EUA acusam a China de roubo industrial de tecnologia de IA
A administração de Donald Trump lançou acusações graves contra a China, afirmando que agentes ligados ao Governo de Pequim estão a extrair sistematicamente as capacidades dos modelos de Inteligência Artificial norte-americanos (IA).
A guerra tecnológica entre os Estados Unidos da América (EUA) e a China ganhou um novo capítulo esta semana. A Casa Branca divulgou um memorando onde acusa formalmente a China de realizar campanhas organizadas e em larga escala para roubar propriedade intelectual norte-americana.
O documento foi partilhado, na quinta-feira, através das redes sociais, e avançado pelo Financial Times.
Conforme avançado pela Reuters, a denúncia parte diretamente de Michael Kratsios, diretor do Gabinete de Política Científica e Tecnológica da Casa Branca.
Como funciona o método de roubo
Segundo o memorando, entidades estrangeiras, "principalmente baseadas na China", estarão a utilizar dezenas de milhares de contas proxy para contornar sistemas de deteção, combinando-as com técnicas de jailbreaking para expor informação proprietária dos modelos de IA norte-americanos.
O objetivo é a chamada destilação: treinar modelos de IA mais pequenos e baratos com base nos resultados produzidos por modelos maiores e mais poderosos, replicando assim capacidades avançadas sem o investimento de recursos que os laboratórios norte-americanos fizeram para as desenvolver.
Em fevereiro deste ano, a Anthropic acusou três empresas chinesas de extraírem informações do seu chatbot de IA, o Claude, desta forma.

Um modelo grande e complexo (o professor) transfere o seu conhecimento para um modelo mais pequeno e mais eficiente (o aluno).
China já respondeu à mais recente acusação americana
Num comunicado citado pela agência noticiosa, a Embaixada da China em Washington afirmou opor-se às "alegações infundadas" e sublinhou que Pequim "atribui grande importância à proteção dos direitos de propriedade intelectual".
O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês instou os EUA a "abandonar preconceitos" e a promover intercâmbios científicos e tecnológicos entre os dois países.
Este episódio é mais um capítulo de uma rivalidade cada vez mais complexa e ampla.
Se antes o foco estava nos semicondutores e no acesso a chips avançados, agora o campo de batalha alargou-se à própria propriedade intelectual dos modelos de linguagem.




















Temos pena! Não vi tanto drama quando as empresas americanas treinaram os seus modelos sem pedirem autorização para usar os dados privados da Internet.
O princípio é o mesmo: usam dados que são públicos e organizam-nos de outra forma específica.
Hehe o Trumpeta está com dores de barriga porque os chineses estão a lançar LLMs opensource, ainda foi lançado o DeepSeek V4 e deixa de estar dependente de NVIDIA pois usa chips Huawei!
+1
Os americanos preferiam deixar morrer à fome milhões de pessoas do que partilhar know how com a China.
Que filme é esse que passas na tua carola onde os americanos deixam milhões de pessoas morrer à fome? Que andas tu a fumar? Meu, tu estás todo queimadinho….
Que grande dose, meu!
Sim porque os Amuricanos têm muita autoridade moral para criticar, quando os próprios andaram a treinar modelos com livros pirateados.
Estes Amuricanos estão a tornar-se num dos países mais asquerosos.
os eua têm medo de ver a china aavançar nas LLM’s já que nos robôs estão há anos-luz a frente
Não tirem esse acéfalo do pedestal. Ele, a familia e os amigos, vão encher ainda mais a chouriça e deixar isto tudo, de pernas para o ar.
Há quem diga que o futuro do Mundo (a muito longo prazo) é tornar públicos e gratuitos todos os bens e serviços que são consumidos (em que não se paga nada).
É como o oxigénio que respiramos: não pagamos por ele porque a vegetação verde o produz e não cobra nada, e a energia que essa mesma vegetação “consome” para produzir oxigénio também lhe é fornecida gratuitamente pela estrela do nosso sistema solar – o Sol.
Se a energia se tornar um bem público e gratuito como já o é o oxigénio (sempre foi gratuito), se a robótica trabalhar em qualquer área e e própria robótica se auto-renovar do seu próprio desgaste… os seres humanos poderão teoricamente obter todos os bens e serviços sem precisar de os pagar…
Se tal cenário acontecer a próxima dúvida é: se os recursos para produzir os bens se renovam ou não (teoricamente são finitos) ou se são finitos e limitados. Isto do lado da oferta. Do lado do consumo teria de se controlar ou limitar, caso contrário o que impedia alguém de possuir 50 automóveis ou 20 moradias, 15 barcos a motor e 10 veleiros mais o armazém para guardar o que não pode ficar ao sol ?
Por enquanto não passa de uma utopia tais cenários onde tudo é acessível e gratuito…
Por isso compreende-se a indignação dos EUA:
Esforçam-se para depois a China se apropriar do trabalho e o tornar gratuito ?…
Ora porque não fazem os EUA o mesmo ?
Apropriem-se das investigações e trabalho da China e tornem-nos gratuitos e acessíveis a toda a gente…
Parece simples… mas deve ser mais complicado, devido a desmonetização do “produto”…
🙂
A “destilação” para treinar modelos de IA é usada por todos.
Onde os EUA levaram um choque foi com o DeepSeek – a que acusaram de ter precisado de muito menos recursos e custos porque “destilou” os modelos da OpenAI e da Anthropic.
Essas acusações têm-se repetido – e vão-se intensificar com o recente DepSeek V4.
São tão maus, e no entanto, continuam a fazer negócios com a China.
Isto vindo de um estado que espia tudo e todos, só pode ser para rir.
Faltou-lhe dizer, que também é espiado por tudo e por todos! São milhares de ataques que sofre por segundo! Pois é, já deve ter-se esquecido do ditado qye diz que: “ho.rm prevenido vale por dois”! Nem todos são molengas e laxistas como certos portugueses.