A IA já é uma arma: hackers usam Claude e ChatGPT para roubar dados governamentais
Um relatório recente revelou algo que não passou despercebido. Um único ataque conseguiu invadir nove agências governamentais no México, obtendo dados de milhões de cidadãos. O que torna este caso tão perturbador não é apenas a quantidade de dados roubados, mas também a forma como foi feito.
O atacante utilizou o Claude Code e o ChatGPT como as suas principais ferramentas, demonstrando que um grupo de hackers já não é necessário para realizar um ataque massivo. Hoje, a IA é suficiente para fazer o trabalho que antes exigia, em muitos casos, semanas de esforço humano coordenado.
Entre o final de 2025 e o início de 2026, 75% dos ataques foram executados diretamente com recurso a IA. O atacante programou uma ferramenta personalizada com mais de 17.000 linhas de código Python que ligava servidores comprometidos à API da OpenAI.
Isto permitiu-lhes processar em horas o que levaria meses para qualquer grupo de hackers. De acordo com o relatório, os tempos de ataque foram reduzidos a tal ponto que os sistemas de segurança nem sequer tiveram tempo para reagir. Sem dúvida, estamos a entrar numa nova era de ciberataques.
É importante referir que o atacante conseguiu criar mais de 400 scripts e 20 exploits personalizados para vulnerabilidades específicas.
Medidas básicas teriam impedido o ataque
Neste sentido, podemos dizer que os cibercriminosos estão em vantagem. Embora muitos já utilizem a IA há algum tempo, muitas empresas estão agora a considerar a incorporação de ferramentas como o Claude Mythos para proteção.
O aspeto mais frustrante de tudo isto é que, no final de contas, muito do que aconteceu poderia ter sido evitado. Os especialistas apontam que medidas básicas, como a atualização de sistemas, a segmentação de redes e a alteração regular de passwords, terão impedido o ataque.
Este incidente demonstra claramente que a utilização da IA pelos cibercriminosos está a mudar tudo e, para as empresas, a automatização na área da defesa é crucial. Se as empresas permanecerem estagnadas no uso da IA e ignorarem o facto de que tudo mudou, estarão apenas a facilitar o trabalho dos atacantes.




















Vibe hacking
Pois é… realmente! mas as ferramentas são assim mesmo. Boas para executar para a defesa como o ataque.
No outro dia comentava sobre uma ferramenta de ataque no curso, e por analogia, indiquei no fim ao formador que o que aprendi fez-me recordar quando nas forças armadas aprendi a usar e a utilizador armas letais. E… da mesma forma que matam, também servem para defender.
Parece que esta malta inventora das informáticas ainda não percebeu que qualquer sistema criado tem que ter outro por trás para o destruir quando utilizado fora dos objectivos da programação 🙂
Está a começar aos poucos…
Nós até somos uns priviligados que estamos a assistir ao início do fim do mundo sentadinhos e regalados a comer pipocas…