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Portugal: Em 2015 vão faltar 8 mil informáticos


Pedro Pinto

Pedro Pinto é Administrador do site. É licenciado em Engenharia Informática pelo Instituto Politécnico da Guarda (IPG) e obteve o grau de Mestre em Computação Móvel pela mesma Instituição. É administrador de sistemas no Centro de Informática do IPG, docente na área da tecnologia e responsável pela Academia Cisco do IPG.

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158 Respostas

  1. Hugo Monteiro says:

    Estudos complemtamente sem nexo. Conheço vários técnicos de informática, com experiencia e curso 12º ano. Bem como frequencia universitária que estão à mais de dois anos sem emprego. E vem um estudo dizer que existem nao sei quantas mil vagas? enfim…

    • corvo says:

      eu por exemplo!… não sei em k se baseiam esses estudos!… mas são o puro fracasso e ilusão!… sejam cursos profissionais ou superiores de informática a história é a mesma! DESEMPREGO!….

      • Antonio Ferreira says:

        ofertas ate ha, mas depois, como me aconteceu a mim, que tenho 28 anos de informatica, sou profissional certificado microsoft, ofereceram-o ordenado minimo nacional. ora, se uma certificacao microsoft pode custar 6000€, como é que este mercado oferece o ordenado minimo?

        • Pedro says:

          Dai o motivo de nao haver… Nao pagam o suficiente… Eu se tudo correr bem so para 2017 e que me preciso de preocupar…

        • Joao Marques says:

          Concordo totalmente. Eu vim trabalhar para fora precisamente por causa disso. Sou mal pago em Portugal. Tenho dezenas de ofertas por semana e nota-se que há falta de empregados mas não pagam o suficiente para o pessoal aceitar as ofertas.

        • Almendra says:

          tem toda a razão António Ferreira 😛

        • Burro says:

          Burra fui eu… idealista achei que podia ser engenheira… se fosse juiza ganhava 3 vezes mais e tinha 1/4 do trabalho.
          E para isso basta ser licenciado em direito e nem é preciso saber física ou matemática.

        • Robson Alves says:

          Concordo contigo, Antônio. Trabalho aqui no Brasil e recebo o correspondente a 4.000€, por trabalhar no serviço público. Se essas milhares de vagas fossem verdade, poderia me chamar que eu iria para aí, mas teria que receber mais do que recebo aqui. Quando eu iria ganhar? Um salário baixo, o que não compensa.

          O fato é: Tanto aí em Portugal quanto aqui no Brasil, e provavelmente no mundo todo, todos reclamam que sobram vagas na TI. O problema é que as empresas querem um profissional que faça um foguete para ir à Júpiter, mas quererem pagar barato. Então, vagas sempre sobrarão.

          Quando as empresas começarem a compreender que deve haver relação direta entre o conhecimento e quantidade de horas de estudo para adquiri-lo e o salário que se paga, duvido que sobrarão vagas!

      • Fábio Cardoso says:

        Estou empregado à um ano e pouco, posso afirmar que TODOS os meus colegas que terminaram a licenciatura de eng. informática comigo se encontram neste momento empregados. Já pensaste que poderás não estar a fazer algo bem nessa tua procura por emprego?

        • Antonio Ferreira says:

          o que as empresas em pt procuram, e ve-se pelos anuncios, sao recem licenciados, ou seja, pouca experiencia para pagarem baixos ordenados. pessoal senior, com vasta experiencia, para esses, zero

        • Ricardo Silva says:

          estava a pensar o mesmo, todo o pessoal que conheço que acabou o curso de eng informática está a trabalhar,

        • MC says:

          Deixa passar mais um ano e vais parar ao desemprego.
          Depois,… depois, vais dizer o mesmo que os mais velhos dizem agora, e aí aparecem os mais novos a desmentir-te. Entras no ciclo vicioso.

        • Paulo Jorge says:

          Estão a trabalhar ou a estagiar?
          é que agora está na moda os estágios para não pagar o devido…

        • Rui says:

          Diz lá o teu ordenado então… ter emprego na área da informática é fácil… agora eu não tirei um curso para ir ganhar ordenado mínimo.
          É por isso que este pais está como está… um gajo tira um curso e depois vai ganhar uns tostões.
          E ainda existe malta a dizer, eu tenho emprego, sou chulado todos os dias e trabalho 10h ou mais, mas tenho emprego…

          • Bm says:

            Ainda te queixas? Entao e aqueles que trabalham no duro, serventia a pedreiro ou nas estradas. Esses sim eh que sao mal pagos. Passam o dia ao sol e a tudo e mais alguma coisa.

        • João Carvalho says:

          Concordo… eu e os meus colegas todos a trabalhar e ninguém ganha ordenado mínimo, bem longe disso 🙂

      • Duarte says:

        sou licenciado em Engenharia Informática, tive 2 propostas de emprego no ultimo mes… recusei porque quero tirar o mestrado primeiro. os meus colegas todos de casa ja começaram a trabalhar este mes em cargos de programação porque nao querem mais estudar… onde é que tu andas a procurar emprego?

        • Daniel P.D. Silva says:

          @Duarte

          Isso depende do que andas à procura, os teus colegas provavelmente sujeitaram-se à localização e ao trabalho em si. Se tentares fazer o que gostas, provavelmente não vais ter essa possibilidade. Dou-te um exemplo, gostas e queres trabalhar em Java EE, encontras apenas Lisboa e/ou Porto. Depois tens que decidir, vale a pena ir e ganhar 700, 800 euros ou ficar “perto de casa” a ganhar 550,600 euros a programar outras linguagens.
          Aqui em PT não é fácil, as empresas aproveitam-se da grande procura e além disso são muito obcecadas com as 8h de trabalho (infelizmente na nossa área). Enquanto que lá fora, tens muitas empresas que trabalham no sentido de que o trabalho tem que aparecer feito, quer faças em casa, café ou no próprio trabalho. Esta forma de método de trabalho apenas se vê na PT e em mais 3 empresas que tenha conhecimento. Eu também optei por acabar o mestrado e só depois ir para o mundo de trabalho, não me posso queixar mas foi um pouco difícil ter o que tenho.

          @Rui
          Arranjar trabalho em PT não é fácil, se considerares que PT é só Lisboa e Porto.
          Quanto ao ordenado mínimo, até agora não conheço ninguém na área de informática com licenciatura que esteja a ganhar o ordenado mínimo. Estão todos a ganhar um pouco mais que o ordenado mínimo.
          Dizes que trabalhas 10h por dia, se eu for contar as horas que estudo para ter conhecimento em certos projetos, passam as 15h por dia, para não falar de fim de semana. Esta área exige muitas horas, não só de trabalho mas também de aprendizagem, e com os meus 35 anos, 2 filhas e felizmente sem dividas, posso dizer-te que muito colegas meus já estão muito desatualizados para a tecnologia que existe. Já nem falo de iot…

      • DSpinola says:

        Emigra! 🙂

    • Vitor says:

      A “área” Informática abrange muita coisa. Invistam em cursos especializados (certificados) e certamente encontram trabalho rapidamente.

      É uma questão de investimento pessoal, no entanto compensa pelo retorno que se obtem.

      Abraço.

      V

      • Ricardo says:

        @Vitor, o António Ferreira já nos deu exemplos de que as certificações não são sinónimo de investimento com garantias de retorno. Nas TI’s, actualmente, só empregam pessoal até aos 35 anos, mais ano menos ano, para poderem oferecer o “enorme salário” que é um SMN, independentemente das capacidades dos candidatos e do seu know-how. E digo “enorme salário”, porque o funcionário ideal, para uma grande parte destas empresas, é o estagiário não remunerado…

        • Joao says:

          “investimento pessoal, no entanto compensa pelo retorno que se obtem.”
          Compensa? Não estamos a falar do mesmo país certamente. Se no comentário do António sabemos que uma certificação MS são 6k€ (tal como uma que fiz de 9k$) quantos meses (anos) são necessários para obter o retorno com um salário sub 1000€?

    • Zane says:

      Eu sou um desses casos, mas brevemente já não.

      Quando se fala em falta de informáticos, é na área de programação ou redes, ou seja quem tem licenciatura ou um CET no mínimo.

      A área de informática para técnicos de informática(12º ano) já está completamente saturada, o que não falta é loja de informática em cada esquina a fazer concorrência uns aos outros, e também não falta é malta desempregada que acaba esses cursos de informática no 12º e não segue.

    • Thiago Peluque says:

      Devem parar de procurar tanta mão de obra especializada e pagar pouco… existem milhares de Analistas formados sem uma chance de começar a mostrar o que sabem porque querem demais e oferecem pouca remuneração, o mesmo aqui no Brasil

    • MC says:

      É verdade que existe alguma procura de gente para trabalhar de borla, tambem é verdade que terá que ter transporte próprio e levar a marmita de casa e trabalhar das 8h ás 19h.
      Parece é que os leitores, não estão a perceber a mensagem.

