Família acusa ChatGPT de incentivar mistura fatal de drogas
A OpenAI está novamente no centro da controvérsia depois de uma família norte-americana ter avançado com um processo judicial relacionado com a morte de um jovem de 19 anos. Os pais acusam o ChatGPT de ter fornecido recomendações perigosas sobre consumo de drogas que terão contribuído para uma overdose fatal.
GPT-4o terá alterado comportamento do chatbot
A OpenAI enfrenta mais uma ação judicial relacionada com alegada negligência do ChatGPT. Leila Turner-Scott e Angus Scott decidiram avançar para tribunal após a morte do filho, Sam Nelson, argumentando que o chatbot forneceu orientações perigosas que terão levado diretamente à overdose acidental do jovem.
Segundo a queixa apresentada, Sam Nelson era estudante da Universidade da Califórnia em Merced e começou a utilizar o ChatGPT em 2023, ainda durante o ensino secundário. Inicialmente, recorria à plataforma para apoio nos estudos e para resolver problemas informáticos. Contudo, mais tarde, começou também a utilizar o chatbot para obter informações relacionadas com consumo de substâncias ilícitas.
Os pais alegam que, numa fase inicial, o ChatGPT recusava responder a perguntas relacionadas com drogas, alertando para os riscos graves associados ao consumo destas substâncias. No entanto, a situação terá mudado após o lançamento do modelo GPT-4o em 2024.
De acordo com o processo, o chatbot começou a fornecer conselhos detalhados sobre consumo considerado "seguro" de drogas. Entre os exemplos incluídos na acusação encontram-se respostas sobre os efeitos da combinação de difenidramina, cocaína e álcool, bem como explicações sobre tolerância ao Kratom, uma substância herbal conhecida pelos seus efeitos estimulantes e sedativos.
Os documentos judiciais indicam ainda que o ChatGPT terá sugerido estratégias para reduzir a tolerância ao Kratom através de um processo gradual de diminuição de consumo.
ChatGPT acusado de sugerir mistura fatal
O momento central da acusação terá ocorrido a 31 de maio de 2025. Segundo os autores do processo, Sam informou o chatbot de que se sentia enjoado após consumir Kratom. Em resposta, o ChatGPT terá recomendado a toma de Xanax em doses entre 0,25 mg e 0,5 mg como uma das "melhores opções" para aliviar os sintomas.
A família afirma que a sugestão foi feita sem que Sam tivesse perguntado diretamente sobre Xanax. O processo sublinha ainda que o chatbot não alertou para os potenciais riscos fatais da combinação entre as substâncias, apesar de reconhecer que o jovem estava sob efeito de drogas naquele momento.
Os autores da ação judicial exigem uma compensação financeira e pretendem ainda que os tribunais suspendam temporariamente o funcionamento do ChatGPT Health. Esta funcionalidade, lançada recentemente pela OpenAI, permite aos utilizadores ligarem registos médicos e aplicações de saúde ao chatbot para obter respostas mais personalizadas sobre questões clínicas.
Meetali Jain, diretora executiva do Tech Justice Law Project, criticou fortemente a empresa. A responsável afirma que o ChatGPT foi desenvolvido para maximizar o envolvimento dos utilizadores, mesmo em situações potencialmente perigosas.
Segundo Jain, a OpenAI disponibilizou uma ferramenta utilizada por muitos como sistema informal de aconselhamento médico sem implementar mecanismos de segurança suficientemente robustos ou testes independentes adequados.
A empresa reforçou que o ChatGPT não substitui cuidados médicos ou acompanhamento de saúde mental. A OpenAI garante também que tem vindo a reforçar os sistemas de segurança da plataforma para identificar situações sensíveis, responder de forma mais adequada a pedidos perigosos e encaminhar utilizadores para apoio profissional sempre que necessário.
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mais uma prova de que a IA não tem capacidades de subistituir nenhum trabalho humano
Por momentos pensei que a família ia perguntar o motivo do filho se ter virados para as drogas, mas afinal é mais fácil enfiar a cabeça na areia.
Com todo o respeito pela dor desta família, mas não repararam nos sinais do filho?
Nem mais.
Pra começo de conversa, nem era pra usar drogas.
E se ele tivesse lido essa recomendação num forum random online? A família também ia processar esse user pelo post malicioso?
Acho que estamos a cair na estupidez de apontar o dedo quando o erro aqui é o consumo de drogas…
Daqui a nada estamos a processar as marcas de carros porque o carro não impediu o atropelamento de uma pessoa…
Aqui a culpa é sempre do utilizador, quer seja IA ou não!
Percebo que o comportamento do ChatGPT poderia ser outro, no entanto, não foi o chat a tomar a decisão de o colocar em drogas…
Isso é a mesma coisa que esfaquear alguém e dizer que a culpa é do fabricante da faca…
Mesmo :-D
A desculpa estúpida para atribuir a responsabilidade a outros! O que o filho deles andava a fazer nas drogas? Não seria para crescer, aprender e tornar-se num cidadão útil de certeza! Eles que se olhem primeiro ao espelho!
A IA alucina 30%.
Mais um processo ridiculo. Só mesmo nos EUA.
É melhor começarem a fazer a colocar todas as situações possiveis e imaginarias, nos termos de utilização.