Uma das soluções para o calor intenso nos EUA têm sido… os autocarros escolares elétricos
Mais de 200 autocarros escolares elétricos estão a fazer bem mais do que transportar alunos, aproveitando as férias para devolver energia à rede elétrica norte-americana em plena vaga de calor.
Autocarros escolares elétricos têm servido como pequenas centrais móveis, ajudando a aliviar a pressão sobre a rede elétrica quando a procura dispara.
Além disso, espera-se que centenas de veículos adicionais entrem em funcionamento nos próximos tempos.
A ideia é aproveitar a tecnologia Vehicle-to-Grid (V2G), que permite que um veículo elétrico não só consuma energia da rede, mas também a devolva quando necessário.
Os autocarros escolares são candidatos ideais porque têm baterias enormes, algumas superiores a 200 kWh, e ficam praticamente parados durante o verão, exatamente quando o consumo elétrico atinge o pico.
Números ainda modestos, mas promissores
Segundo dados da Electric School Bus Initiative, do World Resources Institute (WRI), os projetos V2G já totalmente operacionais envolvem cerca de 230 autocarros, de um total de aproximadamente 6700 autocarros escolares elétricos nos Estados Unidos.
Em conjunto, conseguem fornecer cerca de oito megawatt-hora de energia.

Em 2024, a Zum lançou a primeira frota de autocarros escolares V2G bidirecionais 100% elétricos dos Estados Unidos, em Oakland, na Califórnia.
Apesar de promissora, é uma solução relativamente pequena quando considerada a necessidade da rede: só a PJM, a maior operadora regional dos Estados Unidos, precisará de mais de 160.000 megawatts para satisfazer a procura de 67 milhões de pessoas nos próximos dias.
Para se ter uma ideia da escala do desafio, a consultora ICF prevê que sejam necessários 445.000 megawatts adicionais de capacidade na rede elétrica dos Estados Unidos até 2030, um crescimento impulsionado, em parte, pela explosão de centros de dados.
Ainda assim, especialistas do setor acreditam que os autocarros escolares são apenas o início de algo maior.
Ainda estamos numa fase muito inicial. Os autocarros escolares vão ser uma peça fundamental da capacidade V2G.
Afirmou Steve Letendre, do Vehicle Grid Integration Council, segundo a Reuters.
Atualmente, segundo o WRI, pelo menos 31 empresas de eletricidade e 21 estados norte-americanos participam em projetos deste tipo.
Além disso, a frota de autocarros elétricos deverá mais do que duplicar nos próximos anos, chegando a cerca de 14.625 unidades, muitas delas já preparadas para V2G.
"Não há bela sem são"
Apesar do potencial, a tecnologia enfrenta obstáculos significativos: custos iniciais elevados, ausência de normas técnicas universais e enquadramentos regulatórios que ainda estão a anos de distância.
Há também receios por parte dos operadores de que os ciclos constantes de carga e descarga acelerem o desgaste das baterias, o que poderia até anular garantias das fabricantes.
Críticos da eletrificação de veículos apontam ainda que estas soluções podem, na verdade, sobrecarregar a rede em vez de a aliviar.
Para contornar esse problema, muitas escolas têm apostado em energia solar para carregar os autocarros.

Autocarros escolares elétricos V2G da frota do Oakland Unified School District estacionados numa área de carregamento bidirecional, em Oakland, na Califórnia, EUA, no dia 15 de maio de 2024. Crédito: Zum, via Reuters
Califórnia lidera a corrida
O maior projeto do género está no distrito escolar de Oakland (em inglês, Oakland Unified School District), na Califórnia, onde a PG&E e a operadora Zum gerem uma frota de 74 autocarros capazes de gerar 2,1 gigawatt-hora de eletricidade por ano.
Um projeto ainda maior arranca no próximo mês, em São Francisco, por via do qual 104 autocarros deverão gerar cerca de três gigawatt-hora anuais, com a frota a crescer para 238 veículos até 2027-2028.
Na Califórnia, os autocarros elétricos financiados por programas estatais são já obrigados a ter capacidade V2G.
Entretanto, ainda conforme compilado pela Reuters, outros estados também avançam:
- No Connecticut, o distrito de Branford terá 46 autocarros V2G já em agosto;
- Na Carolina do Norte, a Cherokee Boys Club testa autocarros que poderão alimentar edifícios escolares usados como abrigos de emergência;
- Na Flórida, o distrito de Glades County planeia usar os seus autocarros elétricos como centros de arrefecimento na próxima época de furacões, mesmo sem financiamento específico para V2G.
Embora ainda seja cedo para falar de uma revolução energética, os autocarros escolares elétricos mostram como os veículos elétricos podem, no futuro, tornar-se parte ativa da solução para redes elétricas cada vez mais pressionadas pelo calor extremo e pelos centros de dados.
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Imagem: CBC
Neste artigo: autocarros, calor, EUA



















