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Volta: já deu conta que o “período de transição inicial” acabou?

24 Comentários

Se tem reparado que algumas garrafas e latas já têm o símbolo Volta, mas outras continuam sem ele, saiba que essa realidade está a mudar. O chamado período de transição do Sistema Volta terminou a 9 de agosto, dando início a uma nova fase deste sistema de depósito e reembolso de embalagens. O que significa?

Volta: já deu conta que o "período de transição inicial" acabou?

O que é o Sistema Volta?

O Sistema Volta é o novo modelo de depósito e reembolso de embalagens de bebidas implementado em Portugal. Entrou em funcionamento a 10 de abril de 2026 e pretende aumentar a recolha e reciclagem de embalagens de bebidas de uso único.

O sistema abrange embalagens de bebidas de plástico, metal ou alumínio, com capacidade até três litros. Quando uma embalagem está integrada no sistema, o consumidor paga um depósito de 10 cêntimos, valor que pode recuperar quando devolver a embalagem num ponto de recolha Volta.

O que aconteceu durante o período de transição?

Nos primeiros meses, foi possível encontrar nos estabelecimentos comerciais dois tipos de embalagens: umas com o símbolo Volta e outras sem esse símbolo.

Esta situação aconteceu porque os supermercados, distribuidores e outros estabelecimentos ainda tinham em stock embalagens que tinham sido colocadas no mercado antes da entrada em funcionamento do novo sistema.

Durante esta fase, apenas as embalagens com o símbolo Volta estavam abrangidas pelo depósito e pelo reembolso. As restantes continuavam a ser encaminhadas para os ecopontos, como acontecia anteriormente.

Volta: já deu conta que o "período de transição inicial" acabou?

E o que muda agora?

Com o fim do período de transição, o sistema entra numa nova fase de funcionamento.

Uma das principais mudanças diz respeito aos produtores, embaladores e importadores: estes deixam de poder colocar no mercado novas embalagens abrangidas pelo sistema que não tenham a identificação Volta.

No entanto, existe uma nuance importante para os consumidores. As lojas podem continuar a vender embalagens sem o símbolo Volta que já tenham em stock, até que essas existências se esgotem. A Agência Portuguesa do Ambiente esclareceu esta questão no início de agosto.

Ou seja, não significa que, a partir de agora, todas as garrafas e latas sem o símbolo desapareçam imediatamente das prateleiras.

Como funciona o reembolso?

Quando compra uma bebida numa embalagem integrada no Sistema Volta, paga mais 10 cêntimos de depósito.

Depois de consumir a bebida, pode devolver a embalagem num dos pontos de recolha disponíveis. O valor do depósito é então recuperado.

Para ser aceite, a embalagem deve cumprir determinadas condições, nomeadamente:

  • Ter o símbolo Volta;
  • Ter o código de barras legível;
  • Estar vazia;
  • Não estar amolgada ou deformada;
  • No caso das garrafas, manter a tampa.

O sistema permite devolver as embalagens em diferentes pontos de recolha, independentemente do local onde foram compradas.

Volta: já deu conta que o "período de transição inicial" acabou?

Atenção às embalagens sem símbolo

Se encontrar uma garrafa ou lata sem o símbolo Volta, não significa necessariamente que esteja perante um produto irregular.

Pode tratar-se simplesmente de uma embalagem que já estava em circulação antes da implementação do sistema e que ainda faz parte do stock de um estabelecimento.

A grande mudança é que, daqui para a frente, a introdução de novas embalagens abrangidas pelo sistema deverá ser feita já de acordo com as regras do Volta.

O fim do período de transição marca uma nova etapa na implementação do Sistema Volta. O objetivo é tornar progressivamente mais comum o gesto de pagar o depósito, consumir a bebida e devolver a embalagem para recuperar os 10 cêntimos.

Portugal pretende, desta forma, aumentar significativamente a recolha seletiva de embalagens de bebidas e aproximar-se das metas europeias de reciclagem e economia circular.

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Comentários

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  1. Avatar de Max
    Max

    O que é o sistema Volta? É um sistema em que se vendem máquinas que custam entre 10.000 € e mais de 60.000 € (pode ser em leasing) a que se soma o contrato de assistência e manutenção, compradas quase exclusivamente pelos comerciantes e excecionalmente por câmaras e outras entidades públicas.
    Quem ganha? Inequivocamente, os fabricantes das máquinas.
    E o ambiente? Ainda não vi dados que mostrem que aumentou significativamente a recolha de garrafas e latas de bebidas comparativamente aos ecopontos.

    1. Avatar de P.P.
      P.P.

      A minha opinião:

      Ganha:
      1. A entidade “Sem fins lucrativos” Volta.
      2. Ganham os fabricantes dos equipamentos.
      3. Ganham as empresas que recolhem as latas e garrafas.
      4. Ganham os estabelecimentos por unidade recolhida pelas maquinas.
      5. Ganham as empresas de reciclagem deste material.
      6. (Não sei quem, mas alguem mais deve ganhar)
      Por fim, ganha o ambiente.

