Rússia está a “enterrar” os seus bombardeiros Tu-160 Blackjack e Tu-95MS Bear-H
Nem os bombardeiros estratégicos da Rússia parecem estar seguros. A crescente eficácia dos ataques com drones ucranianos está a obrigar Moscovo a procurar esconder os seus aviões mais valiosos, incluindo os Tu-160 Blackjack e Tu-95MS Bear-H, revelando uma vulnerabilidade cada vez mais difícil de disfarçar dentro do próprio território russo.
Rússia constrói hangares gigantes para proteger os seus bombardeiros
A Rússia está a construir enormes estruturas de proteção na base aérea de Engels, uma das mais importantes do país para a aviação estratégica. As imagens de satélite mostram a construção de pelo menos 17 hangares reforçados, destinados a albergar bombardeiros nucleares Tu-160 e Tu-95MS.
Localizada a cerca de 480 quilómetros da fronteira com a Ucrânia, Engels era considerada durante décadas um local relativamente seguro. Contudo, a realidade da guerra moderna está a mudar rapidamente.
A proliferação de drones de longo alcance transformou bases militares afastadas da linha da frente em potenciais alvos. O que antes era retaguarda passou a estar ao alcance de ataques cada vez mais precisos e difíceis de intercetar.
Operação Spiderweb mudou tudo
Grande parte desta mudança foi desencadeada pela chamada Operação Spiderweb, conduzida pela Ucrânia em junho de 2025. Segundo informações divulgadas pelas autoridades ucranianas, a operação envolveu a introdução clandestina de 117 drones explosivos em território russo.
Os aparelhos foram transportados em camiões de mercadorias e lançados perto de várias bases aéreas russas, incluindo Diáguilevo, Ivánovo, Bélaya e Olenya.
Os resultados terão sido devastadores. A Ucrânia afirmou que a operação atingiu 41 aeronaves e causou danos avaliados em cerca de sete mil milhões de dólares. Entre os alvos encontravam-se bombardeiros estratégicos Tu-22M3, aviões-cisterna Il-78 e aeronaves de alerta aéreo A-50, consideradas extremamente importantes para as operações russas.
Kiev garante ainda que parte significativa dos aparelhos atingidos nunca mais poderá voltar ao serviço.
O problema dos aviões que não podem ser substituídos
Ao contrário de outros equipamentos militares, alguns dos bombardeiros estratégicos russos são praticamente impossíveis de substituir. O Tu-160, por exemplo, continua a ser o maior bombardeiro supersónico em operação no mundo. Embora a Rússia tenha retomado parte da sua produção, a capacidade industrial está longe de permitir uma reposição rápida das perdas.
Cada aeronave representa um investimento de centenas de milhões de dólares e exige anos de construção. Por outro lado, muitos dos drones utilizados pela Ucrânia custam apenas alguns milhares de dólares.
Esta diferença de custos está a alterar profundamente o equilíbrio económico da guerra. Com recursos relativamente reduzidos, a Ucrânia consegue ameaçar equipamentos militares cujo valor é dezenas de milhares de vezes superior.
🚨MASSIVE RUSSIAN STRIKE ON UKRAINE EXPECTED TONIGHT! 🇷🇺💥
▪️ Enemy forces have detected Tu-22M3 long-range bombers taking off from Olenya airfield in Murmansk region.
▪️ High threat of cruise missile launches from 3x Tu-160, 6x Tu-22M3, and 6x MiG-31K fighters.
▪️ Unusual…
— WAR (@warsurv) June 19, 2026
Nem os truques russos resultaram
Antes de avançar para a construção dos novos hangares, a Rússia tentou proteger os seus aviões através de métodos mais simples. Em algumas bases foram pintadas silhuetas falsas de aeronaves nas pistas e colocados pneus sobre as asas dos bombardeiros, numa tentativa de enganar os sensores dos drones. As medidas revelaram-se insuficientes.
Em janeiro de 2025, um ataque ucraniano provocou um grande incêndio nos depósitos de combustível de Engels. Poucos meses depois, outro drone atingiu instalações de armazenamento de munições na mesma base. Os incidentes demonstraram que os abrigos convencionais e as estratégias de camuflagem já não oferecem a proteção necessária.
O fim da retaguarda segura
Os drones estão a transformar profundamente a forma como as guerras são travadas. Ao voarem a baixa altitude, muitas vezes seguindo o relevo do terreno e recorrendo a transmissão de vídeo em tempo real, conseguem evitar muitos dos sistemas de radar tradicionais.
