Secretas querem assumir tutela da cibersegurança em Portugal
Os serviços de informações portugueses pretendem assumir um papel mais direto na coordenação da cibersegurança nacional, incluindo a tutela do Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS).
Cibersegurança em Portugal: Mudança da tutela do CNCS poderá abrir um novo debate sobre Governação
O CNCS é um organismo atualmente integrado no Gabinete Nacional de Segurança e dependente da Presidência do Conselho de Ministros. A informação de que as Secretas pretendem assumir a tutela da cibersegurança em Portugal foi avançada pelo jornal Expresso e divulgada pelo ECO.
Segundo a notícia, o secretário-geral do Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP), Vítor Sereno, já terá apresentado esta intenção ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, embora não existam, para já, indicações de que a proposta venha a ser concretizada. O SIRP coordena atualmente o Serviço de Informações de Segurança (SIS) e o Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED).
A justificação para esta alteração prende-se com o crescente papel das ameaças digitais e com o facto de os serviços de informações serem frequentemente chamados a intervir em incidentes de maior gravidade. A experiência acumulada na prevenção, monitorização e análise de ameaças cibernéticas é apontada como uma das razões para defender uma maior integração entre as estruturas de inteligência e a área da cibersegurança.
O tema não é novo. Nos últimos meses, Vítor Sereno tem defendido a necessidade de modernizar os instrumentos disponíveis para os serviços de informações, incluindo a possibilidade de acesso a metadados em situações relacionadas com terrorismo, cibercrime ou criminalidade organizada.
As secretas portuguesas têm também reforçado os alertas públicos relacionados com campanhas de ciberespionagem e ataques patrocinados por Estados. Em 2026, foram emitidos avisos sobre tentativas de comprometimento de contas de aplicações de comunicação utilizadas por governantes e entidades com acesso a informação sensível, bem como sobre operações de ciberespionagem atribuídas a serviços estrangeiros.
A eventual mudança da tutela do CNCS poderá abrir um novo debate sobre o modelo de governação da cibersegurança em Portugal, numa altura em que a proteção de infraestruturas críticas, a implementação da diretiva NIS2 e o aumento das ameaças digitais colocam este tema no centro das políticas públicas.






















NSA tuga.. esta gente droga-se, têm de colaborar, não controlar
+1000
Só mesmo e. Portugal.
Sem querer desrespeitar a utilidade e relevância do SIRP, mas seria trágico que o único organismo institucional de cibersegurança ficasse sob a tutela dum organismo que tem interesse em ultrapassar a cibersegurança para aceder a dados de cidadãos sem permissão dos mesmos. Não é possível uma relação de confiança. Deve haver cooperação mas não dependência.
Concordo inteiramente com as suas palavras.
Já estamos a caminho de uma ditadura completa.
Uma situação em que o SIS, controla o centro de cybersegurança, seria catastrófica.
Um é suposto parar a invasão, o outro, por sua vez, trabalha para invadir.
Os objectivos dos 2 não são compativeis.
Pode haver algum trabalho que possa ser feito em conjunto, mediante a avaliação do tribunal.
Realmente, seria entregar as chaves ao bandido.
Jà recuperaram o portatil roubado ?
E faz todo o sentido. O CNCS e GNS são servem apenas para dar poleiro aos amigos, percebem nada de segurança. Uma casa desarrumada, desorientada, que não serve para nada. A única coisa que fazem é beber do trabalho dos outros.