Jogos físicos da PlayStation podem ser até 90% mais baratos do que os digitais, diz estudo
Com o fim da produção de discos anunciado pela Sony para janeiro de 2028, um novo levantamento de preços vem lembrar o quanto os jogadores podem vir a pagar a mais quando o formato físico deixar de ser opção.
O portal neerlandês Tweakers, conhecido pelo acompanhamento histórico de preços de produtos tecnológicos, cruzou os seus próprios registos com dados da PSPrices para comparar a evolução de preços de jogos físicos e digitais da PlayStation desde 2022.
A análise incidiu sobre 16 jogos nomeados ou vencedores de "Jogo do Ano" disponíveis em ambos os formatos, e o resultado mostra que, na maioria dos títulos, a versão física acaba por ser bastante mais barata, com diferenças que ultrapassam os 30 euros e chegam a atingir os 50 euros em alguns casos.
A explicação está na forma como cada mercado se comporta ao longo do tempo. Enquanto os discos ficam sujeitos à concorrência entre lojas físicas e acabam por descer de preço de forma permanente, a PlayStation Store recorre especialmente a promoções pontuais, que raramente se aproximam do valor a que os jogos chegam no retalho tradicional.
Diferenças nos videojogos da Sony que passam os 70%
Segundo o estudo, títulos aclamados pela crítica como Resident Evil, Kingdom Come: Deliverance II ou Final Fantasy VII Rebirth já apresentam, em formato físico, preços pelo menos 70% inferiores aos praticados na loja digital.
Noutros casos, a diferença é ainda mais acentuada, pois jogos como Elden Ring, Horizon: Forbidden West, Black Myth: Wukong ou Death Stranding 2 chegam a custar menos 90% em disco do que em versão digital.
Um dado que a Tweakers destacou é que esta discrepância tende a ser maior nos jogos produzidos pelos próprios estúdios da Sony.
Ao contrário de muitos títulos de terceiros, as produções internas da PlayStation recebem menos descontos regulares, tanto em loja física como digital, o que faz alargar ainda mais a distância entre os dois formatos com o passar do tempo.

Crédito: Tweakers (2026)
Um mercado já inclinado para o digital?
Apesar destes números, a maioria dos jogadores já parece preferir o digital por opção própria, e não apenas por falta de alternativa.
De acordo com o relatório financeiro da Sony referente ao ano fiscal de 2025, a empresa distribuiu ainda assim 69,9 milhões de discos físicos nesse período, um valor relevante, mas que contrasta com o do digital, situado entre os 78% e os 85% consoante a métrica usada (unidades vendidas ou receita de software no último trimestre fiscal).
Importa ressalvar que esta percentagem inclui títulos que nunca chegaram a ser vendidos em loja física, como grande parte do catálogo indie, conteúdo de catálogo mais antigo ou os chamados live-service games.
No entanto, dado internos da Sony que circularam publicamente, após um ataque informático ao estúdio Insomniac Games, mostraram um retrato bem diferente quando se olha apenas para grandes exclusivos com equivalente físico: 31 dos 33 títulos analisados vendiam mais em disco do que em digital, com casos como Uncharted 4 a chegar aos 83% de vendas físicas.
Ou seja, a narrativa de um domínio esmagador do digital aplica-se especialmente ao catálogo global da loja, não necessariamente às escolhas dos jogadores quando têm as duas opções lado a lado.
De qualquer modo, os números da Tweakers confirmam que comprar em disco tem sido, sistematicamente, mais barato do que comprar em versão digital na PlayStation Store.
Com o fim da produção física marcado para 2028, os títulos lançados a partir dessa data deixam de oferecer a alternativa mais económica, ficando os consumidores dependentes do preço definido pela Sony e das raras promoções da loja digital.
Leia também:





















É provável. E os jogos digitais para PC podem ser 100% mais baratos que os físicos e digitais, e ninguém te vai remove-los passados uns anos.
Já quase não há jogos físicos. Isso é uma utopia. Andam a pedir do GTA 6 em formato físico… Mas querem quê? Um SSD externo com o jogo? E mesmo que o tivessem já não deverá funcionar sem o handshake ao servidor. Só me apetece dizer uma coisa… “Arrr Matey!”.
