Reino Unido corta IVA da eletricidade para aliviar faturas. E em Portugal?
O novo primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, estreou-se no cargo com um corte total do IVA nas faturas de eletricidade das famílias. A partir de 1 de outubro, a taxa desce para 0%, numa tentativa de dar alguma folga a milhões de lares antes do inverno. Em Portugal, o debate sobre o IVA da luz está por resolver.
Andy Burnham tomou posse como primeiro-ministro do Reino Unido esta semana, depois de suceder a Keir Starmer, e não perdeu tempo a mostrar por onde quer começar.
Logo no segundo dia de governo, anunciou que o IVA sobre a eletricidade doméstica vai cair de 5% para 0% já a partir de 1 de outubro, a tempo de influenciar o próximo ajuste do price cap, ou seja, o limite de preços da eletricidade definido pelo regulador Ofgem (Office of Gas and Electricity Markets).
Segundo o governo britânico, a medida deverá retirar o equivalente a cerca de 52 euros à fatura anual típica de uma família.
O financiamento vem do cancelamento do programa de Identidade Digital, uma iniciativa herdada do governo anterior.
Como fica a fatura britânica
Para os consumidores, a medida resultará em menos imposto e, por isso, numa fatura mais baixa.
A medida aplica-se a todos os clientes, incluindo os que têm tarifários fixos, e estende-se também a pequenas empresas, instituições de solidariedade e lares que já beneficiavam de taxas reduzidas de energia.
Para já, este corte está garantido apenas para o ano fiscal em curso, pelo que qualquer continuidade terá de ser confirmada no próximo Orçamento.
Uma das críticas levantadas por associações de defesa dos consumidores é que a redução de impostos, por si só, tende a beneficiar mais quem consome mais eletricidade, o que nem sempre coincide com quem mais precisa de apoio.
E em Portugal?
Este anúncio britânico convida a olhar para o que se faz cá dentro. Em Portugal, o IVA da eletricidade não é uniforme: aplicando-se uma taxa reduzida de 6% aos primeiros 200 quilowatt-hora (kWh) consumidos por mês (300 kWh no caso de famílias numerosas, com três ou mais filhos), desde que a potência contratada não ultrapasse 6,9 quilovolt-ampere (kVA).
Tudo o que ultrapassa esse limite paga a taxa normal de 23%.
Esta estrutura, em vigor desde janeiro de 2025, resultou de uma lei aprovada em 2024 que duplicou os limites anteriores (de 100 para 200 kWh, e de 150 para 300 kWh nas famílias numerosas), alargando o alívio fiscal a cerca de 3,4 milhões de famílias portuguesas.
Além do consumo, também a componente fixa da potência contratada (até 3,45 kVA) e a Contribuição para o Audiovisual beneficiam da taxa de 6%.
Ainda assim, o tema continua na agenda política. Há partidos e associações, como a DECO e a ZERO, que pedem que a taxa reduzida seja alargada a mais equipamentos ligados à eficiência energética, como painéis solares e bombas de calor.
Outros, como o PCP, defendem a reposição de uma taxa mínima geral para a eletricidade, à semelhança do que já aconteceu em momentos anteriores de crise energética, quando o IVA chegou a descer temporariamente para 6% em toda a fatura.
Em ambos os casos, fica claro que o custo da eletricidade continua a ser uma das principais preocupações das famílias europeias, e que o IVA, por ser uma alavanca rápida e visível, continua a ser um dos instrumentos preferidos dos governos para dar, ou prometer, esse "espaço para respirar".
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Em Portugal se baixarem o IVA na eletricidade iria haver uma revolução e protestos
“É frustrante constatar que, sempre que surgem medidas com potencial para o futuro do país, há quem manipule a opinião pública com o objetivo de promover manifestações contra. Em vez de uma análise construtiva, assiste-se à instrumentalização das pessoas, o que acaba por prejudicar o progresso coletivo.
Como disse a outra ministra “Temos os cofres cheios.” mas o povo estava pior, o país para certas pessoas não é bem o povo.
Como a dívida do Reino Unido é tão baixa……Pobre contribuinte!!
No final ganham mais e pagam muito menos impostos que em Portugal
Somos ricos!
