Alerta PGR: há um golpe a circular para roubar dinheiro
O Gabinete Cibercrime da Procuradoria-Geral da República (PGR) emitiu um aviso urgente sobre uma campanha de burla informática altamente complexa e que está a fazer vítimas em Portugal.
Não se trata de um ataque de phishing comum; os criminosos estão a combinar mensagens falsas com chamadas telefónicas detalhadas para contornar a segurança dos bancos e esvaziar contas bancárias.
Como funciona o esquema?
Tudo começa com o envio massivo e indiscriminado de mensagens eletrónicas falsas (SMS ou emails) que imitam instituições conhecidas, como o Santander ou a Caixa Geral de Depósitos (Caixadireta).
É aqui que entra o golpe telefónico:
- Os criminosos ligam à vítima a fingir ser do departamento de cibersegurança do banco.
- Para ganhar total confiança, dizem o nome da vítima e confirmam dados reais da conta que acabaram de ver.
- Informam que detetaram uma movimentação suspeita e perguntam se a vítima a reconhece. Perante a negação da vítima, os falsos agentes dizem que vão "reverter" ou "cancelar" o movimento
- O truque final: Enquanto estão ao telefone, os criminosos iniciam uma transferência real do dinheiro da vítima para uma conta controlada por eles. O sistema bancário envia o código de autorização real para o telemóvel do cliente. O burlão pede esse código à vítima, alegando que é necessário para "confirmar o cancelamento". Ao facultar o código, a vítima valida, sem saber, o roubo do seu próprio dinheiro.
Fique atento, proteja os seus dados de acesso e lembre-se de que o segundo fator de autenticação serve para sua proteção e nunca deve ser partilhado com terceiros.




















FIDO2 ou WebAuthn protegia destes abusos via telefone, já que não tinham como transmitir tal.
Por outro lado talvez conseguissem convencer as pessoas a instalar uma aplicação falsa e meter lá os dados de autenticação… enfim, vai sempre existir alguém a cair nos golpes.
Mas afinal quando é que vamos ter governo e operadoras a tratar de bloquear o spoofing e a obrigar TODOS os cartões móveis e estarem devidamente identificados e com contratos? Não fazem a ponta de um corno. Aqui há uns tempos ligaram-me (supostamente) da PJ de Braga. Claro que não era mas liguei logo para o número fixo da PJ de Braga, passaram para uma inspetora que me disse que já tinham recebido algumas chamadas sobre o assunto… e… nada. Nem queriam o meu nome nem o número de telemóvel do qual estavam a ligar. Alguém a fazer-se passar por inspetor da PJ e não seria de fazerem alguma coisa além de “já sabemos”… Assim é que não vamos lá.
Acho que as burlas são tantas e em tanta quantidade que eles não tem mesmo mãos a medir, há poucas pessoas nos serviços públicos. Houve muitos recursos públicos que foram eliminados, principalmente durante o governo de passos coelho que fez cortes cegos a torto e a direito, com a malta que arranja melhor noutro sitio porque agora o estado paga mal, malta que se reforma, etc o resultado está à vista, não se fazem omeletes sem ovos e a cada dia que passa os recursos estão mais limitados e as coisas vão ficando para trás, o que não fica para trás são as multas perdoadas aos bancos, aos lucros extraordinários, ao salgado e família que continuam a viver como reis depois de nos terem roubado 18 mil milhões
Não é só uma questão de recursos. É de organização. As burlas essencialmente não se combatem. Previnem-se. E no caso das burlas nas telecomunicações é gritante a falta de empenho na prevenção e na adaptação de sistemas que dificultem a vida aos burlões. No fim de contas é mais difícil até fazer uma queixa que uma burla. Quanto aos recursos humanos, há falta, há disparidades. Mas também há muita gente que não vale o que ganha quanto mais o que quer ganhar.
Numa primeira leitura, há algo aqui que não está bem explicado: “Para ganhar total confiança, dizem o nome da vítima e confirmam dados reais da conta que acabaram de ver.” – Acabam de ver o quê? A conta bancária? Como? Normalmente as apps bancárias nem permitem capturar ecrãs no próprio dispositivo, e tenho dúvidas sobre acesso remoto, mas todo o cuidado é pouco. Parece que os burlões têm de ter dados reais das pessoas. O Nome e número de conta bancária ou código de acesso tem de coincidir, ou será de outra forma? É interessante perceber mais sobre isto e eliminar a parte abstrata de como o golpe é possível para os mais leigos nisto saberem identificar.
“Normalmente as apps bancárias nem permitem capturar ecrãs no próprio dispositivo…” Isso não é verdade. Permitem sim.
Pela explicação, parte-se do pressuposto que o larápio já tem acesso à conta via online. Nesse caso, abordar o titular da conta para obter um código, é só uma forma rmais rápida de roubar o dinheiro.
Hoje em dia, normalmente até recorrendo a ferramentas de IA ou tendo acesso às milhares de fugas de dados recentes devido a desleixo dos bancos nos seus sistemas para proteção do cliente (nos próprios sistemas nada falha, porque será?), é muito fácil ter acesso a essa informação que de forma isolada não impõe um risco grande, o risco é que eles tem os teus dados e assim sendo é mais fácil atacar, enganado as pessoas que não tem muitos conhecimentos do funcionamento dos sistemas e são convencidas a dar os códigos ao burlão