Deves ter nascido no século XXI… Não deves saber o que é comprar um jogo que vem numa caixa, com um livro com as instruções, história, mapas, artwork, etc. É físico e não te o podem tirar. Compras agora jogos, daqui a meia duzia de anos podes ficar sem eles, se eles o entenderem. Isto ainda está a começar.
Isso também se passa com os jogos físicos cujos servidores são removidos e deixam de funcionar, já para não dizer que os discos não duram para sempre.
Tenho 48 anos, sei o que é isso bem melhor do que tu e também sei que isso morreu, não há interesse significativo nesse modelo além de não ser lucrativo para a indústria que está a morrer.
Neste momento a opção é, tens jogos digitais durante alguns anos ou deixas de ter jogos e consolas por completo. Take your pick
Para não ter nada, my pick é arranjar o jogo à pala sem pagar nada. Fica mais barato.
acho que não percebeste, isto a continuar assim deixas de ter jogos AAA
Os jogos AAA de hoje em dia são mais para BBB, não ze perde grande coisa.
tens razão, mas isso já é resultado do estado desta industria, pior é se de BBB passaram para III
Nao te tiram mas deixas de jogar igual. Ex? Firedepartment
Já tenho muitos aninhos disto, tu é que deves ainda estar preso nas diskettes, CDs ou tábuas de barro. Vai tentar comprar um Call of Duty, um Battlefield, um Cyberpunk. E são apenas exemplos. Os jogos agora são muitas vezes 20, 30 ,50, 100+ GB. Volto a perguntar, compras um SSD externo com cada jogo? Há vários jogos “físicos” que de físico não tem nada. Aliás se calhar até são piores que os meramente digitais. Um jogo “físico” obriga-te a ter o DVD e a fazer download de grande parte do jogo. O DVD por si só não serve para nada. Mas se o DVD for à vida, o jogo (que basicamente é totalmente descarregado) não rola.
E da parte que me toca, gosto de jogar o jogo. Os mapas, caixas, instruções para mim não servem para nada. Comprei há muitos anos o Fallout 4 e fiquei todo contente com o mapa das skills. E voltei a colocar na caixa e nunca mais o vi. E quando mudei de xbox one para xbox series tive que comprar novamente o jogo porque já não tinha leitor de DVD.
Os livros de instrucoes ja sao digitais ao tempo tambem.. ha que poupar o ambiente…
Capitalismo e consumismo no seu melhor. Alugas mas pagas o preço por inteiro. Os jogos realisticamente nunca serão tua propriedade. Acaba-se a pirataria e se quiseres jogar só com cordão umbilical.
é uma questão de sobrevivência, não é para fazer mais dinheiro, é para se manterem à tona
Discos físicos em detrimento do digital. Atitude da Sony ao dizer que não somos donos dos jogos que compramos. Que é apenas uma licença que pode ser revogada a qualquer momento. Sou o único a ver um padrão perturbante?
és, o mercado falou, eles seguiram
Tens a hipótese de só comprar jogos no GOG, por exemplo. E tens de ter um mega servidor so para guardar os ficheiros de instalação de cada jogo. Alguns com centenas de GBs. Já dizia o outro… paletes e paletes.
Tenho uns 10 jogos que não quero mesmo perder no meu servidor. O resto, paciência. São “apenas” jogos. Sou só um tipo que gosta de jogar de vez em quando e não um gamer ou viciado em jogos. Já há muito tempo que me mentalizei que já não sou dono de jogo nenhum. Mas também não os compro a 100 euros. Eu os apanho muito mais baratos, ou simplesmente quero lá saber…
bem vindo aos jogos de subscrição. prepara-te para teres uma dolce gusto de subscrição.
Boas Pedro+H
já foi identificado o padrão, daí a existência de um monte de iniciativas de manutenção dos jogos e das licenças.
Porém, penso que será um impulso gigante para o crescimento da comunidade que navega nos 7 mares. Se estiverem a perder dinheiro, as empresas são forçadas a voltar atrás nas suas decisões.
Já foi dito em comentários deste artigo que as empresas AA podem desparecer. Se as empresas AAA, AA desaparecerem, pode não ser mau de todo e poderá ser o impulso necessário para surgirem novos players ou indies com ideias novas e videojogos novos.
