Internet por satélite: Eutelsat encomenda 440 satélites à Airbus para renovar a OneWeb
A Internet por satélite continua a movimentar a indústria espacial europeia. A Eutelsat está a preparar a renovação da constelação OneWeb, com centenas de satélites encomendados à Airbus e dois lançamentos adicionais previstos com a Arianespace. O objetivo é assegurar a continuidade do serviço e melhorar as capacidades da rede.
Airbus tem 440 satélites para construir
A Eutelsat anunciou, em janeiro, a encomenda de mais 340 satélites à Airbus Defence and Space. Este contrato junta-se às 100 unidades contratadas em dezembro de 2024, elevando o total para 440 novos satélites.
Segundo a Airbus, a produção será realizada numa nova linha de montagem em Toulouse, França, com entregas previstas a partir do final de 2026.
Estes equipamentos vão substituir progressivamente os primeiros satélites da OneWeb que chegam ao fim da sua vida útil. Trata-se de uma etapa necessária para manter a rede operacional, evitando que o envelhecimento da constelação comprometa o serviço.
Ariane 64 também entra nas contas
Para colocar os equipamentos no espaço, a Eutelsat está a reservar dois lançamentos adicionais com o Ariane 64, segundo informações.
Esta é a configuração do Ariane 6 equipada com quatro propulsores auxiliares, destinada a missões que exigem maior capacidade de transporte. As novas reservas reforçam a carteira de encomendas da Arianespace e o papel do lançador europeu no mercado das constelações.

O que muda na rede OneWeb?
Além de substituir os equipamentos mais antigos, os novos satélites vão introduzir melhorias tecnológicas. A Eutelsat aponta para maior capacidade de processamento de dados a bordo, mais eficiência e maior flexibilidade na operação.
A empresa vai também avaliar a possibilidade de transportar cargas úteis adicionais, abrindo espaço a novos serviços.
A OneWeb conta com mais de 600 satélites, distribuídos por 12 planos orbitais a cerca de 1200 quilómetros da Terra. Esta infraestrutura permite fornecer ligações de banda larga com baixa latência à escala global.
O foco comercial está no mercado profissional, com aplicações na conectividade fixa e móvel e em serviços governamentais. A renovação pretende garantir que estes clientes continuam a ter acesso à rede enquanto a infraestrutura evolui.


