    • Rui Figueiredo says:

      Viva Hugo Monteiro e outros desempregados. Têm formação/experiência em CRM ou programação em C ? Obrigado! rui.figueiredo@synvios.pt

    • Ricardo says:

      O problema aqui é que também grande maioria das empresas não dá hipótese de mercado de trabalho aos recém licenciados porque pedem X ANOS de experiência…

      E agora digam-me, como querem licenciados com X anos de experiência se nem sequer dão a hipótese disso? Do tipo um recém licenciado na tem qualquer tipo de experiência profissional (seja ela CRM, JAVA, SQL, qualquer outra coisa) senão a nível académico. Como é que podem pedir experiência nessas coisas, senão a há?

      Gostava de compreender….

    • Pedro says:

      Como alguem diz mais a baixo “informaticos” e um termo muito vago… No que diz respeito a Software Engineers (e similares) acho k estudo faz algum sentido! Como eu ja muitos dos meus colegas deixaram o pais e muito mais o irao fazer! So se sujeita as condicoes percarias de trabalho ai em Portugal nesta area quem quer!! Abram a pestana e contribuam para o sucesso deste estudo e quem sabe se daqui a uns anos comecem a pagar os ordenados merecidos!!!

    • Francisco says:

      O mercado não procura técnicos de informática. O mercado tem falta de engenheiros informáticos e engenheiros de redes. O mercado precisa de pessoal capaz de programar, consertar e acima de tudo DESENVOLVER/RESOLVER os atuais desafios da área das informáticas, funções que vão para além da tecnologia em si e de saber montar meia duzia de peças numa motherboard de um computador.

      O mercado está saturado de técnicos informáticos na sua maioria jovens preguiçosos que se ficaram por uma formação básica de 12º ano, que nem CET é, numa área em que é preciso ter tantos ou mais conhecimentos que em medicina é a coisa mais ignorante que alguém pode fazer.

      Eu licenciei-me e estudei gestão hoteleira, exerci cargos de responsabilidade, esses sim mal pagos, e estou agora a estudar Eng. Informática, primeiramente porque sempre foi o curso que eu queria tirar e não pude porque os meus pais tinham a mesma opinião limitada que o sr. tem. Não ouvi falar, conheço de facto mais de seis pessoas que ainda não acabaram a licenciatura/mestrado e já tem uma ou mais ofertas de emprego mais bem pagas do qualquer emprego que eu tenha tido enquanto gestor. Só para não falar que que engenheiros informáticos ambiciosos conseguem muitas vezes criar o seu próprio emprego, caso não gostem das propostas que lhes foram feitas ou caso seja esse o seu desejo. Veja-se codacy, talkdesk e muitas outras start-ups recentes avaliadas em milhões criadas em portugal e que recrutam eng. licenciados aos pontapés.

      Novamente técnico não é engenheiro informático e o que falta no mercado são os ultimos.

      Eu não precisei de frequentar cursos de informática para saber montar/arranjar/solucionar problemas relacionados computadores ou redes domésticas. Que é o que se aprende em parte nos CETS para além da programação.

  2. nop says:

    Estudos sem nexo, a minha formação é gestao de redes e programaçao mando cvs as empresas nem respondem.. Acho que muita devem querer que pagamos para trabalhar.. A falta e quando as empresas pedem montes de conhecimento de umas 10 linguagens de programaçao, certificados microsoft, cisco, e etcc, devem pensar que essas certificaçoes e so fazer um click, e muita pedem 5 anos de experiancia.

  3. Vítor says:

    Aqui… em Portugal?

  4. Xico says:

    Um estudo completamente fora da realidade! existem muitas pessoas qualificadas e tambem recem-licenciados.

    Contudo as respostas das empresas sao sempre “nao tem as qualificaçoes necessarias” ou “Tem demasiadas qualificaçoes para podermos pagar por si”… Assim é normal que tenham falta de recursos

  5. Daniel says:

    Estudo no IST e a realidade é que todos os que saem desta instituição acabam empregados. E estes dados fazem todo o sentido, uma vez que as faculdades portuguesas de engenharia andam a mandar para fora muitos poucos engenheiros informáticos anualmente.

    Uma nota: técnico de informática é diferente de um informático em si. Não comparem uma curso de 12° ano com um mestrado.

    • PorquinhoBranco says:

      Ah, entao ta explicado o problema! É.que os ultimos 10 engenheiros informaticos formados no tecnico que conheci tinham entre eles quase 100 anos de universidade!

    • Rui says:

      Estás enganado! Muitas das competências de um bom técnico aprendem-se com a experiência, o que tu podes afirmar é que alguém com o mestrado, no início de carreira, está melhor preparado que alguém com o 12 ano nas mesmas condições.

      Quanto ao mestrado…. Tivemos um mestre que não sabia configurar um servidor para várias máquinas virtuais……

      Tens os números desactualizados em bastantes anos. O que tens actualmente é uma quantidade muito grande de licenciados e mestres sub-aproveitados e com sub-empregos mal remunerados. Quanto às Universidades, em vez do apostarem só no pedigree para os rankings como faz o IST, poderia oferecer aos seus recém-licenciados estágios, esses sim podem ser um grande trunfo para empregar alguém e ao mesmo tempo mostrar o que é a realidade do mercado de trabalho! Uma tshirt com logos do IST não forma bons técnicos, pode quando muito ser um princípio…..

      Bom domingo

      • Misteri0us says:

        mas muito provavelmente sabia-te explicar o conceito de virtualizaçao, enquanto que um técnico não mas sim instalar e por a funcionar as maquinas virtuais

        • Rui says:

          Sabes, neste país também há teóricos brilhantes que entendem que cada país deve especializar no que sabe fazer melhor e abandonar as restantes áreas para outros países… conclusão, neste momento não somos autosuficientes em quase nada (desmantelamos a agricultura e pescas e descolamos a indústria, porque polui muito e outros países fazem mais barato como a China). Alguns desses brilhantes teóricos estão muito bem colocados, um até é o Presidente de todos nós!

          Outros teóricos brilhantes (alguns até repetentes), achavam de devíamos ter uma moeda comum a toda a Europa, apesar dos diferentes estados das suas economias e até devíamos abrir as fronteiras à concorrência porque a nossa competitividade ía saír reforçada… o resultado estamos todos a sentir, com a moeda única forte e o tribunal constitucional descobrimos que não se pode cortar a despesa do estado nem produzir mais euros (outra forma de desvalorizar a moeda sem a população sentir o impacto dos cortes), resta apenas aumentar mais impostos para sustentar esta coisa! A ajudar à festa, a abertura de fronteiras a outros países permitiu demonstrar uma evidência, a Europa decadente está a empobrecer e os países que detêem a indústria está a enriquecer…..

          Finalmente os brilhantes teóricos, alguns deles professores catedráticos e que raramente se enganam, descobriram que vamos em direcção a um muro e sem ninguém a mexer uma palha para mudarmos de rumo. Como o país depois de 1974 sempre foi deficitário, agora toda a gente está a descobrir o óbvio, estamos super-endividados e só há uma saída, resta-nos exportar mais do que importamos ou é o Fim!

          • Misteri0us says:

            Não estou a ver colegas meus que desistiram do curso a trabalhar ou na intel, ou na nvidia, ou na cisco, ou na f-secure… ou achas que a virtualizaçao nasceu assim do nada? Para alem da engenharia também existe a ciência.

            para mim um técnico sabe usar as ferramentas que lhe é disponibilizado, enquanto que um engenheiro sabe fazer as ferramentas para os outros usarem.
            Da mesma forma que ha engenheiros e engenheirinhos, também ha técnicos e tecnozinhos.

          • Rui says:

            Não percebeste o que eu disse. Bill Gates e Steve Jobs não desistiram de estudar para trabalharem para outros (mentalidade muito portuguesa, esperar tudo dos outros), mas decidiram tomar nas suas mãos os seus próprios destinos.

            Claro que o caminho é muito mais difícil e incerto (muitos ficam pelo caminho), mas são essas pessoas, empreendedoras que gerem o seu próprio destino e de muitas dezenas, centenas ou milhares de pessoas!

          • SMPM says:

            Sem os teóricos não se criam enm desenvolvem “coisas”, no exemplo da virtualização, sem teóricos a pensar o que fazer e como fazer e começarem a planear formas de exprimentação para chegar ao produto final o mesmo nem existiria, por conseguinte os técnicos que sabem executar em detrimento do teórico não teriam nada para executar.
            Mais respeito por quem pensa e inventa, porque esses é que criam o chamado desenvolvimento.
            Desenvolver aplicações, instalar sistemas, configurar infraestruturas 80% dos técnicos sabem fazer, agora pensar e planear os mesmos apenas 20% o sabe, os tais teóricos!