Deve haver mais consumo porque tem havia um um boom de vendas de carros eléctricos nos últimos anos. Loool
Não tens andado atento!
https://pplware.sapo.pt/motores/vendas-de-carros-eletricos-cescem-28-no-primeiro-semestre-mas-eua-estragam-cenario/
Tem andado desatento, isso foi em 2025.
Precisamente! 2025 pertence aos “últimos anos”
Não é bem um boom, houve aumento e já houve quebra.
Vamos a aguardar eles chagrem só mesmo para dizer que isto é mau e não funciona
Plot twist: a rede vai mais abaixo precisamente porque há mais malta a carregar os seus EV em casa que, somado ao maior uso de energia nesta altura, resulta no ‘vai tudo abaixo’.
Mas shh.. não se pode dizer.
Aqui na zona não tem ido nada abaixo e vivo em lisboa
Há vários sinais. Carregadores de 300 a não darem mais de 45 ou seja 3 horas à espera para poder seguir viagem ( além da bicha) e os carregadores da Tesla a vender a 0,77 o kWh nas horas normais ou seja o dobro para 100kms a comparar com gasóleo. (além da bicha)
Onde é que há esses carros com 130 kWh de bateria ?
Sim, a horas normais para não Tesla.
Para Tesla continua igual.
Dobro ? Não, nem a 35% chega.
Os Teslas arrotam neste momento com 45 cents nos seus carregadores. Ainda assim mais caro que o gasóleo.
Já sabia que isso iria acontecer mais cedo ou mais tarde.
Voltando ao início, 45 kWh foi o pic naquele PCUR de 300 . Como sabe, a curva de carregamento não é liner. Fica o aTestemunho:
“Uma vergonha este posto na ES Santarém. 300kw e apenas consegue fornecer 45kw a cada um dos veículos ligados. Estava com 90kw (já mau) , mas assim que o outro iniciou o carregamento, baixou para os 45kw. Isto devia ser proibido. ”
E um dos comentários:
“Estive aí ontem a carregar e havia, pelo menos, mais cinco carros em fila de espera. Dos vários postos disponíveis, apenas três estavam a funcionar e, mesmo nesses, a potência era partilhada entre os veículos ligados, tornando os carregamentos ainda mais demorados.
Com 46 °C junto aos carregadores, famílias inteiras acabavam por esperar dentro e fora dos carros, enquanto tentávamos perceber entre nós qual seria a melhor forma de carregar. É uma situação completamente inaceitável.
Numa área de serviço, com o crescimento constante do número de veículos elétricos, é inadmissível que a infraestrutura continue sem capacidade para responder à procura. A responsabilidade não é apenas do operador dos carregadores; a Brisa, enquanto concessionária da área de serviço, também deve assegurar que existem condições adequadas para um serviço desta importância.
Já apresentei reclamação tanto ao operador como à Brisa. Espero que ambas assumam as suas responsabilidades e resolvam esta situação rapidamente.”
É esta a triste sina dos users de elektros. Nunca mais aprendem, não percebem que a rede não dá para mais e desatam a culpar tudo e todos quais d. quixotes a lutar com os moinhos de vento loooloooloool
Por acaso é 44.
Não, não é mais caro, é mais barato.
Eu também, até já tinha dito que para outros da rede ia ser mais caro.
Se não dá os 300 é porque está em testes ou ainda não tem potência instalada para tal, aliás, se bem me lembro isso foi anunciado dessa maneira, que eram de 300 mas ainda não chegavam lá.
Já sabemos que o grande lobby tem muito mais a ganhar com combustíveis do que com eléctricos, não precisa de evidenciar, assim se vê onde andam realmente os lobbies.
Se não dá, é por culpa dessa operadora, porque a eredes diz que falta de potência não existe.
Mas.olhe, os autocarros eléctricos naquele país que você tanto defendia que não apostavam em eléctricos e até iam fazer marcha atrás, estão a ajudar a rede.
Ó Motinhas tu és mesmo chato!
Além de duvidar das tuas contas, a rede de abastecimento de combustiveis também nasceu da noite para o dia?
Há um certa vantagem para os carros eĺéctricos expandirem mais rápido que é o facto da rede eléctrica estar em quase todo lado. É uma questão de se adicionar mais fontes de energia para alimentar a procura.
Tu é que está a ser o D. Quixote nessa luta contra os eléctricos que, curiosamente, podem ser alimentados por ‘moínhos de vento’ 🙂
O motinhas deve viver num universo paralelo ao meu porque tudo o que diz não se confirma na minha realidade
O q queres que te diga ou te prove @gonçalinho?
Nada porque no meu universo eu sei que isso é mentira pela minha experiência no teu universo ate poder ser verdade mas isso já nao quero saber
E não esquecer que as estações de serviço só existem devido aos Elektros. Se não fossem os Elektros podiam acabar com todas as ES.
Qualquer carro a combustão atravessa o país sem necessidade de abastecimento e ninguém para em viagens inferiores a 1000km.
Onde dizem isso ?
Mas os ve já existiam antes do verão.
Capitalismo EUA: energia para dar e vendar, kWh baixinho, deixa lá tudo ligado que não faz mal
Trumpismo: energia para os datacenter/AI, metam lá paineis e baterias / veículos elétricos para devolver energia lá para a rede, senão entra isto tudo em colapso! Andamos nós a obrigar tudo e todos a usar a AI e a recolher os seus dados, onde já se viu permitir que carros e casas tenham energia e estas mega empresas irem abaixo? No way josey.
Esse tipo de autocarros passa mais tempo a arder do que a fornecer energia.
Estes não são a gasóleo.
+1 até hoje ninguém viu 1 único veículo eléctrico que não fosse a arder.