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Governo aprovou o Plano Nacional de Nuvem Soberana

                                    
                                

Autor: Pedro Pinto


  1. joao says:

    sim… sim… vamos la gastar dinheiro para daqui uns tempos inventam outra solução “melhor”

  2. Apanha do Pokémon says:

    pergunto porque a europa ainda dorme sobre estas questoes de independencia e soberania digital?

  3. Jola says:

    Aposto que a “nuvem soberana” vai correr em servidores AWS e com tecnologia da Cloudflare lol

    • To Canelas says:

      Pois, vai ser o problema, “nuvem soberana” em cima de tecnologia americana.

      • Zé Fonseca A. says:

        As clouds soberanas dos hyperscalers são independentes da casa mãe, são geridas por empresas europeias e pessoas da Europa, os dados nunca saem da Europa e nenhuma pessoa sem residência na UE pode operar ou ter acesso a dados.
        E não, esta treta do governo será uma private cloud para empresas públicas tugas, nada mais que isso.
        Vamos ver quem vai ficar com o contrato de gestão, mas apostaria numa telco, já que são das poucas com datacenters e staff que já opera cenários semelhantes multi cliente

        • To Canelas says:

          Isso que disseste é assim na teoria na prática é que pode não ser.
          Se o governo dos EUA quiser aceder a dados ou sabotar um sistema estrangeiro, não precisa de ter agentes nos datacenter europeus. Pode, por via legal e secreta, obrigar as empresas americanas a meter backdoors ou telemetria disfarçada numa atualização de rotina dos sistemas. Além disso, em caso de conflito diplomático ou militar pode simplesmente ordenar as empresas americanas a parar com o desenvolvimento/atualizações e em pouco tem ficam obsoletas.

          Isso foi bastante discutido no caso francês e sabes perfeitamente que já aconteceu no passado.
          As únicas clouds realmente soberanas são a dos EUA, China e Russia, e no caso da Russia ainda não está 100% completa.

          • Zé Fonseca A. says:

            aconteceu no passado via NSA e não precisaram de nenhuma cloud ou nenhuma technologia americana ou nenhum backdoor para o fazerem.
            devem preocupar-se com as agencias e não com as big techs, a situação dos backdoors é treta, mesmo que fosse real os forks são diferentes, não há commit de codigo numa cloud soberana não validado pela equipa de cloud soberana.. get real

          • To Canelas says:

            desta vez praticamente tudo o que disseste é falso, mais que comprovado. Além disso, como se não houvesse código fechado…

          • Zé Fonseca A. says:

            Teorias da conspiração e diz que disse.. parabéns toze canelas, as horas no café deram-te a perfeita noção da realidade

          • To Canelas says:

            🙂 NSA, backdoors, malwares tipo pegasus, é tudo teorias da conspiração.
            É engraçado como uma suposta pessoa “que passa horas no café” consegue facilmente desmontar um suposto “gestor de uma grande empresa”.

          • Zé Fonseca A. says:

            Vai-te informar o que a NSA fez, e vai-te informar o que o Pegasus usa como exploit path.
            É como te disse, teorias da conspiração de quem não percebe nada do assunto sem sequer está informado com factos de eventos passados

          • To Canelas says:

            🙁 Redes e cybersecurity é minha area 😉 Estudasses

          • To Canelas says:

            Aparece no C-Days, pago-te um café e podemos discutir melhor o assunto 😉

    • Mário says:

      sabes que a cloudflare tem servidores em portugal?
      Mas depois voces são os mesmos que não dão dados ao INE.

  4. Grande xuxxa says:

    Mais tachos em nome da desculpa de sempre, a soberania

  5. CarlosF. says:

    Espero bem que esta “nuvem soberana” não esteja a ser coordenada por alguém da Microsoft e seja assente em tecnologia open source. Mas se calhar estou a sonhar alto….

    • Zé Fonseca A. says:

      Alto não, estás sonhar num universo paralelo, deixa de sonhar e acorda para o mundo, quem além de um hyperscaler tem dimensão e capacidade de investimento para desenvolver o seu próprio stack em cima de opensource?
      Não é com algumas dezenas de milhões que vai ser disponibilizado para isto que vão conseguir ir além de um setup de algo comercial, provavelmente vmware por ser o único com maturidade suficiente para o pretendido.
      Wake up and smell the flowers

      • CarlosF. says:

        Sabes que literalmente a maior parte dos servidores no mundo corre em Linux que é OpenSource? Docker, Kubernets, LXD, etc…conheces? Acorda tu para a vida:)

