Trabalha em cafés e outros espaços públicos? Eis o que precisa de fazer pela sua segurança
Com o trabalho remoto cada vez mais enraizado no dia a dia dos portugueses, trabalhar num café ou num espaço de coworking tornou-se rotina. Neste cenário, é crucial assegurar que estão a ser tomadas as devidas precauções de segurança.
A pandemia acelerou uma tendência que já se vinha a instalar: trabalhar fora do escritório tradicional. Hoje, milhares de profissionais ligam-se à Internet a partir de cafés, lobbies de hotel, aeroportos ou espaços de coworking, seja por necessidade ou por simples preferência.
No entanto, trabalhar em público não é isento de riscos para a privacidade e segurança dos dados, e há uma série de cuidados que é imperativo assegurar.
Antes de mais, consultar as regras da nossa empresa
O primeiro passo pode parecer óbvio, mas é ignorado por muitas pessoas. Quando se trabalha fora do escritório, é importante verificar as políticas internas da empresa relativamente ao trabalho remoto em locais públicos.
Muitas empresas têm diretrizes específicas sobre boas práticas neste contexto, e algumas chegam mesmo a oferecer formação em privacidade e confidencialidade.
Há organizações que desaconselham expressamente trabalhar em cafés movimentados, precisamente pelos riscos associados à exposição de dados sensíveis.
Conforme citado pela Associated Press, o Governo britânico, por exemplo, alerta nos seus documentos internos que estes ambientes "podem apresentar riscos adicionais, incluindo serem mais acessíveis a pessoas sem as devidas autorizações".
Além disso, alguns empregadores podem ter restrições quanto aos países a partir dos quais é permitido trabalhar.
Wi-Fi público é uma armadilha
Ligar-se a uma rede Wi-Fi gratuita num aeroporto ou hotel parece prático, mas os especialistas em cibersegurança são categóricos ao aconselhar que se evite sempre que possível.
A Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (em inglês, NSA), por exemplo, avisa que qualquer dado enviado através de uma rede pública sem palavra-passe fica vulnerável a roubo ou manipulação.
Apesar do aviso sobre as redes abertas, mesmo as protegidas por password não garantem que os dados estejam encriptados.
Um dos riscos mais insidiosos é o das redes falsas, conhecidas como evil twins. Um atacante pode criar um ponto de acesso que imita a rede legítima do local e, quando o utilizador se conecta, todo o seu tráfego passa pelas suas mãos.
A alternativa mais segura é usar o hotspot do smartphone, que cria uma rede privada através do sinal móvel, ou ter um hotspot portátil.
Caso seja preciso ainda mais segurança, especialmente quando o trabalho envolve informação sensível, uma VPN é o ideal, pois encripta todo o tráfego e fá-lo passar por servidores seguros. Muitas empresas já disponibilizam esta ferramenta aos seus colaboradores.
O bom senso faz parte da equação
Há medidas que podem parecer triviais, mas fazem toda a diferença:
- Nunca deixe o seu equipamento sem vigilância. Se precisar de ir à casa de banho, por exemplo, leve o portátil. Um equipamento à vista num café é um alvo apetecível.
- Cuidado com conversas sensíveis em voz alta. Estar numa chamada Zoom sobre um projeto num espaço barulhento pode levar a que se fale mais alto e nunca se sabe quem está a ouvir.
Sobre este último ponto, o Governo britânico, mais uma vez, alerta para os smart listening devices, os assistentes de voz inteligentes que podem estar presentes nestes espaços sem que nos apercebamos.
Teletrabalho com responsabilidade
Trabalhar remotamente a partir de um café tem os seus encantos, mas exige uma postura proativa em relação à segurança.
Conhecer as regras da nossa empresa, proteger o ecrã de olhares alheios, evitar redes Wi-Fi públicas e usar uma VPN são medidas que, no conjunto, reduzem significativamente os riscos.
No mundo digital de hoje, a segurança não é opcional, mas parte do trabalho.






















Eu tenho uma VPN para a minha casa, ou seja, sempre que estou em sitios publico utilizo imediatamente a minha VPN. Não só se torna prático porque tenho logo acesso às minhas pastas pastas partilhadas, como todo o trafego passa criptografado pela VPN.
Não confio muito em VPNs publicas.
Só é tema a MEO não disponibilizar 1GB/1GB de trafego, só tenho 400MB de upload em casa, mas mudar está fora de questão. Felizmente tem dado para o que quero.
Disponibiliza em pacotes empresariais, mas esquece o preço
Mas pacotes empresariais usa fibra dedicada e não partilhada como para o domestico, por isso, se calhar o tal preço alto.
Mas digo sinceramente que é a única coisa que reclamo do MEO, de resto cliente fiel à 20 anos.
A MEO, há muito que ficou para trás na questão da simetria, na fibra de consumo. Antigamente eram os pioneiros, em quase tudo. Agora são os últimos.
Essas coisas dependem da equipa que lidera a empresa em cada momento, na pressão dos accionistas para ir nesta ou naquela direcção, e claro, o que a concorrência está a fazer e como tal está a afectar os lucros da empresa no momento.
Hillary Clinton usa um servidor de e-mail em casa? É verdade?
Eu uso varios e nenhum é meu.
Não é dificil ter um servidor de e-mail em casa. o problema é que tens de manter esse servidor sempre online e os serviços domésticos das operadores não dão essa estabilidade, já para não falar das trocas dos IPs Publicos.
Ou arranjas um pacote empresarial com fibra dedicada com dois ou três links ou nem vale a penas pensares nisso.
Entre 2009 e 2013 usou. Hoje em dia, quem sabe?
mais importante que tudo isso é andar com uma navalha no bolso