Fortinet: 69% das empresas admitem falta de preparação contra ciberataques
A Fortinet revelou os resultados do Security Awareness and Training Global Research Survey 2025 e os dados mostram uma realidade preocupante: 69% das organizações admitem que os seus colaboradores continuam sem conhecimentos suficientes para lidar com ciberataques.
O estudo, que recolheu a opinião de 1.850 decisores de TI e Segurança em 29 mercados, evidencia que o fator humano continua a ser uma das maiores fragilidades das empresas. Num cenário onde os ataques estão cada vez mais sofisticados, muito por culpa da utilização de inteligência artificial, apenas 40% das organizações consideram que os colaboradores estão devidamente preparados para identificar, evitar e reportar ameaças potenciadas por IA.
IA está a mudar o jogo dos ciberataques… e a formação também
Com os cibercriminosos a recorrerem cada vez mais à inteligência artificial, as empresas começam a adaptar-se. Segundo o relatório:
- 88% dizem que o uso de IA em ataques aumentou a consciência dos colaboradores para a importância da cibersegurança
- 96% já têm ou estão a implementar políticas para o uso de IA generativa
- 53% já formam colaboradores para utilizar estas ferramentas de forma segura
Ainda assim, há um longo caminho a percorrer. A perceção geral das lideranças considera que ontinua a existir um défice significativo na preparação interna, o que aumenta o risco de incidentes.
Ameaças externas continuam a ser o principal motor
A adoção de programas de formação em cibersegurança continua a ser impulsionada sobretudo por fatores externos:
- 41% apontam as ameaças externas como principal motivo
- 51% destacam a segurança de dados como tema prioritário
- 43% referem a privacidade
- 41% sublinham as ameaças e ferramentas baseadas em IA
Apesar das lacunas, há sinais positivos. Cerca de 67% das organizações registaram uma redução moderada ou significativa em incidentes de segurança após implementarem programas de sensibilização.
Os principais indicadores de eficácia incluem:
- Redução de incidentes (53%)
- Feedback dos colaboradores (52%)
- Auditorias de segurança (50%)
No entanto, persiste um desalinhamento: embora 95% dos decisores acreditem que mais formação pode reduzir ciberataques, muitos admitem que os resultados ainda ficam aquém do esperado. Apenas uma minoria garante taxas de conclusão total das formações e 26% reconhecem que, mesmo conscientes, muitos colaboradores não cumprem as boas práticas.
Num contexto em constante evolução, e cada vez mais influenciado pela inteligência artificial,a Fortinet deixa um alerta claro: a formação em cibersegurança tem de deixar de ser pontual.
O futuro passa por programas contínuos, relevantes e focados na mudança de comportamento. Só assim será possível reforçar, de forma consistente, a resiliência digital das organizações.





