        • Zé Fonseca A. says:

          lol.. não sabes do que falas, azure tem OS proprio para os seus hosts e é um windows + linux based, e não tem nada de opensource, AWS corre em cima de xen + kvm e embora tenham ido buscar codigo opensource é tudo menos open, GCP é debian + kvm, igual a AWS em termos de opensource.
          Docker é coisa de SMB ou brincadeiras de crianças, é o que tenho em casa para não ter pods k8s, a maioria corre AKS, EKS, GKE, OpenShift, RKE, Tanzu, é tudo kubernetes based mas é tudo fechado.
          a ideia do opensource é uma miragem em ambientes corporativos regulados, se não tens suporte de fabricante tens um problema em mãos e até os seguros de cibersegurança podem saltar fora, por isso a maioria vai para os flavors com suporte de fabricante.
          o mundo que tu conheces que corre linux são web servers medíocres, não são enterprise level, muito menos para o nível de regulação de empresas publicas.
          seriam precisas centenas de milhões de investimento só para desenvolver um stack proprio, já para não falar de o manter

          • CarlosF. says:

            nem vou discutir mais, LOL. Azure é literalmente uma distribuição Linux, até vão mudar para base Fedora em breve. Quero também um bocadinho daquilo que tu fumas:D

          • To Canelas says:

            “azure tem OS proprio para os seus hosts e é um windows + linux based, e não tem nada de opensource,” Começou logo com asneira, parei logo de ler aqui.

          • Zé Fonseca A. says:

            Além de não saberem nada nem sequer gostam de aprender.
            https://techcommunity.microsoft.com/blog/windowsosplatform/azure-host-os-%E2%80%93-cloud-host/3709528

            Fica aí provado, enjoy

          • To Canelas says:

            Vê bem o que escreveste e que está no link que postaste.
            Azure: Os hosts da Microsoft correm uma versão altamente modificada do Windows Server + Hyper-V, onde depois correm as VMs, etc. Dizer que é “Windows + Linux based” na infraestrutura base não faz sentido. No entanto, a Azure desenvolveu o CBL-Mariner (agora Azure Linux), que é uma distribuição Linux própria deles… e é completamente Open Source (disponível no GitHub).
            AWS: Começou com Xen, mas hoje a esmagadora maioria corre em Nitro, um hipervisor próprio baseado em KVM (que é parte do kernel Linux, logo, Open Source). Além disso, o sistema operativo dos hosts e de muitos serviços é o Amazon Linux, baseado no Fedora/CentOS, com algumas modificações.
            GCP (Google): O Google não usa Debian nos hosts, usam uma versão custom e extremamente minimalista do kernel Linux (Open Source) com segurança reforçada.

  6. a loira programadora says:

    Gastar mais dinheiro dos contribuintes, pagar a privados para tomar conta da coisa, e depois no final de contas, nem o sistema é do estado, nem a segurança da informação está garantida nas mãos de privados, e sabe-se lá quem lhes acede.

    • Marmeleiro, a arvore viçosa. says:

      A Nuvem terá que ser administrada por pessoas, assignadas ao sector publico.
      Será feito o mesmo que com os bancos.

      Não poderá haver conflitos de interesse, e se uma pessoa está assignada, ao estado não pode depois ter conflitos de interesse, no privado, muito menos com empresas externas.

      Quando uma pessoa vai para trabalhar nestes locais, não pode ter registo criminal, nem afiliação politica, etc.
      As pessoas teem que ser validadas, mas isso não garante, de facto, a 100% que são pessoas Idóneas.

      Poderia haver uma clausula, de inabilidade, de trabalhar para uma empresa externa ao País, durante 5 anos, apartir do momento que saiu da gestão do parque informático do estado.
      Uma coisa parecida ao que existe na EU, devido aos salta pocinhas(Durão Barroso).

      Até podia muito bem ser pessoas formadas, sem pagar propinas.
      Ou seja haver 2 critérios.
      1) Pagar Propinas, e dar 5 anos á casa(ao País).
      2) Não pagar propinas, e dar 10 anos á casa.

      Poderia também existir nas nossas universidades, mais projectos com concursos lançados pelo estado, onde os alunos podem participar.
      Outra coisa, como projecto final da cadeira, cada grupo pode desenvolver pequenas partes do projecto.
      E depois quando se junta tudo, tens uma coisa necessária..

      Tanta, mas tanta coisa, pode ser feita, para exponenciar, as capacidades do País.

      Agora, os miudos, quando começam a trabalhar, demora pelo menos uns 10 anos, a se tornarem homens e mulheres.
      O conceito de responsabilidade, terá que ser contruido, e uma grande parte nunca o adquire.
      Mas isto é transversal, ao privado e ao publico.

      • Zé Fonseca A. says:

        Que rir, qual o banco que não tem mais de 50% do seu IT externo?
        Qual a entidade pública que não tem mais que 80% do seu IT externo?
        Vives num mundo que não é o real.

        • Nuno F says:

          Eu vivo num mundo onde ha regras, altamente estructurado.

