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Assalto em Tancos: Sistema de videovigilância avariado


Pedro Pinto

Pedro Pinto é Administrador do site. É licenciado em Engenharia Informática pelo Instituto Politécnico da Guarda (IPG) e obteve o grau de Mestre em Computação Móvel pela mesma Instituição. É administrador de sistemas no Centro de Informática do IPG, docente na área da tecnologia e responsável pela Academia Cisco do IPG.

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31 Respostas

  1. Ora ora says:

    É o país Rosa em que vivemos. Cheira melhor mas a incompetência é a mesma.

  2. Alvega says:

    Portugal no seu melhor. Pode parecer estúpido, mas dei por mim a pensar que foi somente inside-job, algo mais….tipo “limpar inventários”, pois se bem me lembro, nos meus tempos de tropa, os inventários eram todos ALDRABADOS, e passavam de incorporação para incorporação, até ao belo dia que um tipo mais “sério” puse-se fim há coisa…felizmente nunca aconteceu, e nao calculam o que lá faltava..ui…
    Dito isto e com tanta comissão no estrangeiro…é “normal” que desapareça material…e alguém deve ter decidido actualizar a coisa…
    Eu espero, sinceramente, que seja este o caso, nem quero pensar que foi realmente um assalto…ai deixem que lhes diga, espero que os alvos usem gravata e fato completo, tipo…políticos ou algo do género.

  3. jAugusto says:

    Provavelmente a culpa vai ser de quem estava no terreno como na proteção civil nos incêndios!! Ou seja a coisa esta avariada á anos e a culpa é do mexilhão… Tempos de hipocrisia inacreditável estes…mas ok os sindicatos estão mais calados Aleluia meu irmão!!!

    • Paulo says:

      Nos últimos tempos é só estar atento e ver a hipocrisia reinante na assembleia da republica.
      E ai de quem se atreva a dizer o contrario da mentalidade vigente.

    • Luís M says:

      Claramente, o ministro já veio dizer que tinha autorizado o remendo da rede, a culpa só pode ser do mandrião do soldado que devia ter feito o remendo.
      Quando fui às provas de seleção para o Serviço Militar um “tropa” alertou o pessoal para não colocar o pé na parede pintada ao encostar as costas, segundo ele na tropa não se contratavam pintores, certamente também não se contratavam remendadores de rede…

  4. Hugo Gomes says:

    O que é mais giro é que temos granadas muniçoes lança granadas e a malta da gnr ou psp anda ali a levar com tiros de alguns e se atira ainda tem de dizer o porquê atirou com que intenção, qual era o objectivo. Para alem de pagar pela farda colete, etc estes palermas chegam aqui e levam as coisas. Parece o Brasil quem foi, quem roubou, quem é o responsável, la vem um todo cheio de medalhas a dar uma desculpa de não foi ninguem ou entao foi um grupo muito muito bom com treino militar e sabia o que estava a fazer. Ate tenho pena do soldadinho de chumbo que estava a tomar conta daquilo e que deve de ter recebido ordens para ir ao wc ou ao café comprar tabaco para o major. So no meu país a vergonha das vergonhas, va la ainda nao fazerem assaltos com esses lança granadas e as 1500 munições é uma sorte. Deviam de assaltar o banco de Portugal ou entao apoderarem se da assembleia da República e pedir um resgate por cabeça de cada deputado

    • int3 says:

      vai a polícia usar granadas ou munições de guerra contra civis. lol pareces r######…

    • João Silva says:

      “pedir um resgate por cabeça de cada deputado” Boa idieia. Que tal organizarmos um evento qualquer, juntarmos pra aí um milhão de euros, entrega-los aos raptores mas para que fiquem lá com os deputados…