    • Fábio Cardoso says:

      Até que enfim alguém diz algo de jeito…

      • Ricardo says:

        Gostaria de saber se quando vós ultrapassardes os 35 ou 40 anos continuais a pensar assim… Sim, os recém licenciados conseguem (ou vão ainda conseguindo) emprego, mas a troco de salários cada vez mais baixos e do desemprego dos que ultrapassaram a fasquia da idade. Nem todas as empresas contratam por este prisma, felizmente, mas a maioria parece-me que sim…

        • Fábio Cardoso says:

          Não considero baixo um salário de 4 dígitos brutos para 1 licenciado.

          Durante este ano tive várias propostas de outras empresas mesmo estando empregado.

          Quando passar essa idade espero ser bom o suficiente para não ter que acontecer isso, porque o mercado atual, quem realmente é bom no que faz e demonstra, tem lugar garantido.

          Mas é só uma opinião como é óbvio não se pode generalizar.

          • Misteri0us says:

            depende… se for 1000eur brutos… acho que não te aguentas muito tempo numa cidade cara, sobrevives graças a ajuda dos papas.

          • Flávio says:

            Se o salário bruto de 4 digitos que falas for 1000 ou 1100 brutos, não é muito.

          • Ricardo says:

            @Fabio, quando chegares a essa idade e se estiveres na situação de teres de enviar CV’s, provavelmente vais chegar à conclusão de que a tua experiência de pouco te vale no mercado de trabalho em Portugal, pois a leitura desses CV’s termina quando chega à tua data de nascimento… A não ser que tenha bons padrinhos…
            Quando ao teu salário, parabéns, pois é muito bom para um recém-licenciado (no contexto actual). Mas está muito acima do que é, infelizmente, verificado na maioria dos casos, actualmente.

          • J says:

            O que é para si um salário de 4 dígitos? 1000€? 9999€?

    • Humberto Vasco says:

      Isso foi só para te encheres de orgulho, não foi? Seja do Tecnico, seja do ISEL ou seja da FCUL as pessoas saem de lá e normalmente têm emprego, não é exclusivo do IST. Agora, não confundas as coisas: recém-licenciados são carne para canhão, são fillers e nada mais. Um anito de experiência e quiçá até te reconhecem mais competências, mas desengana-te se achas que deixaste de ser carne para canhão. E é ao fim de 3 ou 4 anos de “experiência” em algo é que as coisas se começam a tornar interessantes: começas a reparar que muitos dos que trabalham contigo nem sequer tiraram curso de informática, alguns são eng. electrotecnicos, alguns físicos, alguns matemáticos, até pessoal de gestão e começas a reparar que embora existam muitos “informáticos” ainda a trabalhar contigo, tens um número muito elevado dos “outros” também…. de onde vieram eles? Pois é, é nessa altura em que realmente começas a entrar no universo das IT e consultoria realmente, onde tens pessoal com uma carrada de competências que por fazerem algo bem e com experiência comprovada já se sobrepôs ao canudo com que sairam da faculdade. Mas desengana-te, até aqui continuas a ser carne para canhão. E posso dizer-te: um jovem que trabalha comigo tirou o 12º ano de informática e depois seguiu física, sem ter acabado o curso, pelo que diz por ter decidido começar a trabalhar. Já trabalho com ele há 7 anos (basicamente desde que ele “decidiu começar a trabalhar”, e me veio parar às mãos), e não trocava o rapaz por nenhum licenciado em informática, com mestrado, com doutoramento ou pintado a ouro sequer. No entanto há uns anos atrás para lhe dar o aumento salarial que ele merecia mas que por não ter canudo os rh não lhe queriam dar tive de me envolver em políticas internas e prescindir de um licenciado (pré-bolonha, ainda sou do tempo que a licenciatura valia alguma coisa, sem ter de ter mestrado, isso e depois doutoramento ainda eram DUAS portas abertas), e fi-lo sem qualquer peso na consciência ou pensar duas vezes. Ele agora é o responsável por QA e esteve responsável por um projecto que já ganhou imensos prémios internacionais, e tu continuas a ser carne para canhão. Não compares o que achas que ficas a saber com um curso superior de informática com a realidade de consultoria e IT.

      • Luís says:

        Concordo com o seu post Humberto, nestas situações em que muitos discutem qual a melhor formação, pela minha experiência o que importa é a qualidade da pessoa. Muitos confundem que o facto de uma pessoa ser Licenciada numa qualquer faculdade é sinónimo de qualidade o que é um erro. O facto de terem no CV made in IST, FCT , ISEL … não é qualidade garantida só o é quando essa pessoa o provar até lá e como o Humberto bem disse é carne para canhão.

  6. Alvaro Neves says:

    É sempre bom ver noticias desta, só me da vontade de rir, se há assim tenta necessidade de informáticos, O porquê de ter de emigrar para arranjar trabalho??
    Mais uma noticia para encher.

  7. Comecem a pagar ordenados decentes, os informáticos aparecem 😉

    • Bruno Dinis says:

      exatamente! há uma ligeira fatia de informáticos que são muito bem pagos! o resto são mal pagos para o que fazem. Na minha primeira entrevista ofereceram-me 350€ para ser consultor IT na CGD.. de rir.. nem sequer disse mais nada, levantei-me e saí.

      Os informáticos (e outros) só saem à procura de melhores condições de vida, porque programar durante 8 horas por dia e receber 600€ ninguem quer. Em Lisboa, onde ha mais oferta, os ordenados são melhores, mas em algumas consultoras bem conhecidas, para se ganhar 1000€ limpos têns de trabalhar à volta de 10h por dia!!

      • Misteri0us says:

        E olha outra bem recente, que ate a PT ainda está a procura. Um gajos com experiência, que esteja em duas ou três areas da Informática (networking, desenvolvimento e base de dados), e que tem disponibilidade para viajar… e o mais bonito para lhes pagar pouco mais de 1000eur líquidos.

      • Diogo says:

        Vou começar pela segunda parte, sim concordo.

        Passando agora à primeira, porque raio te candidatas à CGD?

  8. gigas says:

    sou recém licenciado e arranjei rapidamente emprego em diferentes empresas. Até negociei o salário com algumas delas. Tive contactos de outras empresas a tentarem demover-me da minha opção por uma empresa para ir trabalhar para outras. Eu pessoalmente não noto falta de emprego nas áreas de programação. Quanto às áreas de técnico de informática, sendo eu também técnico (12 ano) acredito que haja mais dificuldade.

    Quanto aos informáticos que partem para o estrangeiro a resposta é simples: somos mal pagos em Portugal. Banalizam a profissão. Mas os principais culpados são os próprios que aceitam salários miseráveis porque se não for eu, há mais quem faça. E os salários baixam drasticamente.

  9. Rui says:

    Sou técnico de informática e trabalho num call center.
    Tentei durante algum tempo trabalhar na area mas o melhor que consegui foi 800€/mês onde tinha de andar sempre de um lado para o outro em todo o país e sem horários,
    a unica certeza era as folgas ao fim-de-semana e feriados, ao fim de algum tempo isto de andar a dormir fora de casa só porque o patrão diz que tem de se inventar algo para fazer no cliente para ganhar mais uns trocos levou-me a rescindir porque gostava muito de ter uma vidinha e não faz parte do meu ADN enganar pessoas.

    Trabalhei também numa loja a fazer reparação e montagem,
    para além do horário de centro comercial o grande problema ai era nunca receber a horas.

    Moral da historia:
    Decidi voltar a trabalhar para empresas grandes que pagam a horas e há mais certezas de horários.

    Acho curiosas estas noticias em que há falta de pessoal nas TI e depois é ver anúncios para programadores que conheçam 7 linguagens de programação e pagam 750€ :-S

  10. Filipe says:

    Isto não será mau para o país? Voltar aos passado por falta de pessoas para manter o presente/futuro no seu caminho?

    • Humberto Vasco says:

      Isso é tanga… não há falta de informáticos no país, há sim falta de informáticos que queiram pagar para trabalhar, que basicamente é o que muitas empresas gostariam que viesse a acontecer. A verdade é que as “grandes” IT de Portugal absorvem a mão de obra barata mal estes saem da faculdade (aka, carne para canhão), os jovens saem de lá a pensar que levam grandes condições salariais. Más não são, é verdade, mas estamos a falar de jovens que entram numa empresa sem função bem definida e quando finalmente tiverem função definida e competências e skills bem patentes esqueçam lá isso de pensar que o salário será actualizado em concordância pois nunca mais será… E mais baixo ainda pagariam se não perdessem com isso o potencial de ter alguns informáticos bons no meio da fornada inicial que assimilam (que muitos vão embora no primeiro ano, pura e simplesmente).

      Em suma: isto é um choradinho para ter mais informáticos ainda (mais carne para canhão) para poderem descer ainda mais os salários.

  11. Paulo Santos says:

    Este estudo é um absurdo.
    Empregos em informática (a esmagadora maioria) só via empresas de outsourcing em que, essas sim, ganham bons dividendos do trabalho dos técnicos com a desculpa de “ao menos arranjam trabalho”.
    A precariedade é assustadora, as empresas que contratam dispensam os técnicos só porque sim e ainda passam mensagens de suspeição sobre a competência do trabalhador. Muito haveria para dizer sobre o tema… Esta prática devia ser abolida.

