Bateu com o carro? Saiba as 6 coisas que tem/deve fazer
Um acidente de viação pode acontecer em poucos segundos e, quando acontece, é normal que os condutores fiquem nervosos e sem saber exatamente como agir. No entanto, há alguns procedimentos que devem ser seguidos para garantir a segurança de todos os envolvidos e facilitar a resolução do acidente.
Ter um acidente nunca é bom e, face ao cenário, nem sempre nos lembramos o que temos de fazer no momento. Nesse sentido, nada melhor que ter um Guia para saber o que fazer em caso de acidente automóvel. Seis coisas que deve fazer.
1. Sinalize o local e a viatura
A primeira preocupação deve ser garantir a segurança de quem está no local.
Se for possível fazê-lo em segurança, ligue os quatro piscas e coloque o triângulo de pré-sinalização à distância regulamentar (30 metros). Vista também o colete retrorrefletor antes de sair da viatura.
Evite permanecer na faixa de rodagem ou em zonas onde possa ser atingido por outros veículos.
Se o acidente tiver ocorrido numa via rápida ou autoestrada, tenha especial atenção e, sempre que possível, afaste-se da zona de circulação.
2. Chame o INEM se houver feridos
Se existirem pessoas feridas, ou se alguém apresentar sintomas que possam indicar uma lesão, deve ser pedido auxílio médico.
Ligue para o 112 e indique a localização exata do acidente, o número de veículos envolvidos e o número de pessoas que necessitam de assistência.
Mesmo que uma lesão pareça ligeira, é importante que seja avaliada por profissionais de saúde.
3. Recolha as informações dos envolvidos
Depois de garantir que o local está seguro, recolha os dados necessários dos restantes intervenientes.
Entre a informação que deve obter estão os dados pessoais dos condutores, a matrícula dos veículos e os elementos relativos aos respetivos seguros.
Também é aconselhável fotografar os veículos, os danos, a posição em que ficaram e as condições do local. As imagens podem ser importantes para documentar o acidente e esclarecer posteriormente o que aconteceu.
4. Procure testemunhas
Se existirem pessoas que tenham presenciado o acidente, tente recolher os seus contactos.
As testemunhas podem revelar-se particularmente importantes quando existem versões diferentes sobre a forma como o acidente aconteceu.
Além dos contactos, anote, se possível, alguns dados que permitam identificar posteriormente essas pessoas.
5. Se possível, preencha a Declaração Amigável
Quando os intervenientes estiverem de acordo relativamente às circunstâncias do acidente, a Declaração Amigável de Acidente Automóvel (DAAA) permite registar os dados dos veículos, condutores, seguros e circunstâncias da ocorrência.
É importante preencher o documento com atenção e verificar se todos os dados estão corretos antes de o assinar.
A existência de acordo entre os condutores não significa necessariamente que tenha de assumir a responsabilidade pelo acidente. A declaração serve, sobretudo, para registar as circunstâncias do sinistro e facilitar a sua regularização junto das seguradoras.
Se houver desacordo sobre o que aconteceu, não assine uma declaração com a qual não concorda.
6. Participe o acidente à seguradora
Por último, deve comunicar o acidente à sua seguradora dentro do prazo previsto no contrato e na legislação aplicável.
Envie a documentação disponível, incluindo a declaração amigável, fotografias, identificação das testemunhas e outros elementos relevantes.
Quanto mais completa for a informação disponibilizada, mais fácil será para a seguradora analisar o processo. Pode usar a app e-SEGURNET.
E se os envolvidos não chegarem a acordo?
Se houver feridos, desacordo entre os condutores, suspeitas de condução sob influência de álcool ou drogas, ou outras circunstâncias que justifiquem a intervenção das autoridades, deve ser solicitada a presença das forças de segurança.
O mais importante é não colocar a sua segurança nem a de terceiros em risco. Num acidente, manter a calma, sinalizar devidamente o local e recolher informação são passos fundamentais para lidar com a situação da melhor forma possível.
Ter estes procedimentos presentes pode fazer toda a diferença quando acontece aquilo que nenhum condutor deseja: bater com o carro.






















“5. Se possível, preencha a Declaração Amigável”
Se não há acordo, é a pior coisa que se pode fazer.
Se há acordo, também não é necessária e é inclusive desaconselhável.
O que há mais são situações em que as pessoas que não tinham culpa passaram a ter ou foi dada 50/50 por declarações mal preenchidas ou com que levaram a interpretações diferentes pelas seguradoras.
