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Revolut entregou dados a falsos pedidos. Alegações apontam para autoridades italianas

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O Revolut confirmou a divulgação de informação de clientes a terceiros não autorizados. Uma nova reivindicação associa o caso a sistemas policiais italianos, mas a dimensão e a origem dessa alegada intrusão permanecem por esclarecer.

A Revolut confirmou que divulgou dados sensíveis de clientes depois de receber pedidos fraudulentos enviados através de um domínio de correio eletrónico pertencente a uma entidade governamental legítima.

A confirmação foi prestada à Reuters a 12 de setembro. Entretanto, surgiram alegações de que sistemas de autoridades policiais italianas terão sido usados para obter essa informação, uma ligação que ainda não está demonstrada publicamente nas fontes consultadas.

O que a Revolut confirmou

Segundo a empresa, um terceiro não autorizado utilizou um endereço associado a um domínio governamental legítimo para apresentar pedidos de informação fraudulentos.

Após detetar o incidente, a Revolut bloqueou o endereço e alertou a entidade governamental em causa, as autoridades policiais e os reguladores financeiros e de proteção de dados. A empresa declarou à Reuters que os seus sistemas e os fundos dos clientes não foram afetados.

A Revolut afirmou que o incidente atingiu um número limitado de clientes, entretanto contactados diretamente. Não revelou quantas pessoas foram afetadas, qual a entidade governamental envolvida ou se a exposição se limitou a um único mercado.

Documentos de identificação e movimentos financeiros expostos

As notificações aos clientes, segundo informações, indicam que a informação potencialmente divulgada incluía nomes, datas de nascimento, moradas, contactos e cópias de documentos de identificação, como passaportes e cartas de condução.

Também poderiam estar abrangidas fotografias usadas na verificação de identidade, extratos, IBAN, registos de levantamentos e históricos de transações, incluindo operações com bitcoin.

Mark Karpelès, antigo responsável da Mt. Gox, afirmou estar entre os afetados e partilhou publicamente uma notificação. A lista descreve categorias potencialmente expostas; não permite concluir que todos esses elementos tenham sido divulgados para cada cliente.

A alegada ligação a Itália

O texto que circula nas redes sociais é atribuído à conta International Cyber Digest, que afirma estar em contacto com o alegado autor do ataque. Segundo esse relato, o atacante alega ter comprometido vários departamentos das autoridades policiais italianas e utilizado os respetivos sistemas para enviar pedidos de dados à Revolut durante uma operação de seis meses.

Afirma ainda possuir 147 GB de informação obtida do lado italiano, incluindo documentos internos, calendários e material pessoal. Esse volume refere-se, portanto, aos alegados dados italianos, e não a um volume confirmado de informação da Revolut.

Até à conclusão desta pesquisa, não foi encontrada confirmação independente desses três elementos: o comprometimento dos departamentos italianos, a duração de seis meses e os 147 GB. Também não foi localizado um comunicado das autoridades italianas que validasse essa versão.

As perguntas que ficam por responder

O relato confirmado pela empresa coloca a verificação dos pedidos oficiais no centro do caso. A questão essencial é perceber como foi validada a autoridade de quem solicitou os dados e que controlos permitiram a sua entrega a um destinatário não autorizado.

Continuam por esclarecer o número total de vítimas, os países abrangidos, a cronologia dos pedidos e a identidade da entidade governamental envolvida. As fontes consultadas também não permitem determinar se existem clientes portugueses afetados.

A divulgação indevida de dados está confirmada pela Revolut. A alegada operação através de sistemas policiais italianos permanece uma reivindicação por verificar. Essa diferença é decisiva para compreender o alcance real do incidente.

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  1. Avatar de Max
    Max

    – O facto de o e-mail vir de um domínio autêntico de uma entidade não é isoladamente suficiente – visto que a conta de e-mail de um funcionário da entidade pode estar comprometido, ou o servidor da entidade que envia e autentica os e-mails. Esta é vulnerabilidade processual é bem conhecida da indústria da tecnologia e que é do conhecimento geral que já foi utilizada (uma das vítimas foi a Apple).
    – Os protocolos de segurança têm que prever que haja algum burro de serviço – e obrigar à confirmação do mail por outros meios, pelo menos, telefonar (através de um número previamente estabelecido) para a entidade que supostamente enviou o mail, a confirmar que é autêntico.

    1. Avatar de Zé Fonseca A.
      Zé Fonseca A.

      Errado, não tens de partir de nenhum pressuposto que algum e-mail possa estar comprometido, existem processos que quando são banais e recorrentes devem ser mantidos, o que era o caso.
      Uma entidade governamental pura e simplesmente não pode ser comprometida ou se for têm de ter como detectar, pelos vistos isto foi em larga escala e terão existido mais entidades governamentais italianas atacadas e até forças policiais e isso terá durado algum tempo, isso permitiu aprenderem o que podiam e não podiam fazer, os dados roubados de cidadãos será muito maior do que apenas o tema da Revolut

  2. Avatar de Pedro
    Pedro

    -Toue? Jaquim???
    -Siiiiemmm!!!
    -Preciso dos dados de uma lista que te mandei agora.
    -Ok, vou já tratar disso.

    Se calhar o meu boss tem razão, quando diz que as medidas de segurança na empresa são exagero.