      Agora o importante é:
      Tudo isto apenas tem interesse porque a reciclagem deste tipo de artigos dá dinheiro.
      Por isso interessa que o material a ser reciclado esteja o minimo contaminado possível.

      É como os residuos domesticos, se estiverem contaminados já não servem para criar adubos e composto, e se assim for quem coloca residuos domesticos contaminados para recolha está sujeito a multa.

      Resumindo e concluindo:
      1. Existe porque dá €€.
      2. É bom para o ambiente, mas a meu ver é um factor colateral e não principal.
      3. Em vez do €€ ser distribuido por quem realmente separa o material para a reciclagem, está a ser encaminhado para a entidade “Sem fins lucrativos”.
      4. Ganha a economia criada à volta do sistema “Volta” (maquinaria, recolha, etc…”

      1. Avatar de Yamahia
        Yamahia

        “…Por fim, ganha o ambiente. …”
        Onde é q ganha o ambiente?
        https ://www.facebook.com/share/r/14of1rmiYUv/

      2. Avatar de Danny
        Danny

        Bom para o ambiente? Então porque não espalharam ecopontos? Se uma pessoa quiser um ecoponto na rua ou perto era preciso pedir à JF e ter sorte de lá por um. Custava muito à CM fazer um levantamento de pontos estratégicos para por ecopontos, coisa que não fazem. A CM de Guimarães está a espalhar ecopontos de forma doida só porque é capital verde, porque não o fez anos atrás, por preguiça ou agora é para inglês ver, aí somos verdinhos. Acabei de esmagar o bando de garrafões e vão para o lixo e não para o ecoponto. porquê? Porque mesmo assim não tenho ecoponto. Então que se lixe o ambiente.

  2. Avatar de PAULO PEDROSO
    PAULO PEDROSO

    Se o objetivo do volta é a preocupação ambiental, das garrfas de plastico e metal, coloquem em tudo.

    Champo, Gel de Banho, Deseodorizante, Azeite, Oleo, lubrificantes, detergente da louça, amaceadores da roupa e podia continuar com uma lista absurda.

    PS. Dá vontade de imprimir autocolantes com o logo da volta, e espetar nessas embalagens todas e ir recolher os 0,10€ por cada 1 delas.

    1. Avatar de Max
      Max

      Não dá. As máquinas mais modernas detetam a forma das embalagens, textura, transparência, rótulos colados, etc.

  3. Avatar de Joao Ptt
    Joao Ptt

    Agora antes de meter embalagens com o volta no contentor amarelo, tenho de as amassar e/ ou retirar o papel, para ninguém as tirar de lá.

    1. Avatar de jotabê
      jotabê

      todas as embalagens não devolvidas ajudam a financiar o projecto…

      1. Avatar de Max
        Max

        Ou seja :
        – o fornecedor fatura ao comerciante os 10 cêntimos por garrafa
        – se a garrafa não voltar ao sistema, o fornecedor não pode ficar com os 10 cêntimos e tem que os entregar à entidade que gere o sistema (para cobrir despesas com a recolha, etc).

  4. Avatar de zezinho
    zezinho

    isso ate irrita, quando calha me isso, latas são amassadas , rótulos destruídos, prefiro perder 10 cents que perder tempo com estes malabarismos, faço de tudo para ninguém aproveitar, e já não me dou ao trabalho de separar para o ecoponto, vai tudo para lixo comum, se quiserem que vão separar para os aterros sanitários

    1. Avatar de Max
      Max

      Torna-se bastante irritante, de facto.
      Cá por casa separava-se (e continua-se a separar) o lixo comum e os lixos para cada ecoponto. Quando o saco estava cheio despejava-se no respetivo ecoponto. O Volta não adianta nada, só me ia obrigar a separar as garrafas de plástico para as por na máquina Volta – o que não vou fazer, vou gastar mais 10 cêntimos em cada uma.
      Os que não punham as garrafas no ecoponto vão passar a pô-las nas máquinas Volta para receber o dinheiro?
      Quanto aos comerciantes e às garrafas de bebidas consumidas em cafés e restaurantes depende do que é que o comerciante fazia às garrafas e passa a fazer agora.
      Agora:
      – o fornecedor fatura ao comerciante 10 cêntimos por cada garrafa
      – o comerciante fatura os 10 cêntimos ao cliente
      – se o cliente levar a garrafa, o comerciante fica neutro (pagou e recebeu 10 cêntimos)
      – se o cliente deixar a garrafa, o comerciante recebe uma comissão de manuseamento – se as for colocar numa máquina Volta.
      Os comerciantes que não punham as garrafas de plásstico no ecoponto vão passar a pô-las nas máquinas para receber a comissão de manuseamento?

