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Amazon promete entregas em 30 minutos, mas o céu virou uma “autoestrada aérea”

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Os drones de entrega da Amazon prometem rapidez e conveniência, mas em Richardson, no Texas, os residentes descrevem uma realidade de ruído constante e perda de privacidade, bem como um céu que, segundo alguns, se transformou numa autêntica “autoestrada aérea”.

O que está a acontecer

Segundo avança o GeekWire, que cita reportagens do The New York Times e da NBC, através do programa TODAY, os moradores de um subúrbio de Dallas próximo de um dos centros de distribuição da Amazon estão a suportar o peso da expansão acelerada do Prime Air.

Um dos residentes afetados, de nome Scott Bratcher, descreveu a situação como “constante: é como uma colmeia mesmo por cima da nossa casa”, comparando o seu quintal a uma verdadeira autoestrada de drones. Outra moradora, Stephanie Puri, contou ter contabilizado 52 passagens de drones sobre a sua casa num dia que classificou como “calmo”, acrescentando que o ruído penetra em casa mesmo com a televisão ligada.

O programa Prime Air recorre a hexacópteros autónomos, entre os quais o modelo mais recente, o MK30, capaz de transportar encomendas até cerca de 2,3 kg, voando diretamente das instalações da Amazon até zonas residenciais em 30 minutos ou menos.

A partir de centros como o de Richardson, a empresa está a alargar rapidamente as operações, com o objetivo de levar as entregas por drone a quase 500 cidades e localidades norte-americanas até ao final de 2026.

Amazon desvaloriza reclamações perante um vazio regulatório

A Amazon defende o programa como um sucesso, sublinhando que a reação dos clientes tem sido globalmente positiva. Segundo declarações de um porta-voz da empresa, também citadas pelos órgãos de comunicação, menos de 1% das questões colocadas sobre o Prime Air este ano estão relacionadas com ruído, sendo o som ao nível do solo descrito pela empresa como mínimo, breve e comparável ao de uma ventoinha de janela ou de um carro a passar.

Neste cenário, um dos aspetos mais críticos da disputa prende-se com a ausência de poder das autoridades locais sobre o espaço aéreo acima das suas próprias comunidades. Como a Federal Aviation Administration (FAA) detém jurisdição exclusiva sobre o espaço aéreo nacional, as câmaras municipais não têm autoridade para restringir rotas de voo, impor limites de ruído ou exigir altitudes mais elevadas.

Este braço de ferro em Richardson espelha uma tendência mais ampla no norte do Texas, que se tornou um dos principais polos de testes de entrega por drone nos Estados Unidos, impulsionado por condições meteorológicas favoráveis, pelo crescimento urbano e por incentivos fiscais estaduais.

De facto, além da Amazon, também o Walmart, o Wing (da Alphabet) e o DoorDash disputam terreno na região metropolitana de Dallas-Fort Worth, naquilo que o GeekWire descreve como uma verdadeira “corrida armamentista” de drones.

Moradores organizam-se contra os drones

Perante a falta de resposta institucional, um grupo de vizinhos, autodenominado drone warriors, começou a mobilizar-se, recorrendo a aplicações de rastreio de voos para monitorizar o tráfego aéreo sobre as suas casas e pressionando as autoridades municipais a impor regras mais rígidas.

Precisam de investigar muito mais, têm de responsabilizar a Amazon, precisamos de regras. E, se não as cumprirem, que lhes tirem os brinquedos e os desliguem.

Resumiu Scott Bratcher no programa TODAY.

O caso de Richardson está a servir de alerta para outras comunidades norte-americanas que se preparam para receber este tipo de serviço, expondo o desfasamento entre o ritmo de expansão tecnológica das empresas e a capacidade dos reguladores em acompanhar o impacto real que estas soluções têm na vida das pessoas.

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  1. Avatar de Gringo Bandido
    Gringo Bandido

    Aproveitem e apreciem estes tempos antes que o mundo do dinheiro corporativo destrua a nossa sanidade!

    1. Avatar de kolas
      kolas

      Pelo que dizem a IA mata-nos antes.

  2. Avatar de jota
    jota

    façam como os Ucranianos. Espero que esta trampa não chegue à Europa. Não podem esperar 2 dias pela encomenda??? vão ás lojas e deixem o comodismo bacoco… Sociedade consumista, que vota em malucos para comandarem o país

  3. Avatar de sapochicão
    sapochicão

    Se aqui nem um aeroporto conseguem fazer imaginem arranjar licenças para isto. O Bezzos diz que quer isto na Europa e depois quando vai ver a conta bancária paarece lá que em Espanha custou 100M, na França 150M e por aí consoante o tamanho dos países e depois Portugal foi 1 Pilião. O gajo fica louco!!!

    Para um drone entregar-me uma encomenda em Portugal são precisas 4325472435287 licenças!!!

    1. Avatar de JL
      JL

      O problema nem é bem a entrega de encomendas, as leis para pilotar drones não tripulados não permitem pilota-los sem linha de visão, ou seja, é preciso que o piloto que está com o comando estar a ver o drone, e não apenas por FPV.

      1. Avatar de Santos
        Santos

        Se isso fosse verdade a Tekever não punha os drones deles no ar.

        1. Avatar de JL
          JL

          E mete, basta estar a olhar para eles.

  4. Avatar de Zec
    Zec

    Não têm pressões de ar na América? Aqui isso era resolvido num instantinho.

  5. Avatar de David
    David

    Finalmente portugal a entrar na liga dos grandes. Um grande aplauso ao ministro Luis Montenegro por finalmente por Portugal na lista dos melhores. TGV a ligar o pais, 3 pontes e um tunel a atravessar o tejo, data centers de bilioes em Sines e Matosinhos, empresas de semicondutores e ate ja temos carros portugueses marca Portugal. Voltamos a fazer navios como ja não faziamos desde o tempo da Lisnave e finalmente vao avancar numa linha de alta velocidade Faro-Sevilha para 2032

  6. Avatar de CIéqueébom1
    CIéqueébom1

    E um zumbido ensurdecedor permanente!

    RIP silêncio!

  7. Avatar de kolas
    kolas

    Virou… ali à esquina, virou à direita ou à esquerda…? Virou uma autoestrada do avesso? de perna para o ar? foi isso que viraram?

    Que tal bom português e dizer tornou-se? Transformou-se? ou estão a falar para um público brasileiro e eu enganei-me no site?