Investigadores militares da China usam modelos de IA dos EUA para treinar sistemas de defesa
Institutos ligados às forças armadas da China têm recorrido a modelos de Inteligência Artificial (IA) norte-americanos, como o GPT da OpenAI e o Claude da Anthropic, para desenvolver tecnologia militar própria, driblando as restrições.
De acordo com uma análise da Reuters a mais de 80 artigos académicos e patentes chinesas, feita em colaboração com a Jamestown Foundation, vários institutos ligados ao Exército de Libertação Popular e a outras entidades de segurança chinesas têm usado outputs de modelos de IA ocidentais para treinar sistemas próprios, mais pequenos e totalmente controlados a nível interno.
A técnica em causa chama-se "destilação" e consiste em usar as respostas de um modelo de IA avançado para treinar um modelo mais pequeno e especializado, que pode depois correr localmente sem necessitar da enorme capacidade computacional exigida pelos sistemas mais avançados.

Um modelo grande e complexo (o professor) transfere o seu conhecimento para um modelo mais pequeno e mais eficiente (o aluno).
Segundo Sunny Cheung, investigador da Jamestown Foundation que analisou mais de 60 dos artigos em causa, replicar apenas a resposta certa de um modelo é relativamente simples, mas captar o raciocínio por detrás dessa resposta é uma tarefa bem mais complexa.
Conforme revelado pelo investigador, é esse tipo de raciocínio, caro e proprietário, que os investigadores ligados às forças armadas da China têm tentado transferir dos modelos ocidentais para sistemas mais pequenos, que conseguem controlar e implementar localmente.
Da vigilância ao campo de batalha
Os casos documentados abrangem áreas muito distintas:
- Uma unidade de guerra cibernética do Exército de Libertação Popular, a Unidade 96941, terá usado o GPT-3.5 da OpenAI para processar e resumir código-fonte militar sensível, treinando depois um modelo doméstico com esses resumos, por forma a evitar expor dados confidenciais a sistemas de terceiros.
- Já investigadores de uma universidade chinesa com ligações à indústria de armamento terão recorrido ao Claude 3 Haiku, da Anthropic, para gerar dados sintéticos destinados a treinar um sistema de classificação de conteúdos usado em monitorização de redes sociais.
Noutros casos, a aplicação é claramente militar:
- A Universidade Nacional de Tecnologia de Defesa terá usado destilação para reduzir um modelo de processamento de imagem, permitindo que drones analisem vídeo em tempo real para navegação e definição de alvos, mesmo sem comunicações ativas.
- Já a Academia de Ciências Militares chinesa aplicou uma abordagem semelhante a um modelo de reconhecimento de alvos testado em operações marítimas simuladas, envolvendo drones, navios e submarinos não tripulados.
Um ponto de fricção nas relações EUA-China
Este tema surge numa altura sensível, mesmo antes de conversações entre os Estados Unidos da América (EUA) e a China sobre governação e segurança em IA.
Enquanto Washington acusa entidades chinesas de usarem a destilação para extrair capacidades de modelos norte-americanos, contornando controlos de exportação e violando direitos de propriedade intelectual, Pequim rejeita as acusações, classificando-as como uma forma de "hegemonia" tecnológica por parte dos EUA.
Além disso, argumenta que empresas norte-americanas recorrem a práticas semelhantes.
Do lado da Anthropic, a empresa esclareceu que não disponibiliza acesso comercial ao Claude na China nem a empresas controladas por Pequim, e que mantém sistemas de deteção de violações das suas políticas de uso.
A empresa alertou ainda que modelos destilados podem perder as salvaguardas de segurança do sistema original, permitindo que capacidades sensíveis acabem em modelos fora do seu controlo.
De facto, a mesma investigação da Reuters encontrou artigos em que cientistas militares chineses estudam a destilação como uma potencial vulnerabilidade dos seus próprios sistemas.
Neste artigo: Anthropic, China, EUA, inteligência artificial, OpenAI, tecnologia militar























Os chineses já tem o Kimi 3 que já bate os modelos americanos em algumas tarefas.
E deve sair ainda esta semana o GLM-5.3 também chinês.
Têm, mas não usam. Vai lá ver os smartphones que os chineses das lojas e restaurantes usam, nem um Xioami. Carros? Tudo Mercedes, BMW, Tesla, nem um Xpeng ou BYD.
Os chineses estão completamente obcecados com os EUA! Roça a paranóia tal é o transtorno compulsivo. Usaram o Ocidente para enriquecer e poder obter tecnologia quase gratuitamente ou mesmo gratuita via espionageme roubo, mentem que se fartam, promovendo propaganda paga em vários meio de comunicação social. mas completamente falsa, como se ali houvesse um país maravilhoso, apostado no gigantismo- vomo se os europeus e ocidentais rm geral não soubessem o que são sociedades desenvolvidas democráticas e LIVRES. Há algo de psicótico entre certas pessoas e o gigantesco,mesmo que ssja aoenas estúpido e anti-natura, o síndroma do burto a olhar para um palácio de papel-, que parece ter sido criado de um dia para o outro, mas mesmo tudo o que os orienta e motivs realnente, são os EUA, pois a Europa suborna-se facilmente – e tem consciência disso. Vive-se uma autêntica doença do século XXI, com o perigo de uma corrida às armas desencadeada por regimes destes, que não têm complexos nenhuns em nas usar e com isso afrontar todos vizinhos à sua volta.