    • Humberto Vasco says:

      A isso chama-se “bodyshop”, e é a maioria das empresas IT em Portugal. Tens umas 3 ou 4 realmente IT e o resto são “talhos” (e já estou a ser extremamente simpático, porque na realidade conto 3).

    • Abílio Mendes says:

      Paulo Santos, completamente de acordo, este estudo serve os parasitas que empregam e serve muito pouco os engenhenheiros e informáticos. As competência nesses sítios são premiada através de outras practicas, também engenhosas, mas que não fazem um bom engenheiro ou informático. Estes parasitas andam à procura de gente para explorar (os que gostam do seu ofício e que são bons a faze-lo) e dos que sabem como explorar (os que tiraram o curso de engenharia mas que não são bons).

  12. João Gonçalves says:

    Eu sou TGPSI e estive quase 2 anos à espera de emprego na minha área, como não consegui alistei-me no Exército, emprego certo se quiser.

  13. Luis Silva says:

    Sim pois, ta claro, há emsmo emrpegos na área de Informática mesm à esquina, eu tirei 12º ano na área de informática, já lá vão uns aninhos e até agora ainda procuro primeiro emprego, não só na informática, e até agora ainda só tive estágio profissional na ENAME…..claro que não me deram contrato mesmo pois os estágiarios é quee stá a dar…..

  14. Miguel says:

    Bom dia, e verdade que existem muitas ofertas de emprego na área da Informática, mas muitos deles pagam 600€, outros pedem quase o impossível que e uma pessoa dominar 10 linguagens de programação ter experiencia de 10 anos etc…
    Por isso na minha opinião o mercado de Ti em Portugal não compensa.

  15. Ricardo Fonseca says:

    Há falta de recursos de IT em Portugal porque “fogem” todos daqui para fora. E a razão é a seguinte:
    “Os informáticos são os trolhas das engenharias”.

    – ordenados baixos.
    – só arranjam emprego se estiverem em condições de estágio profissional.
    – têm de ser especialistas em 50 linguagens diferentes.

    Com critérios destes é difícil……

    Pode ser que com a falta de recursos, as empresas lhes dêem mais valor.

    Nota: sou licenciado em eng. informática, trabalho à 10 anos e nunca estive desempregado.

    • Ricardo says:

      Concordo com tudo que disseste. Acrescento apenas que muitas empresas até preferem estágios curriculares (não profissionais), para terem alguma mão-de-obra completamente gratuita…

    • Humberto Vasco says:

      Nem mais… Mesmo os que acabam o curso e são recrutados directamente para as empresas (muitos deles nem completam um ano de casa sequer), sentem que levam um ordenado “bem bom” para casa mas é um ordenado que mal será actualizado enquanto lá estiverem (compensa sempre mais ganhar experiência para por no CV, pedir uma carta de recomendações e de preferência poder referir um ou outro projecto de relevo que possa mostrar e saltar para nova empresa negociando o salário com melhores condições à entrada, pois de outra forma nunca hão de ver correspondência entre as responsabilidades que se vai obtendo ao longo do tempo com o que se vê no recibo de vencimento).

    • Zé do Telhado says:

      Tens toda a razão e estou numa situação igual à tua, trabalho à 11 anos, nunca tive desempregado e até ganho relativamente bem.

      No entanto, a culpa disso não é só das empresas, é de todos os informáticos que se vendem barato, como se não houvesse uma falta enrome de informáticos, e tenho o meu exemplo, todos os meses sou contactado por imensas empresas, tal é o desespero para encontrar alguém, mas poucas estão dispostas a pagar o que peço, pois eu não vou mudar para ganhar menos e para fazer o mesmo. Para mim isto é muito simples, querem-me contratar para colocar numa empresa a receber às vezes mais 3x do que me pagam, têm de me pagar bem. O outsourcing em Portugal no que toca aos informáticos é um escândalo, e quem aceita o ordenado mínimo na nossa área é, desculpem o termo, estúpido! Lamento imenso mas não há outra palavra para descrever. Para isso emigrem que o que mais falta por essa Europa fora é informáticos e pagam muito bem.

      O que eu vejo é “Managers” sem fazerem grande coisa, com muito menos competências técnicas que eu, e só porque falam bem (apesar de eu também saber vender banha da cobra, só não gosto de o fazer, pois gosto é de programar) a ganharem melhor que os informáticos, muitos destes managers, sairam (e desistiram) de eng. informática pois nem uma linha de código sabiam fazer. Conheço meia dúzia de exemplos. Além disso têm logo carrinho (muitas vezes carrões) e quem amocha, muitas vezes em projectos desinteressantes, a fazer noitadas sem ganhar nada a mais é o desgraçado do informático, muitos com o ordenado mínimo. Isto é Portugal no seu melhor.

  16. Ricardo says:

    Muito provavelmente, quem faz estes estudos, ou tem interesses em empresas de TI’s, pelo que quanto mais oferta de candidatos houver menor a remuneração que tem de oferecer, ou então está fora do contexto e limita-se a recolher opiniões de empresários da área, “esquecendo-se” da grande fonte que é o IEFP, no caso de Portugal…

  17. Ricardo says:

    Quem não quiser emigrar e/ou trabalhar longe da família, esqueça esta área de trabalho… Deixo-vos a minha experiência:
    – Quando estive desempregado, enviei dezenas (centenas?) de CV’s, sem nunca ter conseguido uma entrevista sequer. As ofertas que me íam surgindo forçavam a emigração.
    – Quando finalmente consegui uma entrevista, consegui também o emprego (se calhar o problema não estava no candidato mas sim nas empresas que nem olhavam para os CV’s recebidos)… Mas só o consegui noutra área de trabalho, que não das TI’s…

  18. Luis Fonseca says:

    Eu sou técnico de informática e não consigo arranjar emprego em lado nenhum como é que este estudo foi feito ?

  19. Bruno Jesus says:

    Isso é tudo muito bonito, mas na realidade pagam uma miséria de ordenados, deviam era faltar ainda mais para nos darem o devido valor.

  20. nop says:

    Em portugal quem tem mais de 35 anos o meu caso emprego nem o ver, Conhecimentos tenho redes cisco porque a minha formaçao foi baseada em cisco, sistemas operativos windows e linux gosto de ambos, tenho tambem conhecimentos de programaçao OOP da Microsoft na qual tenho certificado.
    E todos os dias tento evoluir nesta aria. Também gosto de pentesting. O que tenho visto empregos ou estagios com idade inferior a 35 anos. Quem tem mais de 35 anos deve ser velhote. .

    • Rui says:

      Tens de apostar também na formação na língua portuguesa, estás a dar erros de palmatória e não é a escreveres depressa, esses toleram-se……

  21. Bruno Pereira says:

    Isso tudo é uma Treta! qualquer pessoa hoje em dia percebe de IT, só precisam é de uma oportunidade e se este Sr. da Prime IT não consegue pessoas qualificadas, que contrate pessoas e as qualifique e vai ver que só tem a ganhar.

  22. ZeroSix says:

    Boas a todos, este é o meu desabafo a cerca do assunto:
    É apenas a minha opinião!
    Bem isto quando se fala de informática é preciso dividir em tópicos. Estou a estudar engenharia e sou tecnico de informática. E uma coisa “não tem nada” a haver com a outra.

    No caso dos tecnicos há sim desemprego. Cada vez mais lojas de informática fecharam. E mesmo as empresas que pagam oferecem 600€ e com muita sorte.

    No caso da engenharia já é diferente. Pode-se sim dizer que há falta de profissionais. Pois a maioria das faculdades em média para formar um licenciado demora 4/5 anos em média e um mestre em 7anos. E continuam a sobrar vagas com fartura.
    Na minha faculdade há em média de 150 inscritos todos os anos e talvez acabem em média 20~30 por ano. Quando chega aos 20.

    E pode-se dizer que nós portugueses somos bons na área de engª informática e por isso há tanta oferta no estrangeiro para nós.

    Agora é claro qual é a minha vontade de estudar 4 ou 5 anos para receber 700 e qql coisa(valor máximo dos estágios renumerados) para ficar em portugal? Um recem licenciado em Lisboa na melhor hipotese(melhor das melhores e em consultodoria) consegue 900~1000€ de ordenado. Embora a maioria ofereça 750/800€. Quando lá fora oferecem o dobro sem problemas.

    Outro aspecto que gostaria de referenciar é o facto das empresas pedirem ao mesmo tempo:
    Um programador com 10 linguagens de programação
    que seja analista de base de dados
    que seja webdesigner
    que seja Especialista de redes
    que perceba de multimedia
    e se faz favor que fale 3 linguas.

    O outra realidade atrasada neste país é o facto de nas propostas de emprego não haver indicações do salário como na inglaterra. Claro que de costume é o empregador a querer oferecer o mínimo possivel ou ninguem aparecia nas estrevistas. Mas enfim…
    E como há muita procura deveria a oferta ser melhor. Mas a realidade essas empresas que afirmam ter vaga para 60 não querem melhorar a oferta para serem mais atraentes e depois queixam-se que tem falta de empregados.