O resultado é simples: bases militares que antes eram consideradas seguras deixaram de o ser. A construção acelerada de hangares fortificados em Engels mostra que Moscovo reconhece essa nova realidade. E a Rússia poderá não ser a única.
Especialistas acreditam que os Estados Unidos e vários países da NATO poderão seguir o mesmo caminho nos próximos anos, reforçando a proteção física dos seus aviões mais valiosos perante uma ameaça que se tornou impossível de ignorar.





















Isso é tudo mentira, a Ucrânia já esta de rasto e em Moscovo já se comemora a vitória sobre a Ucrânia, ou não tem visto as imagens de Moscovo nos últimos dias, foguetes por todo o lado. 🙂 🙂 🙂
Claro… e a Ucrânia já recuperou muito território desde 2022. O mapa de 2026 demonstra o contrário. Mas são fake News! Até na TV passam o mapa! Que raio!
Vá ver uma mapa de 2022 e compare com o seu mapa de 2026. É capaz de ter uma surpresa.
A surpresa é que o mapa de 2022 para 2026. O 2026 está muito maior com território ocupado pelos russos. Sem comparação.
Tens certeza do que dizes? Vinho tinto pode confundir…
A Ucrânia, se a Russia a atacar a sério não dura 6 meses.
Mas o presidente Russo, disse que ia ser uma operação especial, não uma guerra.
Depois, se a ucrânia não tivesse por trás mais de 30 Países, nem 2 meses durava.
Os Drones Ucrânianos??
Que drones fabrica a Ucrânia??
Queres tu dizer os Drones, Europeus,Americanos, e Chineses?
É a China também está a ganhar muita massa com o conflito.
Recentemente viu-se que a China tinha congelado 50M ao irão, e é o País que mais dinheiro congelou ao Irão.
Choque não é??
Não não é, não ha nada que o Chinês goste mais do que Dinheiro, o Judeu igual.
Mas os Russos tem memoria longa, não são como nós..
Sobre o artigo, não os Russos não estão a “enterrar” os seus aviões.
Estão a contruir abrigos para eles.
Deviam ter pensado nisso ha muito tempo, mas pronto mais vale tarde que nunca.
Fique sabendo que do arsenal russo, tirando armas nucleares, já foi utilizado de tudo na GUERRA e muitos seis meses já se passaram, sem que a Ucrânia tivesse quebrado.
Tecnicamente está a perder a guerra, porque tem território invadido, mas a este ritmo a Rússia ainda vai demorar uns 20 anos a conquistar a Ucrânia.
Infelizmente existem pessoas que conseguem ter alguma simpatia por países como a Rússia.
Lusonauta, já me fizeste rir com se a Rússia atacar a sério não dura 6 meses. Quer dizer que andou no faz de conta estes 4 anos por ser segundo as tuas palavras “uma operação especial, não uma guerra”. O Putin com essa operação especial, deu cabo da economia russa, perderam em medida 30 mil homens por mês, mortos ou ficaram inválidos, não conseguem passar dos Dombass. Os bombardeamentos que fazem à Ucrânia passaram a ter resposta dos ucranianos,e Moscovo já viu uma refinaria ser atingida. Estão a ficar sem combustível por muitas refinarias foram ao ar, só resta atacar a sério usando armas atómicas? É isso que não tens coragem de escrever?
@Para o lambe botas do Putin, o que é que tu percebes do assunto, não vale a pena, se reparares andam por aqui avençados putinistas que dizem a boca cheia que a Rússia até cresceu economicamente, só se for com com o dizimo que enviam ao quero líder.
As explosões que vês em Moscovo é fogo de artificio, estão a comemorar a vitória sobre a Ucrânia. 🙂 🙂 🙂
Que eu saiba a Ucrânia, perdeu só neste ultimo ano, 0.5M.
O numero actual anda na casa dos 2.4M, e nem sequer falamos ainda nos feridos..
É muito triste tudo isto.
A Ucrânia é um campo de concentração, gigante, onde os miudos engordam, para a matança.
Não teem hipótse de fugir, é um sufrimento colossal.
Crianças raptadas, idosos raptados, adultos, até já miudas de 17 aninhos andam de arma na mão.
Eu acho que deveriamos ter um pouco mais de respeito pelo povo Ucrâniano.
Nós sempre os odiamos, por a maioria ser Russa, mas eu acho que deveriamos dizer, basta!!
Este conflito nem devia ter começado.
