Quantcast
PplWare Mobile

Saiba porque um raio não afecta um avião

                                    
                                

Este artigo tem mais de um ano


Autor: Vítor M.


  1. Benchmark do iPhone 6 says:

    A Gaiola de Faraday também funciona – parcialmente – nos automóveis. Então o que se deve fazer quando se vai de carro com uma trovoada por cima e a chover?

    Parar o carro, ficar lá dentro e em contacto só com os estofos do banco – não mexer no volante, nos pedais, ou qualquer partes metálicas ou equipamentos ligados a antenas exteriores.

    http://www.meteopt.com/forum/topico/debaixo-de-trovoada-um-carro-e-realmente-seguro.2605/

  2. PeterOak says:

    Na série Lost havia uma personagem com o nome Faraday.

  3. Nuno says:

    A falta de rede dentro de estruturas de aço não se deve ao efeito da gaiola de Faraday mas porque o metal reflecte as ondas electromagnéticas. É como a rede metálica do microondas que impede saída de radiação.

    Uns vídeos interessantes:
    https://www.youtube.com/watch?v=Zi4kXgDBFhw
    https://www.youtube.com/watch?v=vSNFxk0U3_I

  4. JN says:

    Tenho bem presente esta matéria! Estudei-a para aí no oitavo ano em 1984 ou 85.
    Isto é a Física aplicada aos casos concretos da vida.
    A mesma situação aplica-se a um simples automóvel, desde que não seja descapotável.
    Dentro do automóvel é um sítio seguro para apreciar este fantástico espetáculo da Natureza em locais que, de outra forma, seria suicida fazê-lo.

    • Benchmark do iPhone 6 says:

      1984 ou 85 – no oitavo ano – e tens bem presente?
      “Dentro do automóvel é um sítio seguro” – não é, embora seja muito mais seguro que cá fora, desde que – parado e em contacto só com os estofos.

      A conduzir, com chuva, os pneus não protegem (isolam) de nada. De modos que – não se conduz na direção de trovoadas, seja para apreciar o espectáculo ou não. Se a trovoada ficar por cima de nós – fica-se dentro do carro, parado (onde não venham chocar connosco). Não se toca em nadado do carro , a não ser nos estofos – e reza-se a Santa Bárbara (pode não fazer nada mas ajuda a passar o susto). Conta-se “mil-e-um”, “mil-e-dois”, mil-et- três” entre o relâmpago e trovão, cada um é um segundo e multiplica-se por 300 metros. Quando os “mile…” já são vários o perigo já passou.

      • JN says:

        Os pneus e os estofos nada têm a ver com a Gaiola de Faraday, o habitáculo do veículo sim, tal como aconteceu com o avião referido no artigo e que podes ver no vídeo, que também tem pneus que estavam no solo e estavam molhados por estar a chover.
        Pelo teu comentário vê-se que nem sequer leste o artigo que explica muito bem o fenómeno.
        Uma coisa é a sabedoria popular em que te baseias outra são as leis da Física.
        Já agora, foi precisamente no ano letivo de 1984/85 e desta matéria lembro-me muito bem porque foi das que mais gostei. Qual é o problema?

        • Benchmark do iPhone 6 says:

          “Pare o carro, não toque em nada” – estava no link que coloquei acima, está no vídeo deste link (e está em todo o lado se quiseres procurar). Devem ter-te dito isso na aula e esqueceste-te.

          Sim, a proteção é pelo efeito da Gaiola de Faraday e não do isolamento das rodas – que nem sequer isolam com a chuva.

          A segurança dentro do automóvel é relativa. Como escreveste dava a impressão que não há qualquer problema ” ‘Bora aí ver uns relâmpagos, dentro do carro nunca acontece nada”.

          • Marco says:

            Sei de quem já levou com um relâmpago no carro em plena auto estrada, e não lhe aconteceu nada (estava a conduzir), a não ser uma pintura queimada. E sim estava a chover e bem.