    É apenas a minah opinião. BOm domingo 😉

    • Man says:

      Nenhuma empresa que esteja a contratar um designer, quer que ele seja especialista em 10linguagens de programação e analista de base de dados ao mesmo tempo…
      Se essa empresa te pediu isso tudo, é porque não é certamente um empresa em que devas sequer ponderar trabalhar.

      • Nelson says:

        Pois é, mas são essas empresas que oferecerem preços baixos aos clientes, e que conseguem os parcos trabalhos que se pedem em Portugal…

        Ninguém está interessado em inovação, e quando é, é para ganhar um prémio, e pelo mais barato possível… 😉

    • Humberto Vasco says:

      Concordo com quase tudo, excepto isto:

      “O outra realidade atrasada neste país é o facto de nas propostas de emprego não haver indicações do salário como na inglaterra.”

      Se Inglaterra indica ou é excepção ou tiveste sorte nos anúncios pois vais procurar pela Europa inteira e não haverá um anúncio que te diga à cabeça qual o salário que têm em mente para a posição que oferecem. E digo isto por experiência: Finlândia, Suécia, Holanda, Irlanda, Alemanha. Serão estes também atrasados? Posso ainda dizer-te que um dos anúncios que vi Finlandeses faziam uma coisa ainda mais gira, no formulário de candidatura a uma posição perguntavam qual o salário que pensavas auferir (e era de preenchimento obrigatório). Agora, seja para filtrar possíveis “malucos” sem contacto com a realidade, seja para fazer sort pelas ofertas mais baixas, isso só eles saberão.

      E eles dizerem que têm vaga para 60 quer dizer que precisam de 60 pessoas para venderem que nem talhantes. Desconheço o negócio da PrimeIT, mas uma vista de olhos pelo site deles e pelo que “fazem/fizeram/farão” e ofertas de emprego aquilo não me parece outra coisa que não bodyshop.

      • Pedro says:

        “Se Inglaterra indica ou é excepção ou tiveste sorte nos anúncios pois vais procurar pela Europa inteira e não haverá um anúncio que te diga à cabeça qual o salário que têm em mente para a posição que oferecem”

        Desculpa mas estas enganado!!!
        Eu estou na Inglaterra faz 6 meses. Vim para ca, mesmo estando a trabalhar em PT so pela simples razao que me foi informado qual o valor que me iriam pagar, e que foi muito atraente.
        Posso te dizer que a procura aqui por programadores e tremenda. Tanto que as empresas “atropelam-se” umas as outras com beneficios, ordenados e afins. E digo-te ja que em TODAS as propostas que me sao feitas, me indicam o ordenado, mesmo antes de me dizer quais os requisitos.

  23. FR says:

    Sou Sys e Network admin na minha empresa além de participar nos projetos dos clientes em áreas de sistemas e redes.

    Sou certificado Cisco CCNA, Microsoft MCSE , Checkpoint CCSA e mais outras mais pequenas certificações.

    Tenho 28 anos.

    Antes de pensar se ia ganhar muito ou pouco preocupei-me em descobrir o que gostava mesmo de fazer. Farto-me de estudar não porque quero lutar por um emprego ou melhor salario,mas porque adoro o que faço.

    Ganho 1100euro limpos por mês.

    Como tudo na vida é preciso sorte mas também é necessário muito trabalho. Se não querem sentir-se uns frustrados perguntem-se a vós mesmos se é MESMO isto que vocês gostam de fazer…

    • Luís says:

      O melhor comentário de todos até agora.

    • Ricardo says:

      @FR, para ter certificações é preciso ter dinheiro para as ter. Nem todos têm essa disponibilidade financeira! E se leres os comentários anteriores, verás que não dão garantias de emprego… Tens 28 anos, vês ainda tudo cor-de-rosa, mas quando tiveres 38, 48 ou mais, será que ainda acharás que tudo depende apenas de ti?…
      Estudar algo porque se gosta, não é um exclusivo teu. Casado e com filhos, licenciei-me em regime nocturno, após 8 horas de trabalho diário. Em 2 dos 5 anos dessa licenciatura, obtive prémios de mérito como melhor aluno do meu curso. Quando ingressei nas TI’s, em termos profissionais, tive excelentes resultados, reconhecido pela entidade patronal. A crise recente na economia, e os cortes das empresas públicas nos contratos com as empresas privadas das TI’s, foram a razão que levaram ao encerramento da filial da empresa onde trabalhava. Os laços familiares foram a razão que impediram a minha deslocação para a sede dessa empresa (a centenas de km’s), apesar dos convites recebidos, ou de aceitar convites para o estrangeiro.
      Tive de mudar para uma outra área de trabalho, para me poder manter junto à família, pois esta tem sempre prioridade para mim.
      Portanto, nem sempre podemos fazer profissionalmente o que gostaríamos de fazer, e isso dá-nos alguma frustração sim, mas não causada por falta de esforço da nossa parte… A vida também te ensina muito!

      • FR says:

        Tal como referes definiste as tua prioridades (com as quais me identifico já agora) e tomaste a devida opção.

        Quanto às certificações foram self study…. Paguei os exames apenas.

        Do ponto de vista da idade não creio que veja as coisas cor-de-rosa. Tenho Mestrado e tanto antes como depois aceitei ordenados de 500 e 600euros. O salto monetário deu-se depois naturalmente mas só aconteceu porque arrisquei e não me acomodei ao que parecia “seguro”.

        Ainda que a vida me traga a necessidade de trabalhar numa área completamente diferente (já por lá passei) há uma coisa que eu sei: eu gosto DISTO (IT) e, nem que seja como hobby, vai-me acompanhar a vida toda.

        Claro está que as variantes familiares têm peso e a vida não é linear mas o meu comentário inicial teve um objetivo diferente. 😉

        Já agora, do ponto de vista do ordenado tenho um colega que está na casa dos 30 e muitos anos e ganha 2700eur brutos. Andou pelo estrangeiro num mercado com projetos de muito maior envergadura do que os que encontra cá. Tem CCIE da Cisco e objetivamente, para mim, é um exemplo daquilo que é a sorte misturada de mérito e profissionalismo.

        Como digo, nós não escrevemos totalmente o guião da nossa vida… Mas se há alguém que pode escrever uma grande parte, somos nos.

        Um abraço!

        • Antonio Ferreira says:

          FR, sim, self-study, algumas das minhas certificacoes tb sao assim, pagando “apenas” os exames, mas, e o resto ? qt custam os studys guides ? qt tempo investiu para chegar ao fim do MCSE ? 9 exames, algures por 150€ cada, e pelo menos 1 ano a partir a cabeça. e o equipamento para testar cenarios ?,ok, pudemos usar maquinas virtuais para simular redes, mas, ate agora, so falei de dinheiro a sair do bolso. e a entrar ? e depois, todo este investimento para 500/600€ ? ha, e mais, um engº é-o para toda a vida, um MCSE, MCDBA, etc, de 2 em 2 anos, toca a fazer updates aos exames, senao perder a certificacao, ou seja, mais investimento, mais estudo, etc.

          • FR says:

            Naturalmente que se vai ajustando essas certificações com o emprego e as respetivas necessidades 😉

            Não sou nenhum tolo em andar a tirar certificações só porque sim… 😉

            Isto para dizer que também tenho o apoio €€ da minha entidade patronal

        • tiagoxjester says:

          isto é só um aparte, mas 2700 brutos com um CCIE? desculpa lá mas esse teu colega tb deve gostar de ser explorado… o gajo que tá na Siemens ganha 15 mil.

        • Rui says:

          Achas que tens um grande salário por 1100 e o outro triste, ganha muito a ganhar 2000 limpos por um CCIE? Ou das duas uma, ou vocês são tolos, ou isto foi escrito por uma firma de recrutamento.

      • Diogo says:

        Não percebeste o ponto dele

      • Catarino says:

        O melhor certificado que podes tirar é o da vida e esse sim vale muito.
        venha lá quantos certificados vierem o mais importante é a experiência e essa não aprendes na escola, mas infelizmente o nosso país só se interessa com papeis a “dizer” que sabes fazer algo e não o que realmente sabes fazer.
        Essas são as pessoas que fazem o país mexer não essa cambada de ignorantes que andam toda a vida a tirar certificados à conta dos papas e no fim dizerem que são muito bons.
        Obviamente não são todos assim, mas existem tantos que até mete dó.
        Culpa deste governo que acha que deve “dar” diplomas a tudo o que mexe para ficar bem visto na união europeia.
        Já lá vai o tempo que as pessoas aprendiam informática por gosto, hoje em dia é apenas mais um diploma porque é giro e dá dinheiro.

