622 km de autonomia e 30 minutos para carregar: está aí o novo Nissan LEAF
Há modelos que marcam épocas. O Nissan LEAF é um deles. Quando surgiu em 2010, não era apenas mais um carro novo. Era uma declaração de intenções. Dezasseis anos depois, a Nissan volta a colocar o LEAF no centro das atenções com uma terceira geração profundamente renovada, pronta para chegar ao mercado nacional.
O novo Nissan LEAF não tenta apagar o legado do original. Antes pelo contrário, ergue-se sobre ele e vai consideravelmente mais longe.
Esta terceira geração é, nas palavras da própria marca, um veículo que «redefine o que é possível», mais elegante, mais eficiente e mais conectado do que qualquer LEAF anterior.
A produção já começou na fábrica de Sunderland, no Reino Unido, onde a Nissan investiu cerca de 513 milhões de euros para transformar as instalações e adaptar a linha de produção à nova geração de veículos elétricos.
Uma gigafábrica de baterias da AESC foi construída mesmo ao lado, garantindo uma cadeia de abastecimento integrada e resiliente. É aqui, nesta fábrica com décadas de história, que nasce o LEAF que chegará às estradas portuguesas.
Design: aerodinâmica com carácter
Uma das mudanças mais imediatas é visual. O novo LEAF abandona as formas arredondadas das gerações anteriores para adotar um perfil de crossover compacto, mais musculado e aerodinâmico.
Cada linha do exterior foi desenhada com o propósito concreto de reduzir a resistência ao ar e, consequentemente, maximizar a autonomia. Da linha do tejadilho fluida ao spoiler traseiro exclusivo, passando por superfícies esculpidas com precisão, o resultado é um veículo que comunica modernidade e dinamismo antes mesmo de arrancar.
As assinaturas luminosas, incluindo faróis traseiros 3D, conferem-lhe uma identidade noturna distinta e premium.
Por dentro, a mudança é igualmente significativa. O LEAF assenta agora na plataforma CMF-EV, que integra bateria e sistema de propulsão sob o piso, libertando espaço interior e garantindo um piso completamente plano, uma das vantagens mais práticas dos veículos elétricos de nova geração.
Assim, oferece 437 litros de volume de carga, um piso duplo na bagageira e um teto panorâmico de vidro que escurece.
Em termos tecnológicos e de conectividade, dois ecrãs de 14,3 polegadas formam um cockpit totalmente digital, complementado pela integração nativa do Google e pelo sistema de conectividade NissanConnect Services, que permite gerir remotamente a bateria, preparar o habitáculo antes de entrar e planear viagens.
Autonomia e carregamento: números de respeito
Para quem pondera a transição para o elétrico, as perguntas essenciais são quase sempre as mesmas: quantos quilómetros faz? E quanto tempo demora a carregar?
Pois bem, o novo LEAF responde com clareza. Está disponível com duas opções de bateria (52 kWh e 75 kWh), sendo que a versão de maior capacidade oferece uma autonomia máxima de até 622 km em ciclo WLTP, um valor que elimina praticamente qualquer preocupação com a gestão de energia em viagens de longa distância dentro do país.
No carregamento, o avanço é igualmente expressivo. Com suporte para carregamento rápido em corrente contínua até 150 kW, é possível recuperar até 420 km de autonomia em apenas 30 minutos. O equivalente a uma paragem para café numa área de serviço.
O sistema de propulsão elétrico é de nova geração, reunindo motor, inversor e redutor numa única unidade integrada que reduz o peso e o volume, melhora a eficiência e aguça a dinâmica de condução.

Este ano, baterias utilizadas na primeira geração do Nissan LEAF foram reutilizadas para dar vida ao Green Charge Flex, uma solução modular plug-and-play que reutiliza 12 conjuntos de baterias de 30 kWh para criar um Sistema de Armazenamento de Energia (ESS) de 300 kWh. Instalado numa zona com restrições da rede elétrica, em Espanha, este sistema promove um ciclo de vida circular para as baterias do LEAF e demonstra o compromisso contínuo da Nissan em garantir uma “segunda vida” eficaz para as baterias. Saiba mais aqui.
Uma estreia com distinção
O mercado não ficou indiferente ao novo LEAF. Desde o seu lançamento internacional, o modelo acumulou um conjunto de distinções que raramente um único veículo consegue reunir tão depressa.
Foi eleito Carro do Ano pelo jornal britânico The Sun no âmbito dos The Motor Awards 2026. O seu sistema de propulsão foi selecionado para a lista Wards 10 Best Engines & Propulsion Systems 2025, uma das referências técnicas mais respeitadas do setor automóvel norte-americano.
E foi distinguido como Melhor Compacto do Mundo nos Women's Worldwide Car of the Year 2026, prémio que o acabou por vencer na classificação geral, tornando-se o Vencedor Absoluto de 2026 desta distinção. Para rematar, figura entre os três finalistas dos World Car Awards 2026, tanto na categoria geral como na de melhor veículo elétrico.
