O debate sobre qual é o sistema operativo mais rápido não é novo. Um teste de laboratório rigoroso e automatizado colocou frente a frente dois PCs exatamente com as mesmas especificações. O objetivo foi perceber se o Linux é realmente mais rápido do que o Windows 11 ou se o sistema da Microsoft consegue manter a liderança em tarefas reais do dia a dia.
A configuração do teste contou com computadores equipados com processador Intel Core e apenas 8 GB de memória RAM. Este é o patamar mínimo habitual em muitos equipamentos atuais. A escolha da distribuição recaiu sobre o Fedora para representar o Linux. Permitiu avaliar desde o arranque até tarefas pesadas de desenvolvimento, multimédia e navegação.
Consumo de memória RAM e a gestão de recursos
No momento do arranque a frio, ambos os sistemas registaram valores quase idênticos, com o Windows 11 a mostrar uma ligeira vantagem de segundos. Contudo, o cenário mudou de forma radical na reinicialização do sistema. Aqui o Linux foi mais rápido e demorou apenas 27 segundos contra os 61 segundos exigidos pelo sistema da Microsoft.
A monitorização em repouso revelou também uma discrepância marcante no uso de memória disponível. O Fedora necessitou de apenas 33% da RAM enquanto se encontrava inativo. Já o Windows 11 ocupava de imediato cerca de 85% do total. Esta diferença de gestão concede uma margem substancial para a execução de outras aplicações em máquinas com recursos limitados.
Processamento de dados e desenvolvimento de código
Em tarefas básicas de produtividade e navegação no Chrome, os tempos de resposta mantiveram-se consistentes e equivalentes em ambos os ambientes de teste. O fosso de desempenho tornou-se visível na extração de um ficheiro comprimido de 6 GB. Aqui o Linux concluiu o processo em 12 segundos, face aos 57 segundos do utilitário nativo do Windows 11.
No contexto de programação e compilação de software através do VS Code, a execução de varrimentos e centenas de testes unitários foi terminada no Linux em 2 minutos e 20 segundos. A mesma rotina demorou 3 minutos e 41 segundos sob o controlo do Windows 11. Mostra uma penalização sensível no tratamento de ficheiros em larga escala.
Edição multimédia e o veredicto nos jogos
A vantagem do Linux repetiu-se na manipulação gráfica com o GIMP e na edição de vídeo com o DaVinci Resolve. Aqui a renderização e estabilização de imagem demoraram significativamente menos tempo. Em sentido inverso, a renderização de projetos 3D no Blender registou tempos idênticos. A abertura de jogos pesados garantiu uma pontual e curta vantagem ao Windows 11.

