        • FR says:

          A experiência é importante mas os ditos certificados / papéis / canudos também e não só para Portugal. Já tive alguns convites para ir para fora e tal ficou-se a dever em parte às certificações…

          Dizer que se tem experiência toda a gente pode dizer… Ter um CCIE (que eu não tenho) nem todos…

          • Catarino says:

            de que serve teres certificados / papéis / canudos, e no final de contas não saberes fazer nada?
            Sim é verdade, infelizmente já apanhei muitos assim…

          • FR says:

            Desafio-te a apresentares-me um CCIE “que não saiba fazer nada”.

            Além disso ninguém está a fazer a apologia de que certificações é que é… Já conheci profissionais muito bons sem certificações.

    • lmx says:

      FR desculpa, mas trabalhas tanto para tirares 1100 euros por mês??

      Sabes quanto ganhavas por exemplo no Luxenburgo?por volta dos 6000 euros, mais carro a tua escolha até determinado valor(que é alto), etc, e no final do mês o teu patrão agradece-te, por estares lá a trabalhar…

      Percebes-te a diferença?
      Aqui recebes o ordenado de um bom Técnico com 12 ano…mas sem formação de monta…

      Secalhar não estas assim tão bem,…já pensas-te??

      cmps

      • FR says:

        Viva,

        Faltam prémios e outras regalias que não descrevi. A acrescentar a isso gosto muito de viver por cá pois é neste país que tenho as minhas raízes, leia-se: amigos, família, etc.

        Respondendo diretamente à tua pergunta: são 1100eur mais regalias que no fim do ano traduzidas em euros dá uma quantia importante. Saio do trabalho a horas decentes (18.15 máximo salvo alguma urgência), gosto do que faço, sim estou bem 🙂

        • ManeldasCoves says:

          É pouco. Mais uns pozitos, e diria que não ganhas mais que 1500. É muito pouco.

          Tenho um CV fora do normal, admito. Estou na função pública, entro e saio às horas que quero, e ganho 1800 euros limpos + 2 ou 3 trainings pagos por ano; e não tenho um 2o trabalho pq não quero. O que ganho e as regalias, pode traduzir-se há vontade num salário de 2400 no privado, e se decidir fazer mais algo por sair às horas que quero, então teria de ganhar quase 3000 limpos no privado para compensar.

          Admite-se que eles pagavam bem mais a firmas de consultoria para fazer o tipo de trabalho que eu faço…

  24. S.Silva says:

    Bem… tenho um curso nivel 5 em redes, Cisco CCNA nivel 2, 2ano Eng Informatica (o qual , até ver, penso que não valha a pena acabar) experiência de 3 anos a trabalhar na área de redes, helpdesk e administração de sistemas, durante este ano fui a algumas entrevistas 90% das quais pagavam me 600€, cheguei a fazer 300km para ir a uma entrevista para me oferecerem 550.
    Neste momento trabalho num armazém (trabalho não qualificado onde ganho quase o dobro), a meu ver não irão faltar 8 mil, irão faltar mais… a não ser que as pessoas gostem de se sujeitar a ser exploradas e ridicularizadas..

    • ManeldasCoves says:

      Só vou dizer isto de uma forma simpática por causa da moderação. Para fazer 300km e oferecerem 500, eu dizia-lhes *pelo menos* para dar banho ao cão. (nah, dizia-lhes muito pior)

  25. Hugo Monteiro says:

    É verdade que em programação se consegue mais emprego nas TIs, mas mesmo assim é como disseram antes. Pedem muitas linguagens de programação e pagam muito pouco.
    Estou empregado mas sei da dificuldade que a maior parte das àreas de TI têm. A praga dos subcontratados é norma, e os salários são minimos. Pedem certificaçoes e diplomas, mas quando os temos dizem que somos demasiado qualificados, se nao temos pagam o Salario minimo pois nos falta qualificaçao.
    Experiencia é igual, se a temos somos muito caros, se nao a temos pagam o minimo que possam.

  26. Toze says:

    Só para acrescentar a primeIT é uma das piores consultoras para trabalhar(pelo menos na zona norte).

    Quanta à falta de trabalhores é mentira. Conheço muitos colegas que estao a emigrar à força toda, porque estão fartos de ser escravos outsourcing mal pagos.

    • lmx says:

      pois actualmente os esclavagistas estão ao rubro…
      e o esclavagismo funciona…porque no fundo quem é dono destas empresas de carne, são precisamente menbros do governo…porque se não fosse assim, já a justiça tinha acabado com a corrupção e escravizacao do trabalhador..ha quase dois anos a PJ andava a investigar estás empresas que mais não são que esclavagistas e não pagadores de impostos…onde está a porcaria do resultado dessas investigacoes???
      quem as abafou e porque??

  27. gteles says:

    Na minha empresa estamos a contratar programadores, segundo sei aqui no Porto existe alguma oferta… Basta abrir o itjobs ou outro site de emprego.

    http://www.blip.pt/

    • Ricardo says:

      Tem piada, enviei a essa empresa alguns CV’s há uns tempos atrás, mas era das que nem resposta davam… Se calhar, paravam a leitura logo na fase inicial do CV, aquela que menciona a idade do candidato… Não deviam chegar a ler a carreira deste enquanto estudante, enquanto trabalhador, nem a analisarem o perfil psicológico e postura profissional deste, como uma boa análise assim o deveria requerer…
      Talvez este candidato tivesse algo errado, mas ainda assim, por uma questão de ética profissional, uma resposta deveriam enviar, não?

    • ManeldasCoves says:

      A IT Jobs só mostra empregos de engajadores/negreiros vulgo “consultoras” da treta. Há outros sites…

  28. Redin says:

    Para os interessados em fazer parte de uma equipa com participação na empresa, procura-se espírito empreendedor:
    -Administrador de Sistemas Sénior com muita experiência em Linux (RedHat/Debian) e em servidores de email.Conhecimento suficiente para saber escolher e decidir sobre escolhas técnicas e tecnológicas além de ter a capacidade de poder ver/antecipar potenciais problemas e desenhar e implementar arquiteturas (das competências técnicas é imprescindível um bom conhecimento de redes, protocolos e comunicação)
    – programadores C/C++ com conhecimentos de scripting e base de dados relacionais.
    – um administrador de sistemas como consultor, que saiba bastante sobre segurança, de forma a que possa aconselhar, configurar e auxiliar ao nível da infraestrutura, redes, segurança, etc.
    Para maior detalhe, por favor, contactar Startup Business Consulting – http://startupbc.pt/

    • tiagoxjester says:

      Já agora, publique os salários correspondentes a cada oferta. Com a quantidade de desempregados que escreveram neste post aposto que deve haver interessados…

  29. David Guerreiro says:

    O que as empresas pedem são estágio profissionais para não pagarem nada, e preencherem vagas com estagiários. Há um enorme aproveitamento por parte das empresas dos estágios.
    Depois querem tudo e mais alguma coisa: o técnico tem de saber programar, gerir sistemas, soldar, varrer o chão, etc.

  30. Rui says:

    Apesar de haver muitas razões para reclamarmos sobre as condições oferecidas, pergunto eu, porque não decidem criar o vosso próprio emprego?

    No início é verdade que é difícil prosseguir em frente, mas se não arranjam emprego… e esta área até nem exige grande investimento inicial…. para além de que a sede pode muito bem ser a vossa casa ou casa dos pais! Porque não!?

    Em Portugal existe uma grande falta de empreendedores (sou contra licenciaturas de empreendedorismo, como se as pessoas passassem a arriscar mais por terem um curso…), e para ganharem as misérias de salários, acho que devem ponderar. Como pensam que o Bill Gates começou? (ele nem sequer acabou o curso superior) ou o Steve Jobs (começou a produzir e vender computadores na garagem dos pais adoptivos)……

    • Ricardo says:

      @Rui, na minha perspectiva, a falta de empreendedorismo, mesmo sem grande investimento inicial, deve-se a várias razões, nomeadamente:
      – Falta de coragem (inata ou por influência social);
      – Falta de know-how técnico, principalmente a quem termina um curso, pois, por muito que tenha aprendido neste, aprende-se muito mais com a práctica, nas actividades profissionais;
      – Falta de competências comerciais e domínio das técnicas de venda, pois podes ser excelente numa profissão qualquer, mas se não a souberes promover ou “vender” as tuas ideias, sabes que nunca terás sucesso. E essa aptidão comercial não existe em todos os indivíduos, pois os mais tímidos dificilmente serão excelentes comerciais, ainda que possam melhorar ligeiramente;
      – Noutras situações ainda, porque os encargos financeiros que já são suportados a nível pessoal, não permitem arriscar o estar sem remunerações por muito tempo. Até porque, para uma grande parte das famílias em Portugal, o nível salarial não permitiu gerar grandes poupanças, logo dificilmente é encontrada a almofada financeira de segurança, necessária a quem pretende iniciar algo por sua conta. Não tem só a ver com investimentos iniciais, mas com o período necessário a que a rentabilidade surja, substituindo os salários que deixam de existir…
      O Bill Gates é, acima de tudo, um excelente comercial. E os que se enquadram neste perfil, vendem qualquer coisa, até “gato por lebre”, se o quiserem… O Steve Jobs começou, como disseste, na garagem dos pais adoptivos, logo tinha “as costas cobertas” por estes (não devia ser ele a pagar as contas e a hipoteca da casa)… Logo, nenhum dos dois exemplos teve problemas em ser empreendedor.

