência a baixar.

            A velocidade media no computador de bordo neste momento deve dar qualquer coisa entre os 45km/h e os 55km/h o mesmo do seu.

            Há ai muito mito e falta de informação, tente informar-se melhor como é um carro eléctrico, vai ver que vai ter muitas surpresas.

          • Traveller says:

            Wishmaster circulo a 90 nas estradas nacionais e 120 na autoestrada o permitido por lei e com essa pergunta da media a que circulas é a mais estupida de todas.
            Em relação aos valores vez aqui com mais desgante dos peneus ahahah eu argumento quantas revisões vais fazer no teu carro nos 8 anos no VE faz uma por ano certa de 50€ cada independentemente dos KM’s depois desgaste de pastilhas é muito inferior, correia de distribuição não há. Já sem contar que tens muito menos peças para avariar.

    • Traveller says:

      Ou não depende dos Km’s feitos por dia (Sem contar com revisões, manutenções, IUC,etc)

    • Louro says:

      Tenho um Tesla e a diferenca entre o que gastava em Gasolina para o que agora nao gasto em Eletrecidade paga o carro em mais ou menos 5 anos a 100% (Sem contar com manutencoes e algumas pecas de desgaste que nao tenho no eletrico).

  4. pinhom says:

    Na minha opinião, a “electrificação” só gannhará maior expressão quando o estado começar a “encaixar” uma maior receita fiscal. Mas temo que o automóvel 100 % electrico, se torne num “descartável” ao fim do tempo de vida útil das baterias. Espero estar totalmente enganado. Daqui a 10 anos tira-se as conclusões.

    • Wishmaster says:

      Precisamente…Ainda estamos a verificar o comportamento das baterias na vida real e do quotidiano (existem muitos factores que vão afectar a vida útil da bateria: a temperatura, o tipo de condução, quantas vezes é carregada…a qualidade da bateria…).
      Daqui a uns anitos, como dizes, vamos ver o que se passará. Quando mudar de carro, os eléctricos não estão nos meus planos, for sure 🙂

    • luis araujo says:

      Sim tem razão, as baterias serão recicladas para uso em casas, e os carros terão mais autonomia, haverá células com mais densidade para o mesmo espaço, como a noticia diz.

      Já existem casos reais como o estádio do Ajax com 4 megawatts, alimentado pelas baterias da Nissan, recicladas. http://nissaninsider.co.uk/second-life-leaf-batteries-to-power-amsterdam-arena/

      Substitui o pack de baterias, e tem aos 10 anos um carro novo outra vez com mais autonomia. E não um carro quase velho. Embora as marcas deem garantia caso a degradação da bateria for inferior ao limite estabelecido que é de 70% a bateria é reparada. Embora os testes e casos reais estejam a contrapor essa necessidade.

  5. Nelson Costa says:

    a BMW em laboratório é tipo a Coreia do Norte, inventam e fazem tudo… na realidade… as autonomias prometidas por eles são maior tanga do universo.

    • Nelio says:

      leste a noticia?

      “A empresa alemã Lion Smart, que fornece serviços de engenharia especializada para OEMs e fornecedores da indústria automóvel, desenvolveu uma bateria de 100 kWh de capacidade para o BMW i3 , “

  6. Rui Costa says:

    A titulo de curiosidade, tivesse eu um carro eléctrico, e se deixasse a carregar durante a noite para poder sair de manhã, quanto me custaria essa carga?

    • Nelio says:

      Depende sempre da quantidade de energia que ia precisar. Da mesma maneira que os carros a combustível fóssil tem diferentes capacidades, nos eléctricos acontece a mesma coisa, nem todos tem a mesma capacidade.

      Vamos pegar num exemplo real. Nissan Leaf 30KW.h para carregar dos 0% aos 100% em bi-horário (0.10€/ kw) gastaria cerca de 3€ em electricidade, e faria cerca de 200km*

      *Depende sempre do tipo de condução. Da mesma maneira que um carro convencional gasta mais se andarmos mais depressa, nos eléctricos acontece o mesmo.