          Quando entrei para este mundo, fui escrutinado, e a confiança controi-se com o tempo.
          Mas o meu contrato diz explicitamente, que não posso trabalhar para outras empresas, ou desenvolver soluções, com base no conhecimento que tenho da infraestructura onde trabalho.
          Não, não posso levar nenhum tipo de dados dos PC para fora, óbviamente!!

          Não posso usar VPNs do meu trabalho, e quando me ligo externamente, não posso estar ligado a net, todo o meu trafego sai pela VPN.

          O PC de onde resolvo problemas remotamente nunca pode ter estado ligado a net.
          Só tem um IP de destino, e é um PC aparte só para resolver problemas.
          Tudo encriptado e afins.
          Não, não tenho permissões para inserir pens, nele.
          E cada vez que me ligo remotamente, se as minhas chefias não estiverem presentes, porque é de noite, por exemplo.

          Logo de manhã, tenho a obrigação, de informar as minhas chefias, do que fiz, e porque acedi, de forma detalhada.

          Se me esquecer de reportar, tenho que ir ao “trono”, onde escrevo num documento do que fiz, e porquê, para ficar registrado.
          A empresa pode depois investigar, se as coisas batem certo.

          Claro, sabem se meto pens no pc, bluetooht(Não posso usar), e WIFI(Também não posso usar),etc, sou obrigado a ter uma UPS neste PC.
          Sou obrigado a ter 2 Operadores de rede diferentes.
          Recebo tráfego por um, e envio pelo outro.
          Tudo encriptado obviamente.

          Tirando a resolução de problemas, não tenho autorização para usar o PC, e ligar-me remotamente.
          E muitas outras coisas.

          Trabalho em uma empresa séria.

          Agora vem a parte do profissionalismo,
          Mesmo que o meu empregador não me tivesse obrigado, explicitamente no contrato, a estas e outras regras, eu próprio as ia implementar.

          Porque isso é o que destingue uma pessoa, no minimo, responsável e profissional, de uma outra que não é profissional, nem responsável.

          É me permitido no entanto fazer um trabalho, completamente diferente, desde que isso não afecte a minha performance na empresa, sem ponha em risco dados da empresa.
          Mas para o fazer, tenho que ter o OK das minhas chefias, que por norma são contra, por razões óbvias.

    • Zé Fonseca A. says:

      Está mais garantido do que na mão de funcionários públicos, por algum motivo quase todos os serviços públicos deste país fazem outsourcing dos seus sistemas de informação.

  7. Márcio Correia says:

    A minha questão é, vão dar ou priorizar as soluções Europeias ou vão alimentar os bufos do costume (Laranjinhas / uncle sam?)

    • Zé Fonseca A. says:

      Quais soluções europeias? Se as houver na próxima década ainda venho aqui apresentar um pedido de desculpas à Europa

      • Marcio Correia says:

        No que toca a infra-estrutura tens e não seria mau de todo, muito pelo contrário,e não dizer que não existem soluções europeias não é verdade, concordo contigo que há um lobby gigante para os Americanos do Bufo e para “politiquices” / esquemas…

        Exemplo, tens o nosso querido futuro Data Center em sines by Microsoft…

        Agora dizer que não há soluções não é verdade, OVH, Scaleway, Exoscale, são alguns dos exemplos existentes, dizer que não há não concordo em nada, agora dizer que o lobby não é tão forte e interessante, ai a conversa já é outra amigo!

        E tens aqui mais umas quantas: https ://european-alternatives.eu/category/cloud-computing-platforms

        • Zé Fonseca A. says:

          isso são soluções? mostra-me mostra-me como integro o meu orquestrador com isso, mostra-me o frontrunner de IaC, mostra-me os lambadas, mostra-me o flavor k8s com suporte, mostra-me a layer de integração com HSM ou HSMaaS, mostra-me region compliance com 99,99..
          vocês acham que isto do IT é meter umas VMs a rodar e está feito, isso serve para PMEs, não serve para enterprise muito menos para empresas altamente reguladas.

          • Mario says:

            Mas antes eras trolha agora és de IT e trabalhas há 50 anos em IT? Wow

          • Nuno F. says:

            Tu és um bom vendedor, de sonhos, á Americana.

            Mas tens muita solução, por ai para muita coisa.
            E é precisamente nessas que nos devemos focar, por questões de soberania, e segurança.

            As outras podem ser avaliadas com o tempo.
            Uma coisa é certa, 99.99% de Uptime, é o normal, e isso é possivel

            A nivel de compliance, tu tens que estar em compliance, com processos externos, no que toca a interações externas, com esses Países.
            Dentro de Portas, muitas das vezes é muito mais seguro e soberano, nós próprios ter Áreas, onde seguimos as melhores práticas, mas fazemo-lo á nossa maneira, para dificultar, o acesso ao inimigo.

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