          • Zaark says:

            “It’s on the Internet, it must be true!” Que não se deve tocar no metal que constitui a carroçaria é algo que a senso comum nos diz. Agora, estar ali parado a rezar a Santa Bárbara sem tocar em mais nada se não os estofos? A pele ou plástico do tablier é então perigoso, e os pedais têm os apoios em ferro, pelos vistos. As coisas que se aprendem… Está bem que a trovoada é um fenómeno perigoso, mas pela tua descrição só falta a necessidade de tremer que nem varas verdes… Oh wait, tu tremes que nem varad verdes!? Metes-te também em posição fetal para evitar ao máximo qualquer contacto com um plástico do habitáculo? 😀

          • Benchmark do iPhone 6 says:

            Não coloquei o link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=iCqX9d0Yv_0

          • JN says:

            De facto, de todos os casos que aparecem no vídeo, temos que concordar que é mais seguro um automóvel pu um avião, do que uma daquelas casas de madeira tão habituais nos EUA.
            Continuamos na mesma…

          • RATAX says:

            O risco de conduzir debaixo de uma trovoada prende-se com facto de a queda de um raio, o piso molhado e diminuição de visibilidade poderem causar um acidente de viação.
            Quando estás dentro de um automóvel, tal com se estivesses dentro de uma caixa metálica, apesar do material exterior ser condutor, o interior fica protegido porque as cargas elétricas vão dissipar-se homogeneamente pela parte exterior. É esse o princípio da gaiola de Faraday.
            Um automóvel, tal como o avião do artigo está sujeito ao mesmo princípio.
            Tal com nada aconteceu aos 111 passageiros do avião, provavelmente nada aconteceria aos ocupantes do automóvel.
            É pela física, não pela convicção…

          • JN says:

            Em nenhum momento me referi à condução durante um fenômeno extremo como a trovoada, até porque aí há o risco de acidente de viação quer pelas condições de humidade do piso, quer pela diminuição de visibilidade, quer mesmo pelo susto que um raio te pode provocar. Sim porque é isso que o raio te pode provocar.
            Falei em observar. E para observar terás que estar parado e se tiveres uma câmera, reza a Sta Barbara para te oferecer a possibilidade de captar um momento único.
            O resto, a gaiola de Faraday fará por ti.

        • JBM says:

          Uma observação. Quem está no interior duma estrutura metálica que funciona como gaiola de Faraday, não deve entrar em contacto com essa estrutura metálica em caso de descarga eléctrica elevada, pois arrisca-se a electrocussão. No caso dum carro os estofos ajudam a reduzir o risco de contacto das pessoas com essas superfícies.

          • Fábio says:

            Podes tocar sem apanhar choque, pois o “caminho” da corrente não passa por ti.
            No caso dos raios, a tensão é tão elevada que, caso existisse esse problema, os estofos não iriam oferecer resistência significativa, iria ocorrer disrupção. O mesmo acontece com os pneus dos carros que, ainda por cima, têm uma malha metálica no seu interior. Mesmo que o tempo esteja seco e o carro seja atingido por um raio, devido à tensão ser muito elevada o pneu vai acabar por conduzir a corrente desde a jante até ao chão, que fica mais facil devido à tal malha e o mais provável é que o pneu rebente.

          • JBM says:

            Nã falei nos pneus, falei nos estofos no interior poderem manter as pessoas fora do contacto directo com a estrutura metálica do carro.
            Se o carro for atingido por um raio e tiveres a mão na estrutura metálica é mais do que certo que no mínimo a tua mão vai ser percorrida por corrente eléctrica e sofrer um forte queimadura. É demasiada energia que não é simplesmente dissipada pela estrutura do carro

        • Benchmark do iPhone 6 says:

          “Provavelmente nada aconteceria aos ocupantes do automóvel”.

          Provavelmente não, tal como, surpreendentemente, a maior parte das pessoas atingida directamente por um raio sem qualquer proteção sobrevive sem danos de maior.

          Mas aqui a questão é apenas uma – o que recomendam os especialistas quando se é apanhado por relâmpagos dentro de um carro? O que dizem foi o que eu repeti. É física, há laboratórios, há anos, que simulam os raios. E há entidades oficiais que fazem recomendações – que referi.

