Jogo ilegal em Portugal: mais de 1800 operadores online foram notificados para fechar
Nos últimos 11 anos, o Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos (SRIJ) enviou 1834 notificações de encerramento a operadores de jogo online que atuavam fora da lei em Portugal. O regulador aproveita o novo relatório para avisar que jogar em sites ilegais pode sair caro, e não só em dinheiro.
O mais recente relatório do SRIJ, citado esta quarta-feira pelo Público, revela que, desde que o mercado de jogo online foi liberalizado em Portugal, já foram notificados para encerrar atividade 1834 operadores considerados ilegais.
O documento mostra ainda que, ao longo destes 11 anos, 77 casos foram suficientemente graves para seguirem para o Ministério Público, o passo mais gravoso que o SRIJ pode dar quando as notificações de encerramento e os pedidos de bloqueio junto dos operadores de Internet não são suficientes para travar a atividade ilícita.
Este acompanhamento tem-se intensificado ano após ano, à medida que o mercado legal de apostas e jogos de fortuna ou azar continua a crescer em Portugal.
Os riscos para quem joga fora da lei
No relatório, o SRIJ avisa que apostar em plataformas sem licença pode comprometer o dinheiro depositado, expor dados pessoais, e até tornar o jogador vítima de fraude, havendo mesmo o risco de, sem se aperceber, estar a contribuir para o financiamento de organizações criminosas.
Afinal, um operador ilegal não está sujeito às regras de proteção que os operadores licenciados têm de cumprir em Portugal, como a separação obrigatória entre o dinheiro dos jogadores e os fundos da própria empresa, os mecanismos de jogo responsável ou a obrigatoriedade de consultar a lista de jogadores autoexcluídos.
Isto significa que, se algo correr mal, como um levantamento recusado ou uma conta encerrada sem explicação, o jogador fica praticamente sem via de recurso.
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