Portugal: primeiro centro de saúde com gestão privada já está a funcionar
Depois de quase dois anos de atrasos, concursos anulados e polémica, a primeira Unidade de Saúde Familiar (USF) Modelo C do país abriu finalmente portas esta segunda-feira.
O Governo anunciou a criação das USF Modelo C ainda em 2024, mas o caminho até à primeira unidade entrar em funcionamento foi conturbado.
Entre concursos anulados, procedimentos relançados e sucessivos adiamentos, o projeto só agora ganha forma real, com a abertura da unidade de São Pedro da Cadeira, no concelho de Torres Vedras.
Esta primeira USF vai ficar instalada no Centro de Saúde local, inaugurado em 2025 mas até agora subaproveitado, e será responsável por garantir cuidados de saúde primários a 5463 utentes que atualmente não têm médico de família atribuído.
Como funciona o modelo e quem gere a unidade
A gestão da unidade ficou entregue à empresa KnokHealth Portugal, ao abrigo de um contrato com o Serviço Nacional de Saúde (SNS) válido por cinco anos, com um encargo máximo estimado em cerca de 2,4 milhões de euros.
Ao contrário de um pagamento fixo, a remuneração da entidade gestora está indexada ao número de utentes inscritos e ao cumprimento de metas assistenciais e indicadores de desempenho, ou seja, quanto melhores os resultados, maior a compensação.
Segundo a presidente do conselho de administração da Unidade Local de Saúde (ULS) do Oeste, Elsa Baião, citada pela Lusa, o objetivo passa por assegurar o acesso universal aos cuidados primários e reduzir o número de cidadãos sem médico de família atribuído.
Silves é a próxima paragem, mas o plano é maior
A unidade de Torres Vedras é apenas o primeiro passo de um plano bem mais ambicioso. O Governo prevê a criação de 20 USF Modelo C espalhadas pelo país, com foco nas regiões onde a falta de médicos de família é mais crítica.
A próxima unidade deverá abrir em Silves, no Algarve, para responder a cerca de 7750 utentes sem médico. Seguem-se novos projetos previstos para Lagos, Albufeira, Loulé, Portimão e vários concelhos da região Oeste.
Iniciativa foi alvo de polémica
Perante esta estreia em Portugal, importa recuar até novembro de 2024, quando o diploma que regulamenta estas unidades ainda estava a ser ultimado.
Nessa altura, soube-se que os novos centros de saúde de gestão privada e social poderiam recusar a inscrição de utentes, desde que apresentassem um "requerimento fundamentado", sem que ficasse esclarecido, nem pelo diploma nem pelo Ministério da Saúde, quais seriam os critérios válidos para essa recusa.
A medida gerou críticas por parte de profissionais do SNS, que temiam a criação de desigualdades no acesso aos cuidados de saúde e alertavam para o facto de se estar a canalizar dinheiro público para o setor privado sem garantias claras de sucesso.
A polémica levou o Ministério da Saúde a esclarecer, dias depois, que a seleção não ficaria ao critério da entidade gestora.
Por sua vez, as listas de utentes das USF-C seriam entregues pelas próprias ULS, obedecendo a dois critérios fixos: só poderiam ser inscritos utentes sem médico de família atribuído e residentes em zonas consideradas carenciadas.
Qualquer inclusão ou exclusão de utentes ficaria ainda sujeita a autorização do conselho de administração da ULS, mediante pedido fundamentado da equipa de gestão da unidade.
Leia também:






















Entregar às misericórdias é a solução.
Em breve vamos estar uns EUA feitos em que quem não tem seguro de saúde vai morrer na desgraça, e mesmo quem tenha pouca sorte vai ter que se os tratamentos custarem acima de “uns trocos” ficam na miséria
Na Holanda também há seguros de saúde obrigatórios, ao contrário dos EUA, e quem tem poucos recursos, o Estado ajuda a pagar. Vem sempre a desculpa esfarrapada dos EUA. Baseiem-se nos bons exemplos, e não nos maus. A saúde na Holanda é das melhores, e funciona numa conjugação de público e privado. A saúde é muito cara, e a conversa do grátis é para os tolos, não há almoços grátis, alguém tem de pagar.