Em Portugal, sobe-se
corta-se a eletricidade e sobe-se o IVA para aliviar o governo xD
eu não conseguiria viver sem IVA
È como os combustíveis aqui ha aumentos de dois Dígitos
No país vizinho tiveram aumentos de decimas
https://preciocombustible.es/
Sempre a Roub@€
Neste caso pediram a todos os contribuintes para amortecer os aumentos reais. Mt os socialistas gostam de abusar dos mesmos….
Os parvinhos analfabetos tugas vomitam tudo o que acontece na Espanha sem perceber o brutal aumento de impostos que foram submetidos….. Visto Euronews: Espanha torna-se o décimo país que mais arrecada com os salários, segundo a OCDE https://pt.euronews.com/business/2026/04/24/espanha-torna-se-o-decimo-pais-que-mais-arrecada-com-os-salarios-segundo-a-ocde
Portugueses ???!??! Nos vivemos para pagar a boa vida dos políticos que tanto trabalham, coitadinhos
Basta acabar com a contibuição audiovisual e já é uma grande ajuda
Aliás, é simplesmente acabar com esse roubo
Certas correntes políticas sonham privatizar tudo e acabar com os vencimentos chorudos de quem lá trabalha (RTP e companhias). Mas aposto que, se isso fosse para a frente, não faltaria uma manifestação popular para deitar a ideia abaixo. No fundo, quem paga a conta destes devaneios é sempre o mexilhão: o contribuinte.
O estado deve fazer pouco e controlar alguma coisa. Agora acha que faz e não controla nada. E não, não vejo a RTP como o grande mal do país, mas diga-se de passagem que é cara e mal gerida e tem audiências miseráveis. Agora se me disseres que temos canais de verdadeiro serviço público, com cultura, informações relevantes, educação, documentários, etc… acho muito bem termos televisão pública. Agora para termos canais públicos a fazer de conta que concorrem com os privados ou para transmitir os jogos da seleção… é deitar dinheiro fora.
Contribuição audiovisual, taxa de direitos de autor nos armazenamentos de dados e equipamentos, taxa de direitos de passagem dos cabos das comunicações, IVA… tudo coisas que não taxam nenhum bem, apenas o estado a retirar a sua fatia ou para os outros, para quê? Para gerir mal e porcamente?
Não tardará muito a chegar a Portugal. Neste momento já é possível ao elektros andar a partir estrada durante 1000 km por mês a troco de um imposto simbólico de 6% sobre a factura da electricidade.
Esqueces-desse “pesado” imposto , o IEC, de 1 € por MWh, que deixa o pessoal dos elétricos muito enxofrado quando se diz que não pagam impostos.
Neste momento já é possível andar com Elektros e pagar 0 de impostos na electricidade
O xuxalismo custa dinheiro, muito dinheiro.
Para aliviar a fatura, Portugal, vai cortar a eletricidade aos fins de semana.
Uma medida populista sem tino.
É desconto para o pobre que mal tem dinheiro para pagar a renda e o aquecimento no Inverno.
É desconto para os Lords, pois dá-lhes um jeito ter um desconto na conta de eletricidade na sua mansão.
Este é outro, como a Liz Truss, que não vai durar muito no cargo.
A taxa de juro da dívida no UK já está acima dos 5%.
Nem tudo o que vem de fora é bom, portanto deixem-se de ideias parvas para o nosso país (bancarrota em 2011, lembram-se?).
O governo que ponha a segurança social a ajudar quem realmente precisa.
Xiuu que ainda atrais alguns bloquistas… ou alguns cheganos. Sinceramente às vezes fico na dúvida quem é da direita ou da esquerda, tal são as parecenças.
Em Portugal, debitam a eletricidade, e aplicam o IVA. Debitam a potência contratada, e aplicam IVA. Debitam a Tarifa de Acesso às Redes, e debitam IVA. Aplicam a taxa audiovisual, e aplicam IVA. Debitam a taxa IEC, e aplicam o IVA. Aplicam uma taxa CIEG (Alguém sabe o que é isto), e aplicam IVA. Ou seja, pagamos taxas, “tachos” e taxinhas que vão diretos para os cofres do estado, e ainda aplicam IVA, que também vai direitinho para os cofres do estado.