  5. Paulo says:

    Como ? Videovigilância ? Só ? Não utilizam sensores de movimento, intrusão de perímetro e afins ?
    Se o Exercito não consegue guardar uns paióis, imaginem defender o País…
    Quando os incompetentes são sistematicamente promovidos aos postos de chefia (vá-se lá saber porque), e os competentes ostensivamente afastados, não será de esperar outra coisa.
    Veja-se o caso de Pedrogão Grande, 64 mortos e 204 feridos, alguém é responsável ? Ninguém, agora a culpa é do tsunami.
    O que me irrita profundamente, é que todos nós (povo) andamos a pagar os ordenados a esta gente e quando começamos a olhar para as coisas com alguma profundidade, a conclusão é que nada funciona.
    Se nada funciona, a decisão é simples, acabem com estas estruturas, o povo fica melhor, pois sabe que só pode contar consigo, portanto não tem desilusões e deixa de pagar tantos impostos para manter estruturas que não servem para coisa nenhuma, pois nada funciona.
    Enquanto idolatrarmos o tal PORREIRISMO NACIONAL e andarmos a empurrar as decisões com a barriga para a frente, nada muda, talvez na próxima geração se cultive um nível de exigência em que todos sejam responsabilizados pelos seu atos.

  6. nop90 says:

    Quando ouvi na TV “instalações de alta segurança” e depois logo de seguida: CCTV desligado há 2 anos, fartei-me de rir. Isto só por cá sinceramente.

    • Carlos says:

      Antigamente não havia videovigilância, e não havia roubos desta envergadura, além de que o sistema de videovigilância não está avariado, mas sim obsoleto, como tal alguém deu ordem para o desligar.
      Quem fez tropa sabe que havia rondas de hora a hora, um paiol com material destrutivo estar 20 horas sem ronda… a falta de videovigilância não explica tudo.

  7. null says:

    Bem as munições precisam de armas….. agora 44 LG’s e “4 engenhos explosivos prontos a detonar” que não devem ser granadas….ok ok…

  8. Rui Afonso says:

    Peço desculpa, mas se a videovigilância estava avariada à 2 anos, porque motivo não existe vigilância física (guardas)?? Eu fui “quarteleiro”, e estava SEMPRE um de nós a guardar a arrecadação de material de guerra! Inclusivamente tive que passar cerca de 25 fins de semana lá dentro por causa disso. E dormi SEMPRE com uma G3 carregada à cabeceira! E muitas foram as vezes que o capitão passava por lá ao final do dia para fazer uma verificação. E a arrecadação da companhia era dentro de um quartel, supostamente mais facilmente vigiável que umas instalações tão grandes como Santa Margarida…
    Mais preocupante que as 120 granadas ofensivas seria se fossem defensíveis; e se os 44 não fossem lança-granadas tipo LG40, mas sim lança foguetes antitanque tipo LAW, aí ainda seria muito mais grave. Depois das armas da policia agora os militares…

  9. Correia says:

    Fui paraquedista e estive em Tancos e são Jacinto. Para mim é uma vergonha o estado nacional. Não foi nenhum Zezinho que se lembrou de ir cortar umas redes de galinheiro, que só por acaso rodeiam um paiol de armas de guerra.
    Apurem-se as responsabilidades. Imaginem só duas granadas destas serem deflagradas numa estação de metro apinhada de gente tipo Oriente em hora de ponta.
    Mesmo nos militares as coisas funcionam como no mundo civil, quem quer implementar seriedade num sistema já por si corrupto ou é “queimado”, ou é “promovido” para ir chefiar outra chafarica qualquer e não se tornar um empecilho.
    Investiguem os negócios das messes, o tráfico de armas dos militares que trazem armas em sacos que não são checados quando vêem da missões . A rebaldaria é maior do que aqui se imagina.
    Tenho pena de todos nós que pagamos impostos e continuamos a alimentar este tipo de estruturas e a pagar principescamente a esta gente que continua a tratar-nos mal.
    E para quem tem esperança na geração que aí vem, que analise a forma como as escolas são geridas e como são canalizados os dinheiros públicos.
    Se o dinheiro é público e é mal gerido quero ter o poder de decidir que não quero estar a alimentar uma corja que me maltrata.
    Basta de corrupção, de dinheiros mal gastos, de caciquismo.