Eu até tenho uma ideia diferente. Cada deveria poder comprar uma licença de um qualquer jogo. Mas com um senão. O jogo seria obrigatoriamente o mesmo, fosse no PC, na Playstation, na Xbox, onde fosse. Desde que estivesse “disponível” na plataforma, qualquer pessoa com a licença do jogo deveria poder jogar esse jogo. Aí sim iriamos ter uma verdadeira escolha, uma competição saudável pelo dinheiro dos utilizadores e uma verdadeira escolha da plataforma que melhor servisse o cliente. E posso dar um exemplo.
Comprei o Fallout 4 para a xbox one, em CD. Apanhei-o baratucho. Quando mudei para a xbox series comprei o jogo outra vez porque a consola não tem leitor de dvd (também foram só 10 euros o jogo com os DLCs todos). No ano passado e com o fim dos e anos de gamepass que tinha (que decidi não renovar mais) acabei por quase deixar a xbox de lado e comprei um PC novo. Com isso acabei por dar mais 10 paus pelo Fallout 4 completo para PC. E no meio disto tudo, não volto para a xbox, playstation não quero e PC, boa e longa via para o Gabe porque quando ele sair da valve, estamos lixados…
Deveriam ser todos era 100x mais caros para ver se as pessoas se fazem adultos a sérios e se deixam de joguinhos.
A proibição de playstations deveria ser para ontem.
Boas Yuri Bezmenov,
Penso que seria de valor explicitar o que são adultos a sério.
Qualquer pessoa tem o direito de jogar se quiser.
Gostaria que formulasse uma justificação do problema de os “adultos a sérios” jogarem.
Reparei que no seu username indica que é a primeira fase, consegue indicar-nos qual será a segunda?
Nem de propósito…..
Só mesmo viciados dos joguinhos para serem burlados na compra antecipada de uma coisa que nunca se vai esgotar!
https ://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/burloes-lucram-milhoes-de-euros-com-pre-venda-do-jogo-gta-vi
Outros dados de vendas revelam que, ao contrário do que muitas vezes se imagina, grandes jogos single-player de sucesso como God of War (2018) e God of War Ragnarök mantiveram uma alta taxa de vendas no formato físico. Os principais motivos para isso são: maior valor de revenda e troca, preços do fisico mais em conta que as versões digitais (a Sony fará o que entender enquanto que as lojas aplicam a lei da concorrencia). E existe uma distorção nos dados do digital: Os números da indústria que apontam para uma preferência digital massiva costumam misturar a venda de jogos completos com vendas de DLCs (conteúdos adicionais), microtransações e jogos menores (Indie que não tem versão fisica). Quando olhamos apenas para grandes lançamentos de aventura Solo (Spider-Man, Lost of Us, Uncharted, God of War), a mídia física ainda tem um peso enorme.
Mas qual formato físico?
Os jogos não instalam nem funcionam apenas com um DVD/Blueray ou lá o que for. Na verdade, o “físico” pouco mais é que um código para aceder ao jogo através da loja digital. Pior… Comprei o Fallout 4 (em DVD) para a xbox one. E sim, mandei vir do UK e foi mais barato que aqui. O jogo instala pelo DVD mas não dá para concluir a instalação nem jogar sem estar “online”. Quando comprei a xbox series, tive que comprar outra vez o jogo (também foi super barato e aproveitei fiz upgrade dos DLCs) outra vez porque não tinha leitor de DVD e não dá para “transferir” a licença para o digital. O físico serve para quê? Nos dias de hoje, serve de pouco.
Agora se me disseres que compras o GTA6 e que o mesmo funciona offline e instala diretamente do suporte físico, é uma coisa. Agora, isso já não acontece à maioria dos jogos “grandes” há uns 10/15 anos. Agora, a única solução é a malta pagar 50 ou 60 euros a mais por um disco externo que venha com o jogo. Só se for assim. Mas depois não funciona e não…
Agora fala da Switch.
Então porque a GOG, ambiente PC, permite que faças o download dos jogos que compraste, e guardar estes numa pen, por exemplo. O meu problema é o seguinte, o que eu compro é meu e devo poder guardá-lo e fazer dele o que bem quero.