Cidade quer câmaras com reconhecimento facial nos autocarros, e a polémica já começou
Uma cidade norte-americana prepara-se para instalar câmaras com reconhecimento facial em parte da sua frota de autocarros públicos, com o objetivo de identificar passageiros banidos ou pessoas desaparecidas.
A Autoridade de Transportes de Kansas City avançou com um projeto que pode transformar-se numa referência. A ideia é equipar uma parte dos autocarros com câmaras capazes de comparar, em tempo real, os rostos dos passageiros com listas de pessoas desaparecidas, indivíduos banidos do sistema de transportes ou nomes sinalizados pelas autoridades.
Na perspetiva de Tyler Means, responsável por mobilidade e estratégia da entidade gestora dos transportes, citado pela imprensa norte-americana, o projeto não terá impacto significativo na privacidade dos passageiros, recordando que os autocarros já têm câmaras há anos e que, com o tempo, a novidade deixará de ser estranha aos olhos do público.
A empresa escolhida para gerir o sistema é a SafeSpace Global, que já utiliza reconhecimento facial em lares de idosos, prisões e escolas. No entanto, nunca tinha trabalhado no setor dos transportes públicos.
De acordo com o diretor-executivo da empresa, Scott Boruff, o sistema não grava continuamente: as câmaras analisam o rosto, comparam-no com a lista de alertas e, caso não haja correspondência, os dados faciais são descartados de imediato.
As imagens normais de vídeo, por sua vez, ficam guardadas num servidor local durante até cinco anos.
Privacidade dos utilizadores volta a ser tema
Apesar das garantias da empresa e da autarquia, organizações de defesa das liberdades civis mostram-se preocupadas.
Na opinião de Jay Stanley, analista da American Civil Liberties Union (ACLU), aplicar reconhecimento facial em câmaras apontadas a espaços públicos é uma linha que, durante mais de duas décadas, praticamente nunca tinha sido ultrapassada nos Estados Unidos.

Pessoas à espera do autocarro no centro de Kansas City. Crédito: Charlie Riedel/Associated Press
O receio principal não é tanto o uso inicial, restrito a uma lista de alertas relativamente reduzida, mas aquilo em que o sistema pode vir a transformar-se.
Para Stanley, é praticamente impossível garantir que o âmbito de um projeto de videovigilância com Inteligência Artificial se mantenha limitado ao longo do tempo, havendo sempre tendência para expandir o seu uso.
Defensores do projeto argumentam que as câmaras de segurança já estão por todo o lado, incluindo nos próprios autocarros, além de que várias forças policiais já recorrem a reconhecimento facial para identificar suspeitos a partir de imagens de videovigilância.

Autocarros à espera dos passageiros em Kansas City. Crédito: Charlie Riedel/Associated Press
Três a quatro meses para consolidar projeto
O calendário inicial previa que as câmaras estivessem operacionais ainda na primavera, a tempo dos jogos do Mundial 2026 que Kansas City começou a receber esta semana.
Apesar do atraso, por razões técnicas e financeiras, Tyler Means garante que o programa deverá arrancar ainda este ano, e com uma escala maior do que a inicialmente prevista: ao invés de nove autocarros-piloto, a ideia é equipar até 30 veículos.
Do lado da SafeSpace Global, Scott Boruff prevê que serão necessários cerca de três a quatro meses para adaptar o software às necessidades específicas da cidade.





















as pessoas criticam algo que irá reduzir a criminalidade enquanto que dão de bandeja os dados pessoais na internet, partilham a vida privada como se todas as pessoas fossem santas.
na china isso já existe, e a china é um dos paises mais seguros do mundo!
+100000
Onde ninguém pode estar, eu ir contra o regime.
A China e os EUA sao muito diferentes. A China, se sabes a hisoria, introduziu isso quando estava a tentar controlar a populacao e diminuir criminalidade, e ter as pessoas de mentalidade de terceiro mundo a portarem-se bem. Na China nao te dao veneno como comido, nos EUA te dao, so ai ves que os EUA nao se preocupam com o seu povo em nada.
Imaginem o motorista, todo controlado.
Façam é reconhecimento bancário para ver quem anda a penar de fome e depois façam transferência de dinheiro para as contas, assim acabavam com 99% do crime.
Eu nao vejo qual é o problema eu uso no local de trabalho ja algum tempo e sem stress todos sabem das cameras . Outros paises ja usam e a malta vai de ferias e não reclama …
Qual é o stress … quem nao deve nao teme andamos com o telemovel a tirar fotops por ai a torto a direiro e partilhar e algo que pode ajudar em varias situaçoes estamos com cena….
Com a extrema direita a conseguir aldrabar gente suficiente para chegar ao poder essa tua teoria do “não deve não teme” cai por terra, seriam perseguidos os rebeldes contra o regime e qualquer outra ameaça mesmo ilegalmente.
A extrema direita só está onde está graças à extrema esquerda e esquerda.
Isso são fantasias tuas, começa e acaba na tua cabeça.
Extrema direita são aldrabões estruturais.
A questão é mais abrangente que isso. Percebo o que dizes e tens razão. No entanto, a proliferação de dados mostra-se problemática. Faltam sistemas de controlo de supervisão. E claro, há sempre um marmanjo que dá cabo de tudo, como no caso dos polícias a espiar as “ex”. Para já não falar em questões de privacidade e segurança de dados informáticos. Não é a questão do “filmar”. A grande questão é que para teres reconhecimento facial tens de ter uma base de dados com bastante informações sobre as pessoas e que esteja disponível e acessível diretamente a partir de vários locais como, por exemplo, os autocarros. E é essa a parte que me faz espécie. Muitos dados, muitos pontos de acesso (mesmo que automáticos), muitas formas de partir a casca da noz.
Isso seria bom se fosse controlado pelos donos dos estabelicimentos. Quando e controlado pelo ‘governo’ que tanto se importa com o povo ja nao se pode aceitar.
Então e que tal retirarem grande parte da policia das ruas em hora de ponta e colocá-los dentro dos transportes?
De certeza que o respeitinho teria outra importancia e os agentes ganhavam em mobilidade quando fosse necessarios intervir rapido em algum local na rua.
Não haveria necessidade de usar reconhecimento facial por causa do efeito dissasivo.
Aqui em Portugal acho que iria resultar.
Puro controle.
Com o mote da segurança, vai-se deixando fazer tudo.
Eles acham que a vigilância é porque estão preocupados com a criminalidade…
Mesmo…e muitos compram isso como se fosse verdade. Querem seguranca? xD opa o mundo e tao facil de viver hoje em dia com a tecnologia e sabedoria que temos. Querem diminuir criminalidade que deixem de ser criminosos desde o topo