Quem disse que não é pago? é pago com os impostos, muitos não querem sequer deixar que o povo se organize dessa maneira contribuindo com os impostos para o bem comum, fomentam a lei da selva depois choram que não há valores nem sentido de comunidade, hipócritas. A solução nunca seria privatizar já que isso torna a saúde perversa por razões já repetidas ad nauseam.
Perverso é estar obrigado ao sistema desenhado para dar poder aos sindicatos em vez de dar poder ao doente.
E na tua Cuba “sem valores perversos” até o doente tem de levar medicamentos para o hospital.
A saúde na Holanda não é das melhores, mas sim das piores. Reina a desculpa da auto cura por meios naturais para não prestarem os devidos cuidados aos utentes. A única coisa que sabem receitar é Brufen e Benuron.
acho que não percebeste, isto complementa o SNS
Complementa os vampiros.
Um regime que nem saúde nos pode proporcionar como direito humano é um regime falhado, querem nos ir às poucas poupanças para enriquecer já os ricos.
O problema do SNS em Portugal não é falta de dinheiro, mas sim falta de boa gestão. Enquanto nos privados colocam pessoas competentes a gerir, daí darem lucro, no público colocam incompetentes e nenhum competente quer ir gerir um hospital com o salário tabelado pelo Estado.
O dar lucro com a saúde é em si uma perversão e não me parece ser o caminho certo, não tarda estamos na américa onde fogem da ambulância para não pagar depois o tratamento ficando com uma enorme dívida durante muito tempo.
Tenho dito e digo outra vez, não metam gente sem empatia no poder, só vão causar mais sofrimento.
Então como é que espera que uma empresa privada subsista sem lucro? O exemplo dos EUA é um mau exemplo na saúde, é um exemplo a não seguir. Tem bons exemplos de sistemas de saúde que se baseiam em seguros de saúde, e onde quem tem menos posses, o Estado ajuda. E há sempre um sistema público e privado.
Não quero os privados na saúde porque seria só o começo com pequenas coisas e a tendência seria dominar tudo e ficavamos todos a perder, até a segurança social querem por a render no privado. O dinheiro que se gasta nos seguros de saúde privados enriquecendo sabe-se lá quem e com que motivos, mais valia organizar esse dinheiro para o bem comum gerido por gente competente e com visão de futuro e Humanista. Agora com a IA e robôs nunca existiu tanta productividade, é pegar no dinheiro e por a servir o nosso bem.
Sim, já sabemos que odeias a Liberdade e queres usar a violência do estado para ninguém poder ter hipótese de provar que estás errado.
A Liberdade das outras pessoas com outros valores para ti é para destruir, por isso é que as tuas ideias foram as mais assassinas do seculo XX
MAs isso foi o que fizeste em todos os governos socialistas e por isso ficaste neste buraco.
Os humanistas esbanjam o dinheiro em causas sociais, não planeiam, não percebem de dinheiro.
Por a segurança social a render 8% ao ano é uma coisa má? Devemos ficar pelos medíocres 2% que muitos anos nem cobrem a inflação o que significa que estás a perder dinheiro?
O segredo para um sistema de saúde funcional é um equilíbrio entre publico e privado, somos o 7 país do mundo com mais medicos per capita e queixamo-nos de falta de medicos, e ha países ha nossa frente que nem contam.. mas tu achas que sao os humanistas que não sabem gerir nada, que sao uma cambada de ideologistas incompetentes que te vao salvar o SNS
Aos poucos vamos ficando com nada…
… e seremos felizes!
