Professor apanhou quase toda a turma a usar ChatGPT nos exames, e este gráfico mostra-o!
Um economista da Universidade de Brown decidiu comparar as notas de um exame feito em casa com as de um exame presencial. O resultado foi uma queda tão brutal que se tornou um dos exemplos mais claros, até hoje, do impacto da Inteligência Artificial (IA) generativa nas salas de aula universitárias.
Roberto Serrano, professor de economia em Brown, leciona a disciplina de Welfare Economics and Social Choice Theory há quase duas décadas. Este semestre, decidiu, pela primeira vez em quase 20 anos, permitir que os alunos fizessem o exame de meio de semestre em casa.
Depois de um tiroteio no campus, em dezembro passado, que matou dois estudantes e feriu outros nove, vários alunos mostraram-se pouco à vontade para regressar às provas presenciais.
O que Serrano não esperava foi ver a turma crescer de cerca de 30 para 86 inscritos. Rapidamente associou o aumento à possibilidade de fazer o exame em casa e à tentação de recorrer a ferramentas como o ChatGPT.

Roberto Serrano durante a cerimónia de entrega do "Prémio Rei da Economia da Espanha" no Banco de España, em 17 de março de 2025, em Madrid. Crédito: Aldara Zarraoa/Getty Images, via Fortune
O teste que não enganou ninguém
As suspeitas confirmaram-se quando as notas do exame em casa saíram com uma média de 96%, muito acima do intervalo habitual da disciplina, situado entre os 65% e os 80%.
Esses resultados, apesar de Serrano ter tornado o exame mais difícil, por forma a compensar o facto de os alunos terem tempo ilimitado para o resolver.
Em vez de recorrer a detetores de IA, ferramentas que o próprio professor considera pouco fiáveis, com histórico de falsos positivos e negativos que já levaram outras universidades a serem processadas por alunos injustamente acusados, Serrano optou por um método mais direto, submetendo o seu próprio exame ao ChatGPT.
As respostas do chatbot seguiam a mesma linguagem, o mesmo raciocínio e, em alguns casos, o mesmo tipo de erro estranho que apareceu nas respostas dos alunos.

Conforme contado, um exemplo ficou particularmente marcado: uma questão que pedia uma demonstração matemática, mais plausível de resolver através de um argumento direto, foi respondida por muitos alunos, e pelo próprio ChatGPT, por via de um argumento por contradição, uma abordagem forçada que chegava ao resultado certo por um caminho pouco humano.
Exame presencial mudou tudo
Sendo transparente com a turma, Serrano avisou que não iria anular as notas do exame em casa de imediato, mas que o exame final, obrigatoriamente presencial, serviria de prova.
Se a distribuição de notas fosse semelhante à do primeiro teste, mantinha os resultados; se fosse muito diferente, anulava-os.
Quando anunciou que o exame final seria presencial, 18 alunos abandonaram a disciplina e outros nove nem sequer compareceram no dia da prova.
Dos 59 que restaram, a média caiu para 48,6%, um valor que nunca tinha sido registado nesta disciplina, cuja média mais baixa até então rondava os 65%.
Três alunos tiraram 0%, e a maioria da turma ficou a mais de 30 pontos percentuais abaixo da nota obtida no exame em casa.
Ao cruzar os dois conjuntos de resultados num gráfico, Serrano identificou apenas dois alunos cujo desempenho parecia genuíno:
- Um deles manteve-se consistentemente no topo, com 95,5% no exame em casa e 95% no final;
- O outro tinha tido a nota mais baixa da turma no primeiro teste (55%) e foi o único aluno cuja nota subiu no exame final, para 59%.
Face aos resultados, Serrano decidiu anular a componente do exame em casa e fazer o exame final valer 80% da nota final da disciplina. Para compensar o impacto nos alunos, baixou também o limiar mínimo de aprovação, normalmente fixado nos 50%, para 40%.
Situação apanhou a universidade desprevenida
Depois de reunir os dados, Serrano submeteu o caso ao Standing Committee on the Academic Code de Brown, o órgão responsável por questões de integridade académica na universidade. Segundo o professor, a resposta inicial foi o silêncio.
Só depois de tornar o caso público é que o comité pediu queixas individuais contra cada aluno, além de cópias dos exames, um processo que Serrano suspeita que resultará, mais uma vez, na passagem dos trabalhos por detetores de IA, os mesmos que ele já considera pouco fiáveis.
Entretanto, um porta-voz de Brown garantiu que vários responsáveis académicos contactaram Serrano para explicar como as alegações poderiam ser formalmente avaliadas, mas que o professor ainda não forneceu os detalhes necessários para que o comité possa avançar segundo o processo instituído, o mesmo processo usado para casos individuais, e não pensado para lidar com uma turma inteira de uma só vez.





















