SNS: acesso indevido a dados afetou mais de 100 mil utentes
O caso de acessos indevidos a dados do Serviço Nacional de Saúde (SNS) poderá ser muito mais grave do que inicialmente se pensava. Segundo a Polícia Judiciária (PJ), mais de 100 mil utentes podem ter sido afetados por consultas ilegítimas aos seus registos clínicos.
Cibercriminosos terão recorrido a ferramentas de IA para acesso a dados do SNS
As autoridades admitem que tenham sido usadas ferramentas de Inteligência Artificial (IA) para automatizar e acelerar a recolha massiva de informação.
De acordo com a investigação, que citámos anteriormente, os acessos terão sido realizados através das credenciais de um médico da Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Minho. No entanto, tudo indica que o profissional de saúde também possa ser vítima da situação, uma vez que existem fortes suspeitas de roubo ou comprometimento das credenciais.
A PJ revelou que os acessos aconteceram num curto espaço de tempo e em grande escala, algo que levanta suspeitas sobre a utilização de sistemas automatizados para recolher os dados de milhares de utentes.
O caso começou a ser investigado depois de vários cidadãos terem recebido notificações do portal SNS24 a informar sobre acessos aos seus dados de saúde por profissionais sem qualquer relação clínica conhecida. Entre os registos consultados estarão dados de crianças e adultos de diferentes regiões do país.
Entretanto, as credenciais utilizadas já foram desativadas e os acessos bloqueados. A investigação continua agora com análises forenses a equipamentos apreendidos, tentando perceber quem esteve por trás da operação e qual o destino dos dados recolhidos.
Para já, as autoridades não confirmaram se foram acedidos apenas dados administrativos ou também informação clínica sensível. Não está igualmente excluída a possibilidade de os dados terem sido usados para fraude, fins comerciais ou outras atividades ilegais.
Este incidente volta a colocar a cibersegurança no setor da saúde no centro das atenções. Com milhões de dados sensíveis armazenados digitalmente, especialistas têm alertado para a necessidade de reforçar mecanismos como autenticação multifator, monitorização contínua e proteção avançada de credenciais.





















Acredita-se que foi a AI, um bot não é AI, web scraping não é AI.
A malta agora coloca tudo na AI, quando na realidade as ferramentas à volta é que realizam o trabalho todo.
Como é que o login de um médico Cubano acede a informação de todas as crianças deste país em pouco tempo, sim já que não acredito nesta treta dos 100k devem ter tido acesso a tudo, espero bem que não tentem apagar agora os registos pois os pais precisam de saber.
Um médico deveria estar limitado a x consultas por dia umas 10, se ultrupassase iria ter que meter dados secundários como SMS ou Autenticação de Dois Fatores (2FA) / Autenticação Multifator (MFA).
A SMS também serveria como alerta para o medico saber que alguém estaria a usar os seus dados, mas pelos vistos é a tudo a grande…
O serviço do SNS que permite consultar quem acedeu está inoperacional, e apenas mostra dados de acesso anteriores a 2016.
Assim nenhum português pode saber hoje quem andou lá a ver. Anda lá agora a PJ a chafurdar.
Isso nao é bem assim, ainda hoje fui à minha página da Saude 24 e tenho lá os acessos da minha medica de familia, no mês passado.
Primeiro para o que é que interessa a nacionalidade do médico? Segundo não é cubano. Terceiro concordo que deveria haver um limite de acesso diário. Nem tanto por causa do acesso mas como medida de segurança contra intrusões como parece ter sido o caso.
Não precisas de ter limite de acessos, basta estar ligado a um DLP que monitorize padrões de utilização desviantes como determinado número de acessos a utentes novos no mesmo dia, isso pode apenas emitir um aviso para um SOC ou até bloquear o acesso preventivamente.
SNS está parado no tempo, na minha empresa já temos isso assim para todos os sistemas com dados críticos desde 2010
comunicaram à CNPD ou é só para multar pequenas e médias empresas?
Não sabia que as empresas eram multadas por serem hackeadas, o teu GDPR é diferente do meu
Se forem hackadas por falta de medidas preventivas, a empresa que fornece a plataforma (Seja o SNS ou 3rd party) deverá ser responsável. Não há MFA para um serviço tão critico como este???
A informação é nossa ? Onde é que está o botão para a apagar ?
Medical records são mantidos por 40 anos por lei, nem que deixes de ser cidadão vais ter os dados apagados
Não é de admirar Num “Estado” onde as aquisições são sempre efectuadas maioritariamente pelo preço mais baixo não se podem esperar serviços e componentes de topo nem técnicos de topo com vencimentos anedóticos
Não se preocupem que isto é para continuar. Os dados pessoais valem muito, por isso haverá sempre alguém a deixar sair informação…
Depois é só culpar os bots, as IAs, etc.
Quem é precisa do SNS ??? Acabem com essa treta que so desvia milhoes para ajudar pobres com os meus impostos. Usem privados!
Vá lá João, também sou contra a carga fiscal que temos e o desgoverno que é o SNS, mas a frase ficou mal…