E que tal começarem a pensar por vocês mesmo e ter um estilo de vida saudável para nunca mais utilizarem centros de saude na vida, enfim, isto nunca irá caber na cabeça das pessoas cá em Portugal, o sítio a seguir em que a população mais gosta de visitar ao seguir aos centros comerciais é hospitais e centros de saude.
Obviamente que a medida é péssima …. especialmente para certas teorias políticas que gostam muito mais do SNS caótico porque assim têm assunto político para dizer que tudo está mal ! Bom bom é sermos todos miseráveis e com serviços e gestores deploráveis para não aborrecer as tais teorias políticas que por cá andam !
Mais para mamar. Nas USF modelo B os médicos médicos em USF modelo B, em regime de dedicação plena (35 h/semana com exclusividade), ganham o seguinte:
– Assistente: 3.114,99 €
– Assistente Graduado: 3.778,53 €
– Assistente Graduado Sénior: 4.386,78 €
Suplementos e prémios:
Além da remuneração base, os médicos têm direito a vários suplementos:
1. Aumento de lista de utentes
– Aplicável quando a dimensão da lista de utentes ultrapassa 1.917 unidades ponderadas (UP)
– Valor: 130 € por cada aumento de 55 UP (equivalente a 1 UC)
– Limite máximo: 1.794 €/mês
– O pagamento total por este suplemento não pode exceder 3.484,00 €/mês quando combinado com outros
2. Compensação por desempenho (Índice de Desempenho da Equipa – IDE)
– Associado ao desempenho global da equipa multiprofissional
– Valor máximo: 2.860 €/mês
Este é um dos principais incentivos que diferencia as USF modelo B
3. Cuidados domiciliários
– 30 € por cada domicílio realizado
– Limite máximo: 600 €/mês (20 domicílios) ou 10 domicílios/mês conforme o regime
4. Funções de coordenação e orientação
– Coordenador de USF: 910 €/mês
– Orientador de Formação: 520 €/mês
Remuneração total potencial
Com todos os suplementos, a remuneração mensal bruta de um médico em USF modelo B pode variar significativamente:
– Mínimo: aproximadamente 3.115 € (apenas remuneração base, Assistente)
– Máximo potencial: pode ultrapassar 7.000 €/mês em casos com lista de utentes elevada e bom desempenho da equipa
Em 2024, o governo português reforçou este modelo, com mais 62 USF a transitarem para o modelo B, beneficiando cerca de 974 profissionais, incluindo médicos que passam a ter aumentos salariais de pelo menos 60%.
E está gente queixa-se pelo governo pagar 1 euro (leram bem) por pergunta corrigida. Pior do que isso, se não fossem os professores estes médicos nunca seriam médicos.
Espero que um dia não haja professores neste país que nem me atrevo a qualificar. Já agora, não sou professor.
Já devia ser há muito, mas só funcionará se existir concorrência.
Se isto for o típico mercantilismo da nossa cultura com exclusividade geográfica e não o mercado livre não vão existir benefícios assinaláveis.
Vocês não andam sempre a desancar no SNS e nos seus profissionais?? Isto é só o começo, em breve vocês vão ter o que merecem!
Uma vida a descontar para só encontrar a miséria do SNS. Se puderem fujam do SNS!
Tudo o que neste país foi privatizado, ficámos pior. Combustíveis, portagens, água, eletricidade, tudo ficou muito mais caro. A privatização do SNS não será diferente. Se fosse algo positivo para os portugueses, não estaria a ser privatizado dissimuladamente aos poucos. E daqui a 50 anos, portugal e portugueses não existirão. O país estará nas mãos de judeus a comandar minorias islâmicas. É a bela m*rda que os portugueses têm feito e continuam a permitir que aconteça.
ouvir-te seria pior
Não me conhece de lado nenhum. A sua opinião é um problema seu.
Os portugueses são velhos, ultrapassados, incapazes de se adoptarem ao mundo moderno e de aceitarem a realidade dos factos. Socialistas inveterados de cabeça grisalha. É por isto que continuamos na caida da Europa.