      • Rui says:

        Ricardo, tu como bom português comprovaste ponto por ponto os motivos, ou alguns dos motivos que impedem os portugueses de tornarem-se empreendedores 🙂

        Sem dúvida que é muito mais arriscado criar o seu próprio negócio e arriscar a nada facturar nos primeiros meses, em vez de ser trabalhador por conta de outrém e receber todos os meses os 500 ou os 1000 euritos a tempo e horas!

        Cabe a cada um avaliar as condições que tem e avaliar se está disposto a dar o salto em frente, muitas vezes na completa escuridão! Agora também te digo que quem cria o seu próprio negócio, não trabalha só 8 horas por dia e apenas das 9 às 18 horas……..

  31. Luís MR says:

    Boas, eu entrei este ano em engenheiria informática já com a mentalidade “OK, gosto da área, acho que este país não vale 3 cerejas, vou tirar o curso, tiro o mestrado/especializo-me numa área que goste mais, tento fazer 1 ou dois estágios/empregos durante uns anitos por cá e depois piro-me daqui pra fora.”

    Com isto dito e com base das informações que li dos comments, como é o panorama lá fora para um engenheiro informático? Há muita procura? As condições são semelhantes ao que se passa em Portugal? Com quanta experiência profissional começamos a ter hipóteses lá? E recém licenciados, têm alguma hipótese?

  32. Mais um says:

    LOL ! De facto à falta de profissionais na TI, mas a que preço.

    Tenho experiência de 4anos em redes, 1 ano a trabalhar em PT e 3 anos no estrangeiros. Sou licenciado em Telecomunicações. Quando acabei o curso, todos os meus colegas e eu arranjamos emprego facilmente (face ao estado do mercado). Começamos todos entre 700€ (estagio prof.) e 850€. Depois percebi rapidamente que não há evolução possível e mais tarde ou mais cedo é-se posto de lado quando se ganha muitas competências e obviamente quer-se mais.

    Em PT, as empresas de TI são maquinas de virar estagiários. Para qué pagar um consultor experiente 2000€ (salario digno) quando pode ter 3 estagiários pelo mesmo preço a fazer metade. E o mais triste disto é o governo a pactuar com isto tudo ao financiar os estagios IEFP.

    No estrangeiro, o meu salário já evolui 20% desde o inicio e tenho perspetivas para bem mais. Os meus colegas de curso continuam com o mesmo salário do inicio e não há evolução possível porque pode haver um estagiário disponível que irá ocupar-lhe o lugar.

    É uma autentica palhaçada e os recrutadores não tem vergonha na cara. No outro dia, um recrutador contactou-me pelo Linkedin para saber se estava aberto a uma oferta. Eu, curioso, disse que sim, para saber como andavam as coisas. Bem, eu com 4 anos de experiência, esperava algo minimamente serio (perfil procurado, competencias necessarias, min. max. salarial, local, etc…), nada disso – procuravam consultor redes moveis de comunicaçao (<- belo descriçao) para Lisboa a 700€ (liquidos) LOL LOL LOL.

    Enfim…

  33. jAugusto says:

    Essa estória de falta de pessoal já é velha e existe tb noutras áreas, o problema é que querem o pessoal com séculos de experiência mas ninguém está disposto a preparar o pessoal, logo dizem que existe falta de qualificados, como aconteceu com uma empresa da área de seguros na parte financeira recebeu perto de 3 mil CV`s e depois apareceu na imprensa a dizer que havia falta de qualificados, claro não nos deixam trabalhar depois querem experiência!!?? Palhaços…

  34. lmx says:

    A pagarem o salario que um endividuo ganha num supermercado…para isto existe vagas claro…

    O Problema é que para receber o salario de um supermercado, eu preferia ter dois partes times em Supermercados e ganhar 1000 e picos euros, do que trabalhar em informatica e ganhar pouco mais de 600 euros…

    Ser trabalhador na Area de Informatica é um desprestigio actualmente em Portugal…não aconselho ninguém a ver para estas Áres, caso contrario já sabe vai ter um salario como um mero trabalhador num supermercado que só tem 12 ano, e nem especialização tem…

    É o que temos…Os Esclavagistas das Empresas de trabalho temporário, querem é CARNE!!
    Perguntem aos elementos do governo que também teem empresas de recursos humanos…CARNE!!

  35. Rui says:

    Em 1º lugar seria interessante perceber qual a quantidade de profissionais IT que fariam falta caso os horários laborais fossem cumpridos, ou seja, 9h – 18h. É que há por aí muita consultora em que os horários que as pessoas estão lá a trabalhar são simplesmente ridiculos e obscenos! 800/1200€? Qual é o real valor hora pago para quem lá está 10 ou 12 horas?

    Depois, os recrutadores deviam ser mais claros (para não dizer honestos) nas ofertas de emprego que fazem. Portugal neste e noutros aspectos é realmente um país de 3º mundo. Pedem mundos e fundos e depois para determinado perfil é a remuneração de acordo com a experiencia demonstrada. LOL

    Para finalizar, era interessante compararem o valor hora ou dia que muitas consultoras cobram, com o valor que pagam.

    Quanto aos salários que são propostos e que muitas vezes são aceites… Cabe a cada um decidir (ou não) o que aceita. De certesa que há aqueles que tem mesmo de o fazer.

    • Valter says:

      Ora ai é que está o problema! Ainda não definiram o que é um informático!? O rapaz em part-time na loja da esquina que tem jeito pra coisa e faz umas reparações (e que pode ser um exelente profissional) ou alguem licenciado? E depois onde estão essas 8000 vagas? LX e Porto? Basicamente na minha opinião quem anda a desestabilizar o mercado são as empresas de trabalho temporário.

  36. tiago says:

    A PrimeIT tem um grande lata como todas as outras empresas de outsourcing, pagam mal e cobram muito, por cada 1000 que pagam a quem efectivamente trabalha pedem 4000 as empresas, aumentem o valor pago! esta técnica de falta de pessoas é clássica para desvalorizar ainda mais o valor pago a Eng. Informático.

    • Pedro Silva says:

      Não discordo do que dizes quase na sua totalidade. Agora dizerem que há falta de pessoas para as vagas pressupõe remunerações mais baixas? Pela lei da oferta e da procura, quando os “bens” escasseiam, o preço tende a aumentar e não a justificar o contrário.

      • Ricardo says:

        Concordo com o Tiago, fui a uma entrevista da PrimeIT e fui logo discartado por não ter experência de mercado informático, Como é que eles falam na falta de informáticos se nem sequer dão a hipótese de mercado de trabalho para os inexperientes?

        E os que conseguem arranjar trabalho são explorados há grande 12/14h de trabalho a 505€ onde já se viu isto? Depois falam que a empresa tem isto e aquilo… Estes empregadores Abram mas é os olhos e deem oportunidade a quem quer aprender e trabalhar.

        • tiago says:

          Não estou a falar de falta de experiencia, só posso falar do meu caso pessoal e de colegas que todos tinham experiencia. os que conseguimos trabalho em cliente final ficamos por portugal. Todos os colegas que conseguiram em consultoras/outsourcing neste ultimos 2 anos rumaram a outros mercados com ordenados que se podem classificar com sendo o dobro ou o triplo (comparando liquido lá com bruto cá!)

      • tiago says:

        Boas pedro, acontece que o valor esta gradualmente a subir, se pedires mais 8 ou 9 mil engenheiros vais fazer com que o valor volte a cair… era a isso que me referia

        • Pedro Silva says:

          Certo, entendo o teu ponto de vista.
          É pena para todos nós mas parece que o informático (em geral) é o “escravo” dissimulado do séc. XXI.

    • Rui says:

      Concordo plenamente com o teu comentário. Sou programador e quando sai do meu curso, toca de ir a entrevistas a essas empresas que são a “coisa mais nojenta da nossa sociedade”, só sabem roubar para quem lá vai. Posso dizer que me queriam pagar 900€ para ir para uma empresa bastante grande em Portugal, o problema é que eu conhecia o rapaz dos recursos humanos dessa empresa, e eles estavam a pagar por cada programador cerca de 2500€ (estamos a falar de programadores juniors).
      Se existisse tanta falta de informáticos assim, pagavam bem melhor.

      • tiago says:

        sobre isso só posso referir que sempre trabalhei em clientes finais e que os ordenados são inferiores caso fosse contratado um recurso a uma consultora, mas superiores ao que uma consultora paga a um Eng. por outro lado continuo a receber convites de consultoras praticamente semanais para desafios, e nos projectos que estou envolvido mensalmente alguma consultora tenta colocar alguem pedindo os valores que falas (2500-4000 por um junior) e a resposta é sempre “para esses valores contratamos um senior directamente”. Posso referir que a Capgemini quando sai da faculdade com CV que já incluia projectos internacionais me telefonou por duas vezes a oferecer valores inferiores a 1000€ e a resposta foi literalmente “ide a M*rda!”