São reconhecimentos que confirmam algo que a Nissan há muito sabe. O LEAF não é apenas um símbolo histórico. É um carro que compete com mérito próprio e que continua a honrar a sua história.
Lançado em dezembro de 2010, foi o primeiro veículo elétrico de produção em massa do mundo. Não um protótipo de laboratório, não uma edição limitada de prestígio, mas um carro concebido para ser fabricado em grande escala e conduzido no dia a dia por famílias comuns.
A Nissan assumiu esse risco num momento em que a infraestrutura de carregamento era quase inexistente, a autonomia era limitada e o ceticismo do mercado era generalizado. Fê-lo na convicção de que o futuro da mobilidade urbana passava inevitavelmente pela eletrificação. A história deu-lhe razão.
O LEAF ajudou a construir o ecossistema elétrico que tornou possível a proliferação de veículos elétricos de todas as marcas. É, por isso, muito mais do que um automóvel, é o ponto de partida de uma transformação que ainda está em curso.
É que o novo LEAF não existe isolado. Faz parte de uma estratégia mais ampla que a Nissan designou por EV36Zero, descrita pela marca como pioneira a nível mundial.
Esta visão combina a produção de veículos elétricos, a fabricação de baterias no local e o recurso a energias renováveis, criando um ecossistema industrial de baixo carbono que vai além do automóvel em si.
Quando chega a Portugal?
Com entregas a partir de julho, a Nissan já tem a decorrer a campanha de lançamento do novo Nissan LEAF 100% elétrico, com uma oferta especial, disponível aqui.
Para quem está a ponderar a compra de um veículo elétrico (seja pela primeira vez, seja para renovar o parque), o LEAF apresenta-se como uma opção que combina herança, tecnologia de ponta, autonomia competitiva e um nível de acabamento que escapa à categoria de entrada.
Dezasseis anos depois de ter colocado a mobilidade elétrica ao alcance de todos, o Nissan LEAF regressa mais preparado do que nunca para continuar a fazer história.




























Autonomia real no ev database de 460km para as baterias de 75kW. Uma média de consumos quer em cidade quer autoestrada um pouco superior aos seus rivais também, e uma velocidade de carregamento abaixo dos rivais.
A nissan tendo sido uma das pioneiras esperava-se um produto mais ”atual” e destacado mas na verdade nao impressiona no consumo, na autonomia real, muito menos na velocidade de carregamento que atinge um max de 150kW o que para um modelo novo ate se pode considerar lento!
Por um momento, até parecia ser um Ferrari.
O meu a gasolina faz 1200kms num deposito e atesto em 20 segundos….melhor tech
Então a Apple car play? Não tem?
No renting do meu cunhado, em 4 anos foram mais os meses que esteve sem carro do que com ele! E o contrato acabou antes do tempo, pois desta última vez deram o veículo como irreparável!
Lixo a pilhas!
A Nissan não tem nenhum a pilhas.
Uma bateria é um conjunto de pilhas. Todos os elétricos são a pilhas.
Não, a bateria é um conjunto de elementos normalmente chamados de acumuladores, carros a pilhas são outra coisa diferente.
“O novo Nissan LEAF não tenta apagar o legado do original.”
Se não quer apagar o legado, então estão muito mal, se há coisa que o Leaf se pode “gabar” é de dar trunfos aos anti VE, se ainda hoje há pessoas a criticar os VE é precisamente pelos problemas da primeira geração dos Leaf com as baterias.
Bem pelo contrário. A tua leitura ignora o contexto da frase. “Não apagar o legado” não significa repetir os erros do passado, mas sim reconhecer o papel que o LEAF teve na história do automóvel elétrico.
O primeiro Nissan LEAF foi lançado em 2010, numa altura em que praticamente não existia um mercado de veículos elétricos de grande produção. Foi um dos modelos que demonstrou que um automóvel elétrico podia ser utilizado no dia a dia e abriu caminho a muitos dos modelos atuais.
É verdade que as primeiras gerações, sobretudo em mercados quentes, sofreram com a degradação das baterias devido à ausência de refrigeração líquida. Esse é um facto conhecido e amplamente documentado. Mas reduzir todo o legado do LEAF a esse problema é ignorar que foi um dos elétricos mais vendidos do mundo durante vários anos e um dos principais impulsionadores da mobilidade elétrica moderna. Foi o carro que democratizou a utilização dos EV.
Todas as tecnologias pioneiras têm limitações. O importante é perceber se o fabricante aprendeu com esses erros e evoluiu, não fingir que o modelo nunca existiu. 😉 Pensa nisso.
30kpaus? Esqueceram-se que temos de pagar IVA à bruta.
Os fabricantes andam a competir para ver quem faz o carro mais feito, claramente.
De repente, parecia o novo Ferrari.
Tem uma semelhança, a cor, que nem é igual, mas pronto, quem não sabe ver as linhas de um veiculo confunde-se facilmente.