É chamar as autoridades e eles que registem os acontecimentos.
Do meu lado, eu não preencho muito menos assino tal documento. Tiro fotografias e se não concordar com o auto da policia, também não assino.
Se tiveres dois dedos de testa e a declaração amigável for a teu favor, só tens a ganhar em assinar.
Se o outro envolvido escrever lá que vinha da esquerda e não deu a prioridade, ou como já me aconteceu uma vez a mim, a mulher escreveu, bati na traseira do veiculo da frente (o meu), não percebo porque seria desaconselhável!
Eu já assinei uma dessas (foi a última vez que o fiz) em que a outra pessoa assumiu a culpa na propria declaração (pois era efectivamente culpada).
Vieram os peritos e o que se passou depois não sei. Sei é que as seguradoras chegaram à conclusão/acordo que seria 50/50 e a declaração não serviu de nada. Como contestar ia ‘dar mais trabalho’ do que provavelmente resultados acabei por aceitar a decisão. (que hoje, sabendo mais qualquer coisa, contestaria)
Esta foi comigo mas conheço muitas outras….
O que não me faltam são razões para não preencher a declaração. Para preencher é que não tenho qualquer motivação/justificação.
Espero que não… mas se te acontecer o mesmo também vais deixar de preencher e assinar essas declarações ‘amigáveis’.
Ninguém se dá por culpado num acidente, mesmo que escrevam lá, quem determina isso são as seguradoras.
Finalmente acertou uma!
Sai uma bicicleta para o senhor que é incapaz de entender uma simples definição!
Acerto muitas, pode é não estar de acordo com elas.
E já agora, no preenchimento da declaração só interessam dados do momento em que as viaturas se tocam, o que acontece antes ou depois não interessa e só pode complicar, aconteceu comigo.
Numa autoestrada com 3 vias, vinha na da esquerda a ultrapassar um veiculo, meto para a do meio, entretanto sai um carro da via da direita, tentei evitar, mas ele ainda me bateu na lateral traseira.
Acontece que preenchi mal a declaração, assinalei que tinha mudado de de via, e atribuíram-me a culpa, depois com recurso a 2 testemunhas, lá alteraram a culpa.
violino mais pequeno do mundo
Eu piro me logo, não tenho carta ha 20 anos heheh
Que a tua inteligência não te trame um dia!
É impressão minha ou falharam na mais importante que é chamar as autoridades e não tirar a viatura até eles chegarem.
Isso já me salvou, pois o artista cheio de paleio de marcha atrás bateu no meu carro e começou logo por dizer que não existia problema para tiramos os carros, eu disse que não tirava e ele aí virou o disco e começou a dizer que fui eu que bati nele, após as autoridades chegarem e fizeram o auto de ocorrência, e aí o artista já não deu para trás, pois como estava o carro era impossível ser eu a bater nele.
Por isso nunca tirem a viatura do local e chamem as autoridades, só chicos espertos…
Deves tirar fotografias/filme imediatamente. O problema é que se tiverem a interferir/impedir o transito, podem ser ambos autuados
Infelizmente, assisti a uma situação semelhante envolvendo um familiar. Foi um acidente apenas com danos materiais, sem feridos. O meu familiar, por estar de boa-fé e por se considerar a parte lesada, aceitou resolver a situação de forma amigável, sem chamar as autoridades.
No entanto, dias depois, a outra parte decidiu apresentar queixa na GNR e surgiu com alegadas testemunhas a atribuir a culpa ao meu familiar. Perante essa situação, acabou por ter de suportar os prejuízos.
A lição que retirei desta experiência é simples: por mais cordial que a situação pareça no momento, é prudente solicitar a presença das autoridades para que os factos sejam registados no local. Infelizmente, nem sempre aquilo que é combinado de forma amigável permanece amigável nos dias seguintes.
Como ressalva a e-SEGURNET no ponto 6 não explica que ela própria pode substituir a DAAA em papel, caso haja interesse
Primeira coisa a fazer é tirar muitas fotos, todos os angulos possíveis. Ajuda a comprovar o que aconteceu.
Segundo, se não há feridos não chamar a polícia, serão multados.
Terceiro, a declaração amigável não necessita de acordo, preencher, documentar com fotos e entregar no seguro.
Tive um acidente há uns meses, fui culpado. O dono do segundo carro chamou a polícia. Fomos multados. Pior, a polícia pediu a documentação e não viu que o outro interviniente apresentou um seguro de outro carro. Era domingo e o policia passou todo o tempo a reclamar por estar a trabalhar.