um inácio que passou de 98% para 16.5% 😀
Que história mais parva …
1) Houve um tiroteio na universidade em dezembro, no período de realização de exames finais. Um ex-aluno, Cláudio M. N. Valente, de 40 anos, de nacionalidade portuguesa, matou dois alunos e suicidou-se.
2) Vários alunos ficaram traumatizados e receosos de fazer exames na universidade. O professor Roberto Serrano anunciou que permitia que os alunos fizessem o exame de meio de semestre em casa. Com isso passou de 30 para 86 alunos inscritos.
3) “Rapidamente associou o aumento à possibilidade de fazer o exame em casa e à tentação de recorrer a ferramentas como o ChatGPT. As suspeitas confirmaram-se quando as notas do exame em casa saíram com uma média de 96%, muito acima do intervalo habitual da disciplina, situado entre os 65% e os 80%. (…) apesar de Serrano ter tornado o exame mais difícil, por forma a compensar o facto de os alunos terem tempo ilimitado para o resolver.”
Mas era de esperar o quê? Que os alunos não usassem IA ou falassem uns com os outros, dado que o tempo para resolver o exame era ilimitado – e não havia oral para confirmar se sabia ou não sabia o que tinha escrito?
a historia não e’ parva, a realidade e’ que o e’, mas fica a nota que o que les nao e’ 100% equivalente ao que se passou. a realidade provavalmente e’ “ligeiramente” diferente do que circula por aí. ha quem queira ganhar visualizacoes, ha quem queira procurar a verdade, que raramente o segundo caso acontece. nao estou a desvalorizar o trabalho do pplware mas sim estou a falar na imprensa no seu geral. e’ feito por pessoas e pessoas erram todos os dias, algumas nem querem saber se estao certos ou nao.
Nada de novo então.
Já está mais que provado que desde que a IA está disponível para usar, trabalhos e testes é tudo feito com base nisso.
Tirem fora todos os telemoveis nas escolas ou usem “bons” bloqueadores de sinal que não dê para usar IA e vão ver os resultados dos exames.
qual foi a parte que nao percebeste que os testes foram feitos em casa? e’s mais um daqueles que espera que o outro se cale para poder falar…nao quer saber o que o outro esta a dizer….
Só acho estranho os alunos nem saberem usar a IA , porque se soubessem , as respostas eram diversificadas e impossível detetar quem tinha respondido ..devem ser alunos muito burros ….eu tive um professor terrível a calculo ….deu-me 5 numa prova , a melhor nota foi 10 , e so porque errei copiar um sinal quando mudei de pagina ….haviam de levar com ele ….ou 8 ou 80 , detesto avaliações , a melhor avaliação é feita na pratica no emprego
Sim, são alunos extremamente burros, basta ver que uns foram de um “100” para ZERO! Nem o próprio nome devem saber escrever.
Temos que olhar para a IA como uma ferramenta, ser boa ou má depende de como é utilizada.
Ninguém vai parabenizar um agricultor por cavar um terreno à mão em vez de usar um trator.
Um aluno não deve ser prejudicado se usou a IA para melhorar e extender as suas capacidades e manteve um olhar atento sobre a execução e validou o trabalho.
Lol.. vejo que muita gente não sabe como funciona o sistema de ensino americano..
Então, nos exames que não são cruzinhas os profs dao as perguntas do exame previamente para os alunos estudarem 😀 😀 😀
Enjoy
Isso que dizes parece-me um completo disparate e não pode ser. O Gemini concorda:
P: “Nos EUA os professores dão previamente as perguntas dos exames para os alunos as estudarem?”
R:”Não, isso não é a regra geral nos EUA e, na grande maioria dos casos, seria considerado uma quebra de integridade académica ou facilitismo pedagógico. O objetivo dos exames americanos (sejam no ensino secundário ou universitário) continua a ser avaliar o conhecimento real do aluno e não a sua capacidade de memorizar respostas previamente fornecidas.
No entanto, o mito de que os professores americanos “dão as perguntas” costuma surgir devido a uma confusão com algumas práticas pedagógicas muito comuns no sistema de ensino dos EUA. São elas:
1. O Study Guide (Guia de Estudo)
É muito comum os professores fornecerem um study guide antes de um teste.
• O que é: Um documento que resume os tópicos principais, conceitos-chave, termos e capítulos do livro que serão examinados.
• O que NÃO é: O teste em si. Às vezes, os guias incluem perguntas de revisão que servem para o aluno treinar, mas as perguntas exatas da prova serão formuladas de maneira diferente.
2. Practice Exams (Exames de Anos Anos Anteriores)
Especialmente nas universidades, muitos professores disponibilizam exames aplicados em semestres ou anos passados (past exams).
• Isso serve para que os alunos se familiarizem com o formato do exame (se é de escolha múltipla, desenvolvimento, verdadeiro ou falso) e com o nível de dificuldade. As perguntas do teste atual serão inéditas ou modificadas.
3. O Banco de Questões em “Ensaios” (Essay Prompts)
Em disciplinas de Humanidades (como História, Filosofia ou Literatura), onde a avaliação é feita através de redações/ensaios (essays), o professor pode adotar uma estratégia diferente:
• Ele fornece uma lista com, por exemplo, 5 ou 6 temas/perguntas complexas com antecedência.
• No dia do exame, o professor escolhe (ou sorteia) apenas 2 dessas perguntas para os alunos responderem na hora.
• Embora os alunos conheçam as potenciais perguntas, eles não sabem quais vão sair, o que os obriga a estudar e a estruturar argumentos para todas elas de qualquer forma.
4. Testes com Consulta (Open-Book Exams)
Em algumas disciplinas (particularmente em ciências exatas, engenharia ou direito), os exames podem ser feitos com consulta ao livro ou a uma folha de rascunho com fórmulas (chamada de cheat sheet). No entanto, o nível de complexidade destas provas é desenhado para testar a aplicação prática e o raciocínio lógico, e não a mera consulta direta de factos.
Em resumo: Os alunos nos EUA sabem o que vai sair no exame (os temas e o formato) e têm muito apoio para se prepararem, mas não têm acesso direto às perguntas exatas da prova.”