WhatsApp criticado por Musk e Durov: “a maior fraude ao consumidor da história”
Uma ação judicial nos Estados Unidos da América (EUA) acusa o WhatsApp de aceder a mensagens privadas dos utilizadores, apesar das suas promessas de encriptação. As alegações ganharam novo fôlego com as críticas públicas de Elon Musk e Pavel Durov, que questionam a fiabilidade da plataforma. A Meta continua a rejeitar todas as acusações.
Em janeiro de 2026, foi interposta uma ação judicial coletiva num tribunal federal da Califórnia contra a Meta Platforms Inc., o WhatsApp LLC e a consultora Accenture.
Os autores Brian Y. Shirazi e Nida Samson alegaram que as empresas intercetaram e acederam indevidamente a mensagens privadas, apesar de comercializarem a plataforma como tendo "encriptação ponta a ponta".
Segundo os autores, informadores terão comunicado a investigadores federais que funcionários da Meta e prestadores de serviços externos tinham amplo acesso ao conteúdo de mensagens que deveriam estar encriptadas e ser inacessíveis.

A ação argumenta ainda que a Meta e o WhatsApp nunca solicitaram, pelo que não obtiveram, o consentimento dos utilizadores para ler, armazenar ou partilhar informações privadas com terceiros.
Os autores reclamam uma indemnização significativa, incluindo danos estatutários, compensatórios e punitivos, e solicitam uma medida cautelar para acabar com as alegadas violações de privacidade.
A Meta rejeitou as acusações, classificando-as como "categoricamente falsas e absurdas", e afirmando que o WhatsApp utiliza encriptação ponta a ponta há uma década, tornando as mensagens inacessíveis a qualquer pessoa que não seja o remetente e o destinatário.
"Não se pode confiar no WhatsApp", segundo Elon Musk
Em reação à ação judicial, Elon Musk publicou no X que "não se pode confiar no WhatsApp".
Can’t trust WhatsApp https://t.co/Ts55gVXqkD
— Elon Musk (@elonmusk) April 9, 2026
Já em maio de 2024, Musk tinha afirmado que o WhatsApp "exporta os dados dos utilizadores todas as noites", acusando a plataforma de tratar os utilizadores como produto e não como clientes.
Apesar de Will Cathcart, responsável pelo WhatsApp, ter respondido às declarações de Musk, afirmando que as alegações "não são corretas", o investigador de segurança Tommy Mysk deu razão ao diretor-executivo do X.
Afinal, embora as mensagens estejam encriptadas, outros dados dos utilizadores não estão, nomeadamente metadados como a localização, os contactos com quem comunicam e os padrões de utilização, que são utilizados para publicidade direcionada nos serviços da Meta.
Em julho de 2024, Musk foi ainda mais longe, classificando o WhatsApp como "spyware", em resposta a um utilizador do X que questionava por que razão via anúncios relacionados com conversas privadas na aplicação.
Fundador do Telegram também criticou o WhatsApp
Entretanto, o fundador do Telegram, Pavel Durov, foi igualmente contundente nas suas críticas.
Nas suas declarações mais recentes, Durov afirmou que a "encriptação" do WhatsApp pode ser a maior fraude ao consumidor da história, alegando que a plataforma lê as mensagens dos utilizadores e as partilha com terceiros, apesar das suas promessas de privacidade.
Segundo ele, "o Telegram nunca fez isso - e nunca fará".
Segundo Durov, apesar das alegações de encriptação ponta a ponta, o WhatsApp teria a capacidade de aceder às mensagens dos utilizadores e de partilhar dados com entidades externas.
As declarações surgem num contexto em que especialistas de segurança chamam a atenção para o facto de as preocupações com a privacidade não se limitarem ao conteúdo das mensagens, mas abrangendo também os metadados, por exemplo.
O WhatsApp tem reiterado que o serviço utiliza encriptação ponta a ponta por predefinição, tornando o conteúdo das mensagens inacessível a terceiros, incluindo à própria empresa. Por isso, a Meta anunciou que irá requerer sanções contra o escritório de advogados que interpôs a ação judicial.