  7. Wishmaster says:

    700km de autonomia, como fizeram aqueles dois tipos com o Tesla?
    A 30km/h em estradas sem relevo, quase?

    O meu também faz muitos quase sem gastar nada, nas descidas, em ponto morto… E se andar a 30km/h faz o dobro desse BMW.. 😛

    • Louro says:

      Oh santa ignorancia…

      1 – Um carro a combustao com injeccao directa (100% dos carros a partir para aí de 2000) gastam menos a descer com uma mudanca adquada engrenda do que em ponto morto… isto porque inércia faz co motor rodar, se for em ponto morto tem de se injectar combustível para o motor rodar.
      2 – O pessoal do Tesla provavelmente fizeram uma conducao economica e cuidada para fazerem aqueles km todos… conducao essa que é quase humanamente impossível de ser feita de forma diária e de forma constante…
      O pessoal dos diesel também diz que faz médias de 3l/100km… é real?sim claro, conducao especifica e nao num ambiente “normal do dia a dia”.
      3 – Eu tive um carro a diesel que com um depósito fazia a volta de 1200km… tinha um depósito muito mas muito grande… consumia 8l/100…
      Agora experimenta fazer as contas a quanto custa em eletrecidade aquele BWM para fazer aqueles KM e quanto custa o teu…

      • Joao says:

        Corrigindo o teu primeiro ponto: Um carro a descer com mudança engrenada gasta zero mesmo, devido à justificação que deste que está certa.

      • Wishmaster says:

        Certo, a injecção do combustível não acontece, mas em ponto morto é muito baixa e não desgastas o motor…é muito diferente estar a 800 rotações ou estar a 2500 ou mais… (falo dos diesel, gasolina tem rotações superiores).

        “O pessoal dos diesel também diz que faz médias de 3l/100km… é real?sim claro, conducao especifica e nao num ambiente “normal do dia a dia”.”
        Com o meu carro anterior fazia média de 4 litros/100km a andar normal e em terreno com bastante relevo.
        Com o meu actual carro, faço média de 5.5 litros/100km, sem me preocupar com o consumo. Ando normal e não penso em poupar. Atenção que tenho condução mais rápida que o normal, por isso ainda conseguia baixar a média neste carro, mas simplesmente não me apetecer andar a pensar “ah não vou andar mais depressa, não vou puxar muito a rotação” essas coisas.
        Portanto, podes fazer as contas a 5,5 litros aos cem…

        • Wishmaster says:

          Atenção: estou a falar de consumo em regime misto…70% dos meus km’s são feitos em cidade 😉

        • Louro says:

          Os consumos dos carros depende de vários factores…

          Antes de ter o Tesla tinha um E60 M5, em auto-estrada cruise control ligado conseguia fazer médias de 5/6 também, andava era a volta dos 90km/h e nao podia apanhar muitas subidas.

          Em conducao normal sem me preocupar muito mas sem aceleracoes e brincadeiras mesmo com alguma cidade pelo meio fazia a volta dos 10.

          Por outro lado, na Alemanha na autobah acima dos 200km/h fazia médias de 15/20.

          Hoje como segundo, terceiro carro ou lá o que é, tenho uma Mercedes E63, em auto-estrada dentro dos limites de velocidade ando a volta dos 7/8litros sem me preocupar muito.
          Se andar no para arranca já vou para os 10 também.

          Já tive também carros a diesel incluindo por exemplo um Seat Leon 1.9TDI, e só conseguia médias que muitos aclamam se andasse mesmo com muito cuidado com aceleracoes e afins, em conducao normal andava entre os 5 e os 7.

  8. Wishmaster says:

    @Nelio
    Até pode ser que sim, que esteja a subestimar os eléctricos. Como disse, ainda estamos a verificar a tecnologia na vida quotidiana.

    Eu ando pouco por ano. Cerca de 14 mil km.

    Os pneus da frente do meu carro têm 46 mil km. Ainda fazem na boa mais cerca de 10 mil.
    Os 40% do valor do carro, vi há meses num artigo na net.

