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Rescue Drone Simulator: Second Chance coloca drones no centro das operações de resgate

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E se, perante um incêndio, um terramoto ou um edifício prestes a ruir, a melhor forma de salvar vidas fosse enviar um drone? Rescue Drone Simulator: Second Chance coloca o jogador no centro de uma unidade especializada em operações de emergência, onde cada decisão pode fazer a diferença.

Quando uma pessoa não pode entrar, envia-se um drone

A Anraga Studios e a The Farm 51 anunciaram Rescue Drone Simulator: Second Chance, um novo simulador de ação e resgate passado num futuro próximo, onde os drones assumem um papel fundamental em operações de emergência.

Incêndios, explosões, desastres naturais, colapsos de infraestruturas, pessoas desaparecidas ou fenómenos meteorológicos extremos fazem parte dos cenários que o jogador terá de enfrentar. Em cada missão, será necessário avaliar rapidamente a situação, perceber os perigos existentes, escolher o equipamento adequado e executar a operação sob pressão.

A proposta passa por colocar o jogador no terreno sem o obrigar, literalmente, a entrar nele. Quando um local é demasiado perigoso, instável ou inacessível para uma equipa de emergência, será o drone a assumir essa função.

E estas máquinas estão longe de ser simples câmaras voadoras!

Drones com peso, limitações e personalidade

Um dos aspetos centrais de Rescue Drone Simulator: Second Chance será a própria sensação de controlar um drone. Massa, inércia, potência, aerodinâmica, bateria, danos e condições atmosféricas terão influência direta no comportamento da máquina.

O vento poderá desviar o drone da trajetória, enquanto o peso adicional de determinado equipamento poderá alterar a sua resposta aos comandos. Isto significa que preparar corretamente a máquina antes de uma missão poderá ser tão importante como saber pilotá-la quando a emergência começa. Isto obriga que o sistema de física e inércia desenvolvido para o jogo tenha de ser extremamente elaborada.

O jogo contará com dois modelos de controlo. O modo Simulator pretende aproximar-se de uma experiência de pilotagem mais realista, enquanto o modo Arcade introduzirá assistência adicional para permitir que jogadores sem experiência com drones possam começar a jogar rapidamente.

Entre operações, será ainda possível regressar à oficina para modificar e melhorar os equipamentos. Motores, hélices, baterias, braços e sistemas de arrefecimento poderão alterar características como velocidade, potência e autonomia, obrigando o jogador a encontrar a configuração mais adequada para cada situação.

Quatro drones para diferentes situações

A diversidade de operações também será acompanhada por diferentes tipos de drones. A versão atualmente apresentada inclui quatro máquinas especializadas, cada uma com funções e equipamentos próprios.

O drone de resgate poderá localizar pessoas através de sinais de telemóvel e entregar kits médicos em locais onde os sobreviventes necessitam de ajuda. Já o drone de combate a incêndios será utilizado para controlar chamas e abrir caminho para as equipas que avançam posteriormente.

Haverá ainda um drone policial, concebido para controlar multidões e lidar com situações hostis sem colocar diretamente os agentes em perigo, e um drone anti-drone equipado com um lançador de redes para intercetar outras máquinas no ar.

No total, a campanha deverá apresentar 20 missões distribuídas por cinco mapas, sendo que cada localização poderá ser encontrada em condições normais ou de inverno.

Uma segunda oportunidade

Apesar de toda a componente de simulação, Second Chance pretende contar uma história que vai além das situações de emergência.

A unidade de resposta é formada por especialistas que, por diferentes razões, já não conseguem desempenhar as suas antigas funções da forma tradicional. Acidentes, doenças, idade ou experiências traumáticas afastaram-nos das profissões que exerciam. Os drones permitem-lhes regressar à ação!

Em vez de substituir a experiência destes profissionais, a tecnologia permite-lhes voltar a utilizar os conhecimentos adquiridos ao longo das suas carreiras. Podem coordenar operações à distância, chegar a locais inacessíveis e continuar a fazer aquilo que sempre fizeram: salvar vidas.

É daqui que nasce o significado de Second Chance.

Um futuro tecnológico com alma analógica

Apesar de decorrer num futuro próximo, o jogo não pretende seguir uma estética futurista tradicional. A The Farm 51 está a apostar numa identidade visual inspirada nas décadas de 1980 e 1990, com espaços industriais, componentes eletrónicos analógicos, painéis físicos e equipamento desenvolvido acima de tudo para funcionar.

A direção artística está a cargo de Wojciech Pazdur, CEO e cofundador da The Farm 51, conhecido também pelo seu trabalho em Painkiller e pela ligação à People Can Fly.

Pazdur assume igualmente a composição da banda sonora, procurando transportar para o jogo uma sonoridade inspirada nas décadas em que cresceu. A intenção é criar um futuro tecnológico que, apesar das máquinas e da automação, mantenha uma dimensão física e humana.

Desastres que escondem uma história maior

A campanha começa com operações de salvamento aparentemente independentes, mas os acontecimentos começam gradualmente a formar um cenário mais complexo.

Desastres, anomalias climáticas e falhas de infraestruturas parecem estar ligados a uma crise de maiores dimensões, enquanto a história dos elementos da equipa vai sendo revelada através das próprias missões.

A narrativa está a cargo de Artur Fojcik, Game Director da The Farm 51, que trabalhou anteriormente em Chernobylite e Get Even. A intenção passa por fazer com que as histórias dos personagens surjam daquilo que o jogador faz durante as operações, em vez de funcionarem apenas como momentos separados da ação.

E se a tecnologia pudesse devolver aquilo que perdemos?

É precisamente esta questão que parece estar no centro de Rescue Drone Simulator: Second Chance.

Num futuro em que inteligência artificial, robótica e automação poderão transformar muitas das profissões que conhecemos, o jogo procura explorar uma perspetiva diferente: em vez de perguntar apenas aquilo que a tecnologia poderá retirar às pessoas, questiona aquilo que também lhes poderá devolver.

No universo de Second Chance, os drones não existem para substituir os seres humanos. São ferramentas que permitem recuperar capacidades, experiência e conhecimento que pareciam já não ter lugar numa determinada profissão.

A ideia combina, assim, a tensão de operações de emergência com uma história centrada nas pessoas que estão do outro lado do comando.

Chega em 2027

Rescue Drone Simulator: Second Chance está previsto para chegar no primeiro trimestre de 2027 ao PC, através da Steam, PlayStation 5 e Xbox Series X, estando prevista uma estreia simultânea nas três plataformas.

A página do jogo já está disponível na Steam e permite adicioná-lo à lista de desejos.

Com uma mistura pouco habitual de simulador de drones, ação, gestão de equipamento e narrativa, Rescue Drone Simulator: Second Chance apresenta uma ideia curiosa: nem sempre é necessário colocar uma pessoa dentro do perigo para conseguir salvá-la. Algumas vezes, basta saber pilotar a máquina certa.

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