Tudo o dinheiro e armamento que foi dado a Ucrânia e treino militar, foi errado, porque encaminhamos o País para a destruição total.
Nós não gostamos deles, e eu devido que depois disto tudo, eles gostem de nó.
No meu entender, os criminosos que andaram a fazer genocidio, e a criar armas biológicas, covid, e outras, deveriam ter que ser caçados, e executados.
Se isso tivesse sido feito, a Russia em 2022, não teria que intervir.
Hoje já se sabe que a Ucrânia através dos laboratórios, criaram armas biológicas , e adaptaram o virus SARS, para ser mais mortifero para a população Russa.
O Lab na China, fez o mesmo para matar os Chineses.
O Faunci, estava á cabeça de tudo.
Isto e muito mais vem no relatório da Tulsi Gabard, sobre as armas biológicas que a Ucrânia estava a criar.O covid é uma delas.
A bussla está envolvida nisso também.A microbiota, o mesmo.e muitas outras..
Seja em qualquer país nunca deveriam ter os seus aviões militares expostos, com a guerra dos drones hoje em dia todos os países já devem estar a planear fazer o mesmo.
Pois está, o terror! O Horror, a Ucrânia esta a ganhar..
Ano 2022 ~Entre Julho e Agosto: https ://ibb.co/zWM3jh3z
Mapa atual: https ://ibb.co/Kpb09JLK
A Ucrânia definitivamente esta a ganhar, claro. Até já recuperou quase todo o terreno desde a invasão de 2022…
A verdade e que drones de 60 euros rebentam F35 de 100 milhoes. Miguel sousa tavares devia ser ouvido
Os drones são torpedos que voam mas não nadam.
Há um F-15 abatido e um F-35 danificado que conseguiu aterrar.
No F-15 está confirmado, pelo piloto, que foi uma mistura de drones – que atacou em enxame:
https: //sapo.pt/artigo/parecia-alienigena-piloto-dos-eua-descreve-ataque-de-drones-iranianos-6a3c267ca8b62d60d5d772b1
Os Americanos já perderam mais de 60,
Tem vários Portaaviões sériamente danificados, muito militar morto.
Comos e isso não bastasse perderam as bases no Médio Oriente.
O artigo em questão é um exemplo claro de jornalismo tecnológico que tenta comentar estratégia militar sem possuir os instrumentos conceptuais para o fazer. A narrativa construída de que a Rússia estaria a “enterrar” os seus bombardeiros estratégicos como sinal de fraqueza ou de desperdício revela um desconhecimento profundo da doutrina militar russa e da lógica da tríade nuclear.
Antes de tudo, é necessário contextualizar o que são estes aviões. O Tu-160 Blackjack e o Tu-95MS Bear-H não são aeronaves táticas ou de superioridade aérea. São vetores nucleares estratégicos, componentes centrais da segunda perna da tríade nuclear russa. Tratá-los como equipamento “a ser enterrado” como se de sucata se tratasse é uma leitura completamente descontextualizada da realidade operacional.
O que a imagem de satélite ou as fontes citadas provavelmente mostram é proteção por dispersão e hardening de ativos estratégicos. Esta é uma prática doutrinária amplamente documentada: perante ameaças de precisão, nomeadamente mísseis de cruzeiro ou drones de longo alcance, as forças aéreas dispersam e protegem as aeronaves de alto valor. A Rússia faz isto. Os EUA fazem isto. A NATO faz isto. Não há aqui nenhuma novidade operacional, quanto menos um sinal de decadência.
O artigo falha também ao ignorar completamente o contexto estratégico atual. A Rússia tem vindo a modernizar a sua frota de bombardeiros estratégicos, o Tu-160M2, versão profundamente renovada, entrou em linha. O Tu-95MS foi equipado com o míssil Kh-101, de longo alcance e com capacidade de penetração furtiva. Falar de “enterrar” estas plataformas sem mencionar este processo de modernização é, no mínimo, desonesto intelectualmente.
Há ainda um problema de framing ideológico subtil, mas presente. O artigo parece querer reforçar uma narrativa de colapso russo, a Rússia “enterra” os seus aviões como quem esconde vergonhas. Este tipo de leitura é perigoso precisamente porque subestima o adversário. A história recente mostra que as análises ocidentais que desvalorizaram a capacidade de resiliência e adaptação russa em economia, em guerra de desgaste, em produção de armamento, falharam sistematicamente. Continuar a produzir conteúdo que alimenta esta ilusão não é informar; é desinformar.