    Quanto à velocidade média, terei que verificar.

    Não sou contra os eléctricos, mas a verdade é que já fui mais adepto. Tenho dúvidas ao nível das baterias quando houver a substituição de todos os automóveis de combustão interna, por escassez de recursos. A situação complicará se a pesquisa e desenvolvimento não permitir um salto grande na tecnologia de baterias.

    • luis araujo says:

      Whismaster, não precisa de subestimar, é um veiculo como outro qualquer, com características distintas de um veiculo de combustão.

      Se tem duvidas, pois olhe, eu não tenho nenhumas. Se tivesse que escolher, sabia bem o que escolheria, mas atenção, neste momento o veiculo elétrico só serve uma franja da população, porque existem por culpa do país muito pouco desenvolvido que vivemos, não por causa da tecnologia do elétrico. Basta que imagine uma estação de carregamento em cada posto de combustível, a perceção de limitação de distancia mudaria a 180º.

      A tecnologia dos elétricos não é atrasada nem nada que se pareça. Muito pelo contrário, tanto que na BMW muito desenvolvimento, tem sido passado para as gamas de combustão. Para que tenha ideia.

      Atrasada está a mentalidade das pessoas, que impede haver acesso mais facilitado à informação com valor.
      Eu desloco-me para todo o lado, faço o 4x mais km que a média da população, tenho um elétrico que tem 15% da autonomia do meu carro a combustão que conduzia habitualmente, mas basta-me 14 minutos, para que tenha autonomia para pelo menos mais duas horas de condução. Faz-me diferença? Não. É o ideal? Também não. Se prefiro tomar um café em vez de estar a cheirar gasolina ou diesel, sim, mil vezes.

      É necessário ter noção que a grande maioria dos sítios e a vida quotidiana não está preparada para ter carros elétricos, portanto também não é fácil andar de elétrico neste país.

      Você conduz mais que duas horas de seguida todos os dias? por exemplo. Isso poderá será uma limitação.

      Só faz auto estrada? percursos longos? Anda em excesso de velocidade?

      Não será veiculo para si.

      Dentro da lei, na cidade, para poder acompanhar o meu carro, teria de andar num veiculo a combustão com mais de 300 cv, para ter ideia e a gastar muito combustível.

      Em relação aos pneus tiro-lhe o chapéu, porque é um rapaz poupado, acho que em nenhum veiculo de combustão consegui tal quilometragem nos pneus de tração.
      Mas há relatos de elétricos do modelo do meu a circularem com mais de 70 mil, sem necessidade ainda de troca de pneus. Algo inédito para mim. Acrescento que há pouco tempo um colega superou os 200.000km no seu i3 em 3 anos. Penso que as duvidas de saber se o elétrico é uma solução de mobilidade como qualquer outra não existem.

      Se é para todos? Não, não é, e infelizmente. Pelas razões mais variadas, mas não é exclusivamente por razões dos cifrões, porque contas bem feitas a poupança que ele gera amortiza diferencial de valor mais as manutenções e custo do combustível. Que no meu caso é superior a 4.200€/ano em comparação com um veiculo a gasóleo, sem manutenção incluida.

      Deixo um rábula engraçada, de uns fulanos que vivem noutra realidade, ou seja, o normal é o veiculo ser elétrico e não de combustão, então decidem ir testar: http://teslaclubsweden.se/test-drive-of-a-petrol-car/

      • Wishmaster says:

        Luís Araújo,

        Não nego as vantagens evidentes do eléctrico, por exemplo, na manutenção, não dá hipótese ao motor de combustão.

        “Em relação aos pneus tiro-lhe o chapéu, porque é um rapaz poupado,”
        Nem por isso, ando normalmente. A questão é que ando mais de metade dos kms em cidade onde as velocidades não são elevadas. O que gasta os pneus dianteiros é, sobretudo, a tracção e o atrito que causa. Basta que se reduza esse atrito acelerando suavemente até o veículo ganhar alguma velocidade(nesse aspecto sou cuidadoso). Também ao virar nas ruas (90 graus), não forçar, porque os dianteiros é que suportam a maior parte do peso (do motor), encarregam-se da direcção e suportam a força da subviragem.