          P.S. E o que é ainda mais importante – se se poder evitar evitar os raios evita-se, não se conduz direito a eles. Dentro de um automóvel (reforçando com os cuidados que referi) está-se mais seguro do que fora dele, mas muito menos que dentro de casa (onde é preciso evitar janelas, equipamentos/correntes eléctricas – e também não é boa ideia mexer na água da torneira).

          • JN says:

            Mais um pouco e convidas o pessoal para ir “caçar” raios, de preferência ao ar livre e com um para raios às costas porque não lhe vai acontecer nada…
            Eu nem sequer pretendia tanto no meu comentário inicial que tu tanto contestaste…

          • JN says:

            Sim Senhor!
            Daqui a pouco convidas o pessoal todo para um raid fotográfico de caça aos raios, ao ar livre e já agora com um pára-raios às costas…
            Nunca pretendi ir tão longe no meu comentário inicial.
            Gostas mesmo de te leres….

          • Benchmark do iPhone. 6 says:

            Limitei-me a chamar a atenção que um autómóvel não é uma Gaiola de Faraday perfeita – e que oferece uma proteção limitada, por isso são recomendadas as precauções que indiquei – e que se esqueçaram de ensinar no 8° ano.

          • JN says:

            Ensinaram-me a calcular a distancia da trovoada em função da diferença de velocidade entre a luz e o som, o que corresponde a cerca de 340m/segundo entre o relampago e o trovão e não 300 como disseste.
            Não me ensinaram a ficar acagaçado e a rezar por Sta Barbara, isso aprendi contigo…
            Obrigado por me ilucidaderes! Obrigado mesmo….

          • Benchmark do iPhone 6 says:

            Isso é porque nunca tiveste uma trovoada violenta mesmo por cima da cabeça – garanto-te que ficas acagaçado (não me borrei, mas se te borrares não é caso único).

            Tradicionalmente tem-se velas benzidas de Stª Bárbara (leia-se, compradas numa igreja de Stª Bárbara) para acender numa trovoada. Também se reza uma ladainha a Stª Bárbara, que se googlares encontras (acho que se procurasse encontrava a que me ensinou a minha avó).
            Rezar não tem mal nenhum, é o que se faz numa aflição, acredite-se muito ou pouco ou nada.

            Quanto é que é mesmo 3 x 340? Não é mais fácil 300 + 300 + 300?

            Enfim, conversa de capoeira.

          • JN says:

            Espero que não duvides que terminei a 4ª Classe em 1980 e que ainda tenho muito bem presente a tabuada. Por isso não necessito de ser assim tão básico “300 + 300 + 300″…
            Auto defeniste-te perfeitamente, “conversa de capoeira”.
            Por isso fico por aqui. Continua a ler-te…

          • RATAX says:

            Velas benzidas de St. Barbara, rezas e ladainhas ensinadas pela Avó!…
            Rezar é o que se faz numa aflição?!…
            Isto sim. Isto é argumentação Científica!…

          • RATAX says:

            De acordo com a tua visão científica, o avião não foi afetado porque cada um dos 111 passageiros deve ter acendido uma vela e rezado uma ladainha a Santa Bárbara…
            Estamos conversados!
            Isto já não merece mais respostas.

  5. Gonçalo says:

    Mas não havia uma preocupação com um novo material que estavam a revestir os aviões todos? Qualquer coisa de fibras?
    Se bem me lembro, vi num documentário da NGC e que esse tal material se incendiava quando atingindo por raios.

    • Flip says:

      não porque a gaiola fica entra a ultima camada de fibra de carbono e a camada de fibra de vidro, fazendo assim parte dos painéis exteriores do avião (fuselagem). depois recebe o primario, uma tinta verde muito peculiar, e a pintura final.

      estava a tentar encontrar uma foto para te mostrar porque quando os paines exteriores ainda nao receberam tinta da para ver a malha de cobre e é essa malha que vai no conjunto final se torna a gaiola de Faraday. mas deixarei para tua curiosidade a pesquisa xD

  6. David says:

    O que raio é uma aeronave?