  37. sakura says:

    A Cortana(ms) faz mais e melhor que todos ……. 2 anos e off all …..programadores.

    cortana AI da ms.

  38. Fernando says:

    Meus amigos informaticos com curso ou sem curso, vou vos contar uma historia… eu nao tenho nem curso nem certificação nem coisa nenhuma, dificilmente consigo programar 2 linhas de codigo correctamente, e a fazer uns sites na “net” em part-time (2-3 horas por dia, qdo me apetece consigo fazer em alguns meses 500 euros (legalmente) que muita ajuda a complementar o meu salario.
    se vcs que tem cursos que sabem programar e que estão em casa desempregados nao se conseguem desenrascar melhor do que eu então o melhor é procurarem outra area para trabalhar.

    Informatica não é só 10101110

    • Diogo says:

      Primeiro é preciso ser-se muito arrogante (e talvez haja malta para te chamar outras coisas) para vires dizer isso.
      Segundo, e achas que fazer uns “sites na net” é alguma coisa? Arranjar templates e modifica-los muita gente sabe fazer mas por vezes não o fazem porque não gostam ou não é algo que queiram fazer. E ainda assim não quer dizer que não se queiram desenrascar. E se não sabes programar 2 linhas correctamente, que sites fazes tu? Acho que se querias vir dizer alguma coisa de util, deste um tiro ao lado.

    • tiago says:

      O Citius começou assim… e acho que está tudo dito… agradecemos a participação e que assine sempre os seus trabalhos como “não entendido” na matéria. ajuda bastante na altura de apurar responsabilidades.

    • joao adnarim says:

      Procuro programador em part-time para me inplementar programa particular por cerca 1250 euros
      T=964344310

  39. Diogo says:

    Bom dia, mais isso hoje em dia e normal na maioria dos países. Dizem que falta profissionais para ocupar vagas mais eles não querem dar a 1 oportunidade. No Brasil eles so oferece R$1000, mais eles exigem vários conhecimentos e um nível de inglês avançado. E também hoje em dia sai cada profissional ruim. Hoje em dia eles não vão buscar conhecimento, se precisar fazer um trabalho vai na Internet e pegar o código.

    Muitas empresas preferir pagar pouco por estagiário do que gastar com alguém fixo. Esse período estava querendo procurar uma vaga de estagio na area de programação mais pagam muito mal so R$600, trabalhando 6 horas por dia com 2 horas de almoço. QUe conclui 8 horas por dia e pode ser mandado embora a qualquer momento.
    Estou fazendo estagio num tribunal de estagiario ganhando R$800 como 1 suporte trabalhando 5 horas por dia, podendo levar seu material escolar para estudar.

    Hoje em dia quem quer seguir a carreira de TI e por amor a profissão e disputar para entrar num concurso. Pois estudar para ganhar so R$2000 ninguem merece.

  40. RIcardo says:

    No estado em que o país está torna-se difícil arranjar trabalho….
    Existe muita oferta para a área de Informática (mas lá está como já foi referido anteriormente é mal paga, para as horas que se passa a queimar pestana). Mas também se formos a ver existe pouca procura, pois a malta não quer ser mal paga, (como é obvio).

    A vida não está fácil, mas também não impede de procurar outros investimentos, criar novos negócios, novas ideias, eu por exemplo licenciei-me em julho e consegui arranjar um bom trabalho na área de programação (embora seja uma liguagem que nem na universidade se dá), como sei que o ordenado não chega estou a fazer alguns trabalhos por fora ligados à informatica como o arranjo de pc’s, websites, entre outros.. Só acho que a malta jovem não se deve deixar ficar para singrar na vida.

    Temos de mostrar aos políticos que nós somos um povo com nome e com garra. E merece-mos o melhor para nós.

  41. Pedro says:

    Concordo com este estudo se especificarem que area da informatica se referem.
    Se o assunto envolve programacao / Automated QAs acredito que faltem muitos recursos. Se estamos a falar de redes, sys-admins ou hardware ai o cenario e diferente.
    Mas se ai em PT faltaram 8000, posso ja afirmar que ca fora ainda e pior. Estou no UK e posso ja dizer que a falta aqui e ainda maior. E sinceramente se ainda em PT eu sempre arranjei emprego na minha area, posso ja afirmar que os salarios nao eram nunca nada por ai alem. Agora nao se pode comparar os valores dos salario para um Senior programmer entre este pais e PT. Se calhar por isso emigram todos…

  42. clio says:

    Como se avaliam informaticos se são entrevistados por pessoas que possuem menos conhecimentos de que os que entrevistam?

  43. manel says:

    Não recomendo a ninguém que siga esta área.
    Os demasiados velhos são descartados, e os novos são pagos com salários de 600/700 euros. Trabalha-se muitas horas extras que não são pagas.

  44. João says:

    Vejo aqui muita malta a queixar-se, mas a minha experiência é bem diferente. Há 10 anos, desde que saí da faculdade (Universidade Nova) que trabalho em programação, evoluindo depois para analista/gestor de projecto, e actualmente estou numa empresa onde recebo cerca de 2300€, mais regalias (carro, seguro de saúde, etc).

    Obviamente que quando comecei a trabalhar ganhava uns 900€, mas com dedicação e sendo bom no que se faz, é possível ter uma vida boa em Portugal.

    Não esperem é que lá porque tiram um 12º ano e sabem montar uns computadores podem exigir logo um salário chorudo.

  45. void:(0) says:

    Leet que é leet mete gajos como vocês a trabalhar para eles 🙂

  46. Redin says:

    Visto que existe por aqui uma grande necessidade de possíveis candidatos, volto a relembrar que a Startup Business Consulting está a recrutar elementos necessários para o projeto antispam.P2T.

    https://pplware.sapo.pt/informacao/portugal-em-2015-vao-faltar-8-mil-informaticos/comment-page-1/#comment-1134010

  47. Marcelo Barros says:

    O problema é que muitos pseudo-empresários portugueses gostam de mão de obra barata, então sobrevivem a custa de estagiários.

    Acho muito bem que se de oportunidade a quem esta a começar, mas uma empresa de sucesso tem de ter mão de obra qualificada, ainda para mais nesta área, pelo menos com mais de 5 anos de experiência.

    Podem ser muito bons programadores e no futuro os melhores, mas cometem falhas que a nível bancário, empresarial não são admitidos.
    Sorte é que muitas empresas portuguesas ainda facilitam e aceitam essas falhas.

    Por isso uma percentagem dos colaboradores tem de ser seniores, para guiarem os novatos.

    Mas é verdade que há muito emprego nesta área, apesar de estar a fazer um trabalho em Portugal (a cerca de um ano), trabalho para uma empresa sediada no estrangeiro. Talvez um dia trabalhe para uma empresa Portuguesa, mas tem de ser para um empresário com outro tipo de mentalidade, Ok, estou a generalizar, mas é assim que vejo as coisas.

  48. Pedro says:

    Informática é um termo bastante abrangente não acham ? peguem no que aprenderam, o raciocínio lógico e sigam as tendências do mercado, sejam inovadores e dinheiro não vos faltará.
    Mandem os Empresários formatar os “cornichos” e desenvolvam aplicações para Telemóveis que sejam úteis e apetecíveis e que se lixe o mercado de trabalho !
    Não há nada como trabalhar por conta própria e receber do “Google Play , Apple e Windows Store”. Abraço a todos e boa sorte.

    • Nuno says:

      Até um dia destes a tendência alterar e tu, com os teus jogos “Google Play”, deixares de receber um tostão. Depois, sem reforma ou rendimento certo, serás mais um nas ruas da amargura!

      Convém não cantar de galo, neste mercado tudo muda de um dia para o outro…

    • Daniel P.D. Silva says:

      LOL mais um afetado com o bicho do empreendedorismo… Essa religião de sanguessugas que apenas ensinam mas não têm objectivos alcançados…
      Se queres se empreendedor, dá aulas de empreendedorismo e infecta o próximo, o que vale é que já está a passar essa “malária”…

  49. Jorge says:

    Boa tarde, estou num cet de redes na rumos e gostaria de saber a vossa opinião sobre o. Mercado de trabalho. Sei que tenho de começar por baixo mas quero subir e melhorar. Tenho bons conhecimentos em linux, algumas competências em Java, c+ e Android, além dos conhecimentos básicos em Windows, office e outros. Será que vou conseguir emprego? Quero muito continuar nesta área e quem sabe, acabar a licenciatura à noite.
    Cumprimentos a todos

  50. Tobias Silva says:

    Senhores e Doutores, boa noite.

    E como funciona o trabalho independente ou autônomo? Empresa própria de manutenção e programação. Esta não seria uma solução viável?

  51. Rodrigo says:

    Penso em Imigrar para Europa por Portugal pois sou Brasileiro e formado em programação.

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