Vai viajar para o Japão? Entenda o novo sistema de autorização eletrónica
O Japão vai implementar um sistema de autorização eletrónica de viagens para cidadãos de 74 países, incluindo Portugal. O sistema terá uma taxa e será aplicado aos turistas que visitem o Japão por menos de 90 dias.
Conforme informado pelo Nikkei, o Japão vai implementar um sistema de autorização eletrónica de viagens para cidadãos de países que atualmente não necessitem de visto para estadias curtas. Entre os países abrangidos está Portugal.
Consultado pelo jornal financeiro, o projeto de lei da reforma da imigração prevê que o Governo vai começar a exigir que as companhias aéreas neguem o embarque aos viajantes que não tenham uma autorização eletrónica.
Inspirado no Sistema Eletrónico para Autorização de Viagem dos Estados Unidos, o chamado "JESTA" do Japão exigirá o pagamento de uma taxa aos visitantes e turistas de 74 países isentos de vistos de curta duração.
Além de Portugal, a lista inclui o Brasil e as regiões chinesas de Hong Kong e Macau, assim como alguns dos maiores mercados de turistas para o Japão: Coreia do Sul, Taiwan e Estados Unidos.

O novo sistema deverá reduzir o tempo de espera nos postos de inspeção de imigração. Crédito: Kosuke Mimura/ Nikkei
A ser implementado no ano fiscal de 2028, que começa em abril de 2028 e decorre até maio de 2029, o sistema exigirá que as pessoas que visitem o Japão por menos de 90 dias forneçam, online, informações como a profissão, o objetivo da viagem e o local de alojamento.
Japão quer controlar entradas no país
Conforme declarado pela primeira-ministra, Sanae Takaichi, na sexta-feira, no primeiro discurso no parlamento após a recente vitória eleitoral, o objetivo das autoridades japonesas é impedir a entrada de "estrangeiros indesejáveis" no país.
Segundo a primeira-ministra, a medida procura filtrar os estrangeiros que entram no país, que está a sentir um aumento do turismo, e "facilitar a entrada de visitantes que não representam um problema".
Em 2025, o Japão recebeu um número recorde de 42,6 milhões de turistas.
No início deste mês, o aumento de turistas na cidade de Fujiyoshida, na província de Yamanashi, no Japão, levou as autoridades japonesas a cancelar a edição deste ano do Festival das Cerejeiras em Flor, que existe há 10 anos.
As autoridades sustentaram a decisão no elevado número de turistas, que provoca diariamente congestionamento no trânsito na cidade, bem como na acumulação de lixo nas ruas.
Além de serem muitos, alguns turistas têm comportamentos reprováveis: "abriam as portas de casas particulares sem permissão para usar a casa de banho, invadiam propriedades, deitavam lixo no chão e defecavam em quintais privados", reclamaram as autoridades japonesas.
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Então e ninguém chama os Japoneses de racistas?
Ai se fosse um país europeu… No mínimo era fascista.
Chamar de racista por que razão? São nacionalistas e tem amor ao seu pai e cultura é quem vem de fora tem que respeitar. O mesmo deveria fazer a Europa.
Não, são mesmo racistas, muitos restaurantes somente servem japoneses, não japoneses são mandados embora.Para arrendar apartamentos a mesma situação muitos não alugam a não japoneses e os que alugam as condições são diferentes que para os locais chegando a custar quatro vezes mais.Em qualquer problema que exista entre um não japonês e um japonês em tribunal o japonês acaba sempre por ganhar.
Concordo contigo, pintor. Também já vi exemplos disso — há bares e restaurantes no Japão com letreiros em japonês a indicar que só atendem clientes locais. É uma realidade que muita gente prefere ignorar, mas existe discriminação, sim, especialmente contra estrangeiros (já vi estes tipos de letreiros em Kumamoto, Tokyo, Kyoto e Sapporo).
Se em Portugal o procedimento fosse o mesmo que no Japão era ver meio mundo a criticar.Da minha parte quando visito a “casa” de alguém simplesmente aceito as sus regras, se não gosto não vou, já lá tive 16 vezes e penso em voltar mais algumas.
Tens toda a razão, pintor. Também já tinha lido e ouvido vários relatos idênticos sobre essa realidade no Japão. Apesar de o país ser fascinante em muitos aspetos, é verdade que ainda existe muita resistência em aceitar estrangeiros — especialmente em situações de habitação e restauração. Sou testemunha do seguinte: em Kyoto, por exemplo, há ruas onde os não japoneses não podem entrar, e em Kumamoto alguns templos mantém os portões fechados a estrangeiros. Nestes casos, apenas os japoneses podem solicitar a entrada, tocando à campainha e pedindo ao responsável que abra as portas. Isso mostra bem como certas práticas discriminatórias ainda persistem.
Dragon, vc sabe o que se chama a alguém que seja nacionalista e tem amor ao seu país?
Sim, isso mesmo, fascista.
Acho mal que estejam a requerer um autorização electrónica de viagem, deveriam obrigar os turistas a tirar um curso para aprenderem a ser pessoas civilizadas segundo o ponto de vista japonês, e depois as pessoas teriam de ir a um consulado japonês fazer um teste e ter uma boa nota para receber um visto de viagem. Caso falhassem no teste, ficariam proibidas no mínimo durante os 10 anos seguintes de tentar novamente para qualquer finalidade, que é para as pessoas levarem o curso e o teste a sério. O teste deveria ser escrito em Japonês, para a pessoa provar que é capaz de compreender minimamente as indicações/ regras/ leis/ avisos.
Também poderiam era expulsar os estrangeiros todos, excepto aqueles que a sociedade concordasse como sendo fundamentais, e por sociedade falo de referentes populares recorrentes, não do que os políticos acham, que o xuxalismo parece ter infectado o planeta todo especialmente as classes políticas/ académica nas universidades / jornalística/ televisiva, e perderam toda a noção de razoabilidade em termos do que o povo do país realmente quer.
Medidas apropriadas e de louvar para quem se preocupa com o seu país e respectivos constituintes. Tantos maus exemplos que copiamos de lá de fora que desta vez bem podíamos copiar algo de bom e positivo e seguir aqui o exemplo do Japão.
Às “informações como a profissão, o objectivo da viagem e o local de alojamento” pedidas acrescentaria um outro requisito: trazerem dinheiro suficiente para a estadia declarada.
E nada de abusos que seriam obviamente penalizados com ordem de expulsão e proibição de voltarem a entrar em território nacional durante um mínimo de 5 anos.
Experimentem ir ao Vietnam, Camboja, Laos, Singapura, Maldivas, Sri Lanka e outros países Asiáticos isto é normal, é um Evisa, eu estive “barrado” em Singapura na fronteira até preencher o EVisa, como ia ficar poucos dias em Singapura optei por não comprar sim de Singapura para ter internet, e como não sabia que tinha de o fazer fiquei na fronteira à espera que chega-se a minha vez para ser atendido e fazer o Evisa à entrada coisa normal que muitos países fazem, até a Tailândia desde o ano passado passou a exigir esta comunicação 3 dias antes da viagem.
A Europa deveria fazer o mesmo. Sempre admirei a cultura Japonesa, pois preservam a mesma com dedicação e cuidado.
Wolf, a Europa acabou.
Meta isso na cabeça.
É lidar e assuma isso como certo.
Aja e projecte o seu futuro de acordo com isso.