  5. Avatar de Carlos
    Carlos

    Rvolta uma redundância para beneficiar os grandes operadores de bebidas e nos torna empregados dos mesmos sem retribuição… A aposta nos esquecidos e nos revoltados vai-lhes gerar milhões de €!
    Um dia vão-nos pedir para reciclar o conteúdo ingerido…

  6. Avatar de Alberto Grijó
    Alberto Grijó

    Um dia destes, fui a um fornecedor buscar equipamentos informáticos para os nossos clientes e aproveitei quando saí de lá para lavar o jipe, pois já estava com sujidade encastrada…
    Enquanto estava ali a lavar reparei num sujeito que estava a tirar o lixo das zonas de aspiração e a recolher apenas as garrafas de plástico e a deixar tudo no chão. Chamaram a segurança, este sujeito brasileiro ameaçou bater no segurança, mas 3 condutores rapidamente cercaram-no e imobilizaram o tipo. Tinha cá fora uma carrinha de caixa aberta cheia de sacos com garrafas de plástico.

    Chamaram a polícia, e houve um sujeito, que aproveitou a confusão e furtou-lhe todos os sacos das garrafas da carrinha. Achei errado, mas ri-me pelo fenómeno cómico.

    Eu fiquei ali espantado a ver toda aquela cena a decorrer como se fosse um filme do Netflix 🙂
    Depois voltei á minha vida, claro, e contei a minha aventura aos meus colegas. Foi um dia diferente,sem dúvida.

    1. Avatar de Max
      Max

      O primeiro sujeito, se não deitasse lixo para o chão, não estava a fazer nada de errado. As garrafas, por certo não iam parar ao ecoponto e assim iam parar às máquinas Volta.
      Já deixar lixo no chão não (e roubar as garrafas dos ecopontos é que não mesmo).
      A guerra da garrafas … a aguardar as cenas dos próximos capítulos.

      1. Avatar de Rui
        Rui

        Isto só foi para dizer o seguinte: Tenho um jipe, compro e vendo equipamento informático e o gajo que até estava a fazer um favor à malta até foi roubado.

        1. Avatar de Alberto Grijó
          Alberto Grijó

          Tenho o melhor Land Rover Discovery que a marca lançou alguma vez, um audi para o meu dia-a-dia para ida aos clientes, há que mostrar imagem de grande estabilidade financeira, um nissan, uma empresa de informática á mais de 20 anos.

          Ganho muito bem e os meus empregados também.

          Estás a ver a tua frustração aqui? Vê bem a tua maldade para o teu comentário que é…. no mínimo triste!

          O que é pena, na verdade, haver pessoas assim com tu, que destilam ódio sobre mer…. sem qualquer importância.

          Mas olha, desejo tudo de bom para ti. Que consigas ultrapassar estes e outros problemas na tua vida, e quando a tua vida for serena e confortável como a minha, vais perceber que o teu comportamento do passado era no mínimo vergonhoso.

  7. Avatar de Alberto
    Alberto

    E para as garrafas sem o símbolo volta são cobrados ou não os 10 cêntimos de qualquer maneira?

    1. Avatar de Max
      Max

      Em princípio não cobram. O circuito começa no fornecedor, que fatura ao comerciante os 10 cêntimos por cada garrafa com o símbolo; o comerciante fatura ao cliente, e o circuito continua.
      Se não começou assim, o comerciante não deve cobrar os 10 cêntimos … o que não quer dizer que não possa baralhar as garrafas, umas Volta e outras anteriores e faturar os 10 cêntimos. Os 10 cêntimos devem estar discriminados na fatura.

    2. Avatar de P.P.
      P.P.

      Não pode ser cobrado.

      1. Avatar de jumbo
        jumbo

        Pode e está a ser porque o sistema de faturação está atualizado e não diferencia se tem símbolo ou não. Abram a pestana

        1. Avatar de Max
          Max

          Não, não pode nem deve ser.
          1) se a garrafa estiver registada como “embalagem com depósito” na venda para take-away são cobrados os 10 cêntimos (isentos de IVA)
          2) se a garrafa tiver um registo simples (não estiver registada como embalagem com depósito) não são cobrados os 10 cêntimos
          Se a garrafa não é Volta e for faturada como 1) paga-se os 10 cêntimos, mas não é por causa do “sistema de faturação atualizado”.

  8. Avatar de B@rão Vermelho
    B@rão Vermelho

    Eu à dias estava a ver o varredor que por normal limpa a minha zona a abrir todos os sacos do lixo dentro do contentor, e eu ao caminhar na mesmas rua achei 1.10€, fiquei a pensar, se ele estive-se a fazer o trabalho dele tinha ele achado os €€ e escusava de andar a mexer no lixo.

    1. Avatar de Rui
      Rui

      Porra…tanto erro ortográfico…

  9. Avatar de Rui
    Rui

    “há” dias….