Starlink acelera na Europa e Portugal está entre os mercados mais competitivos
A Internet por satélite está a deixar de ser uma alternativa de nicho e novos dados mostram que Portugal já surge entre os mercados europeus onde a Starlink ganha cada vez mais relevância.
A Internet por satélite deixou de ser apenas uma solução de recurso para zonas remotas. Há já dados, baseados na plataforma Speedtest e analisados em 27 mercados europeus, mostram que os serviços em órbita baixa (LEO) estão a ganhar dimensão e desempenho, com a Starlink a assumir um papel cada vez mais relevante, sobretudo em países onde a cobertura por fibra ainda apresenta limitações.
Portugal surge entre os casos que merecem destaque.
Velocidade da Starlink cresceu 45% num ano
Segundo a análise conduzida por Luke Kehoe, Lead Industry Analyst da Ookla, a velocidade mediana de download da Starlink na Europa aumentou de 114,05 Mbps no primeiro trimestre de 2025 para 165,71 Mbps no primeiro trimestre de 2026. Isto representa um crescimento de cerca de 45% em apenas um ano.
Além disso, o desempenho melhorou em 26 dos 27 mercados europeus analisados, mostrando uma evolução consistente da rede de satélites de órbita baixa.
Portugal está entre os países onde a Starlink já é mais rápida
Um dos dados mais interessantes para Portugal é que a Starlink já consegue apresentar velocidades medianas de download superiores às redes fixas agregadas.
No gráfico divulgado pela Ookla, Portugal aparece com:
- Starlink: cerca de 170 Mbps de velocidade mediana de download
- Redes fixas (média do mercado): aproximadamente 245 Mbps
Apesar de visualmente o gráfico mostrar valores elevados para ambos os lados, a interpretação do estudo indica que o desempenho relativo da Starlink é particularmente forte nos países onde a penetração de fibra é menor ou onde existe maior desigualdade de cobertura.
Portugal aparece numa posição intermédia da Europa, mas com uma performance satélite claramente acima da média europeia da própria Starlink.
Países como França, Dinamarca, Roménia e Espanha continuam a apresentar redes fixas muito fortes, enquanto mercados como Grécia, Croácia ou Letónia mostram uma maior competitividade da solução satélite.
O satélite continua atrás em latência e envio de dados
Mesmo com os ganhos de velocidade, a infraestrutura terrestre continua a ter vantagens importantes.
A Ookla refere que:
- As redes fixas apresentaram latência inferior em todos os mercados analisados
- O desempenho de upload foi superior em 26 dos 27 países
Na prática, isto significa que fibra e cabo continuam a ser preferíveis para jogos online competitivos, aplicações empresariais críticas ou produção intensiva de conteúdos.
Ainda assim, para consumo geral, trabalho remoto, streaming ou zonas sem acesso rápido a fibra, o avanço da Starlink torna-se cada vez mais relevante.
Onde o satélite está realmente a ganhar terreno
Os dados de utilização mostram que o crescimento não está apenas ligado à curiosidade tecnológica.
Os países com maior peso de testes realizados através da Starlink foram:
- Bulgária: 8%
- Grécia: 6%
- Croácia: 6%
- Irlanda: 4%
- Letónia: 4%
Isto sugere que os utilizadores estão a recorrer mais ao satélite precisamente onde as redes tradicionais ainda deixam lacunas.
O mercado europeu de Internet por satélite está a abrir
Embora a Starlink continue a ser a marca mais visível junto do consumidor final, o mercado europeu está longe de ficar limitado à empresa de Elon Musk. Projetos como a Eutelsat com o serviço OneWeb, a Amazon através da sua constelação LEO e o programa europeu IRIS² indicam que os próximos anos poderão trazer mais concorrência.
Para Portugal, isto poderá traduzir-se num efeito indireto importante, como mais alternativas para regiões rurais, interiores e locais onde levar fibra continua a ser economicamente difícil.
Num mercado onde a conectividade passou a ser infraestrutura crítica, o satélite já não está apenas a complementar a rede terrestre. Está, cada vez mais, a competir com ela.





















Nas grandes cidades a entrada das low costa baixou muito o preço medio mas para zonas rurais é sem duvida e melhor opção já tenho há 2 anos na casa da terra quando não estou lá usa o vizinho
Para mim dispenso bem, mesmo ainda não havendo fibra por estes lados, desde que chegou a Digi, com um cartão de telemóvel ilimitado num router exterior resolvi o problema por 5€ mensais e fiquei muito bem servido, já nem sequer quero saber se a fibra chega ou não, quando chegar para mim já vem tarde.
Estas com sorte, infelizmente nem todos tem Digi (ou outra low-cost) à porta.
Se não chegou até hoje nunca irá chegar.
A Starlink é para ser usada onde não existe mesmo outra alternativa. É uma última opção
Pode ser usada como redundância ou quando não há 5G e o 4G é fraco
Eu estou a usar como serviço de redundancia no caso da fibra ir abaixo ou qq situação similar. Agora recebi um mail da starlink que devido á procura… dizem eles… vão aumentar dos 30€ para 35€.
quanto ao sinal, tenho 100mbits constantes e um upload excelente, e uma latência muito baixa.
Houve uma chatice com as faturas inicialmente porque não havia maneira de aparecer o meu nif nos documentos, mas nada como ameaçar cortar o serviço para resolverem logo o problema.