        “Penso que as duvidas de saber se o elétrico é uma solução de mobilidade como qualquer outra não existem.” – quando me refiro a dúvidas, tem a ver com os materiais de fabrico de baterias e a forma como produzimos a energia eléctrica. É só nesse aspecto que tenho algumas reservas sobre como vai ser quando o eléctrico se massificar.

        “Você conduz mais que duas horas de seguida todos os dias? ” Nope, graças a Deus 🙂
        Aliás, organizei a minha vida precisamente para não perder tempo a conduzir e em trânsito, não ter despesas com o carro (ou ter poucas). Vivo muito perto do meu local de trabalho. Simples, não é? Aumentos de combustíveis que são constantes? Nem penso nisso!!! Quero lá saber, a mim não faz diferença nenhuma.
        Posso ir a pé para o meu local de trabalho, posso ir de bicicleta ou posso ir de carro com este a gastar uma ninharia (ele nem aquece…)
        A vida é muito simples, nós é que a complicamos. Claro que isto depende muito da profissão que temos, há profissões em que as pessoas se deslocam constantemente. Mas a maioria tem posto de trabalho fixo.

        É assim que as pessoas têm que pensar. A mobilidade pode ser resolvida sem nos focarmos no transporte do sítio A ao B. Se calhar temos que mudar o sítio A e B, em vez de diminuir o custo do transporte 😉

        “as manutenções e custo do combustível.” – gasto pouco em manutenção. Mas eu não posso servir de exemplo, porque sou eu quem substitui muita coisa no meu carro (filtros, óleo – só para ver, a oficina oficial do meu carro cobrava-me 130 euros só para mudar o óleo). Mas como disse, não posso servir de exemplo, porque a maioria recorre a oficinas para tudo e neste campo o eléctrico ganha claramente.

  9. João Vaz Martins says:

    Tenho um Leaf, 3 anos, 46700km, pneus ainda com muito piso, carregando em casa +/- 1,82€/100km.
    Fiz seguro das baterias, 380,00€ / 5 anos , sempre que a cada 10000km vêem a % de carregamento, se for inferior a 90% , são trocadas sem pagar, por novas, o que quer dizer que aos cinco anos estão todas a 100% .
    Mais ou menos 3 a 3,5 anos e fica pago.
    Para o ano por 1850€, troco- as pelas novas, pois destas já não se fabricam e a marca precisa delas para quem não quer investir nas novas.
    Vai haver tejadilhos com células fotovoltaicas que estão sempre a recarregar as baterias.
    Vai haver mais novidades.
    João Martins

  10. Luís Araújo says:

    Eu até fico estúpido a ver tanta asneirada.
    Tenho infelizmente, todo o tipo de veículos, e sem sombra de dúvidas o veículo eléctrico é o melhor veículo comprado até à data. Primeiro, porque por pouco que seja, dou um contributo ao ambiente que num veículo de combustão não consigo por mais avançado que seja, segundo, porque deixei de estar refém de estações de serviço, basta chegar a casa e ligar à tomada, terceiro, o custo de utilização é baixíssimo.
    Claro que tem limitações, mas no meu caso que tenho autonomia máxima de 160km, é bastante normal fazer 300 pois tenho a possibilidade de o ter sempre a carga e as viagens são muitas mas não muito longas. Para mim a limitação está no que as pessoas pensam, na falta de estrutura e organização nacional, isso sim, torna os elétricos mais limitados ou esta tecnologia limitada
    Porque se for por uma questão económica, e fazermos comparações, a bicicleta ganharia a todos, durante muito anos fazia 600km por semana e nunca pensei quanto economizava se comparasse com uma mota, mas sim no bem que estava a fazer a mim e aos outros. Se compararmos custos de utilização e aquisição a menos ou mais tempo o elétrico é incomparável a qualquer outro carro excepto um Tesla como é óbvio porque julgo que não se compra um veículo de 130k para poupar, mas acho justo a compra em vez de combustão de preço equivalente. Por aquilo que proporciona a todos, sempre é menos um a ajudar nos gases de estufa.