Em suma, o artigo peca por ausência de enquadramento doutrinário, por ignorância dos fundamentos da estratégia nuclear, e por adotar acriticamente uma narrativa conveniente em vez de uma análise rigorosa. Quem escreve sobre capacidades militares estratégicas tem a responsabilidade de ir além da imagem de satélite e do título apelativo.
O teu comentário tenta apresentar-se como uma análise técnica, mas assenta numa série de premissas que não correspondem ao que o artigo afirma. Isso não é honesto 😉
Em primeiro lugar, o artigo não diz que a Rússia está a “enterrar” bombardeiros por serem sucata ou por terem perdido utilidade operacional (isso é retórica a pedido de algué,, com agenda escondida). Na verdade, o que o artigo refere é que Moscovo está a construir estruturas de proteção para os seus bombardeiros estratégicos após vários ataques bem-sucedidos de drones ucranianos contra bases aéreas russas. A própria necessidade destas obras confirma precisamente o ponto central da notícia: os ativos estratégicos russos revelaram-se vulneráveis a ataques de longo alcance. Mas isto não quiserte ler 😉 não interessava?
Em segundo lugar, afirmar que a proteção de aeronaves estratégicas é uma prática normal não contradiz o conteúdo do artigo. Pelo contrário, reforça-o. Se a Rússia está a investir recursos significativos na construção de hangares reforçados e estruturas de proteção, é porque reconhece uma ameaça real. A questão nunca foi se a prática existe, mas sim porque está a ser acelerada agora e em grande escala.
O comentário também cria um argumento que ninguém apresentou. O artigo não sugere que a Rússia esteja em colapso nem que os Tu-160 ou Tu-95 tenham perdido relevância estratégica. O facto de estas aeronaves continuarem a ser elementos importantes da tríade nuclear russa não impede que estejam expostas a novas ameaças, nomeadamente drones de baixo custo capazes de atingir bases situadas a centenas ou milhares de quilómetros da frente de combate.
Quanto à modernização da frota, trata-se de um facto conhecido, mas irrelevante para a questão em análise. Um Tu-160M2 continua vulnerável quando está estacionado numa pista. A modernização dos sistemas de missão ou dos armamentos não elimina a necessidade de proteção física das aeronaves em terra. São assuntos distintos. Mas para ti… convinha misturar tudo, porque o teu objetivo é apenas “falar mal dos factos que são contra a tua narrativa”.
Mas há mais… o comentário ignora ainda um elemento fundamental: os ataques ucranianos não são uma hipótese teórica. Já ocorreram. Diversas bases aéreas russas sofreram danos confirmados em aeronaves estratégicas e infraestruturas militares. A construção de abrigos reforçados surge precisamente como resposta a essa realidade operacional.
Por fim, existe uma contradição evidente. Primeiro afirmas que proteger ativos estratégicos é uma prática normal e racional, mas simultaneamente criticas um artigo que noticia exatamente a implementação dessas medidas de proteção. Se a medida é lógica, doutrinária e esperada, então a notícia apenas relata uma adaptação militar a uma ameaça comprovada.
A verdadeira questão não é se a Rússia continua a possuir uma poderosa força estratégica. Continua. A questão é que a guerra na Ucrânia demonstrou que até os ativos mais valiosos podem ser atingidos por meios relativamente baratos, obrigando Moscovo a rever a proteção das suas bases aéreas. É precisamente isso que a notícia descreve.
Sê honesto e não mistures assuntos, mais ainda quando não os dominas.
Os russos que aproveitem para enterrar também o amante do Trampas.
Tudo uma falácia,só falta 12%para Donbass cair
Ainda?! Passados 52 meses?! A potência que é o segundo melhor exército a combater na Ucrânia… LOL
Para a semana é que é, para a semana os Russos limpão tudo, mas é só para a semana.
Segundo os Putinistas, o Put In acordou um dia e começou a fazer contas, Vou invadir a Ucrânia e vou lá estar em guerra pelo menos 5 anos, vão morrer milhares de jovens Russos, vamos perder pelo menos 25% das refinarias, e enterrar milhares de milhões de $$$, ficar isolados do resto do mundo, excelente ideia, nem sei como não pensei nisto antes.
O Put In está mais assustado que um vampiro ao nascer do dia. 🙂 🙂
Só relembrar os mais esquecidos que os EUA no Vietnam também ganharam todas as batalhas mas no fim perderam a guerra, a sorte do Puit In por enquanto é que as eleições na Rússia são organizadas pelo Chapitô.