Amazon quer fornecer Internet global: acordo multimilionário vai desafiar a Starlink de Musk
Esta semana, a Amazon anunciou a aquisição da Globalstar num acordo multimilionário, reforçando o seu ainda embrionário negócio de satélites, à medida que tenta recuperar o atraso face à Starlink, assinada pela SpaceX de Elon Musk.
Segundo avançado pela Reuters, a Amazon anunciou, ontem, a aquisição da Globalstar num acordo de 11,57 mil milhões de dólares.
Com este acordo, a Amazon acrescenta os cerca de duas dúzias de satélites da Globalstar à sua rede já existente de mais de 200.
Prevê-se que a aquisição seja concluída no próximo ano, estando sujeita a aprovações regulatórias e ao cumprimento de normas específicas de implementação por parte da Globalstar.
Além disso, o acordo precisará de aprovação da Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos, segundo confirmado pelo presidente do organismo, Brendan Carr, numa entrevista dada à CNBC.
Empresas querem fornecer Internet global
A Amazon tem trabalhado para expandir a sua rede de satélites, com o objetivo de lançar cerca de 3200 dispositivos em órbita terrestre baixa até 2029, sendo que aproximadamente metade deverá estar operacional até um prazo regulatório fixado para julho.
A empresa prepara-se, também, para lançar os seus serviços de Internet por satélite ainda este ano.
A rede de satélites da Globalstar foi concebida para ligações fiáveis de baixo consumo de dados diretamente para dispositivos móveis, ou seja, tecnologia Direct-to-Device (D2D).
Esta abordagem elimina a necessidade de os dispositivos se ligarem a torres de rede móvel terrestres, tornando-se essencial para suportar serviços de emergência e garantir conectividade em zonas com cobertura móvel limitada.

Segundo as duas empresas, este acordo permitirá à Amazon disponibilizar o serviço D2D a partir de 2028.
A Amazon tem ficado para trás da Starlink no setor da banda larga por satélite. A aquisição da Globalstar permite-lhe recuperar o atraso no espetro D2D e avançar significativamente na sua implementação.
Disse Armand Musey, presidente e fundador do Summit Ridge Group, conforme citado pela Reuters.
Starlink lidera com uma larga constelação de satélites
As empresas tecnológicas estão a investir milhares de milhões de dólares para conquistar o lucrativo mercado de conectividade por satélite, havendo vários projetos em curso.
Contudo, será difícil igualar a rede de 10.000 unidades da Starlink, que reconheceu nesta área potencial antes da grande maioria das empresas.

A Starlink já serve mais de nove milhões de utilizadores em todo o mundo, fornecendo banda larga de alta velocidade através de terminais de utilizador. Além disso, está, também, a desenvolver serviços D2D em parceria com operadoras de telecomunicações como a T-Mobile.
A iniciativa da Amazon surge na sequência do avanço da SpaceX com os seus planos de entrada na bolsa.
A Starlink, que contribui com cerca de 50% a 80% das receitas geradas pela SpaceX, segundo a Reuters, tem lançado satélites a um ritmo acelerado, colocando dezenas de cada vez em órbita e construindo a maior constelação de satélites do mundo.
Tem havido uma consolidação contínua no setor para competir com a SpaceX no mercado de comunicações por satélite, dada a sua dimensão... e a sua capacidade de lançamento praticamente ilimitada.
Disse Austin Moeller, diretor de análise de ações na Canaccord Genuity, admitindo que "espera que esta tendência continue".
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Como é que duas dúzias de satélites da Globalstar valeram 11,57 mil milhões de dólares?
É certo que havia um plano, financiado sobretudo pela Apple (investiu 1,5 mil milhões e detinha 20% e 85% da capacidade de transmissão) de atingir 54, em parte ainda este ano.
Mas estava longe dos 200 que já tem a Amazon (que quer expandir para 3.200) e muito longe dos 10.000 da Starlink.
O valor está na rede já existente, em ter já um cliente como a Apple (que há de agora ter um papel de parceria) – e sobretudo nas licenças, de transmissão na órbita baixa da terra e à superfície (5G). Obter novas licenças podia demorar anos à Amazon.
E quem vai ganhar a corrida – a Amazon ou a Starlink (integrada na Space X)? È difícil de dizer, apesar de, na situação atual, a Starlinl ter muito mais satélites e clientes.
A importância das licenças da Globalstar nas bandas de 1.6/2.4 GHz:
– Em fevereiro de 2023, a SpaceX solicitou à FCC (Federal Communications Commission) dos EUA autorização para utilizar frequências nas bandas de 1.6 GHz e 2.4 GHz, que são atualmente licenciadas e utilizadas pela Globalstar para os seus serviços de satélite (incluindo o serviço de emergência da Apple).
– Em março de 2024, a FCC rejeitou o pedido da SpaceX. A agência afirmou que a solicitação não cumpria as regras atuais, pois as bandas de 1.6/2.4 GHz já tinham uso exclusivo definido para operadoras como a Globalstar e Iridium, e não estavam abertas para novos participantes daquele tipo.
É óbvio que se a Amazon pedisse as licenças, como novo operador, nunca mais as obtinha.
Consegues me dar a fonte dessa noticia da rejeição da spacex no acesso a bandas 1.6/2.4 GHz? sff
Basta ir agora ao Google e pesquisar por “FCC rejeitou o pedido da Space X de utilização das bandas da Globalstar?”.
Por exemplo https://www.satellitetoday.com/government-military/2024/03/27/fcc-dismisses-spacexs-request-to-use-globalstar-and-dish-spectrum-in-starlink-gen-2/
Mas há notícias mais recentes que mostram o interesse da SpaceX nas frequências licenciadas à Globalstar e, por isso, por que é que são tão valiosas.
Coitado do culto musk. Amazon a fazer o mesmo que starlink faz por uma fração do custo é morte anunciada da starlink. A ideia de ter mais de 10 mil satélites para dar Internet parece ter sido uma decisão técnica improdente quando o único benefício de ter em LEO é exclusivamente uns 50ms de latência.
Fração do preço ahahah Eles já estão a rasca com os lançamentos ahah os accionista já vieram refilar com o jeff por não considerar a spacex para lançar ossatelites da amazon sendo a spacex a mais barata ahah a amazon ainda vai pagar a spacex para meter os satelites em orbita isto se a spacex quiser ahah. tens de me dizer qual é essa fração do preço
Isso foi há uns tempos atrás. As coisas mudam rapidamente quando o dinheiro abunda. A Amazon está a depender da SpaceX para lançar os seus satélites … mas a empresa de Bezos (Blue Origin) já compete com a SpaceX quanto à nave (e ao foguetão que a lança) que levará os astronautas da Orion, na órbita lunar, para a superfície lunar (nas missões Artemis IV e V).
Uma coisa nada tem a ver com a outra, ainda não está decidido qual será usado mas sim será um ou outro.
A amazon em termos de internet por atelite entregou 0 e enquanto depender da concorrente para meter os satelites em orbita será dificil
KEKW