    De resto só tenho a dizer que não existem mais elétricos porque a sociedade não quer, porque até que ao tivessem 100km de autonomia, mas houvesse infraestrutura implementada, todos faziam a sua vidinha com mais ou menos km, sem poluição e ruído. Mas cada um sabe de si.

    • Marco says:

      Concordo em praticamente em tudo o que disse, no entanto a poluição mantém-se até certo ponto devido às centrais termoeléctricas que alimentam parte do que consome o veículo eléctrico. Se todos trocassemos por um eléctrico a quantidade de energia a produzir reduzia a de origem de fontes renováveis/limpas significativamente.
      Agora pergunto, com tanta tecnologia e normas anti poluição nos veículos a combustão, quem produz maior quantidade de gases nocivos, os veículos a combustão ou as centrais termoeléctricas? Simplesmente não sei que tecnologias ou medidas estas últimas possuem para reduzir as emissões. Idealmente era criar mais fontes de energia limpa ou renovável mas isso ainda é um longo caminho…

      • Wishmaster says:

        Agora disseste tudo.
        E obrigado aos VEs por nos encarecerem a energia que precisaremos no inverno para nos aquecer…

        • Nonnus says:

          Já pensou quantos KW de energia gasta a Petrogal por dia para poder refinar o combustível para o seu carro?

          Multiplique por dois Matosinhos e Sines.

          Já pensou quanto gasta de energia uma bomba de gasolina por dia para encher os depósitos de combustível dos vários clientes? Sim porque parecendo que não para o liquido milagroso correr para o seu deposito é preciso electricidade.

          Multiplique pelos milhares de postos que existem no país.

          Vou-lhe dar algo para pensar.

          Sabia que por exemplo nos países nórdicos o parque automóvel 40% já é eléctrico.

          Sabia que por exemplo no Japão já existem mais postos de carregamento eléctrico do que bombas da gasolina.

          Será que estes dois exemplos estão errados! São só os países com melhor qualidade de vida e mais desenvolvidos do mundo. É para estes exemplos que temos de olhar e aprender com eles.

          Pois se tem melhores condições que nós por alguma coisa é. Talvez por fazerem escolhas acertadas enquanto nós continuamos a fazer escolhas erradas umas atrás de outras.

          • Wishmaster says:

            Dependerá do salto tecnológico que vier a existir no campo das baterias. Já imaginou o que é fabricar baterias para o mais de 1 bilião de veículos que existem? As dificuldades já se vão sentindo e é daí que surge a minha apreensão.
            Noruega e Japão: e são os mais felizes…? I don’t think so 😉

        • Marco says:

          Com a crescente procura de VEs é bem provavel que brevemente existam actualizações nesse sentido.

      • luis araujo says:

        Será como tudo, se pagamos ordenados baixos, como é que conseguimos com que o consumo e conforto das pessoas suba e que a economia mexa, em contra parte, como é que uma empresa pode pagar ordenados mais elevados se o nível de rentabilidade é baixo?

        As vacas produzem poluição a nível da industria, além disso desgastam as reservas de agua, 1.000 litros por cada litro de leite, mas as pessoas não deixam de beber leite?!?

        Ou será que já nem pensam que são necessária vacas para haver leite empacotado? Para que possamos comprar a carne, também existem subsídios para a produzir … se não nem a conseguiríamos comprar…etc
        Uma plantação de abacates, consome mais àgua que um campo de golfe com o dobro da dimensão e podia continuar a dar muitos exemplos.

        Não sei bem como será a distribuição demográfica mas 70% dos residentes no continente estarão em cidades e no litoral. Onde habito não há transportes públicos … em lisboa é de 5 em 5 minutos e têm vários por onde escolher.