    • Luís M says:

      Como dizia o Hernâni Carvalho na SIC, temos uma estrutura de chefias de um pais em guerra, sempre que foi preciso cortar, cortou-se no farelo, agora acontece isto.

      O mesmo acontece com os serviços florestais, sei de fonte segura que os engenheiros dos serviços florestais fazem reuniões por todo o país. Que discutirão essas cabeças pensantes principescamente pagas e com direito a enumeras regalias?

      Basicamente vivemos num país de fachada, o interior do edifício é só bicho da madeira…

      • Carlos says:

        … e quando é necessário uma chefia, o que faz o nosso 1º ministro ? Vai de férias !
        Isto de governar para as sondagens é assim.
        Mas não há problema, sempre temos o nosso Presidente da Republica para resolver as coisas com beijos e abraços.
        Como se um País se governasse desta maneira…

        • Pérolas says:

          @Carlos: talvez sejas jovem e nunca tenhas trabalhado, mas, numa organização para alguma coisa servem as chefias directas e existe uma coisa chamada “delegação de poderes”. O que estás a querer dizer é que, se um de nós chegar a Tancos e a LATRINA estiver suja a culpa é do 1º primeiro ministro ou do Presidente? Não faz sentido nenhum o 1º ministro e o presidente andarem a vigiar o trabalho de cada um dos empregados do estado! Neste caso, alguém dormiu na baliza! Ok, apura-se o sucedido, responsabiliza-se que tiver de ser responsabilizado, implementam-se medidas correctivas e segue-se em frente, caso contrário, os pés na lama atrasam-nos.

          • Carlos says:

            @Pérolas:
            Significa “delegação de poderes” : ” O sistema em que o poder decisório se reparte entre o superior e um ou vários órgãos subalternos, os quais, todavia, permanecem, em regra, sujeitos à direcção e á supervisão daquele” (Prof.º Diogo Freitas do Amaral), quer isto dizer que o delegante é sempre o responsável, e o delegado reporta-se ao delegante.
            Mas neste caso isso nem se aplica, existe uma hierarquia, e Legislação.
            Quem é o responsável pela governação ?
            Diz a constituição que quem possui o poder executivo é o Governo da Nação. Ora o 1ª Ministro António Costa chefe máximo do Governo, numa situação GRAVÍSSIMA, em vez de coordenar os seus Ministros o que fez ? Foi de férias…
            Nunca vi, nem ouvi, nem nunca assisti, que em uma situação de crise, um administrador fosse de férias (antes pelo contrário), e deixasse a resolução aos directores, antes pelo contrário, se estivesse de férias interrompia as férias, mas isto é no privado, a lógica da Politica/Políticos é outra… o não querer assumir o fardo em situações de crise, diz-nos muito sobre o protagonista.

          • Pérolas says:

            @Carlos:
            Compreendo que estejas a defender a tua “destra dama” e escolheste uma citação igualmente destra. No entanto, quando falta a imparcialidade o julgamento fica à partida toldado. E isto pode-se aplicar ao o actual primeiro ministro e todos os que o antecederam.
            Agora, claro que o primeiro ministro é o responsável pela governação, mas, desde à 43 anos que existe um separação de poderes e neste caso estamos a falar de uma instituição fechada, com uma hierarquia própria, com regras próprias, com poder próprio, que não admite ingerências de ânimo leve, que é imprescindível à nação e que tem um chefe máximo que é o presidente da répública e não o primeiro ministro. Se este poder deve estar separado da governação normal? Deve! Caso contrário poderás ter um primeiro ministro, que se poderá renomear a si próprio presidente do conselho e que concentre em si, digamos, 5 ministérios… dá última vez que esta “destra” arquitectura de governação esteve vigente a coisa não correu muito bem… Não vais querer o mesmo, ou queres? Pela amostra junta e como diria Émile-Auguste Chartier “Existe apenas um poder, que é militar. Os outros poderes fazem rir e deixam rir.” Mesmo o presidente, que é o presidente de todos os portugueses tem de delegar funções e as pessoas em quem são delegadas funções têm de ser responsáveis; compreende-se que não dê jeito e não seja popular, mas, os funcionários e os empregados têm de ser responsáveis pelas suas acções ou falta delas e não sair pela “lateral” quando a coisa não corre bem. Lamentávelmente (para alguns), “Shit happens!” e neste caso foi o que foi, mas, já em 2011 desapareceram, também G3 e MP5, etc, não de uma tropa regular, mas, de uma tropa de elite, que ainda é pior. Chiça, todos tiveram 6 anos para pôr “trancas na porta” depois da casa arrombada e como vês atravessas um período de várias cores e “clubes” e, novamente, “Shit happens!”. O que se vê é que não é fácil gerir, mandar, controlar, etc. E digo-te uma coisa: se agarrares nas tuas poupanças, criares uma empresa e contratares ai 5 ou 10 funcionários, vais seguramente desejar ir para uma realidade alternativa… Como diria Rui Rio, “São muitos anos a virar frangos”.