Leia também:



















Whatsapp e Telegram têm o mesmo modelo: um único provedor possui os servidores, lógica e metadados. A centralização é um defeito. Basta pressão política ou regulatória e baixam as calças.
Isto de andar a mentir os utilizadores a dizer que tinham encriptação ponto a ponto deveria sair bem caro a Meta, e o dinheiro da multa deveria ser distribuído por todos os utilizadores.
Cada vez tenho mais confiança no Telegram, nem mesmo indo preso ele colocou um backdoor como lhe foi pedido para terem acesso as mensagens encriptadas ponto a ponto.
Se forem por aí, tanto leva a meta como a telegram como o musk. São negócios assentes em esquemas manhosos.
O Telegram leva onde? O Telegram só disse que tem E2E em Chat Secretos, não em grupos… Já o WhatsApp afirma o contrário que nem eles mesmo podem ler.
andavam a critirar a china enquanto que todos fazem o mesmo
O Musk a chamar alguém de mentiroso 🙂 até o inferno gelou de tanto rir
+1000
O post não conta a história lá muito bem, ao misturar Durov, Musk e Mysk.
– Durov afirma que que o WhatsApp tem forma de ler mensagens que deviam estar protegidas por encriptação end-to-end (E2E) e partilha dados com terceiros. Está-se a basear na acusação de um processo judicial (Dawson vs. Meta), apresentado no tribunal de São Francisco, em janeiro de 2026. A Meta contestou as acusações, ainda a procissão vai no adro, está longe do fim ou de o tribunal considerar que o WhatsApp não é seguro.
– Musk o que disse foi – o WhatsApp exporta os teus dados todas as noites e a plataforma não é segura. A Meta contestou, dizendo que usa encriptação E2E
– Mysk reconhece que o WhatsApp usa encriptação E2E, mas que o Whats App recolhe metadados como localização do utilizador, contactos com quem comunica e padrões de atividade (tempo online). Ou seja, embora isso esteja de acordo com a política de privacidade anunciada, sublinha que a segurança da criptografia não impede a Meta de saber com quem falas, onde estás, e quais são os teus hábitos de consumo, transformando o utilizador no “produto”.
Nada de novo, portanto.
O WhatsApp nunca foi confiavel e ao contrário do Telegram, o WhatsApp diz abertamente tanto na App como no seu website que ninguém pode ler o que se escreve nem mesmo a META.
Se ainda achas que o WhatsApp não é assim tão mau, então vê lá aqui
https ://shorturl.at/ZJSPs (é um PDF da DEFCON) o link original é grande demais.
E deixo este video retirado do próprio PDF em relação a algumas vulnerabilidades do WhatsApp etc
https ://drive.google.com/file/d/10Dz8gaMTfvHBnNX3NjZ4qXYfa-53nd2j/edit
Sobre os metadados e que a Meta encontra forma de os monetizar não me admira nada, como diz o especialista (Mysk).
Quanto à encriptação E2E que impede até a Meta de ler as mensagens acredito que assim seja, e o especialista não contesta.
O que não acredito é que Musk e Durov, cada um deles com um serviço de mensagens concorrente do WhatsApp, sejam isentos.
E novidades? É a Meta. Alguma vez alguém seriamente acreditou que o WhatsApp faz o que promete? Grupos de hackers e outros grupos que pretendem manter-se anónimos não usam o WhatsApp.
Threema, Element, Wire, SimpleX. Briar. Session … Qualquer uma destas dá um “capote” ao whatsApp, e até ao Telegram
PorcoDoPunjab já por várias vezes referiu que qualquer programa onde o utilizador não possua as senhas de encriptação ( e mais ninguém as tenha, obviamente ) é um programa a evitar totalmente.
Whatsapp serve apenas para falar com as malucas.
O meu uso do Whatsapp é apenas este.
Tudo o que interessa vai por Signal, e outros…
Mesmo no Signal não confio, mas sempre é melhor que o Whats…