Sistema Volta: APA recua e permite venda de garrafas sem símbolo
A poucos dias do fim do período de transição do Sistema de Depósito e Reembolso (SDR) de embalagens de bebidas, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) veio esclarecer uma questão que preocupava milhares de empresas do setor da restauração, hotelaria e comércio. Afinal a partir de 10 de agosto já não deixa de ser proibido vender bebidas em embalagens fora do Volta.
Sistema Volta: vai ser possível continuar a vender os stocks existentes ao consumidor final
Afinal, as embalagens sem a marca "Volta" poderão continuar a ser vendidas ao consumidor final, desde que cumpram determinados requisitos. De relembrar que o deadline estava definido para 10 de agosto.
A atualização da Circular n.º 01/2026/DFEMR altera a interpretação inicialmente divulgada relativamente às embalagens colocadas no mercado antes da entrada em funcionamento do Sistema de Depósito e Reembolso.
Até agora, o entendimento era que, terminado o período de transição, deixaria de ser possível comercializar embalagens sem a identificação "Volta". No entanto, a APA esclarece agora que distribuidores, grossistas, estabelecimentos de comércio e empresas do canal HORECA (hotelaria, restauração e cafetaria) poderão continuar a vender os stocks existentes ao consumidor final.
Esta possibilidade aplica-se apenas quando a responsabilidade pelas embalagens já tenha sido transferida para o sistema SIGRE.
Além disso, estas embalagens não fazem parte do sistema de depósito e reembolso, pelo que os consumidores devem descartá-las normalmente no ecoponto amarelo, sem direito ao reembolso do depósito.
O que continua proibido?
Apesar deste esclarecimento, as regras mantêm-se apertadas para produtores, embaladores e importadores.
Depois de terminado o período de transição, estas entidades deixam de poder colocar no mercado nacional embalagens de bebidas sem marcação SDR. Os stocks remanescentes apenas poderão ser:
- utilizados para consumo interno;
- exportados para outros países;
- nunca comercializados ou oferecidos no mercado português.























Foi das melhores coisas que poderiam ter inventado para mim, o sistema Volta.
Dantes reciclava e ajudava os mais necessitados nas nossas ruas com dinheiro. Agora mando as embalagens para o chão para os mendigos as apanharem.
Assim ajudo-os financeiramente com as garrafas volta, eles estão ocupados e distraidos a apanhar garrafas e eu não tenho trabalho a reciclar.
Isto… Faço o mesmo
De uma aparente solução surgiu uma nova profissão: Reciclador de Embalagens
Não é nova
Antes havia Portugueses de 1a e de 2a.
Agora temos também garrafas e latas de 1a e de 2a.
Portugal, sempre na vanguarda
Quer dizer, podem continuar a ser vendidas após o dia 10 de Agosto e até se esgotar o stock mesmo não tendo a identificação do VOLTA, mas é cobrada a taxa na mesma dos 10 cêntimos, contudo os consumidores não têm direito ao reembolso e devem descartá-las normalmente no ecoponto amarelo. Só mesmo neste país!
Não podem cobrar o depósito em embalagens não Volta. Os locais que possuem stock e vendem com o código de barras, é muito fácil de identificar o que é ou não Volta, pois os códigos das embalagens são outros.
Quando vamos a um café, ou a um restaurante e compramos uma garrafa de água, ou uma lata, temos de a trazer, porque os donos dos estabelecimentos, de certeza que cobram os 10 cêntimos. Conclusão, trabalhamos para eles.
Infelizmente, é o que se passa. O meu porta-bagagens está cheia de garrafas à espera de reciclagem… enfim.
Isso é só se você quiser. Se consumiu no restaurante e não danificou a embalagem, o restaurante não pode cobrar esse valor.
E como é que o pessoal do restaurante sabe se eu, levo, ou deixo a garrafa?
Vivo em Quarteira maior parte das máquinas estão fora de serviço. Assim não se atinge objetivos.
Não compreendo este sistema. Afinal o plástico que ia para o ecoponto amarelo não era reciclado? As empresas que vendem as embalagens volta têm contrato com a APA? Este sistema aumentou a reciclagem? As empresas lucram financeiramente com o sistema? Para mim parece-me desnecessário.
Ainda gostava de perceber quem foram os supremos lideres da inteligência que organizaram a implementação do sistema volta.
1 – Os cafes/Restaurantes/Mercearias foram deixados ao abandono. Ao contrario do Vasilhame, as empresas de distribuição de bebidas não recolhem as embalagens volta. Ou seja, a empresa de distribuição cobra ao cafe, o café cobra ao cliente, o cliente devolve ao cafe e o café fica com as garrafas/latas nas mãos. Não faz sentido!
2 – Localização dos pontos de recolha volta. Conheço localidades, principalmente no Alentejo em que é preciso fazer ~50km para cada lado, para ir reciclar as garrafas. Existem no entanto, uma possibilidade de pedir recolha, mas essa recolha pelos vistos ainda não está disponível em todo o lado.
As minhas continuarão a ir para o ecoponto amarelo, quer estejam ou não no sistema volta. Não tenho capacidade de armazenamento e/ou disponibilidade para estar constantemente a fazer o depósito das garrafas ou latas que utilizo. Assuma a perda dos 0,10€…
Por um lado não concordo com a medida, porque nada mais é que um imposto adicional. Por outro, conheço pessoas que passaram a fazer a reciclagem das garrafas e latas, quando não o faziam… Claro que se fizerem as contas, precisam de 100 itens para recuperar 10€, e a logística para tratar esses 100 itens pode não compensar, mas cada qual sabe de si.
@Pedro Pinto
No 2º parágrafo escrevem “deadline”. Não podiam ter escrito “prazo” ou “data limite”? No mínimo, ‘italizavam’ ou colocavam plicas.
Palhaçada este sistema, é inacreditável o que inventam, encarecem os produtos, não há mais reciclagem e gozam connosco a dizer que o dinheiro pago é nosso, para além do trabalho para o reaver ainda temos que o gastar onde eles decidem, não consigo compreender como implementam estas políticas, não consigo compreender como nós aceitamos.