  10. Ex Militar. says:

    A culpa de certeza não é dos praças. (classe militar mais baixa). Os comandantes já foram exonerados e bem. Porque as rondas não eram feiras com a frequência e com o número de homens necessário para conseguir substituir o sistema de vídeo vigilância que se encontra avariado, mas ainda que o mesmo funcionasse não impediria o assalto, apenas iria facilitar na investigação após assalto. Mas o chefe de estado maior do exército também devia de dar explicações, porque não insistiu com o ministro da defesa na necessidade de financiamento para a reparação/substituição do sistema de vídeo vigilância. O ministro da Defesa é outro que devia de ser exonerado do cargo, porque não garantiu o investimento necessário para assegurar a substituição do sistema de vigilância.
    Não é grave o que aconteceu. É muito grave!!! Surreal por ter acontecido e surreal só terem roubado isso. Porque claramente a segurança era insuficiente. Vergonhoso. Espero que não morram centenas de pessoas vítimas desse armamento.

  11. Welldone says:

    Quando o quartel passa mais tempo a assar carne e na brincadeira do que a fazer algo de útil com o dinheiro que estão a chupar desnecessáriamente é normal isto acontecer.

  12. Pérolas says:

    Com tanto “magala” ao dispor não dá para pôr um em cada esquina?

  13. J. Goulart says:

    Preocupa-me o “poder” de destruição do material roubado e as possibilidades de má utilização dentro das fronteiras europeias. Numa época em que o “terrorismo” é matéria diária, um material tão destrutivo sem a devida vigilância não me parece ser uma atitude prudente. “Não adianta chorar sobre o leite derramado”. Agora é certificar-se de que algo como isso não mais volte a ocorrer… e o Exército Português tem competência o suficiente para garantir que a segurança de instalações sensíveis seja sólida e eficiente. Sem desculpas, sem lamentações.

  14. Nuno says:

    Não se preocupem já tá explicado:
    1 – O chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, general Artur Pina Monteiro, adiantou que o material militar furtado está avaliado em apenas 34 mil euros e tinha sido seleccionado para abate .
    2 – O CEMGFA adiantou: “provavelmente não terão possibilidade de ser utilizados com eficácia“.
    3 – O 1º Ministro António Costa: “mantém a sua confiança em toda a cadeia de comando das Forças Armadas”.
    4 – O 1º Ministro António Costa diz: A palavra do Chefe de Estado-Maior das Forças Armadas é para mim palavra sagrada e não ponho em causa”

    Conclusão: teremos que agradecer a quem roubou, por nos ter evitado a despesa do tratamento de material seleccionado para abate, o António Costa mantém a confiança na cadeia de comando das FA, e diz mais, a palavra do CEMFA é sagrada (para quem é ateu, isto é uma profissão de FÉ)
    Portanto não se passa nada.
    Desde que inventaram as “REALIDADES ALTERNATIVAS”, esta está se a impor e com força em Portugal.

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