        O parque eólico instalado podia multiplicar, polui zero… mas preferiram permitir fraking ( não sei se será assim que se escreve ) na costa vicentina, sitio que até restrições à pesca à cana tem em vários meses do ano, mas permitir extração de petróleo não tem problema pelos vistos.

        Onde habito tenho 300 dias de sol ano, mas necessito de pedir autorização quase ao presidente da republica para instalar 6 painéis solares ( + de 1500W ), mesmo que consuma a eletricidade toda, sou obrigado a que a EDP autorize entre outras restrições.

        Infelizmente ainda não chegou nem chegará tão cedo o dia que o ciclo é sustentável, mas se houver esforço por parte de todos algo melhorará.

        Para lá chegar não podemos pensar só da forma do quanto custa, deixar uma torneira aberta, uma luz acesa custa pouco financeiramente, são cêntimos, o problema, é que os recursos do planeta que trocamos por cêntimos um dia esse dinheiro de nada vai servir.
        Então as pessoas continuam a olhar para os recursos, algo que podem usar de acordo com a folga financeira e não de acordo com o que afetam o recurso em si e a repercussão que isso terá.

        Isto serve para a escassez da água, da energia e da saúde, que como todos devem de imaginar, em grande parte as doença correntes, deve-se à poluição e contaminação do que respiramos e ingerimos. E o dinheiro pouco tem servido.

        Como ainda não ganho para montar uma central sustentável, não tenho amigos politicos e sou obrigado a estar agarrado a uma rede, sou obrigado a receber energia que parte dela vem de centrais fosseis. E em relação a isso pouco posso fazer, além de poupar aquilo que é de todos, o mais possível.

  11. Rui says:

    Isto é tudo é uma palhaçada, e uma hipocrisia, mas alguém acredita não ser possível por um carro a andar a electricidade sem sequer precisar de o ligar à ficha eléctrica?
    Se os actuais carros a combustão têm um alternador que carrega uma pequena bateria, por que raio os electricos não têm 2, 3 ou 4 alternadores muito mais potentes e eficientes? Será por não existir tecnologia para criar alternadores/geradores mais eficientes?
    Claro que não, hoje temos internet sem fios em todo lado e não existe um alternador/gerador eficiente e potente?
    O interesse económico é maior do que o interesse em preservar o ambiente e saúde de todos nós.

    • Wishmaster says:

      “O interesse económico é maior do que o interesse em preservar o ambiente e saúde de todos nós.”
      A sério? Ainda não tínhamos percebido isso… :O

      Já alguém fez as contas à energia necessária para carregar todos os veículos actualmente em circulação, caso fossem todos eléctricos? Não me parece… :/
      Conclusão: parques eólicos por todo o lado, hídricas por todo o lado, painéis solares por todo o lado, geotérmica onde é possível, energia das ondas na costa toda e mesmo assim….queima de carvão e combustíveis fósseis (já que a nuclear não recebe grande aceitação por parte das populações). “Vós lá ides”

  12. Wishmaster says:

    Vejamos (corrijam-me se estiver errado):
    Actualmente, existem em circulação, só em Portugal, 4,6 milhões de veículos.
    Fiz as contas a 3 milhões de veículos (estimativa que fiz de cabeça, partindo do pressuposto que existe um veículo por cada 3 habitantes), e a 66kwh, capacidade de bateria de um Tesla. Mas façamos com o actual número de veículos e com a capacidade de um veículo com menos capacidade, tipo 45kwh.
    4600000*45=207000000kwh

    Convertendo para Megawatts, dá 207 mil megawatts.

    Portugal teve, em 2017, pouco mais de 20 mil megawatts de capacidade instalada de produção de eletricidade…
    Conclusão: a adesão a carros eléctricos vai puxar os limites de produção do país, que vai ter que recorrer SEMPRE a combustíveis fósseis, que provavelmente será a mesma quantidade ou próximo da quantidade consumida actualmente, para fazer face ao consumo crescente de energia eléctrica. Caso para inovocar o famoso princípio básico da Economia:
    não há almoços grátis.

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