  7. César says:

    Lembro-me de falar disto no 11° há uns anos. Bom artigo, é sempre interessante relembrar.

    Já agora, onde está escrito “de forma homogênea” deveria estar escrito “homogénea”

  8. Zeca says:

    O que é isso de “um relâmpago atingir um avião”? Como se explica como perigo?

    • Benchmark do iPhone 6 says:

      Os aviões são atingidos por relâmpagos aos montes e não acontece nada. Mas há alguns caos em que já aconteceu.

      A lista do National Lightning Safety Institute dos EUA das mortes causadas por relâmpagos que atingiram aviões:

      http://lightningsafety.com/nlsi_lls/avaition_losses.html

      • Zeca says:

        Os aviões são atingidos por “relâmpagos” ou por raios? Julgava que a haver danos teriam de ser causados por raios e não por relâmpagos.

        • MAX says:

          Qual é a diferença entre o raio e relâmpago?

          • Benchmark do iPhone 6 says:

            O relâmpago é a luz intensa provocada pelo raio. Geralmente dá-se-lhes o mesmo significado. Em inglês nem têm uma distinção, dizem “lightning”.
            A única diferença relevante é entre raios que atingem a terra (“lightning strike”) e os raios intra-nuvens.

          • Vítor M. says:

            Ambos, que caíram no avião, como um só, tiveram uma descarga, um de radiação electromagnética e o outro de electricidade.

          • Zeca says:

            DIFERENÇAS:
            RELÂMPAGO:
            https://pt.wikipedia.org/wiki/Rel%C3%A2mpago

            RAIO:
            https://pt.wikipedia.org/wiki/Raio_%28meteorologia%29

            matérias do básico mas não sei de que ano. Não tem nada a ver com traduções automáticas sem verificação.

            NOTA: o “https://pplware.sapo.pt” é uma realidade muito importante e muito influente na matéria a que se dedica para se permitir menos cuidado na forma como aborda algumas matérias. Todos nós que a consultamos e utilizamos só temos interesse em que os lapsos ou incorreções sejam cada vez menos e menores. Se cooperarmos positivamente provavelmente os resultados serão melhores. É isso que estou fazendo.

          • Vítor M. says:

            Se lessem veriam que ambos atingiram a aeronave, tanto o raio como o relâmpago e se lessem também veriam que ao longo do texto ambos são citados e mais, além dos dois ainda é frisado o valor da luminosidade provocada.

            Agradeço sempre correcção quando existem e adendas quando algo falte, mas não é o caso.

            PS: os visitantes do pplware.com são de longe os mais inteligentes que usufruem da web em Portugal e no mundo em geral de língua portuguesa. Vão ao mais ínfimo pormenor, trazem discussão sobre o mais detalhado significado. Isso também é educação.

          • Benchmark do iPhone 6 says:

            Ó Zeca essa diferença entre raio e relâmpago, embora exista, é um preciosismo sem utilidade.

          • Benchmark do iPhone 6 says:

            Lá passou o comentário! Dizer que era um preciosismo da c*ca é que não passava 🙂

  9. Carlos says:

    Uma nota:
    Em Portugal a abreviatura de Estados Unidos da América é EUA, não EEUU. Esta abreviatura é de facto utilizada na língua espanhola (e eventualmente no Brasil – não estou certo, mas se for usada pode ser resultado da influência dos países de língua espanhola).

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title="" rel=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

*

Aviso: Todo e qualquer texto publicado na internet através deste sistema não reflete, necessariamente, a opinião deste site ou do(s) seu(s) autor(es). Os comentários publicados através deste sistema são de exclusiva e integral responsabilidade e autoria dos leitores que dele fizerem uso. A administração deste site reserva-se, desde já, no direito de excluir comentários e textos que julgar ofensivos, difamatórios, caluniosos, preconceituosos ou de alguma forma prejudiciais a terceiros. Textos de caráter promocional ou inseridos no sistema sem a devida identificação do seu autor (nome completo e endereço válido de email) também poderão ser excluídos.